DAS DESILUSÕES Assim como os anos... Thiago Rosa Cezar
DAS DESILUSÕES
Assim como os anos passam
É difícil entender
Lá se vai mais um sistema
É só parar para ver
Eu falo do casamento
Maneira de se prender.
A pior prisão do mundo
Creiam é a verdade
É ter que voltar para casa
Sem ter nenhuma vontade
Brigas e discussões
Só trazem infelicidade.
Eu sei que vão criticar
Dizer que não é verdade
Que tem casal que ainda vive
Numa total felicidade
Mas digo, prestem atenção
Divórcio, raiva e maldade.
O que era para ser bom
Não trazer nenhum problema
O sentimento mais lindo
Hoje virou algema
Foi-se o bom sentimento
Veio tristeza e dilema.
Entre machucamentos
Foi-se o sol, veio o escuro
Não tem mesa para dois
Criou-se um grande muro.
Promessas jogadas ao chão
Caminhos juntos ao norte
Mudou de rota a prisão
Sem carinho e sem suporte.
E se vão morrendo aos poucos
Triste fim este cenário
Embora se viva a dois
Sempre um rosto solitário.
Sem conversas, sem risadas
Dormir perto e tão distante
O silêncio ganha o peito
Sentir-se preso a todo instante.
Infelizmente às vezes
O casal é prisioneiro
Do sistema e das coisas
Cuidar dos filhos e dinheiro
Esquecendo de si mesmo
Para viver no cativeiro.
