Caipirinha
Triste é quem acha que o gelo dói,
quando a vida veio e me ensinou
a fazer uma bela caipirinha.
Já não choro pelos apelos,
aprendi a sorrir —
e o que virou aprendizado
hoje se transforma em conselho.
Entre ficar ou se retirar,
escolhi ficar em mim.
Porque partir dos outros é escolha,
mas abandonar quem sou
nunca foi opção para mim.
¯ "Se um dia tu me vires num botequim,
bebendo uma caipirinha, gargalhando com amigas,
cantando, gritando uhuuuuuu , rodando a baiana...
Num me critique não!
Estou sendo feliz, esquecendo os estresses da vida...
Quer saber?
Junte-se aos felizes e serás um deles!
Uhuuuuuu!"
Haredita Angel
19.07.25
A CAIPIRINHA DO SEU ZÉ
Musica sertanejo -modão
A CAIPIRINHA DO SEU ZÉ
Seu zé me dá uma caipirinha para eu tomar
Eu quero embriagar uma dorzinha aqui dentro do peito
Seu zé essa caipirinha tem sabor de amor que acabou depois que ela olhou e quebrou meu celular
Bote outra aí seu zé!(refrão)
Seu zé o meu celular não tem mais conserto, mas essa dor aqui dentro do peito só a caipirinha pode curar
Bote outra aí seu zé!(refrão)
Seu zé bote açúcar de montão que eu quero adoçar a amargura de uma paixão mal resolvida,pois ela é tudo na minha vida.
Bote outra aí seu zé!(refrão)
Seu zé bote bastante cachaça e mexe bem.Mexe como ela mexeu comigo, pois eu a perdi pro meu melhor amigo
Bote outra aí seu zé!(refrão)
Seu zé essa caipirinha me embriagou e o gelo que o senhor colocou não esfriou o meu coração.
Bote outra aí seu zé!(refrão)
poeta Adailton
Enviado por poeta Adailton em 06/03/2019
Código do texto: T6590661
Classificação de conteúdo: seguro
Domingo com caminhada, visão do mar aberto sonhando com o Poseidon, caipirinha e bons papos, tudo solto e misturado numa só energia, hoje eu não teria algo melhor para um domingo legal e você?
Encontro
Mal saíra do Hotel Meridien, onde seus amigos paulistas o convidaram para uma caipirinha. Quase uma da tarde. Nada demais, apenas o fato de ele não tomar caipirinha. Mas era uma amizade que vinha de longe, e não seriam algumas doses que iriam separá-los. Deglutira galhardamente três doses com alguns salgados e, após ouvir as indefectíveis piadas cuja validade havia expirado, despediu-se dos casais amigos e decidiu andar um pouco.
Colhido pelo bafo quente, olhou para a direita e viu o mar indecentemente azul, que em algum ponto lon¬gínquo engolia um céu de um azul mais claro, apenas manchado de algumas nuvens esparsas de algodão de um branco duvidoso. Andar um pouco pela Avenida Atlântica e olhar as beldades em uniformes de conquista não eram o ideal naquele momento. Tinha dei¬xado trabalho no escritório e, apesar de o celular não reclamar nenhuma atenção, no momento, sabia dis¬por de menos de meia hora antes de enfrentar o mundo além túnel.
Além do túnel, acaba a Cidade Maravilhosa, era o seu bordão predileto. As malditas doses haviam tor¬nado seu andar ligeiramente menos decidido que de costume. Na verdade, não sabia como matar a meia hora. Lá longe o Posto Seis e o Forte pareciam chamá-lo. Resistiu ao apelo e, muito a contragosto, decidiu andar um pouco pela Gustavo Sampaio. Um pouco de sombra, já que os prédios projetavam suas silhuetas no asfalto e lá também havia gente, muita gente andando sem muita pressa, com o ar tranquilo e um “xacomigo” zombeteiro estampado no rosto.
