Cansei de Acreditar no Amor
SE NÃO HOUVER AMANHÃ
Se o amanhã não houver,
ainda assim estarei contente,
pois vivo o hoje com glória.
Sobre a vida, digo eu:
Entendo,
mas às vezes me deixo desentender.
Ouso buscar sentido,
mas, em outras,
só quero ser ignorante.
Busco sentir as paixões mais intensas,
mas também saborear a solidão,
e me permitir sentir o vazio.
Sou impulsivo nas vontades,
mas disciplinado quando necessário.
Filho exemplar, respeitoso,
que ao cair da madrugada,
só deseja fugir
e ser rebelde.
Amigo fiel para poucos,
mas superficial para tantos outros.
Namorado e parceiro,
que, no silêncio,
reprime os instintos mais carnais.
Às vezes sou aventureiro,
querendo desbravar o mundo,
outras vezes busco um canto,
um lugar só meu.
Sou o irmão que protege os seus,
mas, em tantos momentos,
estive à beira de destruí-los.
Aquele que sempre tem a palavra certa
para os outros,
mas, muitas vezes,
não encontra uma para si.
Nas dificuldades, limpo as lágrimas alheias,
mas, quando choro, corro para debaixo das cobertas,
onde me desfazem.
Busco a maturidade constante,
mas às vezes,
só quero ser imprudente,
querendo ser imaturo.
Sei que sou difícil,
mas é isso que me torna único:
um céu limpo e ensolarado, que traz vida,
sorrisos e beleza,
mas também,
um furacão que destrói tudo por onde passa.
Não digo que me orgulho disso,
mas isso é ser humano.
Agora, me pergunto:
aonde isso tudo me levará?
Não sei.
E nem quero responder.
Agora,
só quero ser ignorante.
Convinha coisas..
Arte moldurada
Garrafa de vinho aberta
Chinelos virados pra janela
Pingando água na pia
Exalava perfume doce
Entre as roupas jogadas na sala
Daí, chaves, isqueiros e cigarros e afins
Você era a tua parte da vida
Eu era a célula perdida
Um átomo a centelha
Via tudo a espreita
Eu sofria na beira
"Devemos amar ao próximo como a si mesmo, mas também devemos amar o distante, amar o diferente.
Não adianta amar quem se parece com você, segue sua cultura, religião, orientação sexual e odiar quem pertence a outros costumes, a outras religiões,culturas, tradições e outros estilos de vida"
Incrível como é mais fácil curtir o que não edifica, como piadas, vídeos engraçados, e até mesmo fotos do dia a dia de uma pessoa, o mundo não consegue curtir e compartilhar aquilo que vem do alto, que edifica e nos exorta a ter uma vida segundo a verdade.
Por desentendimentos ao longo do tempo, eles se separaram, e a vida os levou por caminhos distintos. Mas o homem, fiel ao juramento feito em silêncio, manteve sua promessa apesar dos anos. Ele conheceu outros corpos, é verdade — buscou consolo em abraços passageiros e bocas que nunca o prenderam. Contudo, seu coração permaneceu inabalável, prisioneiro de um único amor. Porque, embora o tempo apagasse rostos e desfizesse lembranças, aquela mulher continuava sendo a única poesia que sua alma sabia recitar.
Era uma vez um homem que amava uma mulher... e o sorriso dela era um mistério ao qual ele desejava dedicar toda a sua vida desvendando. Cada curva daquele riso iluminava sua alma, como se o universo o convocasse a eternamente buscar essa resposta doce e infinita.
Mas o tempo, com seus desentendimentos e desencontros, os separou. Ainda assim, ele manteve sua promessa, gravada nas linhas do seu peito. Possuiu outros corpos, é verdade — breves respiros de uma ausência que nunca se curava — mas jamais os amou. Seu coração, teimoso e fiel, permanecia ancorado naquele amor primeiro, que nem a distância dos anos conseguia apagar. Amar aquela mulher não era uma escolha, mas um destino que o tempo não soube desviar.
Amar não é curtir uma foto no Instagram, nem se perder em gestos rasos que evaporam na superfície do dia. Amor é uma história escrita com a tinta invisível do tempo, um enredo com início, mas sem fim. É resistir às tempestades, manter promessas em silêncio e carregar no peito uma memória que jamais se apaga, mesmo quando a vida toma caminhos opostos. Amar é viver além da presença, é sentir além da ausência — é eternizar alguém dentro de si.
Dia 9
Esse silêncio ensurdecedor que cega minha alma,
O gosto que desce da saudade que nunca se acalma,
Um suspiro e ao mesmo tempo um deleite,
De saber que é passageiro, para que meu corpo aceite,
Te espero com fogos de intensidade,
Também estarei melhor em toda bondade,
Nesse momento um olhar intrínseco me invade,
Buscando ser melhor,
Para que tenhas um porto seguro ao redor,
Não só por isso,
Entendo e sei que também entendes,
Amar puramente,
Sem antecedentes,
Temos que ter um olhar para a frente,
Como diria Vinícius, “A vida é a arte do encontro, embora, hajam, tantos desencontros pela vida”.
Esse não é um desencontro,
É o conhecimento do próprio encontro,
Para que assim possamos juntas,
De mãos dadas,
Ainda dar muitas risadas,
Contar histórias, escrever e reescrever memórias.
Aproveite a vida, como se fosse o ultimo dia, pois quando for o ultimo dia, saberá o real dever de missão cumprida!
Se Deus um dia me perguntar: “O que mais sinto falta da terra?”, vou responder: “As lembranças dos bons momentos em familia pai”.
Você é o risco que eu corro sorrindo,
o erro que eu repito sem me arrepender,
o segredo proibido que eu vivo escondendo,
mas que meu corpo insiste em querer.
