Carta a um Amigo Detento
"Minha vida é um livro aberto"
Sim, sua vida é um livro aberto. Esse livro possui muitas histórias lindas, que irão encantar as pessoas certas. Existem também, história de superação, que farão muitas pessoas admirarem você. Mas, neste livro, também possuem histórias tristes, que você não vai querer lembrar. Alguns, você desejará resgar as paginas que eles estão escritas. Porém, não esqueça que você é um livro que possui risos, felicidades, tristezas, dores, amores, idas, vindas, feridas e cicatrizes. Estas histórias são suas, eles fazem você. Por isso, não deixe que as pessoas escolham em qual página o livro de sua vida irá ficar aberta. As pessoas têm mania, na verdade, maldade, de escolher apenas paginas que possuem algo que te machuca, que te faz se sentir horrível. Elas não estão interessas em sua história completa. As que não desejam enxergar você como um livro completo, com todos os altos e baixos, não merecem nem uma letra da linda história que você é.
- JerClay
[PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES: seu entrelaçamento, a partir de um exemplo]
As práticas e representações se entrelaçam nos diversos processos históricos que podem ser estudados pelos historiadores cuturais e sociais. Será possível compreender isto a partir de um exemplo concreto. Para este fim, acompanharemos as “práticas culturais” (e neste caso as “práticas sociais”), que se entreteceram no Ocidente Europeu durante um período situado entre a Idade Média e o período Moderno com relação à aceitação ou rejeição da figura do “mendigo”.
Entre o fim do século XI e o início do século XIII, o pobre, e entre os vários tipos de pobres o mendigo, desempenhava um papel vital e orgânico nas sociedades cristãs do Ocidente Europeu. A sua existência social era justificada como sendo primordial para a “salvação do rico” . Consequentemente, o mendigo – pelo menos o mendigo conhecido – era bem acolhido na sociedade medieval. Toda comunidade, cidade ou mosteiro queria ter os seus mendigos, pois eles eram vistos como laços entre o céu e a terra – instrumentos através dos quais os ricos poderiam exercer a caridade para expiar os seus pecados. Esta visão do pobre como ‘instrumento de salvação para o rico’, antecipemos desde já, é uma ‘representação cultural’.
A postura medieval em relação aos mendigos gerava ‘práticas’, mais especificamente costumes e modos de convivência. Tal como mencionamos atrás, fazem parte do conjunto das “práticas culturais” de uma sociedade também os ‘modos de vida’, as ‘atitudes’ (acolhimento, hostilidade, desconfiança), ou as normas de convivência (caridade, discriminação, repúdio). Tudo isto, conforme veremos, são práticas culturais que, além de gerarem eventualmente produtos culturais no sentido literário e artístico, geram também padrões de vida cotidiana (“cultura” no moderno sentido antropológico).
No século XIII, com as ordens mendicantes inauguradas por São Francisco de Assis, a valorização do pedinte pobre recebe ainda um novo impulso. Antes ainda havia aquela visão amplamente difundida de que, embora o pobre fosse instrumento de salvação necessário para o rico, o mendigo em si mesmo estaria naquela condição como resultado de um pecado. O seu sofrimento pessoal, enfim, não era gratuito, mas resultado de uma determinação oriunda do plano espiritual. Os franciscanos apressam-se em desfazer esta ‘representação’. Seus esforços atuam no sentido de produzir um discurso de reabilitação da imagem do pobre, e mais especificamente do mendigo. O pobre deveria ser estimado pelo seu valor humano, e não apenas por desempenhar este importante papel na economia de salvação das almas. O mendigo não deveria ser mais visto em associação a um estado pecaminoso, embora útil.
Estas ‘representações’ medievais do pobre, com seus sutis deslocamentos, são complementares a inúmeras ‘práticas’. Desenvolvem-se as instituições hospitalares, os projetos de educação para os pobres, as caridades paroquiais, as esmolarias de príncipes. A literatura dos romances, os dramas litúrgicos, as iconografias das igrejas e a arte dos trovadores difunde, em meio a suas práticas, representações do pobre que lhe dão um lugar relativamente confortável na sociedade. Havia os pobres locais, que eram praticamente adotados pela sociedade na qual se inseriam, e os “pobres
de passagem” – os mendigos forasteiros que, se não eram acolhidos em definitivo, pelo menos recebiam alimentação e cuidados por um certo período antes de serem convidados a seguir viagem.
