Carta a um Amigo Detento
Sua euforia contagiou o meu corpo. Me fez descobrir um lado meu que nunca tinha explorado. Nossos pensamentos juntos eram como um rio que passava por nós, levando toda a ansiedade que nos habitava. Sentimentos surgiram em meu olhar, ao encontrar o seu, que se assemelhava a uma nuvem de poeira cósmica no espaço, a mais bela que eu já vi. Você, é minha melhor companhia, feita de reflexões e poesias que eu recitava nos nossos melhores momentos. A minha pele tem memórias, e as melhores sempre serão tuas.
Com o corpo e a alma
Às vezes, tudo vira do avesso. Você tinha um plano. Uma certeza. E de repente, a vida muda tudo. A porta fecha. O caminho desaparece. E você fica tentando entender o que deu errado. Mas não deu nada errado. Deus só decidiu te levar por outro caminho. Um que você não entende agora.
Um que parece estranho, injusto. Mas é justamente nesse caminho que Deus mais trabalha em você. Não ache que está tudo perdido só porque não saiu como você queria. Às vezes, Deus leva a gente por caminhos que parecem errados.
Estradas que doem, silêncios que machucam, portas que se fecham com um estrondo que a alma escuta. E a gente não entende o porquê, o quando, o até quando. Mas é justo ali, no escuro das incertezas, que Ele começa a agir. No silêncio mais pesado, Deus fala conosco. Na ausência daquilo que queríamos, Ele nos revela o que precisamos. E na dor, Ele nos transforma em uma versão completamente repaginada.
A gente acha que perdeu o rumo quando, na verdade, só saiu do controle. Deus conhece o caminho mesmo quando tudo em nós parece perdido. E talvez a maior prova de amor d'Ele seja essa, desorganizar nossos planos para reorganizar nossa essência. No fim, é sempre assim, a gente sobrevive ao que parecia o fim e percebe que era Deus sendo Deus, com aquele jeito de conduzir tudo que só Ele sabe ter. E então, vamos entendendo. Não tudo. Mas o suficiente para seguir.
Boa noite.
Tem dias que a gente só precisa de um pouco de paz.
Um canto pra descansar o coração.
Uma certeza quieta de que Deus está cuidando —
mesmo quando tudo parece em silêncio.
Então, fecha os olhos com calma.
Entrega o que não cabe mais nas mãos.
E deixa Ele te embalar do jeito d’Ele:
com presença, com consolo, com amor que não falta.
Amanhã, você recomeça…
mas hoje, só respira.
E confia.
— Edna de Andrade
Você
Um dia eu escrevi um poema
Eu escrevi um poema e você era o título
Sua companhia, seu carinho, seus beijos e abraços
Refletia tudo o que eu escrevi nesse poema
Outro dia eu escrevi mais um poema
E coloquei todos os meus sentimentos nele
Tudo que eu sentia por você
Mas até que um dia você mudou
Você mudou do nada, sem dizer o que estava acontecendo
Ou poderia acontecer
Você só foi embora
E até hoje eu não sei bem onde a gente se perdeu
Um dia eu escrevi mais outro poema
E nele eu pediria desculpas por ser intensa demais com você
Um dia eu escrevi mais um outro poema
E nele eu me perdi quando sua notificação chegou...
Eu sinto sua falta, seu abraço
Mas eu não posso ter
Eu não posso, não posso, não posso
Por mais que eu queira estar perto de você
Quem decidiu foi você
Não irei me humilhar
Não irei pedir pra ficar
Você quis assim
Somos maiores de idade
Você sabe seus sentimentos
Se estivesse com dúvida era só conversar
Poderíamos entender onde estava o problema
Mas quem quis embora foi você
Eu deixei para não me machucar
Um dia eu escrevi o último poema
E ele não era para você.
Um velho sábio disse-me:"A amizade não se prova nas palavras ditas ao teu lado, mas nos gestos quando não estás presente."
Esse velho era o meu avô.
Anos depois, vi o que ele queria dizer. Vi amigos que, outrora, criticavam comigo certos rostos, sorrirem para esses mesmos rostos como se nada tivesse sido dito. E percebi que, neste mundo, não é o inimigo que nos surpreende — é o amigo que troca a lealdade por conveniência.