Relembrou a sessão de piadas. Achava que deveria haver algum dispositivo legal, ou pelo menos um acordo, que determinasse prazos além dos quais as anedotas seriam arquivadas e frequentariam somente as páginas das coletâneas ditas humorísticas. Ter de dar risadas ao ouvir pela centésima vez a mesma piada, ou variações sobre o mesmo tema, poderia ser perigoso para a paciência dos ouvintes, ou reverter em agressão física em detrimento de um contador desatualizado. Até que seria uma boa ideia colocar avisos nesse sentido. Ou, então, seguindo o exemplo das churrascarias rodízio, introduzir o cartão de dupla face, a verde autorizando a continuação e a vermelha decretando o final da sessão. Muito compli¬cado. Como fazer no caso de divergência? Decidir por maioria simples. Ou, devido à importância do assun¬to, haveria de ter a concordância de pelo menos dois terços dos ouvintes? Os desempates seriam decididos pelo voto de Minerva do criminoso, isto é, do conta¬dor. E se houvesse daltônicos na platéia?
Será que há exame médico para garçons de rodízio, eliminando os daltônicos?
Mas, na falta de regulamentação, como resistir à sanha do contador de “causos”? Não dar risada? Interromper? Contar a sua versão? Esses expedientes eram ainda piores. Olhar a paisagem do terraço, sim, e acompanhar a gargalhada dos outros foi a solução encontrada. Providencialmente. A regulamentação ficaria adiada, procrastinada, decidiu com uma risa¬dinha interior.
E tem aquela do português que chega em casa... E aquela outra da freira que... Ah, a melhor de todas, acabaram de me contar: o Joãozinho pergunta para a professora...
Afinal, era um bom passatempo, com a vantagem de observar fisionomias alegres. As reações eram muitas vezes mais engraçadas que as piadas.
Será que eles também conheciam TODAS aquelas anedotas, ou somente algumas?
Esbarrou num transeunte, balbuciou uma desculpa qualquer e teve direito a um bem humorado:
– Ô meu, olha só, estou na preferencial!
O peso pesado já estava se afastando e as ideias voltando a se agrupar depois da desordem causada pelo baque.
A ligeira dor de cabeça pedia uma parada numa farmácia. E farmácia era o que não faltava na rua.
Entrou e aguardou que a balconista o notasse. Entre ser notado e a pergunta:
– O que deseja? se passaram alguns intermináveis segundos.
– Duas passagens para Paris em classe executiva. E ante o misto de espanto e divertimento da moça, completou:
– Bom, já que não tem, qualquer coisa para a dor de cabeça. Poderia tomar aqui mesmo? Tomou o analgésico, agradeceu e, instantes mais tarde, estava de volta à calçada esburacada.
Olhou para o Leme Palace e resolveu voltar cami-nhando pela Atlântica.
Evitou o segundo esbarrão da meia hora de folga.
Em frações de segundos, os olhares se cruzaram. Era uma beldade, outonal, mas, apreciador de Vivaldi, as quatro estações são arrebatadoras, pensou.
O andar sinuoso, os pequenos sulcos rodeando os olhos, carimbos ainda piedosos no passaporte da vida, cabelos cortados Chanel, ombros e decote plena¬mente apresentáveis e não apenas um tributo pago ao calor daquele verão, pernas bonitas, e medidas ten¬dendo à exuberância. O rosto comum, tinha o olhar faiscante a valorizá-lo.
Naquele instante, o tempo parou, não o suficiente, porém, para que, da extrema timidez dele, brotasse algo mais inteligente do que um sorriso vagamente encorajador. “Pergunte algo, as horas, o caminho para algum lugar, o nome da rua, qualquer coisa”, rebelou-se dentro dele uma voz indignada por jamais ter sido ouvida no passado.
Continuou, como que petrificado, enquanto, sem deixar de olhá-lo, ela passou por ele longe o suficiente para não tocá-lo, e perto o bastante para deixa-lo sentir o perfume discreto que a envolvia.
Ele continuou imóvel e virou a cabeça, contemplando a desconhecida, que continuava andando, afastando-se aos poucos. Alguns passos depois, ela virou a cabeça e o olhar, mesmo àquela distância, lançou um convite mudo ou, pelo menos, assim pa-recia.
