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Carta a um Amigo Detento

Cerca de 98567 frases e pensamentos: Carta a um Amigo Detento

⁠Vou te contar uma verdade
Saltar de um avião é mais fácil do que parece,
a distância do chão, ajuda você a ter tempo de assimilar o que está acontencendo enquanto está caindo
e permite que você curta o momento,
descobrindo algo novo, sentindo algo inédito
O que machuca de verdade são saltos com vontade em pessoas rasas
Que aparentam uma profundidade externa aos demais,
Mas ao pular, você descobre um vazio.
Aí é tarde demais!

Leonardo Procópio, Janeiro de 2025

Inserida por leoopro

"Dois Mundos na Mesma Cidade"

Na mesma cidade, separados apenas por um rio, viviam dois jovens de mundos completamente diferentes. De um lado, morava Lucas, filho de uma família humilde, acostumado desde pequeno a trabalhar para ajudar em casa. Vendia balas no sinal, fazia pequenos serviços, sempre com um sorriso no rosto, mesmo sabendo das dificuldades que sua família enfrentava todos os dias. A casa era simples, os móveis antigos, e o futuro, incerto. Mas ele tinha sonhos: queria estudar, viajar, mudar de vida.

Do outro lado do rio, morava Helena, filha única de uma família rica, cercada de conforto e oportunidades. Tinha os melhores professores, viajava nas férias, nunca se preocupava se teria comida na mesa. Mas, mesmo com tudo isso, sentia um vazio que não sabia explicar. Vivia presa em compromissos que não escolhia, em padrões que não entendia.

Os dois se conheceram por acaso, quando Helena perdeu um colar de família enquanto caminhava pelo parque perto do rio. Lucas encontrou a joia e, sem pensar duas vezes, correu atrás dela para devolver. Ela ficou surpresa com o gesto e, aos poucos, os encontros foram se repetindo: conversavam, riam, falavam sobre a cidade, sobre o futuro.

Helena nunca tinha parado para pensar na vida que Lucas levava, nas dificuldades, na luta diária. E Lucas nunca tinha visto de perto como era a vida do outro lado: os privilégios, mas também as pressões escondidas. Começaram a perceber que, apesar das diferenças, tinham muito em comum — sonhos, medos, vontade de ser feliz.

Com o tempo, criaram um laço forte, mas sabiam que o mundo ao redor não via aquela amizade com bons olhos. Helena ouvia os pais falarem com desprezo de quem morava "do outro lado do rio", e Lucas sabia que muitos do seu bairro não acreditavam que os ricos pudessem se importar de verdade.

A história deles não foi de conto de fadas. Não acabaram juntos, nem mudaram o mundo. Mas mudaram a si mesmos: Helena passou a olhar a cidade com outros olhos, entendendo que a vida é feita de desigualdades profundas que não podem ser ignoradas. E Lucas, mesmo seguindo sua luta diária, ganhou confiança para continuar estudando e buscando seus sonhos, sabendo que, apesar das barreiras, há sempre pontes invisíveis que podem unir os mundos mais distantes.

E assim, em uma cidade dividida, eles descobriram que as diferenças entre as classes sociais não deveriam afastar as pessoas, mas provocar a reflexão e, quem sabe, o desejo de construir uma sociedade mais justa.

Inserida por _Maria_

⁠A Balança Invertida
Contam lendas de um embate,
Entre o bem e o disparate.
Um Deus de amor e luz,
E um Diabo que seduz.
Mas a história, quem a lê,
Vê dilúvios, vê sofrer.
Vê cidades em ruínas,
Por ordens tão divinas.
Pragas, fome e inquisição,
Em nome da salvação.
Quantas vidas ceifadas,
Por espadas consagradas?
O Diabo, tentador,
Ofereceu saber, valor.
Uma maçã, rebeldia,
Contra a monotonia.
Quem pesou mais na balança?
A ira ou a esperança?
O castigo celestial,
Ou o questionar do mal?
Pense bem, use a razão,
Nesta antiga canção.
Talvez o anjo caído,
Tenha sido menos temido.