Você é o beijo que queima na pele,
o toque que faz a razão se perder,
o caos onde eu gosto de me afogar,
o abismo que eu pulo só pra te ver.
Se querer você é pecado, amém,
que eu peque de novo, e de novo também.
Porque entre o certo e o seu jeito de olhar,
eu escolho o fogo, prefiro queimar.
Será que percebe o quanto és especial pra mim?
Será que percebe o quanto eu gosto de você?
Será que percebe que é de você que eu tô afim?
E que sua ausência faz eu me entristecê?
Poderíamos ser uma nova historia romântica
Tipo aquelas que você gosta de ver
Poderíamos ser Gomez e Morticia
Ou qualquer outro casal de filme clichê
Gosto como você fica quando te pertubo
Gosto quando você rir das minhas loucuras
Gosto do jeito que você deixa-me bobo
Gosto quando seu sorriso me cura
Não sei se amanhã eu vou está aqui
Prometa pra mim não ficar em pranto
Se realmente chegar o meu fim
Nunca se esqueça do quanto eu te amo
Eu ainda converso com você quando grito para o céu,
E nas noites em que o sono te abandona,
Você escuta os ecos dos meus pensamentos furtivos.
Dia 10
Eu sou inteira,
Mas, gosto de compartilhar-me em alguém,
Trocar histórias,
Afeto...
Esse alguém é você,
Nem por um segundo duvide,
Nessa nossa trajetória,
O que nos separa, só nos deixará mais fortes,
Você vale a pena,
Minha pequena,
Meu amor,
Minha Vit...
Quero ouvir teu coração,
Numa mesma canção acelerado com o meu,
Ou, bem calminho,
Naquele abraço quentinho de aconchego,
Me desperta o desejo,
A saudade impera como fera,
Mas, a certeza é a melhor maneira.
Te amo...
Não tenho outros planos,
Ainda seremos muito felizes,
Criaremos raízes,
Sinta-se abraçada,
Acolhida,
Por toda energia que te mando,
Te amando...
As pessoas passam a vida esperando o dia do pagamento. O emprego ideal. O dia em que arrumarão alguém para casar. O dia em que tiverem filhos. O dia em que tiverem netos. Não percebem que a vida passa, enquanto esperam a felicidade. A felicidade é hoje, faça acontecer.
Há de se ter, um pouco disso, e daquilo, mulher que passa. Além do obvio do dito.
Um pouco do não dito, dito e feito.
E um pouco de uma graça, na taça.
E também de um perfume, sim, mas não tanto que repila, nem tão pouco que nem instiga, mulher tem que ter, a média do equilíbrio, para levitar.
E tem aquele algo também, é como assim, dizer sem nem falar. É feito a suavidade de uma brisa, que chega. Silenciosa. Com uma escuta fina de vento. E um olhar de tempestade.
Nuance, um lance, uma mulher quando encontra a si, se vislumbra assim, devagarinho, sem pressa de fazer sentido, sendo uma coisa dela, livro escrito, com páginas em branco, espaços, janelas… e esconderijos indecifráveis.
Há sentimentos que desafiam o tempo, sobrevivem ao vento impiedoso dos anos e se escondem nas sombras do inconsciente, florescendo inesperadamente em um suspiro ou em uma lembrança fugaz. O amor que carrego por ela é assim: uma chama que arde, mesmo sem combustível aparente, alimentada por memórias que já não sei se são reais ou apenas fragmentos embaçados pela saudade.
Não sei mais por que a amo, mas a verdade é que essa pergunta já perdeu o sentido. Amo porque é inevitável, porque está tatuado na minha alma, como um eco que ressoa mesmo quando o mundo silencia. Ela vive em mim, entre as palavras que não foram ditas, entre os gestos interrompidos e as promessas que ficaram suspensas no ar.
Há dias em que esse amor me aquece, envolvendo-me com um calor suave, quase nostálgico. Mas há outros em que ele me corta, trazendo uma dor sutil e persistente — a dor da ausência, da impossibilidade, daquilo que o tempo levou, mas jamais apagou. A saudade é uma presença constante, um fio invisível que me puxa para o passado, mesmo quando tento avançar.
Quase vinte anos se passaram, mas o coração não entende de calendários. Ele apenas sente. E eu sinto — o amor, a dor, e a saudade entrelaçados em um nó que me mantém vivo, lembrando-me de que algumas histórias não precisam de um final, porque continuam a ser escritas dentro de nós.
Nômades da Vida
Você me disse que somos nômades, almas errantes que se perderam em caminhos contrários. Cada passo que damos nos afasta ainda mais, tornando-nos lembranças dispersas no tempo, como folhas levadas pelo vento. As escolhas, implacáveis, nos arrancaram dos abraços possíveis, deixando apenas um rastro de memórias que insistem em sobreviver.
Não importam títulos, cidades ou conquistas. Nada disso pesa mais que a ausência que agora preenche os nossos dias. Você não se importa com vaidades; o que te toca é a verdade silenciosa dos sentimentos que a vida tentou sufocar. Entre nós, não há vitórias que compensem as perdas invisíveis.
Você confessou que ainda me ama — com a força de um tsunami avassalador. Mas o amor, sem presença, se torna um poema inacabado, uma melodia sem refrão. E assim, seguimos separados, com corações que ainda pulsam por uma história que jamais será escrita.
A vida nos transformou em estranhos que se conhecem profundamente. Eu não faço parte do seu dia, não ilumino suas manhãs nem aqueço suas noites solitárias. Somos apenas uma lembrança perfeita, uma possibilidade que nunca encontrou seu destino. Talvez sejamos isso: um amor eterno, mas condenado a existir apenas na saudade.