Daremos agora um salto no tempo para verificar como se transformaram estas práticas e representações com a passagem para a Idade Moderna. No século XVI, o mendigo forasteiro será recebido com extrema desconfiança. Ele passa a ser visto de maneira cada vez mais excludente. Suas ‘representações’, em geral, tendem a estar inseridas no âmbito da marginalidade. Pergunta-se que doenças estará prestes a transmitir, se não será um bandido, por que razões não permaneceu no seu lugar de origem, por que não tem uma ocupação qualquer. Assim mesmo, quando um mendigo forasteiro aparecia em uma cidade, no século XVI ele ainda era tratado e alimentado antes de ser expulso. Já no século XVII, ele teria a sua cabeça raspada (um sinal representativo de exclusão), algumas décadas depois ele passaria a ser açoitado, e já no fim deste século a mendicidade implicaria na condenação .
O mendigo, que na Idade Média beneficiara-se de uma representação que o redefinia como “instrumento necessário para a salvação do rico”, era agora penalizado por se mostrar aos poderes dominantes como uma ameaça contra o sistema de trabalho assalariado do Capitalismo, que não podia desprezar braços humanos de custo barato para pôr em movimento suas máquinas e teares, e nem permitir que se difundissem exemplos e modelos inspiradores de vadiagem. O mendigo passava a ser representado então como um desocupado, um estorvo que ameaçava a sociedade (e não mais como um ser merecedor de caridade). Ele passa a ser então assimilado aos marginais, aos criminosos – sua representação mais comum é a do vagabundo. Algumas canções e obras literárias irão representá-lo com alguma freqüência desta nova maneira, os discursos jurídicos e policiais farão isto sempre. As novas tecnologias de poder passariam a visar a sua reeducação, e quando isto não fosse possível a sua punição exemplar. Novas práticas irão substituir as antigas, consolidando novos costumes.
O exemplo chama atenção para a complementaridade das “práticas e representações”, e para a extensão de cada uma destas noções. As práticas relativas aos mendigos forasteiros geram representações, e as suas representações geram práticas, em um emaranhado de atitudes e gestos no qual não é possível distinguir onde estão os começos (se em determinadas práticas, se em determinadas representações).
[extraído de 'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, p.77-80]
[PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES: Exemplo do Livro]
Um livro é um objeto cultural bem conhecido no nosso tipo de sociedade. Para a sua produção, são movimentadas determinadas práticas culturais e também representações, sem contar que o próprio livro, depois de produzido, irá difundir novas representações e contribuir para a produção de novas práticas.
As práticas culturais que aparecem na construção do livro são tanto de ordem autoral (modos de escrever, de pensar ou expor o que será escrito), como editoriais (reunir o que foi escrito para constituí-lo em livro), ou ainda artesanais (a construção do livro na sua materialidade, dependendo de estarmos na era dos manuscritos ou da impressão). Da mesma forma, quando um autor se põe a escrever um livro, ele se conforma a determinadas representações do que deve ser um livro, a certas representações concernentes ao gênero literário no qual se inscreverá a sua obra, a representações concernentes aos temas por ela desenvolvidos. Este autor também poderá se tornar criador de novas representações, que encontrarão no devido tempo uma ressonância maior ou menor no circuito leitor ou na sociedade mais ampla.
Com relação a este último aspecto, não podemos esquecerque a leitura de um livro também gera práticas criadoras, podendo produzir concomitantemente práticas sociais. Será o livro lido em leitura silenciosa, em recinto privado, em uma biblioteca, em praça pública? Sabemos que sua leitura poderá ser individual ou coletiva (um letrado, por exemplo, pode ler o livro para uma multidão de não-letrados), e que o seu conteúdo poderá ser imposto ou rediscutido. Por fim, a partir da leitura e difusão do conteúdo do livro, poderão ser geradas inúmeras representações novas sobre os temas que o atravessam, que em alguns casos poderão passar a fazer parte das representações coletivas. O exemplo nos mostra que a produção de um bem cultural, como um livro ou qualquer outro, está necessariamente inscrita em um universo regido por estes dois pólos que são as práticas e as representações.