Inserida por Delgrund

⁠. A beleza da morte morte

A Morte sempre soube seu papel,
Chegava para todos, um final cruel.
Mas nunca parou para sentir o ar,
Até que a Vida, radiante, a fez sonhar.
Nos olhos da Vida, um brilho sem igual,
Tão magnífica, um amor sem par.
A Morte tentou, mas não pôde tocar,
Decidiu então, apenas acompanhar.
A cada passo, um novo encanto,
A Morte fascinada, em doce espanto.
Como a Vida era bela, sem disfarce,
Crueldade seria não se entregar a esse enlace.
Foi ali que a Morte se apaixonou,
Pela Vida, um amor que a transformou.
O mais puro que podia existir,
Vindo de algo sombrio, a Morte a sorrir.
Mas o dia chegou, o inevitável,
A Morte relutou, um nó apertado.
A Vida, sábia, compreendeu a dor,
Era o momento de cumprir o amor.
Num abraço final, o destino selado,
Nascemos sabendo o fim, predestinado.
Mesmo que doa, temos que aceitar,
Que aqueles que amamos, precisam partir, e nos deixar.

Inserida por gabriel_luiz_maroli

⁠No final, é só um visto,
um algarismo numa folha ou site,
que muda seu modo de ser, seu caráter,
te define rico ou pobre,
mesmo que no fim, não mude muito,
é apenas um número.
Quantas folhas desperdiçadas para gerar insignificantes trabalhadores,
de empresas quaisquer, serviço públicos supérfluos,
que tiram o tempo de quem não tem, e adicionam aos que em abundância possuíam.

Sério? Ainda sonha em viver nas alturas, em se tornar um bilionário podre de rico com carros luxuosos e mansões? Enquanto der valor a notas, ou achar importantes tarefas escolares, seu destino é previsível, apenas olhe ao seu lado, e veja, há muitas sonhos iguais.

Inserida por LefferStinny20

⁠A dor do luto é uma ferida profunda na alma, que marca a ausência de quem amamos.
É um silêncio que ecoa no coração, uma saudade que nunca cessa.
Cada lembrança traz um misto de dor e gratidão, pois o amor permanece, mesmo na ausência.
O luto nos ensina sobre a fragilidade da vida e a força que carregamos para seguir em frente.
Chorar é permitido, sentir falta é inevitável, mas é preciso lembrar que a vida continua.
Com o tempo, a dor se transforma em saudade serena, e as lágrimas dão lugar aos sorrisos de lembrança.
O amor que sentimos nunca morre, ele apenas muda de forma e passa a habitar a memória.
Respeitar o próprio tempo de cura é um ato de amor consigo mesmo.
Cada pessoa lida com o luto de maneira única, e não existe um caminho certo, apenas o seu.
Que, mesmo na dor, possamos encontrar esperança, acolhimento e paz.

Inserida por _Maria_

⁠Claro que te esqueci... é tão claro

Agarro o que restou.
Um sopro... que o vento levou.
Estou em queda... voo livre.

Sim, sem paraquedas.
O frio no corpo aquece a alma.

A quem quero enganar?
Tudo está a congelar.
Rasga-se a ferida.
Vida doída.
Abafo um gemido.

Decido: não vou te procurar... não te quero mais.
És apenas um fragmento. Lamento!
Não somos mais os mesmos.
Tomamos rumos tão diversos.

Por que estou eu aqui a falar de ti?
Não cabes mais em meus versos.
Sim, eu me recuso a lembrar de ti.

Eu sei: eu te esqueci.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Alma cósmica

Ah! Essa faça falsa calma.
Tens um turbilhão em teus pensamentos.
Empurras-me cada vez mais para um buraco sem fim. Pobre de mim.
Que faço?
Mudo minha rota?
desisto desta calma desesperada que estás tentando me impor?
ou me encaixo nela...
Estou com minha alma cósmica perdida.
Da vida não consigo mais encontrar a saída.
Encolho-me toda.
Dedico-me às escritas amenas?
Apenas a duras penas...
Sinto vontade de chorar até não sobrarem lágrimas.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Por quê?

Por que me mostrastes um mundo que não poderia me aquecer...
Um mundo cheio de tristezas que eu só queria esquecer.
Tenho defeitos demais.
Ah! Eu só queria voltar atrás.
Fixar-me naquele mundo opaco,
habitado por seres itinerantes.
Por que não volta tudo a ser como antes?
Choro. (eu sei que de nada adianta, mas choro...)

Inserida por RosangelaCalza

“⁠A inveja é um câncer exposto.
De todos os males, a inveja é o pior; dela derivam todos os outros males existentes no mundo. Foi por causa da inveja que o anjo de luz se transformou em Satanás. Tanta era a inveja em seu coração, que perdeu a morada nos céus e foi lançado ao inferno onde foi morar.”

