Jean la bruyère
"Não tenha medo da escuridão
Ela é a única que não muda
Está sempre lá
Inteira
Por mais que se veja apenas um pontinho
Mergulhe e verá uma imensidão
Se por acaso
Você se perdeu
Sairá de lá reencontrado
Inteiro
Não existe luz no fim do túnel
A luz é você
Basta quando se perder
Se reencontrar
E lembrar que tudo é questão de equilíbrio
Luz e escuridão
Um não existe sem o outro"
Quando você permanece com uma emoção sem rotulá-la ou reagir automaticamente, algo profundo acontece: a emoção começa a revelar sua estrutura energética, em vez de sua narrativa. Você deixa de viver a história e passa a sentir diretamente o movimento interno, e isso por si só inicia um processo natural de harmonização.
Ela é para mim como Saturno,
está lá, e é uma das coisas
mais lindas de se ver,
não tem como não notar
quando se cruza com ela.
Ela é como Saturno,
só não sei como chegar até lá.
"A bondade é a única linguagem que o surdo pode ouvir e o cego pode ver; praticá-la é enriquecer a alma sem gastar um centavo."
Foi uma pena...
Enquanto a observava, imaginei uma vida inteira juntos lá na frente,
Foi uma pena descobrir que ela era cega nesta direção,
Mesmo sem receber o equivalente em troca o romântico se entrega completamente acreditando que não vai sofrer.
Na terra da garoa
Ônibus cheio,
Caos turbulento,
Chuva de granizo,
Enchente lá fora,
Atrasos da vida,
Preocupações expostas,
Rosto sofrido,
Depressão a vista,
Gritos de ajuda,
Choros de raiva,
Buzinas gritantes,
Reza das senhoras,
Horas de descontrole,
Ajuda escassa,
Arco-íris na janela,
A esperança volta.
Vamos?
É noite, do teu castelo em meio aos arranha- céus da cidade, lá no alto vejo a luz acesa da janela e a sua sombra está lá,
O frio tá batendo na veia, mas a vontade de ir embora com você me aquece,
Uma mensagem chegou:
_ Minha bagagem está pronta, tô descendo, vamos fugir do mundo e nos encontrar para sempre?
Lá fora, o céu de inverno sorri em azul…
Aqui dentro, o cuidado floresce em silêncio e fé.
Deus está em tudo: no vento lá fora e na restauração aqui dentro.
Sem pressa, sem murmurar… só confiando.
Janice F. Rocha
Dizer “não” é amar-se sem culpa, é cuidar do templo que você é.
O primeiro “não” pode tremer nos lábios, mas carrega libertação.
Depois dele, você entende que agradar o mundo inteiro nunca valeu o preço de perder a própria paz.
*Algo estranho acontece lá fora, e eu aqui dentro não consigo dormir, não sei se é saudade o desamor, mas ambos me fazem pensar, e assim vou trocando de travesseiros e revirando na cama sem ter ao menos como sonhar.*
(Saul Beleza)
Te penso, e imediatamente te vejo, e ao vê-la, eu sonho, e sonhando eu à quero, e te querendo! Te penso...
(Saul Beleza)
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
A dor é o fio invisível que costura a condição humana. Não escolhemos senti-la, mas ela nos escolhe, como se fosse uma visita inevitável que atravessa o corpo e se instala na alma. É mais do que um sinal de nervos e tecidos — é a lembrança de que somos frágeis, mortais, expostos ao mundo.
