Cantar a Vida
Silva, amigo meu, ouça meu cantar,
Como pode um funcionário do teu lar,
Te tratar como um vagabundo, desrespeitar?
Cobrando impostos altos, sem te consultar.
Ao aumentar seu salário, sem se importar,
Silva, algo está errado nesse lugar.
Prender e bater, como pode suportar?
Essa injustiça clama por se levantar.
É tempo de questionar e reivindicar,
Aqueles que abusam e querem te controlar.
Revoltar-se contra essa situação adversa,
Buscar justiça e paz em cada conversa.
Silva, não desista, lute pelo que é certo,
Seu valor e dignidade sempre em alerta.
Pois algo está errado, e juntos iremos mudar,
Para construir um mundo melhor, sem enganar.
salmo 91
No sertão nordestino, onde o sol brilha com fervor,
Vou cantar o Salmo 91, com fé e muito amor.
Nele encontramos refúgio, proteção do Criador,
Nos versos desse cordel, trago a mensagem do Senhor.
No abrigo do Altíssimo, somos livres do temor,
Em suas asas encontramos, abrigo e calor.
Livra-nos das ciladas, do malfeitor traidor,
Com o Senhor ao nosso lado, enfrentamos qualquer labor.
Ele é nosso escudo forte, em todo e qualquer dissabor,
Anjos guardam nossos passos, nos protegendo com vigor.
Na hora da tribulação, estendemos nossa mão ao Senhor,
E com sua graça divina, superamos todo ardor.
A serpente não nos fere, nem o leão de feroz rugor,
Pois Deus é nossa fortaleza, nosso guia, nosso tutor.
Caminhamos sem receio, com fé, coragem e fervor,
Na certeza que o Senhor nos protege, com imenso amor.
Assim concluo este cordel, com versos cheios de louvor,
Exaltando o Salmo 91, que nos enche de esplendor.
Com Deus ao nosso lado, seguimos firmes, sem temor,
Nos caminhos do Altíssimo, somos abençoados com favor.
A solidão faz presença a meu lado
De olhos cansados, animada a vejo cantar
É insensível, de tanto que me faz sentir
Desesperado, iludido. Mas não abandonado
Não, solitário. Solidão inquieta espreita
Calma, volátil, às vezes dançarina
Traz consigo o desejo, e a aspirina
Semeia o desinteresse, e vai embora.
Vai porque é covarde, tal como eu
Vem porque tem saudade, até do que não é seu
A solidão ambiciosa me quer, mas não pode ficar
Porque quando me tiver, mais nada terá
Sou solitário, não esquecido
Do sentir arbitrário, de sofrer desmedido
Sou hoje fruto de quem não quis me livrar
Sou hoje a semente, tão descontente, a solidão semear
O canto triste do sabiá, cativo segue a cantar.
Em quanto muitos se alegram com seu canto, ele lamenta o seu pesar.
Tem comida e água fresca, frutas para aguçar, mas quem pode calar, àquele que sabe cantar.
Vem o silêncio da noite, silenciar o seu cantar, mas na espera de um novo dia, ele começa a cantar.
Liberdade...liberdade!
Hoje eu quero poder voar.
Poesia de Islene Souza
As pessoas invejosas e ciumentas são amargas: não sabem cantar, não sabem louvar e não conhecem a alegria. Semeiam sua amargura e a difundem em toda a comunidade. Outra consequência deste comportamento são os mexericos, porque quando uma pessoa não tolera que outra tenha algo que ela não tem, tenta "rebaixá-la", falando mal dela. Vejam: por trás de uma fofoca estão sempre ciúmes e inveja.
Poesia
Poesia de ouvir
Poesia para ver
Poesia de falar
Poesia para cantar
poesia de pintar
Poesia para decifrar
Poesia é viver.
Poesia é você.
Ele acreditava que cantar é o jeito de falar da alma. É por isso que, de pobre a estadista, todos são atraídos pela música.
maria , queria que fosse minha pra poder te admirar,
cobri-la de poesia , cantar até o sol raia ,
se seus olhos para mim Bethânia sevem de inspiração,
com essa velha poesia eu te dou meu coração,
es a dona do meu sorriso verso da minha canção ,
você é o que me falta, me tira da solidão
não importa onde vá sempre vou ir com você ,
seja pela internet ou pelo Bahia TV .
PARA cantora de MPB Maria Bethânia.
Foi daqui que eu passei
a cantar a vóz desse povo,
e é esse povo,
das periferias e favelas,
que hoje cantam a minha vóz...
LIBERTO ...
Não choro mais! Irei por este fado seguro
Cantar em outro peito, um soneto nobre
Adeus! Levo o teu cheiro, meu amor pobre
Na alma a sensação vazia e encanto escuro
Levanta-te sentimento, exitoso, desdobre
As asas da poesia, escreva teu verso puro
Declame todo sempre o afeto que venturo
Assim, um dia, a sorte especial o descobre
Então, cada verso o versar do meu sonho
Fanar-se na raiz, ir em frente, fé criativa
Ferindo e parando o devaneio enfadonho
Tu não finjas a inspiração tão figurativa
Não! Respeita cada um verso tristonho
Agora liberto! E cheio de emoção viva! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/01/2021, 20’30” – Triângulo Mineiro
Cantar a beleza de Deus, é ver no próximo a sua própria imagem, no maior esplendor de toda criação! A vida é seu maior dom!
Aprendi com minha avó que se deve cantar a mulher que você quer ao seu lado e esteja ao seu lado todos os dias.
Mostrando para ela seu valor diário e não momentâneo ou passageiro.
Ricardo Baeta.
Quando o coração declama
Quero cantar uma canção
Junto a você posso me inspirar,
Amor, esta melodia vem do coração
E nestas palavras estou a te confessar!
É que antes, eu um revoltado
Egoísta fui comigo então,
Jurei jamais deixar que alguém
Tirasse me dá solidão.
E veio você com este sorriso
Com um olhar terno, e intimidador
Que rompeu em mim, todos os escudos
Me mostrando o que é o Amor!
Eu te amo, noite e dia
Minha princesa linda
Do meu mundo encantado,
Com você, sinto me um príncipe
Que um dia fora um sapo enfeitiçado!
O SANFONEIRO
A sanfona e o sanfoneiro,
no Nordeste a cantar.
O sertão vai festejar
com forró o ano inteiro,
de janeiro a janeiro.
Solta a voz, meu cantador!
Alivia tua dor!
Com tamanha emoção,
faz lembrar o Gonzagão,
o maior dos forrozeiros!
INTEGRAL (soneto) ....
É bom que eu viva a cantar, no rumo
Do prazer, em um romântico comitê
Pois se da boa poética eu sou mercê
Da prosa, trovo, declamo e consumo
Num certo verso que venha, presumo
Expressar tudo que minha alma crê
Talvez, assim, então dizer o porquê
E me expor num entusiasmo sumo
E, se chegar a hora em que eu traga
No versar a solidão onde a dor vaga
Que seja a sofrência com solenidade
Já na ventura me darei mais alento
Porque saudade é mais padecimento
E o sentimento nunca é pela metade ....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/01/2021, 09’41” – Triângulo Mineiro
A ópera não termina até a mulher gorda cantar.
Não tenho um lar
Não vejo o mar
Não consigo mais cantar
Nem amar
Não te tenho mas nos meus braços
Não sinto mais o calor do teu corpo
Te adimiro agora de longe no orto
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