Jean la bruyère
Se a mente pulula de cá pra lá,
e pulula de lá pra cá,
a mente pulula.
Mas se pulula só pra lá,
e se de cá não pulula,
a mente não pulula.
Fico cada vez mais admirado ao perceber o quanto a nossa amizade se fortalece com o tempo. É um laço raro, sincero e cheio de significado, daqueles que trazem conforto, alegria e paz ao coração. Parece até que nossa conexão vai além desta vida, como se nossas almas já se conhecessem há muito tempo. Sou grato por ter alguém como você ao meu lado, compartilhando momentos, risadas, apoio e carinho. Que a nossa amizade continue sendo essa luz bonita que torna a caminhada da vida muito mais especial.
Ian N.T
Enquanto o mundo lá fora faz barulho,
tua delicadeza é meu maior orgulho.
Mulher que encanta pela alma serena,
que faz a vida valer a pena.
Então, fecha os olhos, solta o nó,
na imensidão de ser uma só.
Longe da rua, do teatro, da lida,
aqui a paz é a tua medida.
Não há cobrança, não há porquê,
o mundo descansa dentro de você.
O melhor lugar onde eu poderia estar,
é no silêncio doce deste teu olhar.
A chuva lá fora
não pede licença,
desmancha a pressa
em pura presença.
O dia é um hiato,
um café, um abrigo;
o céu cinza hoje
veio morar comigo.
No ritmo do teto,
o tempo se atrasa:
domingo é a chuva
batendo na casa.
Lá fora,
o mundo chora
em pingos de cinza e vento.
Aqui dentro,
o coração transborda
no silêncio do momento.
A chuva lava a rua,
o peito acolhe a paz:
quando a alma se inunda,
o barulho não
O céu hoje decidiu se demorar,
e nesse cinza que lá fora insiste,
minha mente encontrou o seu lugar:
a luz que em toda a sua calma existe.
Observo o mundo se lavar aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
que só conhece o dom de fazer o bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Sua bondade é a minha claridade,
meu porto seguro, meu norte e meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois ter você por perto é ter a paz.
Seu brilho é o presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor satisfaz
Lá fora o mundo se desfazia em cinza,
chovia e eu pensava em você,
enquanto cada gota que batia no vidro
parecia querer ditar o ritmo do que sinto.
Não era uma saudade triste, dessas que apertam,
era um desfile de memórias bonitas,
daquelas que aquecem meu coração
mesmo quando o vento lá fora sopra frio.
Pensei na luz que você carrega sem notar,
nessa bondade rara que transborda em gestos,
e em como suas virtudes desenham um abrigo
onde a maldade do mundo não consegue entrar.
O mundo lá fora se lava aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
e que, de tanto afeto, me faz tanto bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Tua bondade é a minha claridade,
teu abraço é meu porto e o meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois te amar é onde enfim encontrei paz.
Teu brilho é o meu presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor só satisfaz.
Lá fora, a água desenha o caminho,
enquanto aqui dentro eu desenho você.
Penso em como o mundo seria sozinho,
sem a doçura que seu gesto oferece.
Não é só o brilho, é a firmeza do passo,
essa bondade que não pede vitrine.
Onde muitos cansam, você faz o abraço,
e faz com que a fé em nós dois se ilumine.
Suas virtudes não são ouro ou prata,
são flores que crescem no meio do vento.
Uma alma tão nobre, que o tempo não gasta,
que é porto e abrigo em todo momento.
A chuva lá fora só molha o caminho,
mas o seu coração é o que faz o jardim.
Te amar é saber que nunca estou sozinho,
é ter o melhor da vida em mim.
Céu de algodão,
café na mão.
O mundo lá fora em câmera lenta,
enquanto a paz aqui dentro se sustenta.
Sem pressa de ser,
só o prazer de agradecer.
Filtro o café e a conveniência,
deixo lá fora a vã aparência.
Entre quatro paredes, a vida é real,
sem o ruído do que é artificial.
Meu lar não tem palco, só tem coração,
tem amor no bule e paz no chão.
Quem vive de essência não precisa de luz,
o brilho de casa é o que me conduz.
O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.
O mundo lá fora é um palco aceso,
Enquanto aqui dentro o tempo descansa.
Os grilos, em coro, num ritmo preso,
Regem a noite com sua constância.
Ouço o motor que na estrada se apressa,
Levando destinos pra longe de mim,
E a fala das crianças, que nunca tem pressa,
Brincando no eco de um tempo sem fim.
Um cão ao longe reclama da lua,
Um som solitário que corta o sereno,
Enquanto a paz se faz toda nua,
Neste meu canto, tão meu e pequeno.
Sou apenas silêncio, sou só audição,
Ouvindo o pulsar que a noite revela:
O grilo cantando pro meu coração,
E a vida passando além da janela.
A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.
O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.
A casa se cala e o tempo se estica,
No centro da sala, sou sombra e espera.
O grilo lá fora sua nota replica,
Única voz dessa imensa atmosfera.
Um carro ao longe, um som que desmaia,
Corta o asfalto e mergulha no breu.
Enquanto o cachorro na rua se ensaia,
Latindo pro nada que o sono esqueceu.
Aqui, o vazio não pede licença,
Ocupa a poltrona, o teto, o chão;
É quando a ausência se torna presença,
No ritmo lento da própria solidão.
O mundo acontece do lado de lá,
Em luzes de estrada e latidos ao vento.
Aqui, sou o grilo que não quer parar,
Preso no eco do meu pensamento.
Desliga a mente, acalma o passo,
encontra o colo no teu próprio abraço.
O mundo lá fora pode esperar,
tua única tarefa agora é respirar.
Sem metas, sem pesos, sem o que provar,
apenas a paz de se deixar estar.
Lembre-se de que, quando a gente ama uma pessoa, a gente quer vê-la feliz, mesmo que os dois estejam distantes. Sempre queremos o bem da pessoa amada e, mesmo que a gente sofra, o amor nunca vai morrer. O amor eterno é para sempre e sempre teremos um só grande amor
