Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
Há de se passar algum tempo na vida para que possamos entender as mudanças, a natureza segue seu curso, assim nós também deveremos seguir e eu poderia pedir muitas coisas a Deus!
Mas vou pedir só duas:
Que ele mostre sempre o melhor caminho.
E que tenhamos bastante saúde para desfruta-lo
Então não desista, sorria!
Você é mais forte do que pensa e será mais feliz do que imagina.
UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO
Não consigo conviver com máscaras, tento a muito tempo, porém de nada adianta resistir,tentando fugir daquilo que se sabe.
Ainda acredito na superioridade dos dons e dos talentos individuais de cada ser, onde não é necessário pisar em ninguém, julgar e criticar para se sobressair na vida.
O TEMPO E MAIS RÁPIDO QUE UM MISSEI,LANÇADO DE UM PAIS PARA O OUTRO,NA VERDADE O TEMPO E UMA BALA VELOS,QUE AO SAIR DO REVOLVER,O ATIRADOR NÃO PODE MAIS PARAR.
VALORIZA O SEU TEMPO,POIS ELE E TÃO PRECIOSO QUANTO O OURO E A PRATA,SIM MAIS PRECIOSO QUE O OURO FINO.
Se apaixonar todo mundo se apaixona, mas acontece é que eu não perco tempo e nem crio expectativas em coisas que eu vejo que nao tem futuro ou que tem um curto período de duração.
Esperamos tanto tempo pra ter um caso de amor com nossos desejos!
E o mundo só nos dá um só dia de cada vez, sem nenhuma garantia de que haverá o amanhã
Não perca o seu tempo lamuriando, confessando derrotas, publicizando e idolatrando os seus medos e angústias. Quanto mais se propaga e compartilha aquilo que é negativo, mais os seus efeitos nefastos serão potencializados.
Amanhã pode ser tarde pra fazer aquilo que você poderia fazer hoje. O tempo passa, as oportunidades passam, as pessoas mudam e aquilo que antes era prioridade já não faz o minimo sentido. E pode não da mais tempo de executar seus planos.
Ter razão ou ser feliz
Passamos muito tempo de nossas vidas tentando provar que temos razão, vezes em uma, vezes em outra situação ou questão, quase todas sem importância nenhuma naquilo que nos é mais caro, passamos a vida tentando convencer nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo aos estranhos de que temos “razão” na discussão que estiver em tela naquele momento, gastamos nisso desnecessariamente muita energia, para que no fim da conversa sejamos no mínimo duas pessoas descontentes, frustradas com o desfecho do embate, que nada ganharam de positivo com o episódio.
Qual importância tem de fato se seu cônjuge ou filhos deixam roupas penduradas no banheiro, apertam o tubo de creme dental pelo meio, que seu amigo acredita que o insucesso do time de futebol é culpa do técnico ou daquele lateral esquerdo, que aquele outro acredite que sua alma só terá salvação se você adotar os dogmas da religião dele, ou se o colega de trabalho ao lado, tem mania de ouvir musica no computador, por que estressar-se por causa de uma vaga de estacionamento “roubada”, ou uma preferencial no transito que não foi respeitada?
Se você é do tipo de pessoa que se irrita com nestes tipos de incidentes, com certeza tem lá as suas “razões”, mas se você realmente fica transtornado com estas coisas ao ponto de deixar estragar o seu dia ou pelo menos algumas horas dele, você é do tipo que quer “ter razão”, independente da sua felicidade ou da sua saúde pessoal e social. Contudo, não estou afirmando que você deva abrir mão de sua fé politica, religiosa, sua paixão pelo futebol, nem mesmo deixar de lado seus princípios morais, éticos, etc., mas pode acreditar; ninguém consegue ser feliz, quando quer ter razão.
Eu pelo meu lado, decidi que não quero ter razão, prefiro “ser feliz”, como disse o Mestre Rubem Alves em seus escritos, o tempo e as jabuticabas: ”... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena”.
Não preciso que as pessoas concordem comigo, nem eu preciso concordar com elas, tudo que preciso é respeitar as opiniões diferentes e ser tolerante com aquilo que não me é agradável, para que não passe de desagradável e se torne o objeto de minha infelicidade. Assim vou seguindo meus dias, tentando em cada um deles ser mais feliz do que ter razão. Para que me servirá a razão quando estiver infartado em um leito de hospital ou sozinho na minha velhice, a levarei para além do tumulo, poderei compartilha-la com outros, o que dirão os amigos que não tive?... Ele tinha razão, mas coitado, foi tão infeliz!...?
