Carl Spitteler
A bússola da compaixão não pergunta o que é bom para mim, mas o que é bom. Não o que é melhor para mim, mas o que é melhor. Não o que é certo para mim, mas o que é certo. Não quanto podemos retirar, mas quanto devemos deixar para os outros e quanto podemos dar. Não o que é fácil, mas o que vale a pena. Não o que é prático, mas o que é moral.
Não quero dizer que valorizo a vida de um peixe ou de um pássaro da mesma forma que valorizo a vida humana, mas sua presença no mundo tem tanta validade quanto a nossa. Talvez mais: eles chegaram primeiro; eles são fundamentais para nós. Eles pegam apenas o que precisam. Eles são compatíveis com a vida ao seu redor.
A forma do mundo em que nasceu já é inata no homem, como imagem virtual.
A natureza atinge o seu ápice nos humanos, mas a consciência humana não tem a sua essência em si ou na natureza.
Admiro a sabedoria do Criador, que se manifesta de tantos modos diversos e o demonstra aos outros.
Se os nomes são desconhecidos, o conhecimento das coisas também desaparece.
Ao homem do Ocidente o absurdo de um universo simplesmente estático é intolerável. É preciso pressupor-lhe um sentido. O oriental não tem necessidade alguma de tal pressuposto, pois que ele incorpora esse sentido. Enquanto o ocidental quer completar o sentido do mundo, o oriental esforça-se por realizar esse sentido no homem, despojando-se ele mesmo do mundo e da existência (Buda).
Daria razão tanto a um como a outro. Porque o ocidental me parece sobretudo extrovertido e o oriental introvertido. O primeiro projeta o sentido, isto é, coloca-o nos objetos; o segundo sente-o em si mesmo.
Pensar é difícil, por isso, deixe o rebanho julgar!
Saber muito não lhe torna inteligente.
A inteligência se traduz na forma como você recolhe, julga, maneja e, sobretudo, onde e como aplica essa informação.
Podemos julgar nossos processos pela coragem dos nossos questionamentos e pela profundidade de nossas respostas
Nota: Adaptação de outro pensamento do cientista.
Em cada adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre em processo de se tornar, nunca é completado, e que exige um carinho, atenção e educação sem fim. Essa é a parte da personalidade que deseja se desenvolver e se tornar inteira.
Atribuo um enorme valor ao fato de poder me permitir compreender uma outra pessoa.
Se ansiamos que nosso planeta seja importante, há algo que podemos fazer quanto a isso. Podemos fazer com que ele seja significativo com a coragem de nossas perguntas e a profundidade de nossas respostas.
O vento? Eu sou o vento. O mar e a lua. Eu sou o mar e a lua. Lágrimas, amor dor, vôos de pássaros?
Eu sou todos eles. Eu danço o que sou. O pecado, a fuga, a oração, a luz que nunca foi em terra ou no mar? Eu danço o que sou.
"Aquele que é verdadeira e desesperançadamente pequeno sempre arrastará a revelação daquilo que é maior para o nível da sua pequenez e jamais entenderá que o dia do julgamento da sua pequenez já amanheceu."
Quando, finalmente, deparamos com o verdadeiro sentido de um sonho, já penetramos no âmago dos segredos de quem sonhou e vemos, cheios de espanto, como um sonho aparentemente desprovido de sentido é engenhoso e só exprime coisas graves e importantes.
Normal é a pessoa que simplesmente consegue viver, quaisquer que sejam as circunstâncias, contanto que lhe sejam garantidas as condições mínimas de vida.
O conceito de Deus é simplesmente uma função psicológica necessária, de natureza irracional, que absolutamente nada tem a ver com a questão da existência de Deus. O intelecto humano jamais encontrará uma resposta para esta questão.
A questão da existência de Deus não tem resposta possível.
