đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
VocĂȘ nĂŁo precisa que todas as pessoas te aceitem
do modo como vocĂȘ Ă©.
VocĂȘ sĂł precisa encontrar
alguma extensĂŁo de vocĂȘ mesmo no universo.
NĂŁo precisa ser muito, nĂŁo precisa ser tanto.
E sendo apenas uma extensĂŁo de vocĂȘ mesmo,
também nem precisa ser muito bom
e, muitas vezes, uma Ășnica pessoa basta. :)
Catedral
O deserto
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e sĂł
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi vocĂȘ
TĂŁo longe de chegar
Mais perto de algum lugar
Ă deserto
Onde eu te encontrei
VocĂȘ me viu passar
Correndo sĂł
Nem pude ver
Que o tempo Ă© maior
Olhei pra mim
Me vi assim
TĂŁo perto de chegar
Onde vocĂȘ nĂŁo estĂĄ
No silĂȘncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
SolidĂŁo
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desĂĄgua
Dentro de mim
AmanhĂŁ devagar
Me diz
Como voltar
Ă deserto
Onde eu te encontrei
VocĂȘ me viu passar
Correndo sĂł
Nem pude ver
Que o tempo Ă© maior
Olhei pra mim
Me vi assim
TĂŁo perto de chegar
Onde vocĂȘ nĂŁo estĂĄ
No silĂȘncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
SolidĂŁo
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e desĂĄgua
Dentro de mim
AmanhĂŁ devagar
Me diz
Como voltar
Se eu disser
Que foi por amor
NĂŁo vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
NĂŁo foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi vocĂȘ
TĂŁo longe de chegar
Mais perto de algum lugar...
Cansei de me contar um personagem só para que suspirar não seja um simples movimento involuntårio. Cansei de me contar uma história linda, só para que os dias não corram sem magia e sem a certeza de um grande final de filme. Quero descansar meu coração de saco cheio das minhas invençÔes e precisando se preparar para viver algo de verdade.
Nos apaixonamos quando conhecemos as virtudes,
mas sĂł aprendemos a amar, de verdade,
quando conhecemos os medos, as fraquezas, e os defeitos.
Mas eu nĂŁo pensava em sacanagem nenhuma. SĂł queria ficar perto dela. No mĂĄximo, deitar abraçado com ela. Na mesma cama. Nem um beijo, nada. SĂł um abraço, bem apertado. RidĂculo, ridĂculo. Eu era meio retardado, acho.
Jamais essa mulher nascerå. Só de uma rede de laços se pode nascer. Ela continuarå a ser semente abortada, poder por empregar, alma e coração secos. Ela hå-de envelhecer funebremente, entregue à vaidade das suas capturas.
Tu nĂŁo podes atribuir nada a ti prĂłprio. NĂŁo Ă©s cofre nenhum. Ăs o nĂł da diversidade. O templo, tambĂ©m Ă© sentido das pedras.
Hoje eu acordei com sono e sem vontade de acordar
o meu amor foi embora e sĂł deixou pra mim
um bilhetinho todo azul com seus garranchos
Que dizia assim "Chuchu vou me mandar!"
Ă© eu vou pra Bahia (pra bahia) talvez volte qualquer dia
o certo Ă© que eu tĂŽ vivendo eu tĂŽ tentando Uuu!!!
Nosso amor, foi um engano
Eu só tenho uma grande ambição em minha vida,
que Ă© entre as ambiçÔes a mais impossĂvel e desmedida:
eu quero ser como o vento, livre, etéreo,
e nunca parar de soprar...
SĂł de ouvir a tua voz eu jĂĄ me sinto bem
Mas se Ă© difĂcil pra vocĂȘ, tudo bem
Muita gente de diverte com o que tem
SĂł por uma noite
O ANDAIME
O tempo que eu hei sonhado
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi sĂł a vida mentida
De um futuro imaginado!
Aqui Ă beira do rio
Sossego sem ter razĂŁo.
Este seu correr vazio
Figura, anĂŽnimo e frio,
A vida vivida em vĂŁo.
A 'sp'rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobre mais que minha 's'prança,
Rola mais que o meu desejo.
Ondas do rio, tĂŁo leves
Que nĂŁo sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam - verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer.
Gastei tudo que nĂŁo tinha.
Sou mais velho do que sou.
A ilusĂŁo, que me mantinha,
SĂł no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou.
Leve som das ĂĄguas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida!
Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava jĂĄ perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido.
Som morto das ĂĄguas mansas
Que correm por ter que ser,
Leva não só lembranças -
Mortas, porque hĂŁo de morrer.
Sou jĂĄ o morto futuro.
SĂł um sonho me liga a mim -
O sonho atrasado e obscuro
Do que eu devera ser - muro
Do meu deserto jardim.
Ondas passadas, levai-me
Para o alvido do mar!
Ao que nĂŁo serei legai-me,
Que cerquei com um andaime
A casa por fabricar.
Fernando Pessoa
Humildade como técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não tão grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, e, com todo o atraso que o erro då à vida, faz perder muito tempo.
Tenho dito tantas vezes, quanto sofro sem sofrer, que me canso dos revezes, que sonho sĂł para os nĂŁo ter.
A verdade do mundo Ă© impalpĂĄvel. (...)
InĂștil querer: sĂł vem quando quer e espontaneamente. (...)
Habituar-se Ă felicidade seria um perigo. FicarĂamos mais egoĂstas, porque as pessoas felizes o sĂŁo, menos sensĂveis Ă dor humana, nĂŁo sentirĂamos a necessidade de procurar ajudar os que precisam â tudo por termos na graça e a compensação e o resumo da vida.