Passou o tempo, e vi que nós dois somos como peças de quebra-cabeça que precisam estar juntas pro desenho ficar belo, e ter sentido. E tudo vai se encaixando; Até sermos um só! Quem arquitetou as peças? Deus!
Gastei tanto tempo numa escola de datilografia...
Depois me vangloriava em poder "digitar" no computador com os dez dedos... Sorria de quem datilografava ou digitava com os dois dedos indicadores...
Agora, se eu quiser ser 'moderno' e usar um Smartphone, I-Pad, I-Pod, terei que teclar com os dois dedos polegares...
Salvador, 25 de fevereiro de 2014
Devemos aprender
Mostrei para você
Que você não vive sem mim
Passei muito tempo fazendo isso
que se esqueceu de mim
Fui falar com você
E nem me deu moral
Vou mostrar pra você quem tem moral
Devemos aprender
Que não devemos sofrer
Por pessoas felizes sem você.
Por: Silvia Godoi
Data:15/08/2011
QUASE O EU DE MIM
Olhando para o tempo; soprei para dentro de mim a terra e comecei cultivar-me...
Sequei uma folha com o vento e copiei sem alento um sentimento ...
Pensei em mim e imaginei um conto sem fim...
Rejeitando o ponto final, segui na mesma linha, sem me dar um parágrafo para respirar...
Em versos espalhei meus pensamentos que foram devorados no silencio...
As letras que podiam unir-se para uma declaração, não diziam nada ...
Vislumbrando para a vida de olhos fechados consegui amar..
Esperando o sol raiar em mim, pedia para a lua entrar, mesmo sabendo que juntos não podem estar...
O fugas manuscrito trazido em minha alma, mesmo ilegível; comanda as buscas mais frenéticas, nas encruzilhadas do meu psique, e alimenta outros “ Eus”; que devorando-se entre si; travam batalhas para sobreviverem no meu cárcere privado da indecisão, perpetuando e deixando prevalecer “ Um Quase Eu De Mim”...
Seguia adubando um sonho, de um dia tentar me enxergar e pintar tudo que eu não conseguisse com palavras expressar...
Minha rima fugindo dos meus versos, não consegue achar uma poesia que possa expressar “Um Quase Alguém Para Declarar”, e o jardim que eu queria habitar, não teve tempo de desabrochar e nem em uma folha seca de papel consegui propagar...
Não importa quanto tempo passe, quantos momentos bons ou ruins aconteçam em sua vida, sempre tem alguém que se repete e está presente em todos eles. Você! Você é a pessoa mais importante em sua vida, cuide para que não passe em branco sua participação nesta história. Aproveite cada minuto que tem para fazer sua felicidade, o minuto seguinte é um minuto que não te pertence. Viva cada um como se ele fosse único. Transforme seus minutos em minutos mágicos, faça a diferença na sua vida. Ninguém pode fazer você infeliz sem a sua permissão. Se olhe no espelho, diga o quanto você se ama e pode fazer a diferença. As outras pessoas tem que saber o tamanho do privilégio de ter você compartilhando com elas esta existência. Carpe diem.
Saudades de Regina!
Nascemos e crescemos em meio a uma família que nos é tudo.
Mas, o tempo passa. Crescemos e formamos a nossa própria família.
Nossos pais e irmãos ficam meio que a parte...
Nos encontramos, nos abraçamos, nos confraternizamos.
O encontro semanal tem um quê de especial... Tem amor!
Pai, mãe, irmãos, cunhados, sobrinhos e
alguns amigos que nos visitam... É uma festa!
O sítio de “vovô Carlito” é alegria...
Carlito e Regina formam o casal mais lindo... um exemplo.
Mas, é a lei da vida: Um dia nossos entes queridos se vão
E vão assim, sem que estejamos preparados, por
mais que saibamos que um dia irá acontecer.
Sem nenhum aviso, perdemos alguém que muito amamos.
Ninguém tem culpa... É a lei da vida que tem inicio, meio e fim.
