S. inácio
R E C O N S T R U I N D O
A cidade estava toda pronta para uma noite de Natal iluminada.
O clima era de festa completa. O comércio cheio, as ruas lotadas, o povo indo e vindo com sacolas nas mãos, com aquela pressa boa de quem quer celebrar. Ninguém sabia o que estava por vir após o anoitecer.
Anoiteceu. Jiquiriçá acendeu suas luzes. Em cada casa, a mesa quase posta, a ceia quase pronta.
Já era quase à meia-noite quando a chuva começou. Ela veio sem pedir licença, sem dar tempo para pensar.
A água rompeu as ruas com fúria, engolindo tudo pela frente. O que até então era chão firme e seguro, de repente virou mar.
A alegria virou pranto num instante. Lares foram largados para trás no escuro e inundados. Gente em disparada, com o que coube nas mãos, buscando um ponto mais alto para se abrigar naquela madrugada.
Do alto, abrigados como deu, vimos nossas casas tombarem. E não era só parede caindo. Era uma vida inteira boiando. O retrato da formatura, a geladeira a prazo, o suor de anos, tudo se perdeu rapidamente.
Naquela virada, o brilho do Natal se apagou no lamaçal.
A perda foi sem medida. Aquilo abalou profundamente nosso povo e fez Jiquiriçá chorar.
Os dias que se sucederam foram duros, de muita luta e labuta, mas nada nos abalou. A vida sempre teima em não parar, e nós estamos firmes nessa luta que é de todos.
E é com fé, suor, garra e com a força de quem vive aqui que estamos reconstruindo, tijolo por tijolo.
Não está longe o dia em que a veremos renascida, mais iluminada, mais bonita do que nunca, a nossa querida Jiquiriçá.
Eraldo Cunha
QUANDO FRANKL ENCONTROU C. S. LEWIS
Imaginei certa manhã que Viktor Frankl e C. S. Lewis estavam sentados diante de uma velha janela. Do lado de fora, a vida seguia indiferente: pessoas apressadas, folhas levadas pelo vento, alguma coisa começando enquanto outra terminava. Sobre a mesa, apenas duas xícaras de café e uma pergunta antiga demais para pertencer a qualquer um deles: por que continuamos quando a vida dói?
Frankl olhou demoradamente pela janela. Ele conhecia um tipo de sofrimento que poucas palavras seriam capazes de carregar. Tinha visto o homem perder nome, liberdade, família, dignidade e quase tudo aquilo que acreditava possuir. Ainda assim, aprendera que, mesmo quando não podemos escolher nossas circunstâncias, alguma coisa dentro de nós continua procurando uma razão para permanecer.
Lewis permaneceu em silêncio. Também conhecia a dor. Sabia que a fé não impede que o coração se despedace e que acreditar em Deus não significa receber explicações para todas as perdas.
— Talvez — pensei ouvindo aquele silêncio — o sofrimento não faça perguntas sobre aquilo em que acreditamos antes de entrar em nossa casa.
Frankl pareceu concordar.
Para ele, a questão não era perguntar apenas por que a vida havia permitido determinada dor, mas descobrir o que ainda poderia ser feito com a existência depois dela.
Lewis acrescentaria outra inquietação: talvez algumas respostas estejam além daquilo que conseguimos compreender enquanto estamos dentro da própria história.
E então percebi que os dois, apesar de caminharem por estradas diferentes, chegavam perigosamente perto de uma mesma porta.
Frankl chamava aquilo de sentido.
Lewis talvez chamasse de esperança.
Um procurava aquilo que permite ao homem continuar mesmo diante do absurdo da dor. O outro procurava aquilo que existe além daquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
Fiquei pensando nos dois e compreendi uma coisa: talvez a vida nunca tenha prometido explicar-se completamente.
Existem perdas que não compreenderemos.
Existem despedidas para as quais nenhuma filosofia será suficiente.
Existem noites em que até a fé parece falar muito baixo.
Mas talvez viver não seja receber todas as respostas.
Talvez viver seja descobrir uma razão para levantar quando algumas respostas nunca chegam.
Frankl encontrou essa força no sentido.
Lewis encontrou-a também na esperança de que nossa história seja maior do que aquilo que conseguimos enxergar.
E nós?
Talvez estejamos exatamente entre os dois.
