Carta a um Amigo Detento
Idas e vindas
Do Espírito Santo a Minas Gerais.
Muitas poesias por trás dos montes.
É um frio cruzar os horizontes,
Para ficar perto de você pequena Goiás.
A gente ver da janela do ônibus
Coisas ficando para trás
Uma miragem essa fumaça branca
Que cobre logo
pela manhã as montanhas.
E por minutos
ficamos admirados secretamente.
E a gente viaja
E acha que está voltando.
E na verdade pode está indo.
Para longe,
mas não se sabe o certo.
Por mais secreto seja o fel
ou o mel em nossas entranha.
Porque assim como as montanhas
Tudo permanece coberto por um nuvem cinzenta.
E o coração aguenta todo o mistério,
bem ali arrisca,
Porque é a vida.
E a gente respira o lixo dos outro,
Porque o caminho nem sempre vai ser silêncio.
Nem sempre vai ser certeza,
E nem sempre vamos encontrar pureza.
Vamos precisar de lenço para enxugar
Toda as poeiras que jogaram na sua cara.
Mas quem ama continua a trilha
mesmo entre espinho
não existe vida vazia.
E por mais que algumas situações
Não seja amorosa.
Persistência cria o homem e a mulher vitoriosa.
E a estrada e as montanhas,
encontra seu sol.
A noite as colinas se infeita de estrela.
E a gente descobre que nem todas manhãs,
São feitas de serrações.
Existe sempre novas canções
Para deixar a vida esplendorosa.
e para quem luta ela é saborosa.
Porque amar ė sentir o gosto bom,
Daquilo que faz com o coração.
CHEIO DE GRAÇA
Eu gosto da prosa que se veste de paixão
De um coração cantante da canção exata
Dos olhares poetados cheios de sensação
Do peito suspirando numa doce serenata
Não gosto de sussurros numa inspiração
De choro que fere, incerto termo, bravata
Gosto de flor dada com genuína emoção
Então, que seja adorno de ouro ou prata
Gosto do abrigo do abraço que contagia
Que faz a alma dançante, com toda raça
Da poética do fado que traz a companhia
Em sendo assim, estar no acaso que passa
Trazendo aos versos aquela atração luzidia
Do amor, deixando o soneto cheio de graça
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 fevereiro, 2022, 18’26” – Araguari, MG
Fase...
cada um dos estados de algo em evolução, ou que passa por sucessivas mudanças.
Estou em uma fase, que muitas mudanças tem de ser realizadas... Mudanças pra melhor, mudanças por algo, mudança pra tudo, mas não por alguém...
Que seja por você mesmo, se sujeite a arriscar menos e vai com a certeza que dará certo...
Não vai com o ditado que quem arrisca não petisca, quem arrisca corre perigo. Isso sim... Não lute se não tem certeza da vitória, lute com a certeza que será um aprendizado se algo der errado.
Seja você mesmo, e não se esconda a onde não é pra você...
Não tenha vergonha, sinta-se lisongeado pelo o que se tornou.
"Você me ensinou a ter um coração
Eu não sabia o que era ter um "coração" porque afinal eu nunca soube que eu tinha um
Eu não sabia que eu tinha um coração até você anunciar a sua partida
Então eu soube que eu tinha um coração e que eu era capaz de amar alguem
E quando achei que meu coração fosse parar de bater assim que você se foi
Percebi que ele sempre esteve aqui
Mas não sabia como sentir, ate pensar que eu perderia você...
Ja era óbvio que não duraria-mos para sempre
E eu via esse dia chegar de longe
Espero que em algum dia ou em outra vida poderíamos nos resolver e concertar tudo
Porém, se não pudermos...
Saiba que eu sempre te amei e sempre vou te amar
Obrigada por fazer perceber que eu tenho um coraçãozinho
e obrigada por fazer eu sentir alguma coisa quando eu ja achava que eu estava fria por dentro".