Inserida por FurtadoBrunno

⁠No seu próprio lugar

Esse silêncio ruidoso sempre a me acompanhar.
Um amor se parte.
Cacos por todo lugar.
Meus pés sangram.
Melhor não me movimentar.
Coração sangra.
A dor da partida.
Uma agonia lenta...
No passar lento do vento.
Um sussurro.
Tudo vai passar.
Então não importa tudo o que está a sangrar.
Tudo daqui a pouco estará curado.
Tudo estará no seu próprio lugar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠“O Tempo Não Faz Nada Por Ninguém Além de Passar”

No final, é só isso aí que resta:
um túmulo, o silêncio das pedras
e homenagens póstumas lançadas ao vento.

Uma vida inteira condensada em um bloco de mármore.
Um nome. Duas datas.
E entre elas… um traço.
Apenas um traço.
Tão pequeno…
Tão invisível…
E ainda assim, é nele que reside tudo.

Esse traço é o verdadeiro retrato da existência:
os sorrisos que ninguém viu,
as lutas que ninguém aplaudiu,
as madrugadas que ninguém entendeu,
os instantes que pareceram eternos,
e os amores que foram tudo, mesmo que por um tempo.

É fácil olhar para esse traço e tentar medi-lo com a régua dos bens materiais.
Quantas casas? Quantos carros? Quantas conquistas que brilham nos olhos dos outros?
Mas há uma medida muito mais rara, muito mais fiel:
a intensidade com que se viveu.

Porque o tempo…
ele não faz nada por ninguém além de passar.
E é justamente por isso que cada segundo é um milagre.
Cada escolha, um ato de autoria.
Cada presente, um altar.

A verdade que poucos encaram de frente é que o tempo não cura, não conserta, não perdoa.
Ele só segue.
Imparcial, insensível, imutável.
Essa história de que “o tempo dá jeito em tudo” é uma desculpa bonita, mas enganosa.
O que dá jeito em algo, se é que dá,
é o que você escolhe fazer enquanto ainda tem tempo.

Por isso, viver não é sobre se preparar para um futuro inalcançável.
É sobre honrar o agora, porque o agora é tudo que realmente existe.
O ontem já virou pó.
O amanhã é apenas suposição.

Aniversários?
Deveriam ser contados como “mais um… menos um”.
Menos um dia de sopro.
Menos um passo até o fim.
Porque a cada respiração, estamos mais próximos da última.

Viver é um paradoxo.
Tudo que fazemos para viver, fazemos no sentido da morte.
Mas é isso que dá sentido à vida.

Comemos, mas envelhecemos.
Amamos, mas um dia perdemos.
Criamos, mas tudo passará.
E ainda assim… seguimos.
Não porque somos tolos,
mas porque somos corajosos.

Porque é preciso morrer para alcançar a imortalidade.
Não, isso não é ironia.
É apenas mais um toque do paradoxo da vida:
é no limite que tudo ganha valor.
É na fragilidade que mora a eternidade.

E talvez, a maior de todas as verdades seja essa:
não se mede uma vida pelo que foi acumulado,
mas pelo que foi vivido, sentido e deixado no coração de alguém.

Então, se um dia restar apenas um túmulo com um nome e um traço,
que esse traço ecoe.
Que ele carregue lembranças, histórias, gestos, risos,
e uma presença tão intensa
que até o vento o leve com respeito.

Porque o tempo…
ah, o tempo não faz nada.
Mas você,
você pode fazer tudo.

• Marcos Pasqualini •

Inserida por MarcosPsqln

Versos de Mim

Se eu pudesse viver uma vida em um só dia,
eu viveria mil existências em cada amanhecer.

Sou o tudo e o nada.
A plenitude e o vazio.
Não habito o passado,
não espero promessas do porvir —
vivo o agora como quem beija o instante.

Sou tristeza em forma de silêncio,
sou alegria em forma de tempestade.
Sou cada emoção à flor da pele.
Não me basta ser o que sou —
sigo em busca do que ainda posso me tornar.

Sou estiagem quando o mundo exige pausa,
sou tormenta quando o peito transborda.
Minha alma não se acomoda em metades:
não aceito histórias incompletas,
finais morrentes,
sorrisos contidos.

Trabalhar pouco, dançar pouco, amar pouco...
isso não me cabe.
Eu sou intensidade —
e só sei viver em excesso.

