Jean la bruyère

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Melhor deixar pra lá.
A gente insiste, insiste e não dá em nada.
O que tem que ser, apenas é.
Melhor deixar pra lá e esquecer.
Andorinha só não faz verão.
Acho que fiz tudo o que pude.
É. Eu fiz. Mas não há resposta. Não há feedback.
Se é verdade que "o interessado dá um jeito", então todos os jeitos se esgotaram.
Haveria diálogo quando apenas uma das partes insiste em falar?
Então já não é um diálogo. É um monólogo.
E quem fala só, arrisca-se a ser tido como falto de juízo.
E se não vale mais a pena tentar falar, pela falta de resposta, logo penso que também é melhor não mais ver.

(Fabi Braga, 04 jun 2011. Editado.)

E ela estara la no canto dela
Cuidando do seu precioso lar interior
De cada célula do seu corpo
Feitas com tanto carinho por Deus
Imponente
Seu corpo e mente, seu templo
Com um amor seguro para se guardar no tempo
Levinho, solidificado
Ela não abre mão de se acolher, para permanecer a um lugar que não lhe pertence
E que sua busca seja apenas um colo familiar e o “Seja bem vinda” brilhando nos olhos de quem a recebe
E segue, preservando os grandes e pequenos sonhos que ainda habitam em si
Porque tudo é possível depois de tanto
É o milagre da vida acontecendo despercebido
Ela deposita atenção nas coisas que abrem caminhos
Movida a base do Amor
Sempre sendo um lugar bom de voltar
E ela quer voltar para casa
Com a sua fé, o suficiente para tudo se transformar.

A coragem intelectual não consiste em abandonar a moralidade, mas em mantê-la sabendo que ela é um castelo de cartas construído sobre um abismo.

A consciência não grita; ela sussurra, e por isso é tão fácil ignorá-la.

A Rede sombria

"Ao romper a bolha, descobrimos que o mundo lá fora guarda uma crueldade que supera os nossos próprios abismos. Na modernidade das telas sem rosto, palavras são lançadas como flechas cegas, capazes de edificar ou destruir destinos num clique.
Neste oceano obscuro de desconhecidos, onde todos habitam e ninguém se encontra, o perigo veste o disfarce da brincadeira e o vilão se perfuma de bom moço. Caminhamos em solo frágil, aprendendo que, nesta rede de espelhos turvos, a confiança é o luxo de quem ainda não se feriu."
ass Roseli Ribeiro

A essência do abstrato:
"Minha verdade não tem corpo, apenas alma. É impossível traduzi-la em provas, pois a sinceridade é um pensamento puro que só o coração — e não a razão — consegue ler."ass Roseli Ribeiro ⁠

Nos dias de chuva, há sempre um olhar perdido à janela. A vida, lá fora, segue seu ritmo cinzento, mas, por dentro, o silêncio é a única voz. E o momento em que a alma chora sem fazer barulho, e a chuva apenas lava o que já está quebrado.

Sobreviver não é esperar a tempestade passar; é aprender a atravessá-la.

Por que apanhastes uma flor do arbusto para depois devolvê-la ao chão?

O nada nunca me assustou; é de lá que eu vim e para lá que eu vou.

Busque a paz e segure-a assim que encontrá-la. Mas, multiplique-a para que as sementes germinem.

A Arte de Recomeçar


Dizem que, quando entramos em um mundo desconhecido e lá encontramos algo que permanece vivo dentro de nós, é porque o que vivemos ainda não acabou. Há ainda sentimento, há algo a ser desbravado. E nesses encontros que a vida insiste em nos apresentar, ficam peças para se encaixar, momentos a viver, reviver e encarar. Ficam histórias para contar, e esperamos ansiosamente o momento de terminar o quebra-cabeça – para, então, recomeçar um novo.


Vivemos em constantes mudanças: de humor, de comportamento, de atitude, de rotina, de aparência, de emoção. Há aquelas em que mudamos de casa ou de cidade. A de casa, basta chamar uma empresa especializada. A de cidade, comprarmos uma passagem e seguimos em frente. E quando decidimos mudar os móveis de lugar? Ah, essa é a mais fácil! Basta arrastá-los e, de repente tudo muda. O ar fica leve, o ambiente mais aconchegante. Percebemos que um simples gesto pode transformar o que parecia igual.


Existem também as mudanças climáticas e ambientais – essas, difíceis de encarar, pois não temos domínio sobre elas. E quanto as mudanças culturais e sociais? As de costume, de valores, de mentalidade, de paradigmas? Essas, depende de nós. A vida, generosa, vive estendendo um tapete vermelho para que caminhemos sobre ele e entremos nesse grande evento simbólico que é a mudança – um ato de prestígio e celebração. Mesmo com medo, acabamos encarando o tapete. Mudanças são assim: inesperadas, desafiadoras, às vezes doloridas, mas essenciais para que as boas novas entrem em nossa vida. Para isso, é preciso caminhar confiantes o tapete vermelho, de cabeça erguida, com coragem para enfrentar o novo sem medo.


As mudanças existem para isto – para nos ensinar a seguir em frente, sem saber o que vamos encontrar. O segredo é não temer. É viver plenamente tudo o que nos foi destinado – seja na vida profissional, seja no amor – com a atitude de quem entende que mudar também é uma forma de florescer.

DAS DESILUSÕES

Assim como os anos passam
É difícil entender
Lá se vai mais um sistema
É só parar para ver
Eu falo do casamento
Maneira de se prender.

A pior prisão do mundo
Creiam é a verdade
É ter que voltar para casa
Sem ter nenhuma vontade
Brigas e discussões
Só trazem infelicidade.