O Peso das Raízes e dos Frutos
Tu que carregas o nome de Filho,
Diz-me: fizeste da tua alma um altar suave
Onde queimaste cada desejo jovem,
E ergueste, em silêncio, a oferenda do teu ser?
Diz-me: caminhaste sobre as pedras agudas da obediência,
Molhando o chão com o orvalho das tuas renúncias,
Acreditando que o amor se tece com fios de sacrifício?
Ah, filho... o altar queimou até cinzas,
E as pedras deixaram marcas mais profundas que o dever.
Tu que carregas agora o nome de Pai,
Diz-me: moldaste os teus braços em colunas fortes,
Pensando que a força bastaria a conter o vento?
Diz-me: semeaste no jardim do outro
As flores que nunca brotaram no teu próprio deserto,
Regando-as com a água acumulada das tuas lágrimas não choradas?
Ah, pai... os ventos sopram de lugares desconhecidos,
E as raízes alheias bebem de fontes que não controlas.
Mas, eis o Desamparo:
Entre o altar extinto e o jardim insondável,
Há um vale silencioso.
Não é de ingratidão, nem de fracasso.
É o vale primordial, onde ecoa o primeiro grito
Que nenhum sacrifício de filho acalma,
Que nenhuma promessa de pai preenche.
Chamas-te "bom" e carregaste a coroa de espinhos da expectativa,
Tua própria mão a tecendo, fio a fio de ansiedade.
"Fiz de tudo", dizes, e é verdade!
Fizeste do teu sangue uma ponte sobre o abismo.
Mas o abismo não se preenche com pontes, apenas se atravessa... nu.
O desamparo que sentes não é falta de amor dado ou recebido.
É o eco daquele primeiro instante em que o mundo te viu
E tu viste o mundo,
E percebeste, na carne frágil da alma,
Que nascer é chegar estrangeiro a um lar terreno,
Que gerar é enviar outro estrangeiro à mesma terra estranha.
Sábio é quem, no fim das pontes construídas,
Se ajoelha diante do vale primordial e diz,
Eis o solo sagrado do humano...
Nem meu pai o preencheu para mim...
Nem eu o preencherei para meu filhos..
Aqui, na vastidão deste desamparo,
Encontro-te, ó estrangeiro que sou em mim mesmo, amigo companheiro...
E te saúdo. Juntos, sob o mesmo céu desconhecido,
Respiraremos a liberdade terrível de sermos apenas...
"O que somos."
Te amo eternamente meu pai.. "Demóstenes Carvalho de Toledo"
André Vicente Carvalho de Toledo.
Se alguém me pedisse um conselho eu diria: Seja sempre você. Com seus defeitos, manias e qualidades e não invente de mudar só para agradar os outros, pois é consigo mesmo(a) que você tem a maior prioridade. Se tiver que mudar, mude por você ou para agradar a Deus e fazer o bem a você primeiramente. Quem te ama te aceita. Mas se depois de tudo a pessoa me pedir um segundo conselho e lhe direi: Já que você não pode sentar diante de si mesmo (a), senta em frente a um espelho e perde perdão a você pelo que te fez passar aqui, quando o que mais você deseja e merecia era ser feliz e não foi. Pede perdão ao teu próprio coração, de coração!!!
Mas como não sou conselheiro, dizia: Segue o teu coração, ele é o teu guia.
Claudio Nascimento
Havia um marceneiro muito antigo e bem conhecido na região
Era um excelente profissional
Ela abria bem cedo sua marcenaria tinha um funcionário que a anos trabalhava com ela
Um dia um garoto de 11 anos chegou na porta de sua marcenaria pedindo que lhe desse um trabalho só pra que ele ajudasse sua avó que já estava cansada idosa
O aquele marceneiro antigo é experiente disse
Desculpa garoto já limpamos a oficina só na próxima sexta
O garoto agradeceu e foi embora com semblante triste
O velho marceneiro observou a cena e voltou ao trabalho
A semana passou e já na sexta feira o velho marceneiro disse ao seu funcionário não limpe a oficina
O funcionário nada disse se arrumou despedindo disse
Até segunda feira chefe
O velho marceneiro ficou em pé na porta de sua oficina tomando seu café e observando
Quando lá longe o garoto despontou correndo
E aos gritos dizer
Não limpa não limpa a sua marcenaria
Com a respiração forte e acelerado chegou ao velho marceneiro e disse
então, cheguei a tempo
O velho marceiro apontou para a vassoura e a pá ao lado da bancada de trabalho e disse não mexa nas máquinas varra e recolha o pó coloque nos sacos leve os sacos para os fundos da marcenaria
Sim senhor! sim Senhor!