Sem reação, ele a acompanhou com o olhar. Ela deu mais alguns passos e novamente olhou para trás. A voz interior estava se desesperando. Ele mesmo não entendia o porquê da sua imobilidade. A desconhe¬cida estava se afastando cada vez mais, confundia-se no oceano de cabeças e, mesmo assim, pareceu-lhe que lá longe uma cabeça estava se virando uma última vez para trás.
Era um adeus. Sentiu que o que se afastava não era uma desconhecida. Era um pedaço de si mesmo, de uma juventude da qual não havia sabido desfrutar e agora lhe acenava de longe, mergulhada num misto de lembranças e saudade.
Se a vida te oferecer um limão, misture cachaça e açúcar e faça uma bela caipirinha... já que limonada é muito sem graça.
Caipirinha da cidade
Caipirinha da cidade não sou eu
Caipirinha da cidade já morreu
Fui cabloca lá do morro
Da minha origem eu não corro
Da colheita fiz fartura
Trabalhei com compostura
E pra cidade me mudei!
Sei que de caipirinha me chamou
Do meu jeito até zombou
Mas, o tempo passou e aqui estou
Cidadã do mundo é o que eu sou
A caipirinha da roça a vida transformou...
Bati o limão e a pinga e tu o açúcar colocou!
Fiquei doce, doce, e todos gostam assim
Sou caipirinha da roça, sou sim!
Não sou a caipirinha da cidade,
mas em qualquer tristeza boto fim!
Maria Lu T S Nishimura
Vamos imaginar...
Suponhamos q eu goste muito de caipirinha, dessas de morango que a gente bebeu, bem docinha mas com aquele perigo da gente passar do ponto... e um copo de caipirinha bem ali na minha frente, minha boca: cheia d'água...
Vc bebe ou não bebe?
Eu quero tomar aquela caipirinha, mas sei q nao vou me contentar com uma, vou querer mais, muito mais! Tb não vou misturar outras bebidas, nunca deu certo comigo... hoje é caipirinha q to querendo tomar...
Vc bebe ou não bebe?
Vou querer bber a noite inteira, com muito morango e muito açúcar... mas eu paro e penso: ( saco, sempre tenho q pensar! ) "E amanha?"
E amanha o q...?
Penso q amanha posso me descobrir uma alcoolatra q adora essa tal caipirinha... q msmo ainda sentindo nos póros as marcas da bebida, msmo sabendo q o alcool ainda ta no meu sangue (...e pensar q todo esse sangue passa pelo meu coraçao, tadinho... meu coração pode amanhecer bebado...! ) msmo sabendo d tudo isso vou querer mais e não sou igual aqueles pinguços q sofrem de amnésia, q querem esquecer tudo no outro dia, eu lembro! e vou querer bber mais!
Pode ser q me venha uma súbita vontade de querer mais hoje, amanha, semana q vem, mes q vem, ano q vem... pode me dar uma vontade qndo eu acordar, de tarde, de noite, de madrugada, toda 4ª-feira dpois do trabalho, durante o trabalho, qnd eu estiver feliz, triste, gorda, magra, na rua, no carnaval, na piscina, fazendo chapinha no cabelo, na chuva, no banho, dirigindo (olha q perigo, eu corro o risco d bater o carro, rss!)... bom, sabe-se lá qndo dá essas vontades na gente, mas as vontades sempre vêm, sempre vão e sempre voltam... pior é aquela vontade q fica e vc sabe q poderia ter evitado mas...ja deu o primeiro gole, pronto! ta feito... e, como todo bebum q se preze: mais! mais! mais!
Eu bebo ou não bebo? O q é pior: a vontade d algo q nao aconteceu ou a vontade (constante) d repetir algo q aconteceu? Que subjetivo, né? rss... eita caipirinha poderosa!
E se eu falar q essa caipirinha não é uma mistura de morango, gelo, açúcar e vodka, cachaça ou sei lá o q...dessas q a gente bebe e corre o risco d ficar d pileque...
