Carl Spitteler
“What an astonishing thing a book is. It's a flat object made from a tree with flexible parts on which are imprinted lots of funny dark squiggles. But one glance at it and you're inside the mind of another person, maybe somebody dead for thousands of years. Across the millennia, an author is speaking clearly and silently inside your head, directly to you. Writing is perhaps the greatest of human inventions, binding together people who never knew each other, citizens of distant epochs. Books break the shackles of time. A book is proof that humans are capable of working magic.”
E mesmo que a psique fosse apenas um produto da vontade, ainda assim ela não estaria fora dos limites da natureza.
As pessoas sempre me disseram que um lobo olha através de você. Mas você sabe o que eu acho? Isso é porque p lobo não está interessado em você. É sempre difícil para os humanos aceitarem que não somos a coisa mais importante que alguém já viu.
O sentido de minha existência residir no fato da vida coloca-me uma questão. Ou, inversamente, sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der.
Na realidade, não hesitamos em fazer as coisas mais absurdas a fim de escapar à própria alma.
A admiração que sentimos diante das grandes organizações vacila quando nos inteiramos do outro lado de tais maravilhas: o tremendo acúmulo e intensificação de tudo o que é primitivo no homem, além da inconfessável destruição de sua individualidade, em proveito do monstro disfarçado que é toda grande organização.
O homem de hoje, que se volta para o ideal coletivo, faz de seu coração um antro de criminosos.
Isto pode ser facilmente verificado pela análise de seu inconsciente, ainda que este não o perturbe. Se a “adaptação” ao seu ambiente é normal, nem mesmo a maior infâmia de seu grupo o perturbará, contanto que a maioria dos companheiros esteja convencida da alta moralidade de sua organização social.
Pois bem, tudo o que eu disse acerca da influência da sociedade sobre o indivíduo é igualmente válido no que concerne à influência do inconsciente coletivo sobre a psique individual. Entretanto, ficou bem claro, através dos exemplos mencionados, que esta última influência é tão invisível quanto a primeira é visível.
Disto resulta que os efeitos internos (do inconsciente coletivo sobre a psique individual) parecem incompreensíveis e as pessoas que sofrem tal influência são catalogadas como casos patológicos e tratadas como se fossem loucas. E se houver entre elas um verdadeiro gênio, tal fato só será reconhecido na geração seguinte, ou mesmo mais tarde.
Parece-nos muito natural que alguém se afogue na própria dignidade; mas que busque algo diverso das coisas desejadas pela multidão, e mesmo desapareça nesse anseio, é um fato difícil de aceitar.
Deveríamos desejar a ambos o “humor” que – segundo Schopenhauer –, sendo um atributo verdadeiramente divino do homem, é a única coisa que lhe permite manter a alma em liberdade.
Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa.
Em geral o homem atribui grande importância aos laços afetivos. Ora, estes encerram sempre projeções que é preciso retirar e recuperar para chegar ao si mesmo e à objetividade. As relações afetivas são relações de desejo e de exigências, carregadas de constrangimento e servidão: espera-se sempre alguma coisa do outro, motivo pelo qual este e nós mesmos perdemos a liberdade.
O maior esforço dos estados totalitários destina-se a minar as relações pessoais através do medo e da desconfiança, para que surja uma massa atomizada onde a alma humana seja completamente sufocada. (...) A única possibilidade de deter esse processo é o desenvolvimento da consciência do indivíduo. Assim torna-se imune à sedução das organizações coletivas. Só assim fica preservada a alma, pois ela se baseia no relacionamento humano.
Minhas mandalas eram criptogramas relativos ao estado de si mesmo que me eram apresentados de novo a cada dia... Eu os guardava como pérolas preciosas... Tornava-se cada vez mais claro para mim que a mandala é o centro. É o expoente de todos os caminhos. É o caminho para o centro, para a individuação.
Uma pessoa olha para trás com apreciação para os professores brilhantes, mas com gratidão àqueles que tocaram nossos sentimentos humanos. O currículo é tanto material bruto necessário, mas o calor é o elemento vital para a planta em crescimento e para a alma da criança.
Nos caminhos da vida, nos encontramos incessantemente conosco mesmos, sob mil disfarces diferentes.
Em geral, um ou dois indivíduos dotados de uma intuição particularmente poderosa tomam consciência de mudanças ocorridas no inconsciente coletivo e traduzem em ideias comunicáveis.
Quando você faz uma descoberta – mesmo se você for a última pessoa na Terra a ver a luz – você jamais vai se esquecer.