E já começou seu trabalho de limpeza
Passado um bom tempo o garoto chegou ao velho marceneiro e disse
Senhor tem mais alguma coisa pra arrumar terminei com o pó
O velho marceneiro pegou uma caixa com muitos pregos e parafusos e derramando na bancada disse ao garoto
separe os pregos dos parafusos
Passado um tempo já escurecendo a tarde o garoto chegou ao velho marceneiro que estava sentado do lado de fora da marcenaria
Acabei!
Tem mais?
O velho marceneiro olhou e percebeu que o garoto havia limpado as máquina e o chão recolhido o pó separado os pregos dos parafusos por tamanho
O velho marceneiro sem dizer nada pegou um dinheiro de um dia de trabalho e deu ao garoto que
Ficou tão feliz que se despedindo saiu correndo e foi pra sua casa feliz alegre
O velho marceneiro percebeu que aquele garoto era diferente e especial
E assim foi veio a semana e por fim a sexta feira e o garoto chegou antes do horário do fim do expediente
O velho marceneiro estava dando acabamento em uma peça e o garoto observava atentamente
O velho com uma plaina a finalizar uma peça
Então disse ao garoto
Gostaria de tentar?
O garoto disse eu consigo eu vi você fazendo e aprendi
O velho entregou a ferramenta e explicou como funciona e disse vai tenta!
O garoto com calma e muita atenção segurava firme a plaina e deslizava sobre a peça até que finalizou o acabamento com perfeição
O velho marceneiro olho para seu funcionário que disse
O que tem que ser vem de berço chefe
O velho disse
Garoto sente ali no branquinho já vamos encerrar o expediente aí você poderá limpar a oficina ok!
O garoto sentou e esperou logo o funcionário se foi e o garoto fez exatamente como da última vez
O velho então disse
Filho onde você mora?
Moro depois do morro com minha avó e minha irmã senhor
O velho disse eu vou te levar em casa
O garoto ficou contente
Chegando lá conheceu a senhora avó do garoto
Conversando com ela
E disse seu neto e um bom garoto
Esforçado deixe que venha trabalhar na minha oficina pagarei o salário de um ajudante
A avó aceito o garoto satava de felicidade e dizia
Vovó eu vou poder te ajudar
Bom e assim o garoto foi trabalhar para o velho marceneiro que ensinou tudo o que sabia ao garoto que aprendia facilmente
Estudava e ao sair da escola mau comia e corria para a marcenaria
O tempo passou o garoto era já um rapaz o velho marceneiro já naobtrabalhava muito o funcionário aposentou-se
E o garoto tomava conta de tudo era como um filho para o velho marceneiro
Que tinha um grande orgulho daquele garoto que viu correndo em sua direção ao aos 11 anos
Não limpe! não limpe!
Agora olha o garoto trabalhando concentrado
Uma dos melhores marceneiro que já viu perfeccionista limpo e inteligente
As vezes só precisamos de uma oportunidade!
O velho marceneiro e o garoto
marcío H.melo
Sobre o Peso Invisível Que Habita os Ombros Mesmo Quando o Mundo Sorri
Há um lugar dentro de mim
onde os passos não se repetem,
mas continuam a ecoar,
como se cada som fosse a lembrança
de algo que nunca aconteceu.
A solidão não chegou como tempestade,
nem como rajada de vento
foi se infiltrando
nas frestas mais estreitas
da minha rotina,
ocupando o ar sem pedir licença,
até que respirar e tê-la perto
se tornaram a mesma coisa.