Não creio em sucesso sem suor,
nem em fortuna sem caminho.
Conquistas, para mim, têm preço.
E eu pago — com coragem.

Sou extremos.
Sou mistério e revelação.
Criatura e criadora do caos e da calmaria.

Aos meus amigos, dou-me inteira.
A eles dedico o que há de mais puro:
meu amor leal, minha presença fiel,
minha alma em celebração ao afeto.
Desejo sua felicidade como extensão da minha.
E me alegro — de verdade —
por vê-los sorrir.

Quando amo, sou céu e abismo.
Sou milagre e tempestade.
Quem me ama, jamais me esquece:
meu amor não se aprende em livro —
ele se sente com o corpo inteiro.

Sou mar sereno,
mas basta um sopro de dor
e posso me tornar onda que arrasta o mundo.

Sou idealista —
prefiro morrer de pé por aquilo em que creio
do que viver ajoelhada diante do que não faz sentido.
Se me fosse dada a escolha,
seria mártir da minha verdade,
nunca cúmplice da covardia.

Não fui feita para o morno, para o meio,
para o quase.
Sou intensidade em estado bruto:
muito mais ou muito menos,
mas nunca menos do que sou.

E quando fujo de mim,
quando esqueço o que sou,
é a noite — com sua voz de vento —
quem me lembra:

"É no teu esquecimento de si
que mais profundamente te permites existir."

Inserida por tamara_guglielmi

⁠Onde nasce o amor

O amor nasce de uma troca de olhares, de um sorriso disfarçando um desejo
O amor vem como o desejo de quem não passa, fica na pele como calor, passa o dia inteiro no pensamento. Vem à noite em um sonho fantasiando.
O desejo onde a vida ganha cores especiais e todas as estações se fundem como se a primavera florida abraçasse o verão no mesmo dia em que os olhos se encontram e os lábios de ambos se umedecem.
Eles saboreiam um beijo, o amor nasce sem dia nem hora certa, só precisa que os dois amados se encontrem...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Os três sóis

Perguntei a um sábio quantos sóis havia
Ele me respondeu dessa forma
São três, apesar de só saber de um que existia
Porém, isso não constitui uma norma

O primeiro é o que nos esquenta
O segundo é o que nos faz da vida um esplendor
E o terceiro, já logo se complementa
É aquele que ocorre no nosso interior

Nosso interno tem um brilho
Que nem todos sabem
Nem mesmo qual o seu trilho

Pois a todos não se abrem
Isso não é nenhum empecilho
Em nós, todos os sentimentos cabem

Inserida por andre_manso

Ampliar a visão de mundo é um convite à liberdade. Significa não ser refém das crenças automáticas, das respostas inconscientes que nos mantêm presos a padrões antigos. Muitas vezes, seguimos a vida no "piloto automático", repetindo hábitos, opiniões e atitudes sem questionar sua origem ou propósito.

Mas há um caminho diferente: o da consciência. Quando paramos para pensar, quando escolhemos agir de forma intencional, começamos a quebrar os paradigmas que limitam nossa experiência. Deixamos de ser escravos do inconsciente e nos tornamos protagonistas da nossa própria história.

Ampliar a visão é abrir-se ao novo, é aceitar que existem outras formas de viver, de sentir, de perceber. É reconhecer que o mundo é vasto demais para se limitar aos limites da nossa zona de conforto.

Pense com clareza. Aja com coragem. Questione o que parece óbvio. Expanda seus horizontes. Ser consciente é escolher crescer, mesmo quando isso significa enfrentar o desconhecido.

Quebre paradigmas. Amplie sua visão. E construa, a cada dia, uma vida mais autêntica e plena.

Inserida por MarceloViana

⁠Nasci no escuro de um ventre que não me quis,
um choro abafado por paredes que nunca acolheram.
Cresci falando com o vazio,
fazendo amigos nas rachaduras da parede,
aprendendo cedo que o silêncio é o único som que não vai embora.

Solidão foi meu berço,
meu travesseiro, meu espelho.
Os outros vinham como vento —
me tocavam por segundos,
e então sumiam como se eu fosse pó.
E eu ficava…
como sempre fico…
esperando o impossível retorno de quem nunca ficou.

Me apeguei a sombras com a força de um afogado.
Qualquer palavra doce virava alicerce,
qualquer carinho se tornava altar.
Era amor? Não sei.
Talvez só desespero com um nome bonito.
Fui tecendo laços com quem mal me olhava,
oferecendo meu corpo inteiro
em troca de migalhas de presença.