2020
Vou contar-te como faz me sentir, seja com um toque de mãos,
Dos lábios que de tão íntimos, pareciam se conhecer há décadas
Das conversas que me levam a outra dimensão,
Os castanhos dos teus olhos que quando os vejam tão perto
É mel de nova colmeia, margem do Rio Negro ao meio dia, barezinho gelado.
Quero noites contigo como as estreladas para
Te beijar escorado no parapeito do teatro,
Sob olhar tímido celestial de júpiter e ao fundo evidências
Como uma grande orquestra, perfeitamente ensaiado.
A Arte da Vida
A vida é uma arte
Onde você é o pintor
E as cores seus caminhos.
A vida é uma arte
Onde você é o poeta
Que escreve em poesia.
A vida é uma arte
Tão alegre e agitada
Quanto o ritmo de uma música.
A vida é uma arte
Onde você é o escultor
Que moldar sua vida.
E quando eu penso em você, dá um misto de sentimentos em meu peito, ao mesmo tempo que quero chorar também quero sorrir. Seus traços e toques permanecem como uma marca indelével em mim. Suas lágrimas e sorrisos colocam-me na certeza que fui bom e na incerteza se fui tão mau assim. Tenho saudades da amiga que é, Sinto falta de cada conselho que dá, sinto o frio que só o calor do seu abraço poderia tirar.
Nos meus dias mortos, penso o que será que está fazendo? Será que está bem? Penso em ligar, seguro no telemóvel mas desligo antes mesmo de chamar... não a quero incomodar ou parecer intrometido em sua vida.Só quero agora saber como você está, se está tudo bem, como vai seu dia? e com essa pergunta não espero bemO entusiasmo das suas respostas em contar-me o que aconteceu. Não a obrigo. Comigo está tudo bem. Espero que com você também!
*Houve um tempo*
Houve um tempo que nossa maior preocupação, era apenas com a lição.
Houve um tempo em que correr de pés no chão, era pura emoção.
Houve um tempo que filme de ação, era a maior diversão.
Houve um tempo que escutar rock e sacudir a cabeleira, era a coisa mais maneira.
Houve um tempo que ir à pracinha tocar violão, era a maior atração.
Houve um tempo que brincar na chuva era animado, mesmo ficando todo molhado.
Houve um tempo que os dias eram contados, à espera de um feriado.
Houve um tempo que aos domingos era sagrado, comer maionese e frango com o "Sílvio Santos " ao lado.
Houve um tempo em que brincar de correr na rua, era a maior aventura.
Houve um tempo em que a vovó gritava, sua mãe vai ficar brava.
Houve um tempo que não está mais aqui, só sobrou a nostalgia que nos leva a refletir!
A vida é um jogo de xadrez, dirrepente tudo muda...
Um vacilo, xeque-mate!
Pequenos momentos, mudam grandes rotas.
O caminhante muda o caminho, o caminho muda o caminhante.
As vezes, a estrada te mostra o rumo, as vezes o rumo te mostra um labirinto.
As vezes sinto paz em meio à guerra, as vezes batalho em meio à paz.
Tudo é simples e contraditório ao mesmo tempo...
Direis a ti que há um dualismo dentro de mim.
Fareis aqui; dentro do peito um pedaço de ti...
E nós não somos nada, nada além do que se faz com os nós...
Sonhos Secretos nos gestos que eu te fiz
São contos e versos, inversos dentro de mim...
Por gestos/decretos, infernos: James Dean.
de verdade
hoje passei um tempo refletindo enquanto muitos falavam, fiquei no silêncio do meu mundo, ainda tentando entender melhor tudo o que aconteceu, talvez eu só tivesse que entender que não foi pra ser, mesmo que tenha sido de verdade, mesmo que você ainda viva em mim, não vou me forçar a te esquecer, guardarei as melhores lembranças, os abraços que se repetem constantemente em minha memória.. eu fui tarde, pois, persistir resultou em um fim doloroso, bem, só me restou seguir, mesmo que ainda você faça parte de uma história, minha história, nossa história, acabou..
