Carta a um Amigo Detento
Até então tudo era não. Uma viagem? Não. Um presente? Não. Um trocado? Não... Era muita mordomia para pouca economia, foi aí que a ilusão acabou. A mão encheu de calo. O sono tinha seu momento. Até a dor deixou de ser prioridade. Hoje tenho consciência de que o SIM só depende de MIM... FIM.
A dor diferente do amor, carrega consigo um fardo inigualável capaz de nos confundir por inteiro. Repleta por sensações que nem a própria mente é capaz de sinalizar ao corpo o lugar correto para ser tratado, pois diferente do amor que afeta o coração... A dor é como um rio que transborda em nossa consciência diferentes emoções que na sua mais profunda agonia, indica aos nossos olhos a hora certa de lagrimejar. Um choro desesperador, capaz de angustiar qualquer um que esteja ao nosso lado. Porque diferente do AMOR, a DOR é sentida de forma profunda e não pode ser explicada com a mesma naturalidade de quem com amor aprendeu amar.
Como um passe de mágica fui transportado para um terreno vazio, destroçado pelas buraqueiras que alguém tratou de escavar. Um cenário solitário, mas com vestígio de que a semente nunca planta precisa do único jardineiro capaz de transformar aquele ambiente caótico no lugar perfeito para descansar.
Saudade é um sentimento profundo e único, que envolve a ausência e a memória. É a nostalgia de momentos vividos, a falta de pessoas queridas e o desejo de reviver experiências que deixaram marcas no coração. É a mistura de tristeza pela distância e alegria pelas lembranças, um lembrete constante de que aquilo que amamos sempre permanecerá conosco, mesmo quando não está presente fisicamente.
Ser pessoa com deficiência, é ter um atestado social durante toda a vida de que você sempre terá que demonstrar a sua capacidade, mesmo sendo capaz, pois, o julgamento de incapacidade cega as pessoas que não veem a capacidade nas pessoas com deficiência, mesmo elas sendo capazes. O que precisa é acessibilidade e oportunidade para a capacidade se aflorar e aparecer.
Ansiedade é sentir um frio na barriga, no peito uma explosão, o chão fica molhado por uma goteira na mão, um nó na garganta travando a respiração, falta de ar, parece até sufocamento, a mente fica a milhão, um carnaval nos pensamentos, dor muscular, aí você pensa que acabou, mas neste jogo, tudo apenas começou.
SOU UM SONHADOR, VIVO PENSANDO E TENTANDO BUSCAR NOVOS CAMINHOS DIRECIONADOS A FELICIDADE; O TEMPO É MEU MAIOR INIMIGO NESSA LUTA, MESMO COM O VENTO BATENDO CONTRA EU NÃO ME AJOELHO PARA O FRACASSO, PREFIRO DA RISADA DO PENSAMENTO NEGATIVO E DOS ACONTECIMENTOS TEMPESTUOSOS, A MINHA FÉ ME PERMITE MATERIALIZAR, CONCRETIZAR E REALIZAR INCONTÁVEIS SONHOS.
Pra tudo tem um tempo determinado. Deus é bom em todo o tempo. E tudo tem um propósito. Eu costumo dizer que o Senhor dá pra hoje o que precisamos hoje. A dor traz aprendizado. Sem dor, não há crescimento. A escola do sofrimento é a maior fonte de vida, eu não falo da boca pra fora. Eu já vivi coisas terríveis na minha vida, dores terríveis... E às vezes passamos por processos que nos ferem, nos envergonham, nos confrontam, etc. Porém, nos fazem ver em dimensões diferentes, nos aproximam de DEUS, forjam nosso caráter, quebram nosso orgulho. E só assim aprendemos que tudo tem seu tempo, até as pessoas.
Na vida, chega um momento em que temos que decidir o que realmente importa e o que desejamos para o nosso caminho. É normal cometer erros e perceber que podemos melhorar. Mas é importante não perder tempo, porque, se não, tudo pode se perder: as oportunidades, as chances e as pessoas que fazem a diferença.
Não se permita abraçar a TOLERÂNCIA e sentir-se satisfeito, pois ela é um poço quase seco, com apenas um palmo de água, escuro, profundo e que poucos dele escapam. É o refúgio da incompreensão, disfarçando o nojo com um sorriso morno, travestida para agradar. Compreenda, não tolere...
