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â SĂł existe apenas um caminho atĂ© Deus: Jesus! Somente por Ele, da forma e do jeito Dele, alcançaremos a salvação!
â Quando a porta da graça se fechar, sĂł restarĂŁo sentenças!
Ninguém fugirå da justiça de Deus! Ninguém poderå dizer que não houve misericórdia!
â Eu estou perdida entre versĂ”es de mim.
Irreais.
Um dia fria, o outro louca.
Quem garante que eu sĂł mudo de roupa?
De pessoas.
Fragmentos perdidos no caminho.
Mudo de cara,
mudo alma,
mudo de mim,
mudo a minha calma.
Um dia vocĂȘ me conhece sim e o outro nĂŁo.
Quem sou eu?
Essa Ă© a questĂŁo.
Aquele pedaço escuro de mim.
Guardado na caixa da superação.
Perdida entre personalidades,
eu vivo assim.
Uma eterna batalha de eu contra mim.
Avistei a versĂŁo Sorriso Frouxo,
aquela despretensiosa.
Que, por vezes, emudece em mim.
Encarei a versĂŁo Autenticidade,
aquela espontaneidade, naturalidade.
Que, por vezes, foge de mim.
Trombei na versĂŁo Coragem,
aquela destemida, determinada.
Que, por vezes, suprime em mim.
Topei com a versĂŁo SilĂȘncio,
aquela da reflexĂŁo.
Que, por vezes, exila em mim.
Esbarrei na versĂŁo GratidĂŁo,
aquela do reconhecimento.
Que, por vezes, desbota em mim.
Tropiquei na versĂŁo SolidĂĄria,
aquela da empatia.
Que, por vezes, cala em mim.
Disparei na versão Criança,
Aquela ingĂȘnua, inexperiente.
Que, por vezes, esquece de mim.
Tropecei na versĂŁo Jovem,
aquela dos sonhos, descobertas.
Que, por vezes, machuca em mim.
Travei na versĂŁo Adulta,
aquela da responsabilidade e escolhas.
Que, por vezes, penaliza em mim.
Colidi com a versĂŁo Espiritualizada,
aquela da harmonia, da fé.
Que, por vezes, apaga em mim.
Encontrei a versĂŁo Amor,
Aquela que acolhe, perdoa.
Que, por vezes, mascara em mim.
VersÔes que se completam.
Algumas jĂĄ nĂŁo cabem remendos.
Outras sĂŁo necessĂĄrias carregar.
E tem as que requerem leitura.
VersÔes lapidadas pelo tempo.
Vinculadas nas lembranças.
Equilibradas na essĂȘncia.
â Nunca desistem de seus sonhosÂ
So deixamos de sonharÂ
Quando damos o Ășltimo folego de vida
Enquanto tiver fĂŽlego de vida corra atrĂĄs de seus objetivos
Pois tendo-se fĂ© em DeusÂ
E esperançaÂ
Ele se tornara Realidade
Só eståvamos esperando a próxima bomba estourar, ou o fundo do poço ceder, ou qualquer outra metåfora que prefira para descrever a sensação de mal alcançar um lugar de alguma estabilidade financeira ou profissional e ao mesmo tempo ter a certeza de que tudo pode e vai desaparecer mais cedo ou mais tarde.
â O homem sĂł passa a compreender que Ă© errado agredir uma mulher, quando a agressĂŁo Ă© com a prĂłpria filha dele
â Sem Documento
Â
O poeta passeia na cidade
sem lenço, documento, pente ou meia,
levando sĂł, debaixo das melenas,
pensamentos, idéias e poemas.
Â
Como podem os homens do sistema
compreender um poeta que percorre
a selva de automĂłveis e neuroses,
conversando com fadas e duendes,
colhendo flores no cimento armado,
ao sol da tarde que cansado morre ?
Â
Como podem os homens do dinheiro
compreender um poeta que carrega,
na mochila esmaecida e jĂĄ sem cor,
uma esperança do amanhã de paz,
a antevéspera de um mundo melhor ?
Â
Como podem os homens da polĂcia,
de farda, cassetete, autoridade
- os donos da Moral e da Verdade-
compreender um poeta vagabundo,
que distraĂdo vai chutando o mundo
e brincando de ciranda com o vento?
Â
â SĂł penso em vocĂȘ garota. Os neurĂŽnios do meu Hipocampo se desfizeram de todas outras memĂłrias e se uniram apenas com memĂłrias suas, aqui sĂł tem teu sorriso, tua bela face e o som da tua voz, o resto foi preenchido com saudade.
â Desse jeito Ă© meu jeitoÂ
Eu fico aqui sĂł no meu mundo
VocĂȘ pode entrar nele se quiserÂ
Pode atĂ© tentar me compreenderÂ
E nĂŁo me ver como um ser absurdo
Sou autista sim e sou assimÂ
Deus cuida de vocĂȘ e de mim
Me respeita e me queira bemÂ
Eu sou gente e sinto tambĂ©mÂ
NĂłs somos todos diferentesÂ
Eu sou de tal forma ausenteÂ
AtĂ© mesmo sou um distanteÂ
Mas, me acolhe que existo
Tenho sim esse meu jeitoÂ
Mas mereço amor e respeitoÂ
â VocĂȘ nasceu pra brilhar! NĂŁo desista de ser luz na vida das pessoas sĂł porque alguĂ©m foi escuridĂŁo na tua.Â