[extraído de 'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, p.80-81].
[HISTÓRIA POLÍTICA]
O que autoriza classificar um trabalho historiográfico dentro da História Política é naturalmente o enfoque no “Poder”. Mas que tipo de poder? Pode-se privilegiar desde o estudo do poder estatal até o estudo dos micropoderes que aparecem na vida cotidiana. Assim, enquanto a História Política do século XIX mostrava uma preocupação praticamente exclusiva com a política dos grandes Estados (conduzida ou interferida pelos “grandes homens”), já a Nova História Política que começa a se consolidar a partir dos anos 1980 passa a se interessar também pelo “poder” nas suas outras modalidades (que incluem também os micropoderes presentes na vida cotidiana, o uso político dos sistemas de representações, e assim por diante).
Para além disto, a Nova História Política passou a abrir um espaço correspondente para uma “História vista de Baixo”, ora preocupada com as grandes massas anônimas, ora preocupada com o “indivíduo comum”, e que por isto mesmo pode se mostrar como o portador de indícios que dizem respeito ao social mais amplo. Assim, mesmo quando a Nova História Política toma para seu objeto um indivíduo, não visa mais a excepcionalidade das grandes figuras políticas que outrora os historiadores positivistas acreditavam ser os grandes e únicos condutores da História .
Objetos da História Política são todos aqueles que são atravessados pela noção de “poder”. Neste sentido, teremos de um lado aqueles antigos enfoques da História Política tradicional que, apesar de terem sido rejeitados pela historiografia mais moderna de a partir dos anos 1930, com as últimas décadas do século XX começaram a retornar com um novo sentido. A Guerra, a Diplomacia, as Instituições, ou até mesmo a trajetória política dos indivíduos que ocuparam lugares privilegiados na organização do poder – tudo isto começa a retornar a partir do final do século com um novo interesse.
De outro lado, além destes objetos que se referem às relações entre as grandes unidades políticas e aos modos de organização destas grandes unidades políticas que são os Estados e as Instituições, ganham especial destaque as relações políticas entre grupos sociais de diversos tipos. A rigor, as ‘ideologias’ e os movimentos sociais e políticos (por exemplo as Revoluções) sempre constituíram pontos de especial interesse por parte da nova historiografia que se inicia com o século XX. Por outro lado, tal como já ressaltamos, hoje despertam um interesse análogo as relações interindividuais (micropoderes, relações de poder no interior da família, relacionamentos intergrupais), bem como o campo das representações políticas, dos símbolos, dos mitos políticos, do teatro do poder, ou do discurso, enfim. Em muitos destes âmbitos, são evidentes as interfaces da História Política com outros campos historiográficos, como a História Cultural, a História Econômica, ou, sobretudo, a História Social.
[extraído de'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.106-107]
DEVOLVA-ME
(E foi assim que um poeta virou livro. Inspirou outro poeta)
__Devolva-me as palavras doces
e as mais puras gargalhadas...
que te tocaram-lhe os ouvidos!
__Devolva-me !
__Devolvam-me os beijos que com sofreguidão te dei.
__Devolva-me!
As carícias que só eu soube (ou não soube),
mas que desenhei em seu corpo
as marcas da felicidade efêmera.
__Devolva-me!
E se quiseres, te devolverei também os beijos e os abraços.
__Conceda-me uma noite apenas!
E daquela estrada, peço que me retornes de onde parti contigo,
Pois não sei mais voltar, estou perdida.
__Devolva-me!
__Devolva-me a direção do caminho!
Você não sabe a falta que faz, até fazer..
Você não sabe como dói um adeus..até doer..
Vc não sabe quanto uma saudade machuca , até ela apertar ...
Você não sabe a dor do silêncio..até ter que silenciar .. e o mundo não para pra você se remendar .. o mundo não para pra você se conformar..o mundo não para pra vc pegar seus cacos e se reerguer...
Existia em um jardim milhares de flores, uma mais linda do que a outra. E em especial uma que se destacava por sua simplicidade, delicadeza e perfeição em cada detalhes. Que a faziam ser extremamente admirada por todas as outras a sua volta e também por cada um que visitava ou passava por ali por perto.
