Novembro azul

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No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.

Sob o céu azul que se estendia como um véu esquecido, as laranjeiras sussurravam segredos ao vento, suas frutas maduras pingando sumo dourado sobre a terra seca. A tristeza pairava, invisível, entre os pinheiros altos e sombrios, cujas sombras alongadas devoravam o chão como dedos de um gigante adormecido. Eu carregava um cesto de trigo vazio, colhido de memórias que o tempo ceifou, e seguia vivo aonde ninguém mora e um ermo de silêncios eternos, onde o eco de risos antigos ainda tremia no ar. Ali, no coração desse nada povoado apenas por fantasmas de folhas, brotou uma planta que nasceu hoje, frágil e teimosa, suas raízes finas rompendo a crosta do solo. Sua semente, no entanto, será plantada amanhã um mistério cíclico, onde o fim precede o começo, e a vida dança no limiar do impossível.

Quero minha ALMA sempre em paz, quero poder olhar para o céu e vê-lo sempre azul, sem importar o que acontece no externo de mim, já que o que importa, é o que carregamos no CORAÇÃO.

Flávia Abib

CENÁRIO DA PRAÇA
O vento gostoso do mês de maio corria solto na praça. Dia lindo de céu azul. Aquele dia que, de tão bonito, nos anima a sentar em um dos bancos da pracinha. Sentamos a observar, atentos, o que passa. É certo que não existe mais a banda para vermos passar...o tempo da banda passou.
Mas, observando com cuidado, quanta coisa interessante passa na praça. Retrato dos nossos tempos desfilam!
O casal de adolescentes, modelos atuais, calça jeans justinha e blusa de malha, a mostrar o corpo, novinho em folha, esculpido na malhação! Sorridentes, eles correm contra o tempo e o transporte da cidade que os levará ...sei lá aonde! Talvez à Rua da Esperança!
E passa uma senhora de idade, mas não sem disfarçar os fios brancos que lhe tecem a vida, com um amarelo brilhante que lembra o sol dos tempos de juventude a lhe emoldurar o rosto. Ela precisa da ilusão para embelezar a velhice!
Mas a expressão da senhora é tensa! Ela senta em um dos bancos, na sombra da árvore. Tira os pés do sapato, olha para os pés maltratados e balança as pernas sob o banco, na liberdade de quem não se liga mais a normas! Puxa de uma sacola uma banana. Saboreia com gosto e joga as cascas no canteiro da pracinha. Com certeza, veio de longe. Também espera o transporte, mas seu destino é a Rua da Saudade.

A Ponte
Incrivelmente o céu descortinou-se e azul apresentou-se. Este tom ainda era desconhecido. Um azul intenso, forte, transparente que incomoda os olhos acostumados a viver na escuridão. Algumas almas nobres são atingidas pela luz intensa e azulada e percebem na luz uma ponte que se forma. Ponte que leva a novos caminhos, novas estradas, outras nuvens, outras tempestades...

UM MAR DE POESIA


Abri a minha janela
De longe fiquei admirando
Era o azul mais azul que vi
Ondas indo e voltando
Parecia um lençol estendido
Nas beiradas espumando.


As areias tão branquinhas
A brisa vinha embalar
Pensei, se eu pudesse
Em tuas águas navegar
Desvendaria os mistérios
Guardados no fundo do mar.


Esse teu gosto salgado
Cheirinho de maresia
Sensação de liberdade
Vestida de fantasia
Pelo horizonte sem fim
Era o meu mar de poesia.


Irá Rodrigues

O céu e a chama

Havia um céu claro, inteiro,
um azul de infância, sem mágoa,
um tempo certo, verdadeiro,
que a chuva vinha quando era água.

Surgiu uma espessa fumaça,
nascida do metal e da pressa,
que tingiu o azul de desgraça,
e a chuva em ácido desce em praga.

Corrói a folha, a colheita,
ferve os rios, apaga o orvalho,
um verão que nunca aceita
o outono, nem seu trabalho.

E quando a última nuvem se esvai,
nem o azul nem a água voltarão...
Esse céu é o pacto que fizemos.
Aquela fumaça, a nossa ambição.

🌷
"O que carregamos no coração dá
cor ao mundo.
Do azul ... lilás ao amarelo.
Nenhuma cor é esquecida.
Te contaram?
O coração é pintor dos dias e
das noites.
Aquilo que nos emociona dá o tom
de tudo que nos rodeia:
Tinge a vida.
O que nos aprisiona não tolera cor.
É cinza, a cor da cela."

Mesmo quando o horizonte parece distante, sempre existe um azul de esperança lembrando que novos caminhos estão surgindo.

