Carne
Somos escravos das nossas almas pregadas nos nossos....
...espíritos... São parte da carne apodrece sobre a face do destino.
A vida cristã constitui um exercício contínuo de mortificação da carne (Romanos 8:13); trata-se de uma luta ativa e diária contra a concupiscência procedente da queda (Romanos 7:19-24), a qual milita incessantemente contra a vontade de Deus.
Conexão de vidas , de almas , de carne , pele , pensamento ..quando é de verdade até o ar que a gente respira conspira a favor.. porque o amor quando é amor mesmo não tem idade, desculpas , não tem barreiras , fronteiras não tem mi-mi-mi.. ele rompe barreiras , quebra tabus ! O amor vence todos e tudo quando é verdadeiro !
Todos temos um espinho na carne, algo que não desencarne pelo homem, mas Deus entende nosso interior, nos desvia do mal, e pela fé, mesmo com espinho, Jesus é o verdadeiro caminho!
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
Todo dinheiro oferecido às práticas dos prazeres da carne, da luxúria e das mentiras, aumentam os juros da vergonha, do abandono e do sofrimento, mas não cobre o seguro da morte espiritual.
A medicina da Palavra de Deus está acima da medicina dos homens: cura a carne, descansa a alma e limpa o espírito.
Eu vi quando você engoliu o choro e sorriu para não incomodar ninguém, mesmo estando em carne viva por dentro. Mas encosta a sua cabeça aqui: você não é de ferro, não precisa dar conta de tudo e o seu valor não diminui só porque hoje você não tem forças para ficar de pé.
Ritos e contradições...
Dizem que na Semana Santa
não pode comer carne,
é pecado.
Mas nos outros dias,
fica liberado
devorar o outro
em fatias de indiferença,
temperadas com egoísmo
e servidas frias
na mesa da conveniência.
Na Sexta-feira santa,
o prato é vigiado,
mas a língua,
essa continua afiada,
cortando, ferindo, julgando
sem qualquer jejum.
O corpo se abstém,
mas a consciência…
segue em jejum
o ano inteiro.
E na crueldade das torturas
que se perpetuam,
não há silêncio,
não há luto,
não há penitência.
Que curioso ritual esse
que santifica o cardápio
e absolve a crueldade cotidiana.
Talvez o verdadeiro pecado
não esteja na carne
que se come...
mas na humanidade
que se deixa de exercer.
✍©️@MiriamDaCosta
❤🇧🇷
É preciso cortar essa carne fétida da alma
arrancar os galhos secos e podres
extirpar o veneno...
deixar sangrar a seiva
para que o renascimento
venha selvagem, indomável,
com o vigor de quem sobreviveu à poda...
✍©️@MiriamDaCosta
#Eleições2026 #SemAnistiaParaGolpistas #PecDaBlindagemNão
Cuidado,
Tem gente com apetite voraz de carne mal passada,
Quanto mais você sangra, mas te querem por perto.
No eco de vozes raras, escuto o sopro ancestral que Deus sopra sobre a carne — uma semente invisível germinando no mistério do peito humano. Caminhamos todos à beira do abismo, mas o mundo não despenca. Há uma teia sagrada, um abraço incorpóreo sustendo o tecido esfarrapado da criação, impedindo que a nossa própria escuridão devore a luz que ainda nos resta.
Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.
A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.
Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.
Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.
O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.
Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.
(Douglas Duarte de Almeida)
