Caçar
Triste quem não tem pra onde voltar
Pobre de quem foi
Caçar estrelas
Coitado de quem se iludiu
E que seguiu na direção
Do primeiro arco-íris
Que surgiu depois da tempestade
Tenho pena, muita pena
De todo aquele que não causa mais
Uma saudade apenas
Mesmo que diminuta, pequena
Me apiedo de todo coração
Que não tem paz
Depois da estrela, arco-íris
A queda
Meus olhos se enchem de aflição
Por todo aquele que vive
E que não causa nenhuma afeição
Em ninguém
Deve haver lá no céu
Uma alma plena de luz
E que tenha em mãos
Um livro, um papel, uma pena
E a dura missão de recensear
Essas sombras vagantes
Viventes de alma escura
Que não sentiram pena de ninguém
Além de si mesmo apenas
E viveram sua vida pequena
Como se ela tivesse que ser eterna
Enfermas
Sempre vencer e ganhar e ser o melhor
Custe o que custar
Esse era seu lema
Seu meio a superar quaisquer problemas
Mas o tempo corre
A vida passa
As quedas vem
Sem ninguém pra estender a mão
Que pena!
Edson Ricardo Paiva.
Saudades de mim... Saudades de você...
Por que teve que partir sem me avisar?
Me fez passar de idiota todo tempo.
E tão difícil isso que agora tenho que carregar.
Mesmo sabendo, você não me mostrou.
A onde devo te procurar ou te caçar?
Mesmo que me iluda pelo mundo.
Terei que ir ate lá e me arriscar.
Só por uma vida ou apenas por um momento.
Irei me sobrepor ao meu orgulho e minha ignorância.
Vejo o circulo se fechando e o meu terreno estou perdendo.
Minhas lamentações nada são do que uma dor explicita.
Que invade meu ser e não me permiti sentir que estou crescendo.
Somente o que eu posso agora e nesse momento citar.
E que a única coisa que eu não queria saber.
Que me consome de tal maneira que me tira o ar.
Pois eu tenho saudades de mim e sempre terei saudades de você.
Nós vivíamos em paz. Não machucamos ninguém. E ainda assim você nos caça. Só porque é mais forte que a gente.
É bem verdade que ela gosta, às vezes, de ser a caçadora. E se você não reagir ao primeiro tiro, ela pode até se reaproximar de você. Mas o segundo disparo não será na perna!
Um estudioso na Ilha do Poderá é como um Rambo caçando cobras para sobreviver na Tailândia: deixa de pensar em si mesmo.
O COELHO
Vivo de orelha em pé,
Curioso a espirar,
Forço a pata traseira,
Dando impulso pra saltar,
Eu adoro uma lavoura,
Onde há muita cenoura
Para eu saborear.
Mas veio o bicho-homem
E se pôs a me caçar.
Queria um prato novo:
Coelho ao molho no jantar,
Então fico no arbusto
Para não levar um susto
De um humano me matar.
Ponto final
Parecia eterno
Mas chegou ao fim
Fora maravilhoso
Não sei se para você
Posso dizer por mim.
As coisas se modificam
Como as ondas do mar
Como o ar na atmosfera
Está sempre a se modificar
E como um barquinho
Nosso amor naufragou.
Aqui não restou rancor
Apenas restou uma paz
De ter me doado por inteiro
E ter entregado um sentimento verdadeiro
Que não fora o suficiente
Para eternizar o amor que existira.
