Caos
Aeroporto em lotação
Caos pra quem?
Fato novo, mal moderno
pro Eike ou pro João?
Que não tem
coisa melhor
ver o rico, homem-fino
indo atrás de um peão.
Fato novo
e coisa boa
é ver o povo no avião.
O aeroporto, as salas cheias,
o operário, o “subalterno”
ir ao lado do patrão!
"Satanás coloca caos na vida de todo mundo.
O que a maioria faz é agradá-lo mais ainda se afastando de Deus." (IGG)
Feliz seria eu, se pudesse entregar as palavras não ditas que fazem um caos na minha mente, como forma de modelar o que não pode ser expresso, de buscar o que só pode ser sentido e de acusar um sorriso impensado. Feliz eu seria, se pudesse escolher um tempo, escolheria o agora, só por hora, para aliviar a vontade que, de algum jeito, me faz querer mais, mais um olhar, um sorriso, um beijo, mais um amor.
Se uma coisa é tão importante a ponto de gerar o caos, poderia ser insignificante o suficiente p/evita-lo...
Existe uma linha tênua entre a ordem opressora e o caos universal... Se algo fosse realmente certo; seria certo questiona-lo?
-Senhor, o que é fé?
-Fé é quando você é capaz de atravessar o próprio caos
E mantar-se de pé até o fim.
*Me afogando*
Todos os meus sonhos,
Os meus planos
Se foram...
Aonde eu vivo está um caos.
Eu achava que estava indo tão bem,
Mas, nem tudo é como planejamos.
Os meus amigos, dizem que estou ficando louca.
Eu acho que já deveria ter superado algo...
Porém, não consigo.
Os meus sonhos virando escuridão estão.
Sim, eu sei disso faz tempo.
Estou me afogando,
Eu deveria estar me salvando,
Não estou suportando.
Aos poucos vou morrendo.
Oh, não!
Isso é trágico,
Insuportável o que eu sinto.
Eu sinto que isso daqui é o verdadeiro inferno!
Não sei como explicar...
Quando me olho, já quero me matar,
Talvez, você poderia me ajudar.
Me tira dessa confusão.
Minha vida...
O que estou fazendo?
Depois que todos se foram, me sinto na solidão,
Quero que tudo volta ao normal.
Eu sinto que estou me afogando,
Aqui embaixo é tão solitário, silencioso,
Não quero morrer aos poucos.
Cada vez vou perdendo o ar...
Por favor! Me ajuda!
O mundo pode estar desmoronando em minha vida... Meu anjo da guarda chega, me retira do caos; me tranquiliza, e abre novos paraísos. Mesmo sem eu pedir; ele nunca dorme (...).
O furacão vem e faz um enorme caos...
A tempestade vem e causa uma enorme destruição...
Você veio na minha vida como um furacão, causando enorme caos.
Fez uma reviravolta na minha vida, como a tempestade, você veio e me trouxe a destruição do meu sofrimento.
E no final da tempestade me trouxe a chuva serena.
Me troxe aquela garoa tranquila.
Aquela chuva que vem e trás a esperança de dias melhores.
Você veio e me trouxe dias melhores.
Me ensinou o que é amar e o mais importante de tudo, me ensinou que nunca é tarde pra amar.
A Otsuchi de Alejandro Chaskielberg: esperança de futuro através do caos
(Victor Drummond, de Buenos Aires)
Esta semana fui conferir o art-meeting para convidados da Galeria Gachi Prieto. Motivo: bate-papo com o super fotógrafo Alejandro Chaskielberg, que está com a exposição fotográfica "Otsuchi, Future Memories", em cartaz na própria galeria.
Somos recebidos no foyer por um impactante painel fotográfico, repleto de fotos sobrepostas. Recortes de um caos, após o terremoto de 2011, seguido de um tsunami com ondas de 40 metros que devastaram o povoado de Otsuchi, no Japão. Longe de ser sensacionalista ou querer chocar com suas imagens captadas, Alejandro constrói um cenário quase onírico. Há tristeza pela devastação - um olhar punk de destruição sobre as ruínas do desastre natural - mas também há beleza, poesia e acima de tudo, perspectiva de um recomeço.
O pequeno povoado de Otsuchi foi provavelmente o mais destruído. 10% da população morreu ou desapareceu e sessenta por cento dos edifícios residenciais e comerciais como escolas, hospitais e biblioteca foram destruídos. Em meio a essa dor, o único resgate físico possível do passado seria através das fotografias de familiares que foram encontradas pelos escombros. "Uma comunidade praticamente rural, que possuía apenas registros fotográficos impressos, de repente se vê sem referências. Mas através daquelas fotografias, muitas destruídas pela água, sabíamos que poderíamos encontrar uma busca por essa memória.” explica Alejandro.