Resta-nos a saudade de quem tanto amamos e que muito nos amou.
Mas, como Deus é bondade e providência, o tempo tudo cura.
Sentiremos saudades dos tantos momentos vividos e, jamais
esqueceremos daquela a quem Deus confiou a família Alves de Lima: Regina...
A esposa, a mãe, a avó, a sogra, a amiga...
O sítio não será o mesmo sem ela mas, o patriarca Carlito estará lá e,
com certeza, vai ficar sempre feliz com nossas visitas, nosso carinho, nossos cuidados.
Afinal, a vida e assim... Temos o compromisso de prosseguir.
Eternas saudades!
Edvânia Fernandes
Ana Julia...
Ana Júlia já percebera em seu corpo alguns sinais do tempo, as mulheres são mais atentas, normalmente cuidam-se mais, mas suas mãos evidenciavam o que os afazeres de todos os dias vinham adiando, ter a consciência de que anos se passaram.
Sem saber ainda porque, em plena manhã de domingo, esse olhar mais atento para essa parte de seu corpo fez com que pensasse em como estava sua vida frente aos planos de sua juventude, quando imaginava para si um mundo sem limites e uma certeza de que poderia ser e fazer o que quisesse de sua vida.
Estava só, o esposo e as três filhas, jovens adultas, haviam saído para fazer algumas compras necessárias para uma pequena viagem de fim de semana numa casa de campo cedida por amigos.
Um pouco confusa com essa inquietação aparentemente sem motivo buscou em uma gaveta da cômoda uma delicada caixa de música, cuidadosamente guardada, ainda envolvida em tecido aveludado.
Mesmo sem acionar o mecanismo daquele relicário ouvia a suave música a tocar, lágrimas e uma intensa tristeza a envolveram no mesmo ambiente onde crescera e presenciara a lenta agonia de seu pai, época em que a tuberculose assombrava as famílias.
Nunca o perdoara pela vida boêmia e descuidada que o afetara e também à toda família, só não ficaram sem um teto porque a casa era fruto de herança de sua mãe, que mantinha o básico lavando, passando e costurando roupas para famílias de posse das redondezas, logo que aprendera Ana Julia também participava desse ofício.
O que mais a incomodava naquela época era a postura de sua mãe que, em muitas das noites que passara acordada preocupada com o marido, ficava em oração sem reclamar e de onde se abastecia de toda a energia de que precisava para continuar.
Ana Julia ainda mantinha vivas as lembranças das várias madrugadas quando, acordada e envergonhada, ouvia o pai entoar músicas ininteligíveis, enquanto era uma vez mais carregado pelos amigos da noite casa adentro, com as vestes sujas e cheiro forte de bebida, Ana Julia, observara incontáveis vezes daquele quarto sua mãe, gentil e resignada, o acolher e o acomodar como podia no surrado sofá da sala.
Durante anos e inúmeras noites em que a mesma cena se repetia sua mãe com o passar dos anos adoecera, e, enquanto seu pai estivera vivo, ela, com o que lhe restava de forças, dele cuidava sem reclamar.
Logo após o falecimento de seu pai sua mãe também se despediu de sua vida de entrega e amor, em seu leito Ana Julia a questionara uma única vez, porque permitira tanto sofrimento e humilhação sem reagir ou reclamar, em resposta ouvira, “sempre soube que você esperava uma reação minha, me perdoe, chegará o dia em que você entenderá”.
Ana Julia buscava ainda a compreensão de tanta abnegação, doação e amor em meio à doença, restrições e vergonha ao longo de tantos anos com o consequente afastamento da maioria dos familiares e amigos.
Finda em sua mente a música suave e delicada, com mais atenção olhava para a caixa de música e relia uma frase por seu pai gravada, “Meu amor me perdoe por todo o sofrimento que te causarei”.
Sua mãe fizera uma escolha consciente, sabendo o que enfrentaria na vida ao lado do companheiro que amava.
Iguais à ela quantas pessoas mais possuem essa força que, para quem está de fora observando sem compreender, beira à loucura, à baixa autoestima e ausência de amor-próprio?
Ana Julia, logo após a morte de sua mãe, decidira que não repetiria aquela história e hoje ainda busca a sua resposta, “...chegará o dia em que você entenderá”.
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