Quando "ameaçamos" fazer mudanças, todo um aparato emocional entra em alerta para evitá-la e assim manter tudo como está. Quanto maior a mudança, maior a resistência e como afirmou Kant, o indivíduo só é realmente livre se faz aquilo que é preciso e que fatalmente NÃO é o que quer.
Muitos especialistas falam que quem sabe de tudo um pouco na verdade não sabe nada; Eu discordo eu acredito que se as pessoas se propusecem a conhecer de tudo um pouco, elas teriam uma visão diferente, elas perceberiam que saber de tudo um pouco na verdade é não ser totalmente ignorante em nada.
Em cada batida do meu coração, sinto o amor que você me ensinou, pai. Um amor incondicional, que me cuidou e protegeu desde o primeiro instante. Seu exemplo de caráter é meu orgulho, uma luz que guia meus passos. Cresci envolta em seu amor, um amor que nunca me abandonou, e por isso, não aceito qualquer amor. Pois sei que mereço um amor tão puro e verdadeiro quanto o seu, que me mostrou o que é ser amada de verdade.
Em um piscar de olhos, teletransporto-me para um mundo lúdico e cor-de-rosa. As nuvens dançam em tons suaves, e os raios de sol acariciam minha pele. As flores exalam fragrâncias mágicas, e os riachos sussurram segredos antigos. Aqui, o tempo se estica como um arco-íris, e as preocupações desvanecem como fumaça. É essencial, às vezes, perder-me nesse refúgio de sonhos, onde a imaginação floresce e a esperança se renova.
Tenho sonhado com a lua em todas as suas fases, um céu estrelado estrelas cadentes riscando os momentos fazendo imaginar-se os mais belos desejos, fantasia é uma nave tripulada pelas imaginações mais férteis; então eu me vejo sob um céu bem próximo, estrelas de todas as grandezas; tem uma dançarina que se exibe num balé e de vez em quando roda nas pétalas de alguma estrela... nesse mundo eu procuro as esquinas, os horizontes, mas parece que há um deslimite; a bailarina ensaia uma valsa na fase cheia da lua sobre uma praia de luz uma plateia surge não se sabe de onde e aplaude efusivamente; a bailarina é carregada por um raio de luz e os meninos representam “Amoramora, este tango é meu...” então a bailarina surge do meu lado com uma roupa de plumas e paetês, declama a última estrofe e some ante o meu deslumbramento diante os primeiros raios de um alvorecer...
Daqui a um século como agora, olhar-me-ei no espelho, estupidamente sereno, impávido sem me preocupar com o IRA, O ISLÃ, Israel ou Palestina, a guerra das religiões que tentam impor suas doutrinas através do terror e carnificinas, toda essa complexidade humana que em nome de um Deus que é bom generoso e imaculado e emana luz. Daqui a um século, como todos os dias, olhar-me-ei no espelho procurando qualquer traço desse ser divino, que diz que sou imagem sua e semelhança, no entanto sou indolente, indiferente se na áfrica crianças morrem de inanição, se no Brasil são vítimas de drogas e prostituição e diante do espelho só me incomoda o meu cabelo em desalinho, os meus pés de galinha, as marcas indeléveis deixadas pelo tempo, o reflexo desse vidro enigmático que absorve a minha existência e rouba a minha identidade, tanto que todos os dias me olho no espelho, todos os dias há milênios olho no espelho e me pergunto tendo o silêncio frio e implacável como resposta: quem sou eu?
Há alguns anos atrás por muito tempo eu pensei que podia voar; que seria um condor sobre o relevo fluminense; era uma ideia meio insana; parecia uma debilidade mental e assim fui intimado a uma terapia com um psiquiatra. por seis meses, duas por semana e quatro por mês frequentei a clinica do Dr Jartov hasstoff conceituado psiquiatra de descendencia russa. Passados seis meses e alguns dias, ao chegar na Clínica encontrei-a fechada; uma adolescente que reside no dificio e namora com o rapaz da cobertura, que não quis revelar seu nome , jura que viu jartov pulando da cobertura, mas seu corpo jamais foi encontrado. Acho que Jartov aprendeu a voar...
