Vicente aleixandre
Os homens desejam a paz de espírito, mas poucos se dispõem à pagar seu dote.
Pregam pela cegueira, insistindo na maneira, obcecadas pelo seu próprio mote.
Abstraem, distraem, e por fim traem... seus mais íntimos ideais...
Estilhaçam plenitudes, entristecem em juventude e esbravejando se queixam não poder mais...
O que será do futuro?
Se pode esperar algo puro? Ou um destino duro?
A fé sustenta a carcaça, bastante surrada de experiência.
Mas a cada dia que passa, vemos a incerteza que entrelaça, numa gente que disfarça, que acredita na divindade, mas so se for homiziada na ciência...
Faz tua parte... ama, ajuda e reparte!
Faz o amor, como forma de arte!
Faz o bem, sem olhar a quem, que teu tesouro, há de encontrar-te!
A vida é um mesclado infame...
É uma anunciação já vista, certame feito de "dejavus", escolhas e sentimentos...
As realizações mais esperadas, as vezes, vêm rôtas de sabor, incompletas de sentido e não incomumente chatas, ao serem alcançadas.
Valores, preços, dogmas, sentidos, e sentimentos, todos dispostos numa balança vulgarmente desregulada, treinada para não te permitir ficar com muito por vez...
Ser feliz é estado de espírito, mas por detrás de todo sorriso e sentimentos de felicidade, habita algum remorso ou vergonha...
Vivo, meio vivo, meio apaixonado, meio realizado, meio morto...
Não chore a lágrima derramada no momentos da dor. Quem te merece sempre volta e se nao volta é porque se foi
A Dança da Lua e do Lobo
1. A Mulher que Teceu o Mundo
Era uma vez uma mulher que vivia no alto de uma montanha, onde o vento cantava histórias antigas e as estrelas pareciam tão próximas que ela podia quase tocá-las. Ela era conhecida como a Tecelã, pois passava seus dias criando tapetes tão intrincados que pareciam capturar o próprio universo em seus fios. Cada linha, cada nó, era cuidadosamente planejado. Ela acreditava que, se pudesse controlar cada detalhe, nada daria errado.
Mas, nas noites de lua cheia, um uivo ecoava pelo vale. Era o Lobo, uma criatura selvagem e indomável, que parecia rir de seus tapetes perfeitos. "Por que você não desce da montanha e dança comigo?", ele perguntava, sua voz ecoando como um desafio. A Tecelã ignorava o chamado, apertando os nós com ainda mais força.
2. A Tempestade
Um dia, uma tempestade furiosa varreu a montanha. O vento arrancou os tapetes das paredes, desfazendo os fios que ela havia tecido com tanto cuidado. A Tecelã correu para salvá-los, mas quanto mais tentava consertar, mais os fios escapavam de suas mãos. Desesperada, ela olhou para o céu e gritou: "Por que isso está acontecendo? Eu fiz tudo certo!"
Foi então que o Lobo apareceu, sua pelagem prateada brilhando sob a luz da lua. "Você não controla a tempestade", ele disse, seus olhos dourados fixos nela. "Mas pode dançar com ela."
3. A Dança
Relutante, a Tecelã deixou o Lobo guiá-la para uma clareira. A tempestade ainda rugia, mas ele começou a dançar, movendo-se com uma graça selvagem que parecia desafiar o caos. "Solta-se", ele sussurrou. "A vida não é um tapete que você pode tecer. É uma dança que você precisa sentir."
Aos poucos, ela começou a seguir seus movimentos. Primeiro com hesitação, depois com uma risada que brotou de algum lugar profundo dentro dela. A chuva molhou seu rosto, o vento bagunçou seus cabelos, e pela primeira vez em anos, ela se sentiu viva.
4. O Novo Tapete
Quando a tempestade passou, a Tecelã voltou para sua cabana. Os tapetes estavam desfeitos, mas ela não se apressou em consertá-los. Em vez disso, começou um novo, desta vez deixando espaços entre os fios, como se convidasse o vento e a luz da lua a fazerem parte da obra.
O Lobo aparecia todas as noites de lua cheia, e juntos dançavam na clareira. Ela aprendeu que a vida não precisa ser controlada para ser bela às vezes, é no caos que encontramos nossa verdadeira força.
Epílogo: A Tecelã Selvagem
Anos depois, os viajantes que passavam pela montanha contavam histórias de uma mulher que tecia tapetes como ninguém. Diziam que suas obras eram vivas, cheias de movimento e luz. E, se você olhasse de perto, podia ver os rastros de patas de lobo entre os fios, como uma lembrança de que a beleza nasce quando soltamos o controle e abraçamos a dança da vida.
Nota do Conto:
A Tecelã representa a mulher que tenta controlar tudo, enquanto o Lobo simboliza a força instintiva que nos convida a confiar no fluxo da vida. A mensagem é clara: o controle excessivo pode nos proteger do caos, mas também nos impede de viver plenamente. Às vezes, é preciso dançar com a incerteza para encontrar nossa verdadeira liberdade.
Resuminho:
Ortodoxia: Ortodoxia é aquilo que foi crido em toda parte, sempre e por todos. Diante disso não se deve permitir que o pragmatismo teológico afaste a igreja das Escrituras e do ensino que foi crido em toda parte sempre e por todos os cristãos.
Paulicéia Paulista
Paulicéia Desvairada Paulista
Nossa Avenida
Nosso poema
Nosso andar
Nosso pomar
Nosso quintal
Nosso varal
Quantas pegadas já foram pisadas?
Quantas rodas já foram rodadas?
Quantas luzes já foram apagadas?
A Avenida que corta o Brasil
Que corta corações
Que corta emoções
Que inspira canções
Já me disse outrora uma vez
Um velho sábio japonês
A Paulista é uma grande pista
Uma pista de dança
Pista de música
Pista de arte
Pista de protesto
Pista de chegada
Pista de partida
Nesta pista que muito pisei
Eu vejo uma luz que beira o infinito
Que leva além
Que preenche a cidade
Que brilha aquém
Ela é Bela Cintra, Augusta,
Frei Caneca, João Manuel, Rocha Azevedo
Ela é Pamplona, Alameda Campinas,
Eugênio de Lima, Brigadeiro Luís,
Maria Figueiredo, Leôncio de Carvalho.
Com a Treze de Maio, ela se despede com Rosas, para se tornar maior
Se tornar Bernardinho e Paraíso
Paraíso que é
Paraíso que é para a rota que vai
Me tornar Paulicéia Paulista
A São Paulo do Paulista
A Paulista de São Paulo.
Quando eu era técnico do Real Madrid, a única coisa que o Barcelona comemorava era o aniversário do clube.
Eis tu pensamento, que me fases, atravesar rios lagos, planiçes e planaltos, mais sentado num unico lugar.
- meu conselho e ajuda é como um cordão bilical que só nutri, minha palavra é gota, de idéia tenho mar.
Mesmo o sol sendo quente no dia, ele é a maior fonte de energia, pois a maldade ferve na escuridão e gela nosso coração.
- Eu queria que toda Mulher fosse Mulher, que todo Homem fosse Homem e que toda palavra fosse verdadeira.
" Pensei em desistir, não prosseguir, parar mas não, Deus me deu força pra continuar, O sofrimento também é uma escola, glória ao Pai pela vitória. "
" - A parti de agora não desisto mais, corri risco mais persisto , insisto corro atrais, é de mais mas sou capaz, em rabisco eu te visto, conto em cisco e em grão, como agulha no palheiro sou eu nesse mundão, esquecendo o passado, alimento o amor a paixão, garimpo a paz..! "