[O CAMINHANTE E O TEXTO URBANO]
Ao caminhar pela cidade, cada pedestre apropria-se de um sistema topográfico (de maneira análoga ao modo como um locutor apropria-se da língua que irá utilizar), e ao mesmo tempo realiza este sistema topográfico em uma trajetória específica (como o falante que, ao enunciar a palavra, realiza sonoramente a língua). Por fim, ao caminhar em um universo urbano onde muitos outros caminham, o pedestre insere-se em uma rede de discursos - em um sistema polifônico de enunciados, partilhado por diversas vozes que interagem entre si (como se dá com os locutores que se colocam em uma rede de comunicações, tendo-se na mais simples ‘conversa’ um dos exemplos mais evidentes).
Enfim, se existe um sistema urbano - com a sua materialidade e com as suas formas, com as suas possibilidades e os seus interditos, com as suas avenidas e muros, com os seus espaços de comunicação e os seus recantos de segregação, com os seus códigos de trânsito - existem também os modos de usar este sistema. A metáfora linguística do universo urbano aqui se sofistica: existe a língua a ser decifrada (o texto ou o contexto urbano), mas existe também o modo como os falantes (os pedestres e habitantes urbanos) utilizam e atualizam esta língua, inclusive criando dentro deste mesmo sistema de língua as suas comunidades linguísticas particulares (dentro da cidade existem inúmeros guetos, inúmeros saberes, inúmeras maneiras de circular na cidade e de se apropriar dos vários objetos urbanos que são partilhadas por grupos distintos de indivíduos)
]trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. Cidade e História. Petrópolis: Editora Vozes, 2007, p.43-44 ].
O CEGO, E O OUTRO QUE VIA
Havia na estrada do mundo
um Cego, e um Outro
que via
O Cego tinha uma estrela
cujo brilho não sabia
A Noite não lhe era um mal
pois não via o que não devia
O Outro tinha três olhos
e pelo excesso sofria
pois via com o olho da sobra
tudo aquilo que não podia
Numa flor via seus átomos
e nessa profundidade desastrada
Toda beleza se perdia
No perfume sentia cheiros
(cada nota em separado)
pelo nariz lúcido e enfermo
que todo aroma dissolvia
E assim, pela estrada do mundo
Ia o Cego, e o Outro que via
O que via indagava a causa
e o Cego gozava o efeito
Sendo feliz porque não via
Contava-se nas estalagens
Por onde a estrada passava
Que Um era a sombra do Outro
E os Dois, partes de um mesmo ser
Cuja felicidade de ver
Somente estava onde não devia
[publicado em Recital, vol.3, nº1, 2021]
Vida de um autor
Eu vivo e sobrevivo em meio dessas palavras frias organizadas em linhas para satisfazer minha vontade de reviver coisas boas que aconteceram comigo. Ou pelo menos que eu queria que acontecessem comigo. Mas tudo isso que eu disse não importa já que eu vou viver pra sempre em meio das palavras frias que no fim da minha vida minha alma ficaria para sempre aprisionada.
Gosto de escrever sobre o que interessa
Partilhar idéias, sem pressa
Como quem tira um som da vida
E segue a rima na batida
Voar no próprio pensamento
Sem falar do óbvio
Só das coisas que invento
Crio no palco do mundo
Pessoas e coisas que são minhas
Sons que ouço e reproduzo
Articulo com o ritmo da vida
Assim sou musa e também poesia
Nessas letras que discorro
O próprio som e a melodia
Não entrego tudo
Mas algumas doses por dia
Um pouco do que sou, eu dou
Só pra ver sua alegria
[Devaneio] A borboleta voa de ombro a ombro; por onde passa deixa um finíssimo fio, invisível a olhos que não possuem as lentes cristalinas oferecidos a alguns pela vida. A borboleta é branca, completamente branca, tão branca que reflete intensamente qualquer feixe luminoso; seja este vermelho-rubro, ou o mais puro azul-celeste. Confere a cada o florescer pessoal, o desabrochar interno dos sentimentos e manifestações únicas de cada alma. Do fundo das camadas morais emerge os antigos fantasmas, cândidos ou pueris; dependendo somente do eu. Também cria, não impelido; a borboleta não manipula, apenas expõe. De cada extrai a mais bela expressão, mas também a mais obscura e conturbada confissão.