No princípio, imaginei que fosse ausência,
um buraco a ser tapado
com conversas, música,
ou o simples ruído de outros corpos passando.
Mas havia nela
uma densidade particular,
uma matéria invisível
que parecia moldar o contorno
de tudo o que me cercava.
Aprendi que a solidão não é
o silêncio ao redor,
mas o peso dentro,
uma pedra colocada onde antes
morava o impulso de chamar alguém pelo nome.
Ela é paciente,
ensina que o mundo se move
sem precisar de testemunhas,
que a respiração pode ser
a única prova
de que ainda se existe.
Falar comigo mesmo
deixou de ser confissão
e se tornou um rito
um pacto que mantém
o frágil edifício da mente
de pé no meio da madrugada.
Alguns dias ela me prende,
como corda atada à cintura,
puxando para um fundo que não se vê.
Outros, se espalha
como luz pálida sobre campos vazios,
onde cada passo que já dei
parece ter sido apagado pelo vento.
E sem despedidas,
permanece:
invisível,
inseparável,
uma presença imóvel
que me habita
com a mesma intensidade
com que o sangue habita as veias.
NUM CAFÉ, O TEMPO PAROU...
Trago comigo um amor em segredo,
que tem morada na minha ilusão;
amor sem nome, sem culpa, sem medo,
que veio do fundo da solidão!
Pintei seu rosto na tela da mente,
onde o amor, em silêncio, florescia;
a cor do afeto — sutil e envolvente —
tingiu de ternura a melancolia.
Vaguei nas ruas da perseverança,
em busca de algo que nunca se achou;
no rastro fugaz de parca esperança,
o amor calado mais fundo ecoou!
Um dia o vi — por acaso ou bruxedo —,
num café, e então minha alma se avia;
surgiu qual fosse um feitiço de enredo,
e pensei: “Será ela? Quem diria!”
O tempo parou — tremi de surpresa —
não era a mesma, mas lembrava tanto,
que meu olhar se perdeu na incerteza,
e até busquei conservar o encanto!
Mas, sem defesa, rendido à realidade,
voltei à vida, ao mundo real!
E então, sentindo uma estranha saudade,
amei — de novo — um amor sem final!
Nelson de Medeiros.
Inventário do que sobra
A vida caminha como um corte lento,
não sangra de uma vez,
apenas pinga,
gota após gota,
sobre o chão rachado dos dias.
O céu, cansado,
arrasta nuvens como quem arrasta correntes,
e o vento já não sopra para refrescar,
mas para lembrar que tudo se move
inclusive nós,
mesmo quando fingimos ficar.
O amor é um hospedeiro ingrato:
entra sem pedir licença,
revirando móveis,
quebrando louças,
e parte deixando o eco das conversas
que nunca tivemos coragem de ter.
No fim,
o que sobra cabe numa mão fechada:
um punhado de lembranças,
dores de segunda mão
e a certeza amarga
de que nada do que tocamos
se mantém inteiro por muito tempo.
Estar perdido nas nossas escolhas muitas vezes se assemelha a navegar em um labirinto sem mapa.
Cada decisão que tomamos pode parecer uma bifurcação, e a incerteza sobre qual caminho seguir pode ser angustiante.
Às vezes, olhamos para trás e nos questionamos se deveríamos ter tomado um rumo diferente, se as escolhas que fizemos nos levaram a um lugar que não esperávamos.
É importante lembrar que o processo de escolha é uma parte fundamental do crescimento e da autodescoberta. Cada erro e acerto nos ensina algo valioso, moldando quem somos e nos preparando para o que está por vir.
Encarar essa jornada com curiosidade e aceitação pode nos ajudar a encontrar nosso caminho, mesmo nas encruzilhadas mais complicadas.
Estou morrendo, mesmo estando vivo.
Estou vivo, mas morto por dentro ..
Um jovens tudo pela frente encontra-se no meio do universo dos seus pensamentos, sem saber a sua existência..
Preste a se matar e acabar de vês com está dor;
más tem uma força que fala filho, aguente mas um pouco, este processo vai acabar ..
