Caminhos Desconhecidos
E que haja entre nós uma aproximação tamanha a ponto de que andes por lugares desconhecidos e ainda assim nunca me perca de vista: esse é o meu grande desejo pra nós. E que isso seja agradável a você!
Fácil mesmo é sermos bons e amáveis com nossos amigos, nossa família e até com desconhecidos. Mas é frente a frente com o inimigo que cada um se mostra; na coragem de pararmos para ouvi-los, ajudarmos, e amá-los. Esses momentos são isso mesmo, um teste de amor. No qual nós precisamos passar para provarmos que ouvimos as lições de Cristo.
No silêncio da madrugada meus pensamentos vagam em lugares desconhecidos,pela manhã retornam em plena calma em um dia turbulento.
Eu costumava escrever pra conversar com desconhecidos. Eu escrevia e externava todo meu sentimento, até os mais profundos e obscuros, e pessoas liam e tudo ficava bem. Eu costumava dizer coisas sobre a solidão e o amor, e a linha tênue que sempre existiu entre esses dois. Muitas vezes lágrimas escorriam pela minha face e eu só conseguia dizer com os dedos tudo o que me afogava por dentro. Porque na minha cabeça, todas as vezes em que eu só pensava na sua voz, e no toque das suas mãos, eu só conseguia alimentar isso, feito imaginação, como uma utopia de quem não tem direito de sentir. Mesmo tendo. Eu posso querer seus lábios, posso querer chamar sua atenção meia-noite antes de pegar no sono, e posso te ligar com voz de quem acabou de acordar porque sonhei contigo e foi tão real. O pior é que eu posso tudo isso, mas não posso aguentar o fato de não poder mais utilizar esse poder todo. E só resta, no final do dia, o poder de me calar e engolir tudo sozinha, me afogando cada vez mais aqui dentro de mim. E eu costumava escrever tudo isso, numa folha de papel, num rascunho, numa agenda do ano retrasado. Eu dizia pro nada e o nada respondia o que eu queria ouvir. As músicas tristes me consolavam fazendo chorar em mim o que pessoa nenhuma conseguia fazer. Porque no silêncio da minha casa sobra amor, sobra compaixão e tudo o que uma pessoa normal teria a oferecer. Não sei se sou normal. Mas que eu adoraria compartilhar essa loucura com alguém capaz de entender no meu olhar tudo o que se passa nessa cabeça que não pára um segundo, como queria. Eu costumava escrever, e isso não mudou. E nem tudo o que sinto, nem tudo o que isso significa. Escrever liberta, e acalma. Rejuvenesce. Enche o coração de curativos e traz paz. Só não traz a pessoa que fez você parar o que estava fazendo, pra começar a escrever. Não traz ela com o sorriso que fez você se apaixonar. Nem com o abraço, sem ser aquele último de despedida. Mas escrever faz bem. Você devia experimentar.
Não adianta falar pros pais, pros amigos, pros conhecidos e até desconhecidos.. Se não falar para si mesmo.
Se for o que do fundo do teu SER desejas, o que tua consciência e principalmente, aquele órgão incrédulo que tanto culpamos.., o coração, desejar então, somente aí, espalhe.
E o que desejas terás de conquistar. Afinal, nada pior do que ganhar. Ganhar é dado, é concedido. Conquiste, almeje, deseje e, possuas!
Tome conta, invade, arrombe, destrave, inunda, preencha..
Porém, jamais tranque um coração e uma mente: não há nada pior que consciências não pensantes e corações que não sabem amar.
A música, a poesia e a literatura têm essas possibilidades: vão, navegam horizontes desconhecidos e descobrem sonhos impossíveis. A criação brota das mais diversas formas imaginárias aonde, na viagem, o limite é o próprio horizonte.
Desconhecidos se misturam em uma confusão de cores e sons distinguidos apenas pelos passos. Eu sou apenas mais uma completando a variedade de tons de peles e cabelos que se difundem em meio à multidão das cidades.
A multidão esta cheia de rostos diversos e desconhecidos,uns bonitos outros não, mas todos são almas em busca de compreensão.
Quando o vento sopra, a brisa lava a alma e entao flutuo para lugares desconhecidos. Sem acompanhantes ou lábios para tirar o sono...
Ao navegar em mares desconhecidos voltei nadando com coração ferido,encontrei tesouro que não pude carregar uma Deusa linda com fogo no olhar, o ouro e a prata não despertou minha ambição pois aquela que me apaixonou tinha o poder do carinho em suas mão, mas eu não tinha nada que despertasse amor e o fogo no seu coração....
Penso em amigos
Aqueles desconhecidos
Que nos são às vezes próximos
E que conhecemos mais que a nós
Porque somos como as andorinhas
Que não voam sós
Mas só nós, que temos corações vazios
Como os céus matinais, que são só azuis
Azuis de tão vazios, frios, claros, sombrios
Caros amigos distantes
Que cruzam o céu do pensamento
Como andorinhas que cruzam a azul por momentos
Eu nem sabia que podiam voar tão alto assim
Quem sabe a gente se encontre
Lá no fim do caminho profundo
Nos fundos desse claro infinito
Vazio, infinito e azul crescente
Num traço descendente e meridional
Onde não existe espaço para o vazio da solidão
Vidas tristes, amiúde
Olhos rudes, apertados, mirando uma linha
Eu não sabia que voassem tão alto
Mas sempre atentei para o fato
De, amigas ou não
Jamais voarem sozinhas
Quem sabe elas também não conheçam
As amigas de jornada
Mais que a si mesmas
Sobre quem não sabem nada.
Edson Ricardo Paiva.
Sair na chuva
Cair no mar
Cortar cebola
Camuflar tristeza
Em sorrisos desconhecidos
Até ser contagiado
Por inteiro
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