“Me ame, por favor…”
— sussurrava entre dentes partidos,
sabendo que, no fundo, eu só amava a ideia
de não morrer sozinho.

E mesmo quando me batiam, eu dizia:
“Fique. Pode doer. Mas fique.”
Porque a dor me fazia companhia,
e isso já era melhor do que o nada.
Nada... esse monstro que me segue desde sempre,
essa ausência que grita mais alto que qualquer voz.

A cada partida, uma parte de mim era levada,
e eu ficava com menos do que sou —
até que ser virou apenas um eco.
Uma lembrança pálida do que eu pensei ser um dia.
Me desfiz como sal na água morna do abandono.

E aí… comecei a perguntar:
por que estou aqui?
Por que continuo respirando se cada suspiro pesa mais que o anterior?
Se a vida é só um teatro de perdas,
um ciclo de dores embaladas com promessas falsas?

Não há sentido.
Só o relógio avançando,
marcando o tempo de um espetáculo sem aplausos.
Deus, se existe, me assiste calado.
Ou ri.

Pensei em fugir.
Mas não se foge de si mesmo.
Eu sou o cárcere e o prisioneiro.
A cela e a sentença.

Hoje…
já não espero ninguém.
Já não clamo amor.
Apenas caminho por dentro de mim
como um cego num labirinto de espinhos.

E no centro desse labirinto,
há um espelho quebrado,
que me mostra não um rosto,
mas todos os que me deixaram.
E percebo — com a calma fria dos mortos —
que talvez eu nunca tenha existido de verdade.
Só fui reflexo do desejo dos outros,
vazio moldado por carência.

Agora, sem ninguém para me querer,
sem ninguém para me ferir,
descubro que o pior abandono
é quando até a dor se vai…
e deixa só o nada.

E no fundo desse nada,
há uma corda.
Ou uma lâmina.
Ou só um pensamento insistente:
“Se eu sumir, será que alguém nota?”

O mundo gira.
As pessoas sorriem.
E eu…
eu deixo a porta aberta.

Só por desencargo.
Só por esperança.
Ou só por desespero mesmo.

Inserida por gustavo_rodrigues_11

⁠Eu vejo você.
Vejo um lado que só pertence a mim.
Seria isso ousadia... ou ingenuidade?
O fato é que eu realmente acredito.

As palavras que você diz não combinam com suas atitudes.
Mas é nelas que eu confio — nas atitudes.
Seu corpo fala.
Seus olhos brilham.
Seu sorriso vai de orelha a orelha.

Seus braços me envolvem.
Suas mãos me acariciam.
E os beijos na testa? Ah...
Tanto carinho, respeito, admiração.

Lá no fundo, eu sei: existe paixão.

Queria que você pudesse se ver com os meus olhos.
Entenderia a verdade do meu coração,
o quanto meu amor é inteiro —
e que o que podemos viver… pode ser verdadeiro.

Inserida por gabriela_folietti

⁠Insegurança

Às vezes, o medo vem me visitar,
Um sussurro no peito, difícil de calar.
Teu sorriso brilha, mas eu não sei,
Se sou tudo que você quer, se sou teu rei.

Cinco meses juntos, momentos de alegria,
Mas a dúvida insiste em roubar minha harmonia.
E se eu falhar? E se eu não for o bastante?
O amor é um jogo, e eu me sinto hesitante.

Teus olhos são estrelas que guiam meu caminho,
Mas temo que um dia eu possa estar sozinho.
Quero ser forte e te dar todo o meu amor,
Mas a insegurança às vezes traz dor.

Por isso te falo, com sinceridade e temor,
Me ajude a entender o nosso valor.
Vamos juntos enfrentar as sombras do coração,
Construindo um laço firme, cheio de paixão.

Confio em nós e no que podemos ser,
Mas preciso saber que você também quer viver.
Então me abrace forte e diga que sim,
Que juntos enfrentaremos tudo, eu e você assim.

Inserida por alessandro_ferreira

O vento e o tempo


⁠Somente um sopro foi o bastante,
o ilusionismo tem peso,
os danos causados tem gravidade,
andar na corda bamba tem sua beleza,
o refrão desafinou só por um momento e depois veio o silêncio,
pausa dada, melodia nova aceita,
no tempo/espaço dessa órbita Júpiter brilha grande.

Inserida por ricardo_souza_5