Folhas
balançam ao vento
Nesse azul do céu
que sussurra em
pensamentos

Céu azul

manto que envolve o mundo
sou letras
soletra-me

AZUL
Seu cabelo caia sobre os olhos
Como se sua juventude,
Fosse a franja sobre testa,
A cortina caia na minha frente
Como se o show
Fosse de um mamulengo
Ou um ser teatral qualquer,
Como marionetes sádicas e sarcásticas...
Seu olhar se perdia na janela
Como se convidasse as estrelas...
Eu sou mais que um olhar no passado
Quando eu passo a olhar para o mar
Mas o que é o azul além do azul
Alem da vela encardida da jangada...
A imensidão que tenho em mim tem mil navios,
O meu pacífico tem mais que calmarias
Tem continentes a desbravar...
E o nativo que eu tenho em mim
É uma espécie de indio , de escravo e de ave
Que se catequiza, escraviza, e faz voar...

+1 Dia 🩵🦋
Mais um dia de céu azul para ser livre


Há dias em que o mundo pesa…
em que os pensamentos parecem mais altos do que a própria voz,
e o silêncio diz mais do que mil palavras.


Mas cada amanhecer traz uma oportunidade invisível:
mais um dia para recomeçar.


Mais um dia para corrigir o que ontem não foi perfeito,
mais um dia para aprender com as quedas,
mais um dia para ser luz num mundo que muitas vezes prefere a escuridão.


Quem olha para cima não é porque fugiu da realidade,
é porque decidiu não ficar preso ao chão das limitações.


Às vezes tudo o que precisamos
não é de uma vida nova…
mas apenas de mais um dia para sermos quem realmente somos.


Porque quando o coração escolhe continuar,
até uma simples borboleta lembra-nos
que a transformação é possível.

⁠Ponto azul


É esfera azul
no escuro.
Gira.
Tão ínfima,
e sustenta bilhões 
cada qual ardendo por dentro:
quartos acesos,
vozes suspensas,
mãos que se perdem no ar.
Tudo pulsa
entre encontros e desencontros.
E ainda assim
cabe inteira em si
no ruído mudo
deste ponto azul.

Entre o branco e o azul resplandecente do céu que se estende sobre a nossa cabeça, está a magia de uma saudade que nos enche a mente e o coração de sentimentos controversos que, contemplados pela luz das estrelas que brilham a cada noite que passa, nos levam a crer que somos parte de uma felicidade sem igual.

Amar em tom azul esverdeado

Seus olhos de água
Meus olhos inundados
Seu beijo molhado
Que me aprofunda
Me molhando por inteira
Inundando o meu coração de esperança
Enquanto eu mergulho em seus olhos
O que é esse sentimento?
Há muito tempo eu não mergulhava assim
Imersa em um azul esverdeado profundo
Que parece que eu já conheço
Quero conhecer também nosso futuro
Se for como eu planejei, não tem nenhum tom obscuro
Apenas seus olhos nos meus
Meus olhos nos seus
Enxergando as mesmas cores
Um mesmo oceano profundo
Imersos em um amor azul esverdeado
Onde nossos sonhos são realizados
E o medo de mergulhar não anda mais do nosso lado

Chama Azul;


Eu estava tentando te esquecer
E não via que esse era o problema
Eu não consigo te esquecer
Como você fez comigo
Eu não consigo te esquecer
Eu só queria estar contigo




Eu já virei a noite sem conseguir dormir
Meu corpo não conseguia se esquentar
E em um rio de lágrimas o meu bote se afundou
E eu sem conseguir nadar
Talvez o tempo me mostre como melhorar
E como fazer essa chama azul se abaixar
Ela continua me queimando por dentro
Ela queima mais que tudo que me espera lá fora




Você partiu sem dizer adeus
Mas nunca se, foi
No meu coração ainda te espero voltar
Pra me abraçar e juntos podermos nos esquentar
Já tentei usar uma caneta pra escrever
Meus versos que cada dia ficam mais vazios sem você
É difícil te esquecer




Como eu faço pra te contar que eu não consigo mais ficar
Sozinho no meu quarto sem você pra incomodar?
E como fazer pra essa chama azul se apagar?
Eu não consigo mais controlar, tá me queimando por dentro
Eu não consigo mais me reconhecer
Tá tudo mais escuro que antes
E eu não consigo mais seguir os seus passos




Você partiu sem dizer adeus
Mas nunca se, foi
No meu coração ainda te espero voltar
Pra me abraçar e juntos podermos nos esquentar
Já tentei usar uma caneta pra escrever
Os meus versos que cada dia ficam mais vazios sem você
É difícil te esquecer




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Data: 19/08/21

Deus nos mostra que não usou somente o verde dos vegetais e o azul do céu, mas criou o arco íris para vermos que sua obra veio recheada de cores

A gangorra que mata lentamente.
A dopamina dançando em passos totalmente descompassados.
O azul tornou-se cinza.
Amanhã é mistério, hoje é sobrevivência..

Adriana Tenório
23/03/2026

Alice, que nenhuma crença limitante atinja sua mente; que amanhã o infinito azul esplêndido do céu vibre em sua alma como o som das ondas indo e voltando; que os pensamentos ruins e a autossabotagem desapareçam como um sopro.

Adriana Tenório
12/04/2026