[...] Confissão?
[Devaneio] Sim, confissão. Não há nada novo sobre os céus, tudo que havemos de ser já estava em nós. Se tu um dia matar alguém, já matara antes, mas em potência. A borboleta somente trouxe ao real o que já existia no teu íntimo. Da mesma forma, ao amar e demonstrar amor, já o tinha no seu íntimo a borboleta somente o manifestou.
[...] Tu me dizes então que não há escolha? Somos predestinados a agir de tais formas, conforme o destino? Não posso escolher mudar o meu eu, já que sou assim por natureza.
Moldados e impelidos por algo maior, somente podemos manifestar o que nos foi entregue. Não posso jamais deixar de ser um assassino, não há arrependimento, pois, o crime foi cometido antes do ato.
[Devaneio] Não há necessidade de pânico, não disse que tu não tens escolha sobre tuas ações. Estas são efetivadas pelo seu verdadeiro eu, se o mudar não há porque temer. Se és uma pessoa amável ao toque da borboleta terá atitudes amáveis.
A ressaltar, a borboleta é branca, junção de todas as cores e, à necessidade, se fragmenta para expressar o íntimo do ser humano. Por isso é fluída, como pontuou; se há de ser assassino realmente é, já fora antes de concretizar. Entretanto, é possível deixar de ser alterando o cerne na tua alma. Se tiver êxito, ao toque da borboleta seu novo eu se manifestará, seja ele qual for.
Pela sociedade deve deixar de ser assassino antes que tenha oportunidade de manifestação do eu. Do contrário não será somente assassino para si, mas também para outros. Terá de arcar com consequências.
[...] Me dizes que ela cria, não impelido, acredito que isso seja o criar; a mudança, um eu diferente do que um dia fora.
[Devaneio] Precisamente; ela por si não cria, cria para o externo o que já foi forjado no interno. De pueril para cândido; foi primeiro transformado no intrínseco para então ser no extrínseco. Podemos dizer, portanto, que a borboleta é o movimento, não digo o conceito físico de movimento. Mas o movimento moral, ético e humano. A parte do biológico. Se querer demonstrar amor, conceito puramente humano. Ao toque o fará.
[...] Se tudo é puramente humano deve existir algo que nos ligue; a diferença das demais formas de vida. Ou sou tolo e petulante ao colocar à parte minha própria espécie?
[Devaneio] De fato é petulante colocar a parte. Mas há diferença; não superior, apenas diferente. São seres abstratos, simbólicos. E com tais conceitos manifestam, ao toque, ações humanas — humanas, pois não são encontradas em outras formas de vida. Arte, linguagem, traição, amor, etc. tudo é único. Tudo está ligado pelo fio que tece a espécie. Fio tecido pela mesma causadora destas manifestações.
Se ponderar talvez perceba que vós sois menos favorecidos que as demais espécies desprovidas do abstrato. Estas não tem preocupações fora de suas necessidades; não são afligidas por pesares; não se iludem com esperanças infundadas; verdadeiramente vivem o que é real e não fantasiam a realidade.
Dicotomicamente, acredito que a maioria dos abstratos não mudaria o cerne que os faz o que são. Há algo de convidativo em ser humano, algo transcendental, mas não mistico como são construídos os cultos.
[...] Esse fio criado pela borboleta é o que nos tornar quem somos? Isso implica haver, de alguma forma, uma unidade maior, talvez incompreensível!
