Novembro azul
A ROSA AZUL SOBRE O MÁRMORE DEFINE...
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando me disseste adeus, ou talvez nem o tenhas dito, algo em mim compreendeu antes das palavras, como as árvores compreendem o inverno antes da primeira folha tombar.
Ainda me recordo.
Recordo-me não dos grandes acontecimentos, mas das pequenas eternidades. A curva silenciosa do teu olhar. A luz repousando sobre teus cabelos. A delicadeza com que atravessavas as horas sem saber que alguém te transformava em destino.
Tudo permanece.
Permanece como permanece a chuva na memória de um rio seco.
Meu peito tornou-se uma antiga ruína. Pedra sobre pedra. Pó sobre pó. Uma catedral abandonada onde o vento recita os nomes que já não ouso pronunciar.
Carrego a dor como Demóstenes carregava suas pedras. Dia após dia. Noite após noite. Aprendendo a falar através das feridas, aprendendo a respirar através dos escombros.
E quando a noite desce pesada, mais pesada que o próprio céu, vejo os vultos.
Eles dançam entre as sombras. Riem. Zombam.
Zombam do amor que ainda guardo, como corvos em torno de uma chama que se recusa a morrer.
Tu nunca os viste.
Talvez porque teus olhos pertenciam à luz.
Mas eu os vejo.
Vejo-os passar pelos corredores da alma, arrastando correntes de ausência, erguendo seus cálices de esquecimento.
E mesmo assim, contra tudo, eu continuo.
Sobre uma pedra de mármore rosado, limpa como a pureza daqueles dias, deixo uma única rosa azul.
Não uma rosa para teus cabelos.
Os cabelos pertencem ao tempo.
Mas uma rosa para tua alma, porque as almas florescem mesmo quando os jardins desaparecem.
Foi essa rosa que sonhei oferecer-te.
Uma flor impossível. Uma flor feita de esperança, de lágrimas, de estrelas que morreram há milênios e continuam iluminando a noite.
Mas já eras de outros olhos.
Outras mãos recolhiam teu riso. Outros horizontes guardavam teus passos.
E eu compreendi, com a serenidade dolorosa dos que amam de verdade, que nem toda rosa nasce para ser colhida.
Algumas nascem apenas para perfumar a distância.
Por isso permaneço aqui.
Vigiando o sereno.
Com o sereno peito.
Enquanto a madrugada deposita suas lágrimas sobre a relva silenciosa.
E então descubro algo estranho, algo que faz doer e consolar ao mesmo tempo.
O amor não morreu.
Transformou-se.
Já não pede. Já não reclama. Já não espera retorno.
Apenas existe.
Como uma estrela distante. Como um sino esquecido numa cidade antiga. Como uma rosa azul repousando sobre o mármore.
E quando um dia o tempo apagar meu nome, quando o vento dispersar minhas últimas cinzas, talvez reste apenas isso:
A beleza de ter amado.
Porque há dores que nos destroem. Mas há dores tão profundas, tão puras, que acabam transformando-se em luz.
E a rosa que não pude colocar em teus cabelos floresceu, por fim, na eternidade silenciosa do meu coração.
"Alguns amores não permanecem ao nosso lado, mas permanecem para sempre dentro de nós, convertendo a própria saudade em uma forma superior de beleza."
[O Colecionador de Vácuos]
Quando tivermos deixado a Terra,
Um último olhar para esfera azul,
Um último sopro do vento na face,
Tesouro selado que deixa o baú.
Quando tivermos deixado a galáxia,
Se encerra o sorriso estampado no rosto.
Realizados feitos fantásticos,
Sabores longínquos para todos os gostos.
Quando varrido o universo tivermos,
Todos segredos estarão revelados,
Todas perguntas enfim respondidas,
Missão concluída, sonhos realizados.
Daí saberemos, que nada mudou.
Assim saberemos, que nada mudou.
O tédio infinito que rasga o cosmos,
Vazio incontável, buraco sem fim.
(Michel F.M. - Revolesia: Volume Único - 2023)
[Grazi e os Paraísos Despedaçados]
Daquela parede anil,
Nos tons dum outro azul,
Qualquer que seja o som,
Me faz sentir você.
Tomadas desencapadas
Nos cômodos vazios,
Transtornos noite a fora
Fazem lembrar porquê.
Tomando decisões
Sem nenhum significado,
Tomara que saibamos
As consequências de saber.
Sacolas empilhadas,
Uma garrafa d'água
E a maçã caída.
A despreocupação
Foi sempre uma aliada,
À quem me aliei.
Teu óculos espelhado
Refletindo nosso totem,
A tua marcha atlética
Espalhando aquele pólen.
Grazi, nada foi planejado,
Paraísos despedaçados,
Eis aqui o nosso Éden.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
Todo dia todo mundo vê um grande elefante azul, que lhes disseram que era um jacaré. Então, enxergam o jacaré.
"Sonhei com uma maquete que o fundo inteiro era azul, como se representasse a água! Em cima dela havia 4 símbolos, 1 símbolo que era um gênio, em seguida após ele, um símbolo que era a IA, na parte de baixo um par de chinelos, eles eram azuis, dentro era colorido como arco-íris, depois desse par de chinelos havia um monte, no sonho ele era o monte Roraima, porém ele era todo branco, como se tivesse gelo nele."
