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Eu aprendi a ter
Tudo o que sempre quis
SĂł nĂŁo aprendi a perder
E eu que tive um começo feliz...
Do resto nĂŁo sei dizer
RarĂssimos sĂŁo os que querem ouvir opiniĂŁo.
Alguns poucos sĂł querem dizer o que pensam.
E outros mais sĂł querem ter razĂŁo.
Por favor...
Por favor...
JĂĄ que eu nasci, eu sĂł preciso de alguem
Alguem como eu, preciso com jeito
de me dar amor.
Me sinto sĂł... aaahhh...
Quero carinho
Por favor, eu tenho medo
NĂŁo to apelando pra ninguem
SĂł estou normal - te gritando
Por favor !!!
Estou sĂł !!!
"Ninguem pode me dar o que eu
sei que ninguem tem",
Mas...
Por favor !!! ĂŽ ĂŽ ĂŽ
olhe a vida !!!
Feitos pra sentir uma coisa que
nĂŁo existe.
Eu sĂł sei gritar...
nĂŁo sei cantar
AAAHHH !
NĂŁo vou cantar
Se posso gritar
AHHH !!!
E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima melhor. Que virou nada, vai ser assim, sempre é.
SĂł fico se eu puder ter a suĂte presidencial do seu coração. Enquanto vocĂȘ quiser me dar o quartinho da empregada eu tĂŽ fora.
Seduza, provoque, sinta, delire e saia antes de se apaixonar...
"Ficamos abraçados por horas. Meu coração não disparou e nem o dele. E só por isso o abraço durou tanto."
Visto que sĂł a catedral lhe bastava, voltava o rosto para os homens que o desprezavam. Aquelas figuras de santos, bispos, reis e mesmo as esculturas de monstros nĂŁo o assustavam. Era com elas, estĂĄtuas mudas, que QuasĂmodo se expandia e ficava horas a conversar.
SĂł porque era sĂĄbado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.
A perda do amor Ă© igual Ă perda da morte. SĂł que dĂłi mais. Quando morre alguĂ©m que vocĂȘ ama, vocĂȘ se dĂłi inteiro (a) mas a morte Ă© inevitĂĄvel, portanto normal. Quando vocĂȘ perde alguĂ©m que vocĂȘ ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo (a), hĂĄ entĂŁo uma morte anormal. O NUNCA MAIS de nĂŁo ter quem se ama torna-se tĂŁo irremediĂĄvel quanto nĂŁo ter NUNCA MAIS quem morreu. E dĂłi mais fundo - porque se poderia ter, jĂĄ que estĂĄ vivo (a). Mas nĂŁo se tem, nem se terĂĄ, quando o fim do amor Ă© NEVER.
Eu entro nesse barco, Ă© sĂł me pedir. Nem precisa de jeito certo, sĂł dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se vocĂȘ vai tambĂ©m. Porque sozinha, nĂŁo vou. NĂŁo tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu sĂł entro nesse barco se vocĂȘ prometer remar tambĂ©m.
Abaixo a razĂŁo e o pensamento! O negĂłcio Ă© sĂł sentir, meu irmĂŁo, sĂł sentir. Pensar jĂĄ era. Pensar acabou, nĂŁo se usa mais.
Eu nunca vou ver ninguĂ©m mais, Bella. Eu sĂł vejo vocĂȘ. AtĂ© quando eu fecho meus olhos e tento ver outra coisa. Pergunte ao Quil ou Embry, isso deixa eles todos loucos.
â SĂł depois de viver mais ou melhor, conseguirei a desvalorização do humano, dizia-lhe Joana Ă s vezes. Humano â eu. Humano â os homens individualmente separados.
EsquecĂȘ-los porque com eles minhas relaçÔes apenas podem ser sentimentais. Se eu os procuro, exijo ou dou-lhes o equivalente das velhas palavras que sempre ouvimos, "fraternidade", "justiça". Se elas tivessem um valor real, seu valor nĂŁo estaria em ser cume, mas base de triĂąngulo. Seriam a condição e nĂŁo o fato em si. PorĂ©m terminam ocupando todo o espaço mental e sentimental exatamente porque sĂŁo impossĂveis de se realizar, sĂŁo contra a natureza. SĂŁo fatais, apesar de tudo, no estado de promiscuidade em que se vive. Nesse estado transforma-se o Ăłdio em amor, que nunca passa na verdade de procura de amor, jamais obtido senĂŁo em teoria, como no cristianismo.
No fundo, hĂĄ sĂł uma verdade: me sinto sĂł.
Talvez seja essa a causa dos meus males.
Ou serĂĄ o desconhecimento do que sou, (...)
O que sei Ă© que as coisas que preocupam
podem ser resumidas em poucas palavras:
Deus, solidĂŁo. E no fundo, o que existe sou eu.
E, mesmo, quem jĂĄ nĂŁo desejou possuir um ser humano sĂł para si? O que, Ă© verdade, nem sempre seria cĂŽmodo, hĂĄ horas em que nĂŁo se quer ter sentimentos.
Eu presto atenção só por prestar atenção: no fundo eu não quero saber.