E ela nunca se via desta maneira e sempre se achava diferente ou estranha. Vez ou outra isso a deixava triste mesmo em meio alguns sorrisos e perante algumas pessoas. Mas ela sentia a dor sufocando nestes momentos e muitos dos que ali a rodeavam não percebiam; mas sempre existe aqueles que conhecem e percebem a forma e a maneira de você estar. Foi aonde a flor mais exótica do jardim se aproximou e disse:
Não sei e não entendo o motivo de sua tristeza, porque você é a mais bela que existe aqui entre nós e um espelho até para mim que aproveito do seu esplendor para não ser tão exótica, estranha ou feia. Porque todo o ambiente se transforma ao amanhecer quando os primeiros raios de sol surgem e começa a iluminar todo o jardim. E todas as outras, sim, todas no jardim esperam o maior de todos os momentos que se pode querer ou ter na vida.
Que é quando você é iluminada, tudo a sua volta perde o sentido, nada parece existir tamanho o brilho e beleza com que tudo é refletido em você, paralisando quase que o mundo para nos mostrar a sua importância para nossa existência. Não se sinta menos ou inferior, porque aqui neste nosso mundo precisamos de você bem, para existirmos e sermos notada com nossas qualidades ou defeitos. Sermos apreciadas pelo que somos e da maneira que fomos criadas, então se erga, floresça e brilhe sempre. Porque é isso quem nos faz ter alegria e forças para viver.
Você.
Ricardo Baeta.
O dia em que morri...
Não que morri um pouquinho mais (porque todo dia a gente morre um pouquinho), mas que morri definitivamente....
Você acha estranho eu escrever sobre o dia em que morri... se já estou morta? Não, não ache estranho... pra mim, a coisa mais natural do mundo é escrever sobre esse dia... e se você é um bom leitor vai lembrar de Memórias Póstumas, de Brás Cubas, o defunto mortinho da Silva contou sua história... e, se ele contou toda a sua história, posso contar pelo menos o que aconteceu em um dia de minha morte: o dia em que morri.
Sabe o que foi mais difícil pra mim nesse dia? Abandonar meu projeto de vida. Cara, vou te contar... foi uma dificuldade imensa... porque eu tinha tantos projetos, mas tantos projetos pro meu futuro, que nunca me fixei no meu presente... eu vivi um presente sempre ausente... porque o que eu queria mesmo ainda estava por vir. E me desapegar de algo tão valioso - pra mim - foi supermegahiperdifícil.
No dia em que eu morri... o problema maior não foi a minha morte... foi sim a morte de tudo o que eu havia planejado, sonhado, projetado. E o meu pobre coração bateu forte dentro de mim... completamente desolado, descontrolado... quando se deu conta de que era realmente o fim... de que não haveria mais esperança de bater feliz por mim.
Porque eu morrer... isso era coisa certa, não foi nenhuma surpresa - dado que todo ser que respira um dia deixa de respirar... não é bem assim?
Mas ver morrerem junto comigo meus sonhos, meus 'farei isso, e farei isso, e farei isso... amanhã, e amanhã, e amanhã'... meu, vou te contar, doeu... doeu por demais da conta ver a morte de tantos amanhãs que não chegariam jamais.
Morri... morri e tirei uma grande lição: ninguém garante a existência do amanhã, ninguém.
Ainda bem que acordei - foi um sonho, viu... isso do dia em que morri...
Alguns diriam: um pesadelo isso sim.... mas eu digo: um sonho sim... a melhor lição da vida nele aprendi.
Sei que o post é sobre a morte... mas só encontrei figuras macabras sobre a morte... então)
Beleza primaveril: A essência do Amor.
A tarde adormece, quente e calma
O anoitecer anuncia um clima de suave brisa
No céu, um colorido, audaz
De luminosidade astral
Anunciando que a bela natureza
Se avizinha, com suas centelhas clorofiladas
A mirar num futuro
Bem próximo
A encantadora primavera
Doce leveza de amor
A inundar de beleza e ternura
Os campos, bosques e jardins
Colorindo o espaço terrestre
Com seu meigo jeito de SER
Estabelecendo uma eclosão de confusão de belezas.
