Cansei de Acreditar no Amor
A paixão e o amor
A paixão se anuncia em voz alta pois se surpreende consigo, como um deboche do que ainda está por vir. Não coloca pé após pé, mas se descobre na corda bamba e o seu maior medo é não cair, equilibrar a insegurança e com ela ficar, dando para a plateia a impressão de que está tudo sob controle. Aliás, a paixão, quando nova, recrimina-se por ser quem é, porque entrega a alguém que se esconde o produto do acúmulo de afetos e desafetos que, outrora, outras, como ela, já se dedicaram a recolher.
Mas que não se enganem os desavisados, porque, ainda que esta doação ocorras por livre e espontânea vontade do ser, do universo, de Deus, ou da carne, ela encerra em si um mundo de expectativas: o cheiro, o gosto, o toque, a roupa, a música, a beleza, o português, o bom dia... Ou seja, a paixão é preconceituosa! Atribui qualidades pelo simples fato de existir, ou pelos olhos, pela estampa do Chico, pelo sopro de sonho que sai da sua sorte.
De vez em quando ela acerta e não tem do que reclamar. Porém, quando erra, fica procurando uma maneira de chegar ao seu destino por um caminho que nunca existiu. Só que nesse meio tempo tem muita pupila dilatada, muito arrepio, muita surpresa, muita febre.
Já o amor não grita a sua essência porque sabe que se construiu muito mais sobre o silêncio do que sobre o ruído. Não tem mais fôlego para deslizar na corda, mas está lá embaixo segurando a haste que lhe dá sustentação.
O amor também entrega a alguém o acúmulo dos seus afetos e desafetos, mas não mais o desconhece, pelo contrário, já não se assusta quando toca a campainha. E é por isso que o amor já não espera, ele doa, dá, entrega, sem pedir que o outro seja aquilo que ele já sabe que não é.
A loteria já não tem mais relevância porque ele sabe que não ganhou o maior prêmio, mas se contenta com o que tem no bolso.
O amor não erra ou acerta, ele é.
Entretanto, apesar de ser o irmão mais velho e experiente, ele coloca todos os dias a paixão para ninar, momento em que escuta as histórias que ela tem para contar, pois sabe que nesse meio tempo da vida tem que ter muita pupila dilatada, muito arrepio, muita surpresa, muita febre.
Acredito que a partir do momento que nosso amor próprio cresce, tudo passa a ter sentido, inclusive o próprio amor.
Eu penso em ti. 24 horas por dia!
E não há nada mais bonito em mim do que o teu amor
Surgindo em meio aos raios do sol.
Beijando meu rosto, aquecendo o meu coração
E alegrando o meu viver...
E é assim que acordo, suspirando, refletindo
Saudando o mundo e agradecendo à DEUS por tua
Existência em minha vida.
Não basta apenas sentimentos para o amor. Ele também precisa de espaço da mesma maneira que uma pintura precisa de uma tela branca. Nunca tente escrever uma nova história em uma folha repleta de lembranças e marcas, não transforme seu romance em um rascunho. Use as tintas velhas (o que aprendeu), mas sempre queira um novo quadro. Pinte cada momento para que seja único e faça dele uma obra de arte.
Eu só quero um amor no qual eu não sinta a necessidade de eternizá-lo em palavras porque eu sei que logo, logo vai acabar.
Eu quero um amor que se eternize unicamente porque eu o estarei vivendo.
Não se iluda.
A poesia não é, para o poeta, uma forma de manter vivo um amor.
Para alguns, é justamente o funeral dele.
Eu tenho pena de quem passa a vida sem nunca ter tido um grande amor.
Eu sinto pena de quem passa na vida de alguém, e esse alguém já teve um grande amor, principalmente se fui/sou eu!
Se você quiser dizer "eu te amo", diga.
Mas diga e desvie o olhar.
Amor de verdade não cobra nem a mesma resposta!
Amizade é um sentimento impossível de haver entre duas pessoas que já se amaram de verdade. O amor transborda e não deixa espaço para outros sentimentos.
O amor é como uma rosa que mesmo entre pedras, ervas daninhas e espinhos, ela floresce linda e perfumada!!!
Quando eu morrer - e hei-de morrer primeiro
do que tu - não deixes fechar-me os olhos
meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos
e ver-te-ás de corpo inteiro
como quando sorrias no meu colo.
E, ao veres que tenho toda a tua imagem
dentro de mim, se, então, tiveres coragem,
fecha-me os olhos com um beijo.
Eu, Marco Pólo,
farei a nebulosa travessia
e o rastro da minha barca
segui-lo-ás em pensamento. Abarca
nele o mar inteiro, o porto, a ria...
E, se me vires chegar ao cais dos céus,
ver-me-ás, debruçado sobre as ondas, para dizer-te adeus.
II
Não um adeus distante
ou um adeus de quem não torna cá,
nem espera tornar. Um adeus de até já,
como a alguém que se espera a cada instante.
Que eu voltarei. Eu sei que hei-de voltar
de novo para ti, no mesmo barco
sem remos e sem velas, pelo charco
azul do céu, cansado de lá estar.
E viverei em ti como um eflúvio, uma recordação.
E não quero que chores para fora,
Amor, que tu bem sabes que quem chora
assim, mente. E, se quiseres partir e o coração
to peça, diz-mo. A travessia é longa... Não atino
talvez na rota. Que nos importa, aos dois, ir sem destino.