Carregando nossas cicatrizes, nossas perguntas, nossos amores e nossas ausências, tentando compreender por que algumas coisas aconteceram e outras jamais acontecerão.
Até percebermos que a pergunta mais importante talvez não seja:
“Por que isso aconteceu comigo?”
Mas:
“O que farei com a vida que ainda permanece em minhas mãos?”
E naquele instante imaginei Frankl olhando para Lewis, Lewis olhando novamente pela janela e nenhum dos dois dizendo mais nada.
Porque algumas perguntas não foram feitas para receber uma resposta.
Foram feitas para nos ensinar a viver.
A verdade exiSte para poucos...muItoS TEM olhos e não vêem ...A mentira é o realismo,a verdade vira mito, demônio ou ameaça.
Na história de quem cria ,para a cópia,...
O mais triSte nao foI quem criou,maS quem copiou...
Pois não passas, de uma peça manipulada em uma esTratégia dE uM tAbuleiro.
Quem é que cai na onda dos falsos profetas, quando conhece o poder de Deus e a direção do Espírito Santo?
Malditas bebidas, malditos vícios e malditas novelas, que matam à longo prazo o corpo e a alma dos seus usuários
Quem paga as suas dívidas com honra e domínio próprio tem grande facilidade para gerar seu próprio sucesso.
O manancial de água viva é dado ao homem que anda sobre um deserto, porque a sua confiança está no Senhor.
Fraternidade, igualdade e liberdade estão nas Escrituras; porém, os homens se esqueceram que isto só é possível através da comunhão e unidade com Deus.
A vida não interfere na cronometragem da alma, senão culpar a consciência por aquilo que deixou de ser feito em benefício do próprio coração.
Conceitos errôneos da liderança da igreja podem ser corrigidos, não necessariamente pelos líderes, senão pelos membros que adotam a sabedoria e o poder da Palavra de Deus.
Há almas contraditórias em suas falas púbicas, uma vez que as suas práticas negam o mérito de suas atitudes pessoais.
Muitos intelectuais ganham fama e fortunas com suas palestras motivacionais; mas, a reputação de seus corações é conhecida de Deus.
Alguns desprezam pela etnia, outros pela maneira de falar e outros pela posição social; contudo, somente nos Céus cada um será avaliado quando o coração expuser suas intenções diante de Deus.
"Pensar é abrir janelas dentro de nós; refletir é ter a coragem de olhar pela paisagem que se revela. Só quando nos permitimos esse silêncio lúcido, descobrimos que a verdadeira resposta não está no mundo lá fora, mas na clareza que floresce dentro."
Roberto Ikeda autor
Cooperem todos, de igual modo, de muitas maneiras, quando
se trata de comunidade, para que todos sejam beneficiados.
Com meus olhos valorizo a vida, com minha fé valorizo
a minha alma e com Cristo, valorizo a minha salvação.
Mantenha as distrações e divagações longe do ritmo de seu trabalho, mantendo o foco nos valores de seus ideais.
Gosto de incomodar os outros com a Luz de Cristo, visto que Satanás pode incomodá-los eternamente, se eles a rejeitarem na terra.
Oração pelo Brasil
Que Deus nos entregue a chave da liberdade para o nosso Brasil, que hoje se encontra preso pelas consequências da corrupção e da injustiça.
As obras da maldade, dos principados e das potestades, escravizam a mente de muitos, conduzindo pessoas à pobreza material e espiritual.
Precisamos gastar mais tempo reencontrando o amor pela nossa nação do que alimentando a guerra de ódio que tantos interesses políticos promovem.
Vivemos, muitas vezes, em um profundo devaneio, confundindo ilusões com esperança e farsas com verdade.
«De nada vale a capacidade sem oportunidade.»
Alguns pedem uma oportunidade para governar com a caneta na mão; porém, somos nós que devemos ser capacitados a fazer uma escolha sábia de quem exercerá o poder.
Na minha opinião, não existe uma boa democracia sem paz, e não existe verdadeira paz sem Deus.
Assim como Deus libertou o povo da mão do Egito por meio de um homem que Ele levantou, oro para que também levante líderes íntegros e tementes a Deus para conduzir o Brasil pelo caminho da justiça e da paz.
— Ronan Helio de Souza