Primavera e você, a rara essência do AMOR
Teófilo Otoni. Um sonho de Guerreiro
Numa razoável vista
Num clima bom
Nasce um sonho de
Uma nova Filadélfia
Sonho de um jovem
Guerreiro, visão de futuro
De ideias republicanas
De sonhos de liberdade
Lutas de revoluções liberais
De sangue jorrando
Na veia a certeza
De contínuas conquistas
Nossa Terra de Gigantes
Um novo alvorecer
Que se agiganta
Altaneiro e renovador
Dias de glória e esplendor
Tempos de mudanças
Um novo horizonte
Surge como ondas
Avassaladoras a incandescer
No espelho a refletir
Uma Teófilo Otoni
Pujante e restauradora
De valores nobres
De sonhos de guerreiro.
Ventos: Um canal de liberdade
Os ventos levavam as rajadas
Da brutalidade
Varriam a esperança do amor
Num banco bruto de cimento
Na já bela Praça Tiradentes
Um olhar assustado
Amedrontado
Um estado de exceção
Um menino que imaginava
Uma trajetória de lutas
De superações, sacrifícios e
Vitórias
Tempos de um 1964
Que o tempo transformou em
Cinzas o céu de esperanças
De um futuro de glórias e sucessos
Um amor imoderado por um
Lugar de gente do coração bom
Que jorravam liberdades e raízes
Republicanas
De um povo
Esperançoso
De Mucuri
Da minha amada Teófilo Otoni
Nosso berço de civilização
Para redescobrir a beleza
Residente no coração das
Pessoas de índole inabalável
O lirismo épico do poeta
Um belo céu azul se forma no infinito
As folhagens das árvores a balançar, fazendo cair ao chão
Pequenas folhas-filhas
O sol ardente expõe a claridade do dia
O vento forte sacode a frondosa árvore na minha frente
O ronco do motor do carro que desce
Desvairado, o declive do Iracema
Nem cisma em ofuscar
O belo dia de sexta-feira
O conflito das lagartixas na parece
Do muro, saltando em largo voo
Rumo ao jardim ainda em formação
Belas Mensagens bíblicas ecoam
Do Corcovado
A rede se coloca na minha
Companhia, solitário
E faminto de tudo, de imaginações
Líricas ao perceber o colibri riscando os céus
O chilrear sincronizado dos bem-te-vis
A descida lenta e calma
Das aves, colorindo o firmamento
Combinando beleza rara
Fazendo nascer do âmago do poeta
A exuberante raridade, reluzente
Mágica e extasiante suavidade do prazer
Fazendo florescer irradiante
Da mais excitante reminiscência
Fértil e louca
Que o presente é incapaz
De retratar em versos épicos
O sangue quente e exuberante
Que há de jorrar do meu
Peito rasgado
Palpitante e suavizado
Em razão da ternura que paira
Num momento de rara felicidade
No recanto belo e aconchegante
À espera do meu anjo
Que perambula nas vielas do Amor
Fraterno.
Um lugar de paz
Um domingo de muita paz, um lugar que traduz suavidade, paradisíaco, que se inspira pelo verde que exala o néctar da clorofila, o sossego necessário para fazer mexer com a habilidade e sensibilidade do poeta lírico, aflorando o amor, a ternura, e outros sentimentos coadjuvantes..
No coração, a estrada que nos conduz a belos horizontes, desde minha Itambacuri de gente amada, a Teófilo Otoni, terra do amores fraternos que exala, profunda e calma, o verdadeiro sentimento de um povo altaneiro, berço de nascimento dos ideais de liberdade e das raízes republicanas..
Por favor entendam que eu não não sou perfeito, sou também um ser humano, por natureza imperfeito. Porém, o que nos faz parecer diferentes são os momentos, as circunstâncias, as motivações, forma repetitiva e sequenciada das vezes em cometemos nossos erros, nossas falhas.
Em suma, generalizando, nós cometemos os mesmos erros, os mesmos pecados só que em momentos diferentes!
🧘🏾♂️
Mãe. Uma palavra tão pequena onde cabe um universo tão grande, um amor infinito.