Agosto de 2024
Aos olhos do universo, somos apenas poeira cósmica em um ponto azul, contudo, nossa existência ganha sentido quando colidimos no espaço-tempo, brindando à vida ao lado de quem transforma o caos do infinito em nosso porto seguro.
… e lá fora a
vida me espera,
um manto azul e
nuvens brancas,
uma alameda florida
e perfumada
Então, eu fui viver!
#bysissym
No Seu Universo, Um Voo Inesquecível Por Um Céu Azul
Voaria se eu pudesse pelo lindo céu azul do seu vasto universo; começaria pela profundidade do seu olhar, depois seguiria pelas curvas de caminhos delicados, emocionantes e belos; voar não seria nada cansativo e ainda estaria motivado por um forte sentimento.
Veria de perto as suas emoções fervorosas florescendo em flores de um jardim incrível, repleto de amor e intensidade no íntimo do seu coração; o seu espírito de liberdade estaria exultante, muito presente naquele lugar, e me guiaria por todas as partes.
Cada cena seria singular, todas significantes nesse mundo poético, provocante — a mescla perfeita da sua serenidade com a sua veemência; o ápice de um momento inesquecível a partir do âmbito imaginário entre o atrevimento e o romantismo — o equilíbrio imensurável.
Quem viveu cercado de tempestades
começa a desconfiar do céu azul.
Não porque desaprendeu a sonhar,
mas porque o coração passou a esperar o trovão.
Ainda assim,
há dias em que o sol insiste.
Não para apagar o passado,
mas para lembrar que nenhuma dor
foi feita para ser morada eterna.
Ainda pulsa a esperança
O fogo devora o verde,
o amarelo, o azul profundo,
uma bandeira queimada como memória de um sonho.
Ruas viraram cinza
e eco de passos perdidos,
mas ainda pulsa a esperança
em meio ao abandono.
As chamas refletem o caos de cidades em pranto,
carros queimados,
prédios que choram fumaça.
No horizonte,
silhuetas caminham sem destino,
como sombras que guardam histórias de um povo ferido.
O céu se abre em nuvens pesadas, carregadas de medo,
helicópteros cortam o silêncio
de uma pátria em alerta.
Mesmo na destruição,
há um grito que insiste:
“Olhem para nós,
aprendam com a dor
que carregamos.”
E assim, entre brasas e escombros, o país respira,
resiste no eco de vozes que ainda não se calaram.
A bandeira, ferida, ensina que mesmo em chamas
pode brotar a coragem de recomeçar.
Ainda é de manhã
Ainda é de manhã,
um céu azul por dentro,
mesmo com o dia nublado,
o tempo respira devagar pela janela aberta, e o sol, tímido,
ensaia tocar meu rosto
como se soubesse que penso
em você antes do mundo acordar.
O café esfria enquanto
teu nome aquece o silêncio,
há promessas escondidas
no canto da luz,
e mesmo com o passado
pesando nos ombros,
meu peito insiste em florescer quando imagina teu sorriso.
Ainda é de manhã,
e isso basta para acreditar:
O dia pode errar,
tropeçar,se perder —
mas enquanto houver esse começo claro, meu amor por você sempre saberá recomeçar.
Já é tarde agora
Já é tarde agora,
O céu se ilumina com o brilho do sol,
O azul intenso toca o horizonte,
E imagino-te perto mesmo estando longe.
Da varanda da casinha branca
No quintal que dá pra floresta
Mas montanhas que enfeitam a paisagem
Temos um verde em festa...
Imaginar-te sorrindo,
Acreditar que o fazes
Faz esse dia tão lindo
Que queria eu não tivesse fim
Parecer te pegar no colo
E trazer-te pra perto de mim.
-Pekenah
Joga com ginga ( Brasil )
Azul e amarelo riscam o céu,
Na rua o batuque escreve no papel,
No peito um país que aprende e insiste, Cai, levanta, apanha…
mas não desiste.
Tem fé na voz rouca da multidão,
No pé descalço virando canção,
Cada esquina guarda um sonho inteiro,
De um povo teimoso, bonito e guerreiro.
Brasil, Brasil,
coração na palma da mão,
Entre o suor e o sorriso,
é só emoção,
Brasil, Brasil, quando a bola vem,
Até o mundo aprende a sambar também.
Brasa, fogo no coração,
joga com ginga
— é arte em ação.
E quando a bola rolar,
É mais que jogar…
É rua, é raiz, é lembrar
De onde a gente vem.
Brasa, deixa o fogo levantar,
Joga com ginga, o mundo vai parar”
É nossa hora de conquistar,
Mais uma estrela pra eternizar.
"O amor é um mergulhar fundo no azul do mar e lá encontrar estrelas...
Daí, vem um tubarão branco e estraçalha tudo!'
Haredita Angel
22.11.21
LUZ AZUL é a cor da transmutação interior, e traz consigo a magia das letras como é próprio das expressões secretas esotéricas universais, como se escreve e como se lê, de frente para trás e de trás para frente, ela não se modifica. Assim me ensinou um velho mestre, pelos caminhos da compreensão.