Se eu falar q essa caipirinha é vc, uma mistura de pele, de braços, de músculos, mãos, beijos e abraços... que tb me faz correr o risco de perder as estribeiras... Eu bebo ou não bebo? vc beberia?
Nem limonada, nem caipirinha. Pegue os limões da vida e faça uma torta. Se sair boa, maravilha, se sair ruim, jogue na cara de quem amarga sua vida!
APREPARANO O CASÓRIO DO CAIPIRINHA
Me adiscurpe minha sinhá
Mais num tamo intimu ainda não
Farta por as prova de se virgê
Pra vois micê mais eu se casá
Mais como nois ta nas época
De colhê as prantação
Vô isperá pro méis que veim
Pra modi buscá a sinhá
Sô home disconfiado
Mais na sinhá me vô acreditá
Pode se ajunta os pano
Os chêro e os sabonete
Que vô buscá ocê pra casá
Inté já se acombinei
Cas orquestra aqui da roça
Já tudo se ensaianô
A ave Maria dos sertão
Pra modi cumemorá nossa união
Minha sinhá! A mais linda de meu lugá
Num precisa trazê tanta tranquêra
Que aqui num tem lugá
Teixa esses treim aí
Já me abasta o que tem aqui!
Nois mandamo um porco gordinho
De vorta pro seu lugá
Pois era irmão dunzinho que tinha lá
E aqui dava de estragá os otro
De cueca é ansim que o tar se aveste
Vortô pra sua terra, genuíno dos nordeste
Os garnizé pode trazê
Os daqui são tudo iguá
Parece memo o saláro mínimo
Que ninguém se agüenta
Agora já se armentô
Pulô pra trezento e oitenta
Os burrinho daqui são tudo educado
Cada um sabe onde é seu lugá
É mio dexâ esse aí tamém
Se não quano chegá aqui
Vai se acandidatá a sê dono do currá
Pió que se podi inté de ganhá!
O os treim num vai prestá!
Dos corrupto, Sinhá é melhó se ispricá
Vô tá esperano, essa história me contá
Oia, sinhá! Vois micê pode esperá
Seus pertenci e as tranquêra separá
Se adespede dos seus parenti
Mais tem logo que se avisá
Seus parenti fica tudo lá
Aqui num é prefeitura municipá
Num se apreocurpe
De vois micê vô cuidá
E se adecrará que nois vai se amá
Num se apreocurpe
Cuns imposto nem cuns leão
Desse riscado nois intendi
Sô caçado dos bão!
Inté, sinhá!
Dispois iscrevo pra falá das orquestra
Pros dia da nossa festa
Aqui tá tudo animado
Pra modi esperá a chegada da sinhá
To pensano na hora dos bejo e dos chamegu
A sinhá não vai se tê sussêgo!
SODADE DE OCÊ, MEU CAIPIRINHA
(Tânia Mara Camargo)
Tô cá preparanu um brodó
I iscutano a moda di Tunicu
E Tinocu.
Mai a minha vitrola é di
Pilia.
Tenhu um monti di elepê
Caipira.
Nóis num sabi qui qui é
200 voigts,
acá num teim Luiz, só
lampiaun.
As ropa é tudu passada
Nu ferru di brasa, dus
Carvaun qui sobra du fugaun.
Só tomo banhu di bacia, ´
É taum bão,
Tchecu, tchecu...
Cum água du poçu.
Sei das coisa bunita i di
Televisaun quandu a
Madinha Tânia mi leva
Lá na casa dela.
Tem tudinhu, ela é muderna.
Óia, ce vai tê qui mi insiná
A usá as máquina.
Vi o recrame das Casa Baia,
Lá só teim genti fina i cada
Treco isquisito,
Mai funciona.
Se ocê comprá essas coisa preu,
Vô virá madami.
Vai sobra tempu pra nóis vivê
Di chamegu.
Valei-me Santo Antonho,
Finarmente vô pô ocê di pé.
Tava cansadu de vivê di cabeça
Pra baixu né Santinhu!
"Garçom, mais uma meia dúzia de tequilas e uma caipirinha, por favor, porque esse frio exalta solidão."