Falando em amor, foi você, mãe, que me ensinou tudo sobre amor, sobre devoção. Foi com você que aprendi sobre amor incondicional. Sempre que via você trabalhando duro pra me dar a melhor educação. Sempre que você me dava atenção, mesmo quando estava muito cansada.
É um pouco desse amor que eu tento colocar em tudo o que faço. Se eu me esforço tanto, é para retribuir um pouco de tudo o que você já fez por mim. É para te dar orgulho, mãe. Para você olhar para trás e pensar que todo o trabalho valeu a pena. Tudo por você! Te amo infinito!
Como ser um cristão que agrada a Deus?
Para agradarmos ao nosso pai, precisamos nos entregar de mente e coração.
Sempre fazermos sua vontade, mesmo que custe alguns desejos do nosso coração.
Precisamos seguir sua lei e seus preceitos, e sempre coloca-la acima de todas as coisas.
Muitas vezes somos errantes, isso é normal em todos os seres humanos, mas, precisamos sempre nos arrepender e pedir perdão para Deus, porque só ele pode nos dar forças para sermos cada vez melhores.
Só Jesus Cristo é perfeito, devemos se espelhar em Jesus para agradarmos a Deus.
Sempre que você for fazer alguma coisa, se pergunte: Jesus acharia certo fazer isto?
O Objetivo maior de Deus é salvar nossas almas. Deus te ama muito, então siga as leis de Deus com muito amor e dedicação.
Querido professor,
Uma sala de aula, carteira, cadeiras... filas inteiras... um quadro que já foi negro, um giz que nunca foi de cera... ou foi? Um pincel... um projetor, mimeógrafo... computador. E sempre um querido professor.
Muita coisa evolui, outras não saíram do lugar... e num futuro não muito distante como será que tudo vai ficar?
Fazer cálculos com números romanos... uma tremenda aventura. mas só assim podiam muito tempo atrás... passou um tempinho... trocar pelos arábicos!? Nem pensar... uma heresia... heresia... heresia a Igreja a gritar. 'é muito fácil, é coisa do demônio'...
Pra que simplificar se pode complicar?
Da pena de ganso à caneta-tinteiro... que avanço... a esferográfica precisou lutar pra seu espaço ganhar...
Calculadora... pra quê? Quero ver de cabeça você resolver... seu raciocínio desenvolver... é assim que você melhor vai aprender.
Proibido, proibido, proibido... tudo o que é proibido é melhor.
Um dia vence o melhor... ou: sempre vence o melhor.
Novas tecnologias a cada dia... e a escola da realidade do aluno bem pertinho tem de ficar... se não a coisa todinha vai desandar.
E agora na pauta o celular... na sala de aula pode usar? Todo mundo discutindo, permitindo ...proibindo.
Quem vai ganhar?
Texto legal aqui você vai encontrar: http://socialgoodbrasil.org.br/2013/tecnologia-social-celular-na-sala-de-aula
Desta história um grande protagonista... muitas vezes um verdadeiro artista ;)
Feliz dia do professor, meu querido professor :)
TODA AULA É UM ASSÉDIO ("À beira da estrada Com o pelo tão sedoso O cachorro morto". — Paulo Franchetti)
Quando os políticos decidirem acabar com a pandemia, eu continuarei sonhando com as boas relações. Então, abriram as escolas. Oba! Tenho a oportunidade de conhecer novas pessoas. Por serem a maioria delas crianças e adolescentes, nem por isso, vou achar inexpressivas e de pouca colaboração para meu desenvolvimento. Elas podem ser úteis e levar-me ao merecido lugar através das diversas opiniões a meu respeito, que com certeza, chegarão a ouvidos importantes. Essa é minha intuição e com determinação serei poderoso, pois saber o que quero e o que tenho de fazer para chegar lá é o segredo. Esperei só o cair da tarde, e o amanhã do outro dia veio. As surpresas desagradáveis começaram: Era uma atividade simples, porém reveladora, para dar visto no caderno. Esbocei as exigências do poema que queria valorizar. Era um soneto clássico com o esquema de rima: ABBA/CDC/DCD. À mesa, fui ameaçado de processo por assédio moral porque não aceitei outro tipo. Quando a aluna disse que fez assim porque era o ponto de vista dela, e era assim que sabia fazer. Por isso, eu era obrigado a aceitar. Assim, assinei meu visto antes de não poder contar com mais ninguém. O cachorro voltou ao vômito.