Em 2011 Alejandro foi nomeado "fotógrafo do ano" pela World Photography Organization. A revista nova iorquina Photo District News o colocou em 2009 entre os 30 fotógrafos mundiais em franca ascensão. Um ano antes, participou do projeto All Roads Photography, da National Geographic Society. Chaskielberg pegou toda essa bagagem somada à sua graduação como Diretor de Fotografia e os colocou à disposição do resgate da memória de Otsuchi, que por sinal virou seu segundo livro fotográfico, com o mesmo título da exposição.
Os dois projetos mostram a superfície da destruição. E ficam evidentes grandes contrastes: de um lado, montanhas de lixo e entulhos e do outro, uma cidade completamente aplainada; o fim e recomeço juntos nesses registros. "Eu enxergava a cidade como uma peça de esqueleto. Lugares vazios, mas carregados de história.”, descreve ele.
Todas as obras são impressionantes e carregadas de nostalgia, como a intitulada “La biblioteca de Otsuchi” , com a foto da bibliotecária sentada sobre o nada que restou.
Alejandro trabalha com câmera de filme e ama a fotografia noturna; esses recursos trazem um diálogo interessante entre luzes e sombras, cores e profundidades.
E por falar em cores, lembra das destruídas fotografias das famílias de Otsuchi encontradas pelas ruas? Alejandro fez um verdadeiro trabalhado de arqueologia colométrica. "Pareciam uma sequência de paletas borradas, com um efeito blur.", explica. Assim veio a ideia de trabalhar mesclando cores, inspirados por essas fotos “borrões”. Ele as apertava ainda úmidas, e as tintas iam se misturando. O resultado é impressionante: como uma "aquarela fotográfica orgânica" viva. Como se alguém houvesse jogado um grande balde d`água sobre uma obra-prima, na tentativa de destruir um passado, mas ele permanece ali, impregnado, ganhando outras formas e se transformando num presente-futuro cheio de resiliência, como se fosse impossível apagar por completo o que ficou para trás.
Uma das obra desta exposição foi intitulada "Una memória de el futuro.". Uma provocaç!ao de Alejandro; como se pode recuperar uma memória destruída?”, pergunta ele. Através de sua escolha artístico-profissional, de sua carreira, do olhar tão delicado e dedicado à Otsuchi, o próprio Alejandro traz a resposta: ”sou fotógrafo porque quero preservar a memória." E aquilo que se preserva, viram traços de cores e esperança para o futuro. Bravo!
Serviço:
@gachiprieto Calle Uriarte, 1373 - Palermo. Lunes a sábados, de 14 a 19h). Até 25/7
Excesso de autoestima é estupidez
A relutância do homem dentro do caos impressiona a nossa racionalidade kantiana, é como o Cândido de Voltaire: "tá ruim, mas tá bom, ainda bem que perdi apenas um olho, foi Deus quem me livrou", coisas desta natureza.
Aqui, infelizmente temos conhecidos, amigos e alguns parentes, com a vida emocionalmente e espiritualmente destruída, famílias desestruturadas, casamentos falidos etc... Contudo, suas postagens são de auto superação, de auto enganação, tipo "eu posso tudo, o universo conspira a meu a favor," Tolices "Coelhianas" (Paulo Coelho) deste tipo.
A vida física, para quem tem confiança em algo superior, numa esperança firme como âncora, estes não se iludem com a ideia de um final feliz na carne decaída. Contudo, sabe que este estágio da vida humana, onde se dá num mundo imperfeito e cercado por injustiça e violência de toda sorte, o homem não deve alimentar ilusões. Ilusões destes tipos levam ao descontentamento e à fadiga, à falta de fé.
O homem precisa equilibrar razão com emoção, saber das suas limitações, sem viver deprimido com sua condição mortal e impotente diante do caos.
Todavia, ainda há sim, uma receita para se ter felicidade relativa, apesar dos percalços do mundo, das injustiças sofridas por semelhantes, e pelo sistema, apesar das pedras que encontramos no caminho, não raro colocadas por nós mesmos, cada um deve encontrar um norte para onde deve remar seu barco, contudo, se não for movido pela substância divina do amor não chegará onde deseja em segurança.
A poesia renasce
Em meio ao caos;
O mover dos dedos
Fazem as palavras ressuscitarem.
Letras invertidas,
Coerência na incoerência;
Sua compreensão medita
Nas irrealidades.
Sonhos e fantasias
Imersas nas elucidações abstratas;
Retas se cruzam no infinito,
Somos de um ponto divergente.