Apenas creia e confia. Eu estou contigo 🙏🏾
Entre o Coração e o Vazio
Há um abismo entre a boca e o coração,
um espaço onde os sons nascem e morrem
antes de alcançar o ar.
A língua repousa como um animal adormecido,
com medo de morder a própria carne.
Ele caminha entre rostos como quem atravessa um campo minado,
sabendo que cada gesto pode ser a explosão
que revelará a dor que carrega.
Prefere a distância à confissão,
prefere o eco vazio ao risco de ser visto.
As noites tornam-se longas
quando se guarda demais.
Os pensamentos crescem como raízes cegas,
procurando saída por frestas
que nunca se abrem.
O corpo aprende a calar antes da mente decidir,
uma disciplina antiga, quase cruel,
como um monge que jejua até esquecer o sabor.
O coração se torna um cofre de ferro,
sem chave e sem promessa de resgate.
Há uma ciência amarga em fingir normalidade,
em sorrir como se nada fosse urgente.
A arte de sobreviver está em parecer intocado,
mesmo quando por dentro
a própria alma se despedaça em silêncio.
Afastar-se é mais fácil do que explicar.
A ausência não exige justificativa,
apenas se instala como neblina,
apaga contornos
e esconde o que nunca foi dito.
Mas o que se evita pesa.
É um fardo que se acumula nos ombros,
uma sombra que cresce e acompanha os passos,
lembrando que todo silêncio é também
um grito sufocado.
O funeral acontece sob um céu pesado,
o cheiro de flores murchas e terra úmida
envolve os que choram com um peso invisível.
Ele observa de longe, sem se aproximar,
como se a morte fosse apenas mais um lugar
de onde é melhor se manter distante.
O caixão desce lentamente,
e todos ao redor murmuram despedidas
que ele jamais conseguiria dizer.
Os sinos soam como o eco de tudo que ficou preso,
e naquele instante,
ele percebe que enterra junto o que nunca teve coragem de oferecer.
Ele caminha sozinho pela rua deserta,
o corpo frio como pedra,
e pela primeira vez entende que não é o mundo que o abandona,
é ele que se abandona ao vazio
até que o próprio coração pare de chamar por socorro.
Corre o poeta do sistema poetal
Não podiam prendê-lo
Não podiam pegá-lo
Aqui um poeta livre
Aqui um poeta livre
Fugia ele do sistema
Ele dizia
Sistema de páginas impressas na poesia
Aprisionado ele em sua sabedoria
Fugia ele do que ele não sabia
Fugia ele de noite e de dia
Corre poeta, foge poeta
Não deixem que te prendam
No que eles querem que tu sejas
Não seja o que eles querem, mas seja livre como fugitivo poeta
Cavalos são poetas
Poetas são selvagens
Solitude
Um espaço inteiro se abre dentro de mim
não é ausência, é presença silenciosa
um abrigo onde o eco respira devagar
e cada pensamento se deita como sombra
Caminho por corredores sem janelas
as paredes não pesam, apenas acolhem
o vazio não me fere, apenas sustenta
como se o nada fosse uma forma de colo
Há um mar profundo sem ondas
sua superfície é espelho imóvel
e nele me encontro sem pedir companhia
somente eu e a transparência do tempo
Solitude é a árvore sem folhas no inverno
que mesmo nua guarda a seiva escondida
não busca olhar, não implora estação
ela simplesmente é, inteira na espera
O vento passa sem pressa pela memória
levando consigo fragmentos esquecidos
e o que resta é uma quietude intacta
onde até a dor aprende a descansar
No escuro há uma claridade discreta
como vela que não brilha para ninguém
iluminando apenas o íntimo do ser
onde habita um segredo impossível de calar
A ausência de vozes não é castigo
mas convite para escutar o indizível
o som de um coração que pulsa sozinho
em ritmo diferente da multidão
E nessa vastidão que parece deserta
descubro raízes invisíveis sob meus pés
elas me prendem, mas também me libertam
pois só na solidão percebo o infinito
Então, aprendo a caminhar sem medo
com a sombra como única companheira
a cada passo o mundo perde contorno
mas dentro de mim nasce um horizonte novo
Solitude é jardim sem visitantes
florescem nele cores que ninguém vê
mas eu as recolho como oferenda
ao silêncio que me guarda e me molda
É também um templo sem portas abertas
onde o altar é feito de silêncio puro
ali não se fazem preces, apenas respirações
e cada suspiro é aceito como oração
Quando o dia se alonga e tudo cansa
a solitude me veste como túnica invisível
e mesmo no meio da cidade ruidosa
sou capaz de escutar apenas meu dentro
Ela é o livro que ninguém folheia
mas que guarda histórias intermináveis
linhas escritas pela mão da espera
e capítulos feitos de pausas infinitas
Entre seus muros, o tempo se dilui
não há relógios que interrompam sua maré
o instante se prolonga até o infinito
como se o universo parasse para ouvir
Solitude é uma estrada sem destino
mas não é vazia, está repleta de ecos
cada passo gravado no chão invisível
se transforma em testemunha silenciosa
E quando penso estar perdido demais
descubro nela um mapa secreto
feito de cicatrizes, lembranças e gestos
que me guia de volta ao meu próprio ser
Assim, aceito sua presença como guia
não como cárcere, mas como vastidão
um lugar onde aprendo a ser inteiro
mesmo quando nada ao redor me acompanha.