[UMA CANTIGA E SUA PEREGRINAÇÃO POR UM MUNDO DE NOVAS ESCUTAS]
A poesia - diante da possibilidade de ser utilizada como fonte histórica reveladora de discursos, informações concretas e expectativas humanas de todos os tipos - deve ser vista como um veículo de expressão e comunicação que, independentemente das intenções de seu autor, pode conter uma pluralidade de sentidos. Para que um novo sentido se desprenda de um poema ou de uma cantiga,é por vezes bastante que a desloquemos no tempo ou no espaço, que mudemos o seu público ou o trovador ou poeta que a enuncia, que a voltemos contra um novo alvo.
Em sua peregrinação por um mundo em permanente transformação, um verso se transfigura a cada instante, a cada leitura e a cada audição. Para compreender isto, é preciso perceber a leitura e a audição como práticas criadoras.O mundo transfigura o poema porque se transfiguram os olhares e os ouvidos que para ele se voltam, e também porque este poema é inserido em novas práticas, é recriado mesmo a partir destas novas práticas.
O encantador paradoxo da poesia está em que esta transmutação se
opera sem que a forma sequer se altere. Enquanto uma narrativa que é trans
mitida por via oral sofre múltiplas interferências, interpolações, reorganizações do discurso– dada a própria natureza do discurso narrativo –, a poesia, mais ainda a cantiga, está aprisionada dentro de uma grade versificatória, de um ritmo, de um jogo combinatório de sonoridades. Não é possível alterar uma palavra, na sua dimensão material, sem que a estrutura poética desmorone. É isto o que assegura, aliás, a passagem de uma poesia através do tempo em toda a sua integridade material.
No entanto, este poema aprisionado em uma grade versificatória, esta cantiga encerrada em uma estrutura melódica, exercem espetacularmente
toda a sua liberdade. Sem mudar uma única palavra, trazem à tona mil novos
sentidos a cada novo contexto de enunciação. A grade de versos e ritmos não é para eles um túmulo, nem a estrutura melódica é para eles um cárcere. É antes um meio de libertação, que os permite incólumes atravessar todos os
tempos. Já se disse que “um livro muda pelo fato de não mudar enquanto o
mundo muda”. Ainda com mais propriedade podemos considerar isto para o poema, este gênero de discurso que, mesmo quando transmitido basicamente pela oralidade – meio transfigurador por natureza – conserva-se a si mesmo sendo já um “outro”. A estrutura singular do discurso poético lhe dá uma imunidade material, ao mesmo tempo em que de fato não o aprisiona, sobretudo em virtude da natureza fluida da linguagem poética
[trecho do artigo 'A Poesia como Arma de Combate - um estudo sobre as múltiplas reapropriações de uma cantiga medieval-ibérica", Revista Letras (UFPR), vol.90, p.41-42, 2014].
O MEU EU
O meu eu...
o meu eu é casa de muitos EUS
é abrigo de um eu carente,
mendigo de mim,
por vezes carente,
mendigo de ti
é refúgio de um eu ferido de morte
em trincheiras de solidão
é fresta de luz que aquece um eu
entardecendo em tons de amarelo
e vermelho carmim
é uma sala de baile,
palco de corpos sincrônicos
num tango pacholento
ou em uma mazurca puladinha
é um canto onde se chora
a saudade de uma infância
em tardes de domingo
é aconchego,
chamego bom que revigora,
pede mais e incorpora
‘um vamo em frente’
é uma manhã de setembro
com janelas escancaradas
e aroma de jasmim
é uma tarde gélida de inverno
em que os sentimentos
não dão conta de aquecer
nem a alma nem o corpo
porque o frio vem de fora
é uma noite de verão quente
como quente
é a explosão de hormônios
em jovens corpos sedentos
é uma verdadeira arena de conflitos
onde cabem benditos movimentos
em ânsia de agito e repouso
Sou eu, casa de mim!
Misto de concreto e capim!
_____ angela dias
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