Carne

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Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor.

Nenhuma companhia é melhor do que a sua própria carne.

"Não há castigo, apenas consequências." Uma verdade que dói muito mais na carne do que no espírito que busca a redenção.🕊

Pode comer carne, pessoal. Além de ser uma prática pagã essa de peixe, vocês têm motivos bem maiores pra ir pro inferno.

Miserável homem que sou, pois todos os dias me levanto, movido pelas paixões da carne, e não pela eternidade.

Hoje está frio nunca vi um frio tão intenso
Doi a carne e os ossos e congela a alma
Quem me dera sentir de novo o calor do verão ou o perfume da primavera
Nestes dias so me resta sentir este gelo com calma
Sem chorar sem dormir
Porque so assim vou ter certeza de que nunca mais vou permitir o vento esparramar o gelo no meu coração ❤️
E quando esse tempo passar o dia todo com certeza valerá a pena

O espírito clama
A carne sofre
O desejo suplica
A saudade mostra-se em néctares variados
O perfume do amor inunda todo o ambiente
É a vontade mais profunda...
Carência do teu afeto
Do teu carinho...
A expectativa do teu toque a despertar os meus poros
Faz-me rolar em brancos lençóis
Que todas as noites reclamam sua ausência...
Dá-me tua presença!
Entrega-te ao nosso amor!
Abranda o pulsar do meu peito!
Deixa-me habitar em ti definitivamente!

O chicote romano arrancou a carne de Cristo, mas foi o peso do meu pecado que arrancou o Seu fôlego.

A língua suplanta qualquer lâmina: o aço dilacera a carne; a palavra incide sobre a dimensão ética do ser.

FRIDA, FOGO E CARNE
por Carina Gameiro

Frida não pediu permissão.
Fez da dor um estúdio,
do sangue um pincel,
e da alma, uma obra-prima.

Ela não amou leve.
Amou até quebrar os ossos,
até confundir amor e abismo,
até se tornar a própria pintura viva.

Chamaram de intensa,
mas era apenas verdade demais
para caber em molduras pequenas.

Frida era o grito que o mundo engoliu.
A flor que cresceu sob escombros.
O espelho que não mentia,
e por isso, revelava.

Ela não teve medo de ser humana,
nem de ser divina.
Fez do corpo o altar e a ferida,
do amor a ruína e o renascimento.

Frida era mulher antes de ser mito.
Era fogo, era carne, era cor.

E ainda hoje,
quando o medo tenta me domesticar,
eu escuto sua voz rasgando o ar:

“Pés, para que os quero,
se tenho asas para voar?”

A vida é uma máquina de moer carne.

Carne


Um homem
é o que sobra
quando tudo que ele inventou
cai.
Nu
e não tem beleza nisso.
Tem falha.
Tem medo.
Tem coisa mal resolvida
latejando por dentro.
Na soleira
ele trava.
Porque entrar exige verdade.
E fugir…
já não dá mais.
O corpo sabe.
A consciência pesa.
Não tem pra onde olhar.
E ali, parado,
sem saída limpa,
ele vê:
não é forte,
não é inteiro,
não é nada do que contou.
É só aquilo
que nunca teve coragem
de encarar.
E isso…
fica.

Há beleza na carne que cicatriza, florescer sangrento, obra-prima talhada por dor e tempo.

Cada cicatriz é escritura da guerra, marcas talhadas na carne, poemas de sangue e vitória. Superar é escrever com lágrimas ardentes, um livro em que a dor e o riso se fundem, tinta eterna da vida.

A gratidão não é um suspiro leve, mas a memória em carne viva do coração que se recusa a esquecer o dom, ela transmuta o fardo brutal da obrigação na epifania silenciosa de uma bênção.

O mundo lhe oferece mapas falsos e destinos impostos, mas a bússola de carne reside no peito, ignore a cartografia externa e siga o ímã silencioso do seu centro, o único ponto onde a paz tem endereço.

A dor é um veredicto com data de expiração gravada na carne, mas o sofrimento é a assinatura mental que você renova à meia-noite, um
tormento autoimposto.

A alma é a verdade nua que não conhece o ardil nem a mentira, o corpo é o mensageiro de carne que, através da dor e do prazer, é forçado a traduzir sua fala. É preciso aprender a escutar o corpo para compreender a linguagem da sua essência mais profunda.

A vida tem essa mania de nos despir nos momentos mais impróprios, deixando a carne exposta e a alma no frio, mas é justamente no tremor do corpo que descobrimos que a nossa pele é feita de uma resistência que nenhum inverno conseguiu, atéhoje, congelar por completo.

O destino pode dilacerar a carne, deformar os caminhos e silenciar os sonhos, mas jamais alcançará aquilo que escolhi governar: meu caráter.