[Devaneio] Não existem motivos para conceber algo ou alguém maior; tais conceitos são humanos e não poderiam ser aplicados em outro tecido. Tecido feito por outros teares, outras borboletas. Digo borboletas para podermos conversar, já que seria outra realidade, não podemos conceber.
[...] Então é certo que há de fato outros seres metafísicos? Não digo Deus ou qualquer outra forma de representação humana, mas algo que não faz parte disso… que podemos ver.
[Devaneio] Tu bens sabe que não posso lhe dar respostar fora de tua própria sabedoria!
[...] Mas decerto não sabia de nada que tu me dizes até então.
[Devaneio] Se engana ao pensar assim; faz parte de um tecido, em constante movimento, feito com uma única linha que se entrelaça e cria nós. Não há ser maior, nem menor, que outro. Como disse; não há nada novo sobre o céu; apenas constante voltas e cintilar de pensamentos; que no fim são concêntricos; sempre retomando uma origem comum; tu mesmo criastes as perguntas e formulastes as respostas; não há nada novo nelas, antes de ti, teve outro e depois haverá mais um.
[...] Entendo não haver real diferenciação entre pessoas. Todos fazemos parte da mesma linha que tece o longo tecido humano, atemporal. Não podendo haver nada novo, já que não há criação nem morte. Somente recomeço. Não digo reencarnação, mas uma ‘reprise’ do que já foi feito e dito. O será novamente.
[Devaneio] Pode-se chegar a tal pensamento, mas nada do que dizes pode ser realmente apontado como certo. Há divergências entre pensamentos humanos, se considerar todos parte de uma unidade não poderia haver desavenças, por isso os nós, tornando cada um único, em relação ao que os torna um.
Nem mesmo o que te digo seria a verdade, visto que não lhe imputaria nada fora de teu próprio conhecimento.
[...] Até então venho procurando-a. E acredito que seja a máxima ambição de todos os pensantes. Receio que não possa tê-la por ti.
[Devaneio] Decerto não teria resposta.
[...] Como chegamos a semelhante assunto? Já não me lembro.
[Devaneio] A certo, a cerca de 14 minutos sofrestes um acidente aéreo e morreu! Estava conversando com teu amigo no avião antes do mesmo cair, continuamos aqui, mas desta vez, sem ele.
[...] Eu estou morto? Esperava estar mais surpreso, não me sinto rodeado por angústia ou qualquer sentimento em relação a isso.
[Devaneio] Devaneias antes de perder completamente a consciência. Disse que morrestes, pois, não há esperanças. Isso porque tens ainda poucos neurônios funcionando; acredito que já tenha ouvido falar em vida que, ao morrer, o cérebro fica consciente por 15 minutos antes de parar completamente.
[...] Sim, sim, li isso em algum lugar! Para aonde vou quando partir completamente?
[Devaneio] Tu sabes?
[...] Não
[Devaneio] Então… nem eu.