Devemos ensinar ao nosso corpo
Ao nosso sistema nervoso que é seguro essa nova mudança para um melhor estado de vida:
Que é seguro receber
É seguro manter
É seguro se expandir
Com isso a frequência do corpo muda
Entra em harmonia com os desejos sinceros
E a linha temporal entra em ressonância
Com as leis universais: com criação
Pratique a ciência da interocepção
A Oercepção do estado interno do seu organismo.
E sinta a transformação real da sua vida.
Paz no 💓
Portugal a arder, mais um verão repetido,
Bombeiros voluntários sem descanso, sem abrigo.
Carros velhos, mangueiras rotas no caminho,
Mas são eles que seguram o país sozinho.
Enquanto isso, férias no estrangeiro,
Primeiro-ministro e presidente sem roteiro.
Na serra o povo luta contra o fogo verdadeiro,
Sem apoio, sem verba, só suor por inteiro.
[Refrão]
É o povo que apaga, não é o poder,
São vizinhos, bombeiros, que dão pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tá difícil de ver.
Nas aldeias a sirene não para de tocar,
Idosos a correr, casas prestes a queimar.
Falta água, falta gente, falta tudo no lugar,
Mas sobra coragem pra não abandonar.
Prometem milhões no parlamento a falar,
Mas no terreno é sempre o mesmo a faltar.
É sacrifício humano que não dá pra negar,
E cada chama acesa custa um lar pra salvar.
[Refrão]
É o povo que apaga, não é o poder,
São vizinhos, bombeiros, que dão pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tá difícil de ver.
Portugal resiste, mesmo a ser esquecido,
É força popular contra um Estado adormecido.
Entre cinzas e fumo, o retrato é sabido:
Quem salva a nação nunca foi protegido.
-
Houve um tempo na minha vida em que eu era eu mesmo e tão feliz, mesmo com tantas adversidades e fatores que eu nem entendia as coisas de adulto.
Eu era feliz e podia sorrir, correr, cantar, pular, ser uma super-heroí — tudo o que eu queria ser, eu podia fazer sem me preocupar com mais nada.
Ao longo da vida, crescemos e amadurecemos, e tudo em que acreditávamos começa a desaparecer, e a magia se esvai com o sorriso que se perde pelo caminho.
E depois de tanto caminhar, como umo adulto maduro, sobrecarregado e cansado, olho no espelho e não resta nada daquele garotinho, vivo, livre e feliz, que podia voar.
Só cansaço e exaustão, cabelos grisalhos,
Rugas que aparecem.
Acho que meu verdadeiro eu se perdeu lá atrás, no caminho da vida...
Marcio Melo
São milhares de anos-luz,
viagens cósmicas em um universo finito.
Em meio a galáxias imensas,
em um planeta azul com bilhões de vidas,
o acaso — ou o destino —
trouxe você até mim.
E no meio de tudo isso,
do infinito ao íntimo,
é um imenso prazer,
um milagre quieto,
dividir essa vida com você.
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