Vou escrever um conto; ando sem inspiração, mas tenho o mar e todos os seus mistérios; toda essa coisa grandiosa e o que inventam; as sereias, os tesouros, as ilhas misteriosas, os mundos perdidos... Vou escrever um conto... eu invento um amor; uma grande paixão... algo digno de Shakespeare; alguém que renunciou a não sei o que e se entregou de corpo e alma e me espera não sei onde... vou falar desse amor, olharemos o arco-íris e a neblina primaveril acinzentando a lagoa e o corcovado. toda a melancolia dos anos dourados que repousa no passado, mas nos incomoda como uma farpa entre a unha e a carne. Vou escrever um conto... eu invento um álien meio ianque, meio soteropolitano, dançando despido na calçada de Copacabana; lembrando o hit do Caetano, ''sem lenço sem documento"; dançando um axé, um xaxado, um samba-rock... qualquer coisa entre a preguiça baiana e a esquisitice americana. Vou escrever um conto sobre amores inesquecíveis, paixões impossíveis; gente que se jogou da ponte, se revolve nas águas e seus espíritos perambulam nas praias em noites de lua cheia... quem pode entender o amor? Vou escrever um conto sobre o que não conto pra ninguém, esse pavor, esse momento delicado, que expande o pânico com o terror de chacinas e ameaça eminente que nos torna refém de milícias e nos tortura com funk de apologia à droga, à prostituição e à violência. Toda essa violência propriamente dita e a violência estarrecedora da corrupção que nos venda à qualquer possibilidade de uma luz no fim desse túnel.
Meio embaçada pelo tempo, Sílvia sorrir depois de um gol e das comemorações com as amigas; tenho a impressão de que ela me pisca ligeiramente, é uma ilusão boba que ficou anuviada pelo tempo, mas ainda brinca no meu subconsciente; não sei se é isso que chamamos de amor platônico, mas confesso que tenho medo de encontrá-la novamente depois de quatro décadas; aquele jeito sensual de andar, de mexer nos cabelos castanhos, aquele sorriso encantador... essas abstrações me povoam e demarcaram território no quintal que constitui as minhas lembranças, mas o tempo é devastador e seria insuportável vê-la diferente. Nunca lhe falei desse encanto, mas supunha que ela percebera pois notara alguns olhados, sorrisos maliciosos... mas como, alguém tímido, sonhador e solitário com uma baixa estima incomparável apesar de tirar as melhores notas do colégio, chegaria a uma diva em um grupo blindado e limitado. guardei essa paixão como uma relíquia, afinal, a realidade decompõe qualquer beleza, qualquer fantasia. No comecinho da noite eu sentava no muro do chalé acanhado como o seu inquilino e ficava olhando as copas das tamarineiras cintilando com os vagalumes e algumas estrelas; algumas crianças brincavam de ciranda, outras corriam barulhentas e desastradas esbarrando nos idosos e seus cuidadores; as crianças nem pensavam na vida, os cuidadores só pensavam em ganhá-la e os idosos se perguntavam quando Cristo voltaria, quando esse mundo acabaria, afinal havia a eminência de uma terceira guerra mundial, pois o mundo estava sempre em conflito, e os astrônomos descobriam sempre algum meteoro que vinha na direção do nosso planeta; desculpa pra morrer não faltava, afinal o nosso planeta parecia estar com o prazo de validade vencido. Eu não queria pensar nisso, aliás o fim do mundo, as guerras, os meteoros, tudo me apavorava, mas tínhamos o Clark Kent e o Bruce Wayne, e se eles falhassem, eu me declararia a Sílvia e fugiríamos para Aiuaba, onde certamente as noites são bem longas, existem mais estrelas, tamarineiras e vagalumes, e ali, o fim do mundo jamais nos alcançaria
"No esforço para entender a realidade, somos um homem que tenta compreender o mecanismo de um relógio fechado. Ele vê o mostrador e os ponteiros, escuta o tique-taque, mas não tem como abrir a caixa. Sendo habilidoso pode, pode observar o mecanismo responsável pelo que ele observa, mas nunca estará seguro de que sua explicação é a unica possível."
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