[...] Ma…
A Visita de Messias no Passeio de Herodes
De
Um lado
Tio Sam
De FBI
E CIA
De outro
Ex KGB
De vocação
Imperialista
A estúpida
Arrogância
Do poder
Das armas
A humanidade
Padece
De
Insanidade
Galopante
Na
Impossibilidade
De fazer
Já
Agora
Na trilha
Que
Lhe coube
Volúpias
Efêmeras
De
Imediatismos
Passarinho
Que come
Pedra
Sabe bem
O que
Lhe advém
Não bastasse
O vírus
Também
O fantasma
De Herodes
Chamego
Um carinho, um beijo
Um cafuné, um afago
Um chamego
Sem apego
Só paixão exacerbada
Uma saudade do amor verdadeiro não vivido
Não concretizado,
Mal-resolvido
Esquecido
Nos recônditos da alma
Ou nas águas do passado
Vidas passadas
Sentimento que invade e deságua
Nostalgia que não apaga a mágoa consentida
Um romance de cinema,
A cores ou em preto e branco
Não importa,
Apenas um chamego
Sem desespero nem cobrança
Com honra
Quem acha, engana
Pensa ser só uma aventura casual
Mas, não
O que faz falta é a entrega
É disso que o cotidiano, o dia a dia e a nossa vida está sedenta
É a joaninha que pousa de vez em nunca numa folha e nos revela sorte
É a flor que floresce só a noite
É o beija-flor que aparece sem avisar
É a chuva que molha depois de longos dias quentes de verão
É a esperança que surge na porta
É o ímpeto e o arrebatamento que aparece vez ou outra na nossa vida pra balançar nosso coração
O chamego que, depois da longa entrega, vai embora
Mas, não te deixa só
Fica sempre um pedaço com você e marca eternamente sua história
Fica sempre um jardim na alma que às vezes aflora
A falta de fôlego que não mata, mas no peito mora
Quando se lembra com carinho, no auge da paz e sossego
Secretamente daquele chamego
Que um dia adocicou seus dias amargos
Ou que podia estar contigo agora
Bom dia! ☕🍪
Aconchego! Um abrigo, um amparo, um conforto, um alento... É o ato ou efeito de agasalhar-se, amparo físico ou não, um abraço confortável, que protege como se fosse o nutriente da alma, a fotossíntese da vida, a coabitar, na partilha dentro do mesmo espaço, na formação da atmosfera do prazer, a produzir o deleite da alma, porque, não requer mérito, apenas desejo e vontade. Há várias maneiras de ser esculpido o aconchego, em diversos ambientes ou simplesmente com o contato, onde haverá a transmissão da sensação que faz movimentar o seu próprio universo, como se fosse único, um abraço, jamais será igual ao outro, por isso é ótimo abraçar, não tem preço, ninguém pode pagar, não tem valor, é um maravilhamento da alma, algo que não se explica, simplesmente expressa. É como se fosse o traçar dos nossos planos à luz da revelação de algo tão profundo, tão importante e intenso. Abraços são emissões coloridas com as cores das idas e vindas saudadas nas relações que mantemos uns com outros, são argumentos silenciosos do amor, da amizade, que envolve e enche o nosso íntimo, faz a demonstração da admiração e da estima, como se fosse uma associação de sentimentos, que descreve as nossas emoções e felicidades, permita receber o abraço, continuamente, porque abraçar pessoas, é usufruir, da transmissão do bem-querer, da ternura, da ligação; simplesmente, pratique, e sinta o prazer e o vigor da vida. 🙌🏻
JCA
Saúde e paz! 🌷
Brilha prosperidade e gratidão! 🌷
Boa noite! 🌟🌙🏕️
Natal ou Dia de Natal é um feriado ou um festival religioso, que possamos a comemorar no dia 25 de dezembro, iniciando um novo ciclo, para marcar o centro de festas de fim de ano e da temporada de férias. Natal, inclue festas em família, troca de presentes e cartões, ceias com refeições especiais e exibição de decorações diferentes, incluindo árvores enfeitadas, presépios, etc., com o aumento da atividade econômica. Onde as pessoas esquecem qualquer tipo de vingança ou raiva, como se fosse uma nova realidade, um coquetel de emoções positivas, ficando de lado, as posições negativas, do ódio, da raiva, do rancor, da ira, da mágoa e do desrespeito. Esses sentimentos próprios do coração natural, mas o fato de serem naturais não significa que sejam corretos. Ao contrário, é um aglomerado de sentimentos prejudiciais, que destrói as coisas mais puras que o ser humano tem que ter, ensinado por Deus. Natal, momento de renovação, não podemos deixar corroer como ácido o nosso coração, com valores, princípios negativos, devemos, principalmente, celebrar a paz e amor. 🙌🏻
JCA
Saúde e paz! 🌷
Brilha prosperidade e gratidão! 🌷
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