Eu sei que vão criticar
Dizer que não é verdade
Que tem casal que ainda vive
Numa total felicidade
Mas digo, prestem atenção
Divórcio, raiva e maldade.

O que era para ser bom
Não trazer nenhum problema
O sentimento mais lindo
Hoje virou algema
Foi-se o bom sentimento
Veio tristeza e dilema.

Entre machucamentos
Foi-se o sol, veio o escuro
Não tem mesa para dois
Criou-se um grande muro.

Promessas jogadas ao chão
Caminhos juntos ao norte
Mudou de rota a prisão
Sem carinho e sem suporte.

E se vão morrendo aos poucos
Triste fim este cenário
Embora se viva a dois
Sempre um rosto solitário.

Sem conversas, sem risadas
Dormir perto e tão distante
O silêncio ganha o peito
Sentir-se preso a todo instante.

Infelizmente às vezes
O casal é prisioneiro
Do sistema e das coisas
Cuidar dos filhos e dinheiro
Esquecendo de si mesmo
Para viver no cativeiro.


Viajei o mundo inteiro buscando uma razão para te esquecer. Em cada canto você estava lá, e com isso pude reconhecer, que de todas as viagens que fiz, a única que me fez tão feliz, foi quando visitei seu coração.

Te vi lá na praia, com o vento bagunçando o cabelo e um brilho diferente no olhar — impossível não reparar em você.
Linda ao extremo, daquelas que não passam despercebidas e ficam na memória mesmo depois que o momento acaba… e que dá vontade de viver tudo de novo só pra te ver mais uma vez.

O triste conto da baratinha;
Lá esta o jovem pai, noites a fio
conta para seu filho o conto da baratinha.
Quem quer ficar com esta baratinha que tem muito dinheiro na caixinha, e o coelho ligeiro
já gritou no desespero; eu quero, eu quero.
E a exausta baratinha continua; Quem quer ficar com esta baratinha que tem muito dinheiro na caixinha. E grita a sábia Coruja; eu quero, quero.
E assim termina o triste conta da baratinha se passaram 50 anos a jovem baratinha agora sozinha e já bem velhinha se despede com o dinheiro na sua caixinha, porém sem nem uma companhia. Morreu a baratinha não levou junto seu dinheiro nem deixou um companheiro muito menos filhos. O dinheiro ficou, coitada dessa baratinha se despediu da vida, mais sua fortuna aqui deixou. Fortuna é claro superficial, porque riqueza de saúde e alegria esta triste baratinha morreu e jamais conheceu...

Eurípedes Barsanulfo: “Fui Até Lá em Espírito”

Era costumeiro que, durante suas aulas no Liceu Sacramentano, Eurípedes Barsanulfo entrasse em súbito transe mediúnico. Nesses momentos, seu olhar se perdia no horizonte espiritual, e um silêncio respeitoso se estab
elecia entre os alunos, acostumados àquela serenidade que prenunciava algo extraordinário. Quando retornava, o professor retomava a voz com ternura e explicava, como quem narra uma lição viva do Evangelho, o que havia feito durante sua breve ausência do corpo.

Certa manhã, após um desses transes, Eurípedes abriu um leve sorriso e disse aos alunos, com naturalidade comovente:

— Prestem atenção. Acabo de estar em uma residência, atrás da igreja do Rosário, auxiliando num parto difícil. O marido ainda não sabe que já é pai e está vindo para cá, a cavalo, com roupa de montaria. Neste instante, ele está apeando diante do colégio. Vai subir os degraus da escada… Quando ele entrar, peço que se levantem e depois se sentem. Atenção, ele está chegando…

Mal terminara a frase, e a porta se abriu. Um homem com chapéu e roupas empoeiradas entrou aflito, dirigindo-se a Eurípedes:

— ‘Seu’ Eurípedes, por favor, vá depressa à minha casa! Minha mulher está em trabalho de parto e temo por ela!

O médium, tranquilo, respondeu com brandura:

— Acalme-se, meu amigo. O parto já terminou há cinco minutos.

— Impossível, ‘seu’ Eurípedes! Há cinco minutos o senhor não poderia estar lá, eu teria visto o senhor pelo caminho!

— O senhor não me viu porque fui em espírito — respondeu ele com doçura. — Mas eu o vi. Pode retornar tranquilo: sua esposa está bem, e a menina que nasceu é linda e forte.

Desconfiado, o homem insistiu para que Eurípedes o acompanhasse de volta. Quando chegaram, a esposa, deitada com a criança ao lado, sorriu e exclamou:

— O senhor não precisava vir de novo, ‘seu’ Eurípedes… Eu e o bebê estamos ótimas!

Eurípedes, sereno, apenas abençoou o lar e regressou ao colégio. Retomou a aula exatamente do ponto em que a interrompera, como se nada de extraordinário houvesse ocorrido revelando, mais uma vez, a simplicidade sublime de quem fazia da mediunidade um ato natural de amor e serviço ao próximo.

Fonte:
Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo da Caridade, de Jorge Rizzini.

Uma vez assistindo na TV uma reportagem em um condomínio, lá se instalou um conflito entre os moradores, era só brigas e confusão!!!
O repórter perguntou a um morador qual era o melhor vizinho que ele conhecia no condomínio, ele respondeu: É um morador que não fala com ninguém, ninguém nunca o vê, vive dentro do seu apartamento, não cria confusão, esse é o melhor vizinho que temos aqui!!!

"É do alto de onde vem nossas vitórias, é de lá que vem a nossas glórias, sem Deus nos não somos nada"

A internet deu voz aos que nunca, 
em hipótese alguma, deveriam tê-la.


É impressionante a quantidade 
de publicações, informações e comentários fundamentados em verdadeiros estudos fecais que aparecem diante dos meus olhos...


✍@MiriamDaCosta