Carl Spitteler
“Um país que publica as obras completas de Antonio Gramsci, Carl Gustav Jung ou Simone de Beauvoir antes de possuir sequer uma tradução integral de Platão e Aristóteles, é que aposta muito mais na superfície do dia do que nas correntes profundas da História”.
Parafraseando Carl Jung: Até você se tornar plenamente livre, consciente e independente, o inconsciente, o involuntário e o imprevisível irão dirigir sua vida. E você vai chamá-los de destino, sorte e coincidência
Ann Druyan, talking about her husband, Carl Sagan
“When my husband died, because he was so famous & known for not being a believer, many people would come up to me — it still sometimes happens — & ask me if Carl changed at the end & converted to a belief in an afterlife. They also frequently ask me if I think I will see him again. Carl faced his death with unflagging courage & never sought refuge in illusions. The tragedy was that we knew we would never see each other again. I don’t ever expect to be reunited with Carl. But, the great thing is that when we were together, for nearly twenty years, we lived with a vivid appreciation of how brief & precious life is. We never trivialized the meaning of death by pretending it was anything other than a final parting.
Every single moment that we were alive & we were together was miraculous — not miraculous in the sense of inexplicable or supernatural. We knew we were beneficiaries of chance…that pure chance could be so generous & so kind…that we could find each other, as Carl wrote so beautifully in Cosmos, you know, in the vastness of space & the immensity of time…that we could be together for twenty years. That is something which sustains me & it’s much more meaningful.
The way he treated me & the way I treated him, the way we took care of each other & our family, while he lived. That is so much more important than the idea I will see him someday. I don’t think I’ll ever see Carl again. But I saw him. We saw each other. We found each other in the cosmos, and that was wonderful.“
O Homem mais rico
Um rico fazendeiro chamado Carl freqüentemente cavalgava em torno de sua vasta propriedade, congratulando a si mesmo por sua grande riqueza.
Um dia, em uma destas cavalgadas, viu Hans, um velho arrendatário. Hans estava sentado sob uma árvore quando Carl passou. À inquisição de Carl, Hans respondeu,
- Estou apenas agradecendo à Deus por meu alimento.
Carl protestou,
- Se isto fosse tudo o que eu tivesse para comer, eu não me sentiria tão grato.
Hans respondeu,
- Deus me deu tudo o que necessito, e sou grato por isso.
O velho e pobre fazendeiro ainda acrescentou,
- É estranho você passar por mim exatamente hoje, porque eu tive um sonho na noite passada. Em meu sonho uma voz me disse que o homem mais rico do vale morrerá hoje à noite. Eu não sei bem o que significa, mas acho que eu tinha que lhe contar.
Carl gritou,
- Sonhos são absurdos!
E num galope enfurecido, se afastou. Mas não conseguia esquecer-se das palavras de Hans: "o homem mais rico do vale morrerá hoje à noite".
Era, obviamente, o homem mais rico do vale, assim convocou seu médico até sua casa. Carl contou ao médico o que ouvira de Hans. Após um exame completo, o médico disse ao rico fazendeiro,
- Carl, você está tão forte e saudável quanto um jovem cavalo. Não há como você morrer esta noite.
Por garantia, o médico ficou com Carl, e jogaram cartas durante a noite. Na manhã seguinte o médico se foi após Carl desculpar-se por lhe dar tanto trabalho apenas baseado em um sonho de um velho.
Por volta das nove horas da manhã, um mensageiro chegou à porta de Carl.
- O que quer? Carl perguntou.
O mensageiro explicou,
- É para trazer-lhe notícias sobre o velho Hans.
Ele morreu durante o sono nesta última noite.
Que a nossa existência seja para acolher a verdadeira manifestação de nós.
Para Carl Gustav Jung quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro desperta.
Visão de que mascaramos nossa existência Vivendo de acordo com os padrões sociais .
Temos que escolher os locais mais bem frequentados, produtos de grifes, veículos e moradia de luxo, acumularmos títulos para sermos reconhecidos pelo conhecimento adquirido, precisamos manter a forma e aparência física ideal, entre tantas outras coisas. É claro que essa não é uma realidade para todos, mas é o que a maioria das pessoas almejam, enfim, existimos para compormos uma teia de superficialidades, passamos a vida correndo em círculo, sendo escravizados por uma existência vazia, embasada em papéis ou posições sociais, posses, aceitação e reconhecimento externo que trás uma falsa sensação de realização.
Mas tendo alcançado tais realizações ou não, no final das contas nada disso faz diferença, pois a verdadeira realização vem de dentro, vem do encontro com a nossa essência, vem da descoberta daquilo que há de genuíno em nós, da aceitação das nossas limitações, fragilidades, imperfeições, vem da liberdade de podermos ser apenas nós mesmos, sem medo dos olhares externos reprovadores.
Nada pode ser mais valioso do que podermos viver livremente, sem medo, sem necessidade de corresponder às expectativas alheias, entendendo que essa vida é passageira e estamos aqui apenas de passagem.
Carl Jung certa vez afirmou que a solidão pode se tornar viciante e que, ao convivermos longamente com ela, passamos a evitar em lidar com pessoas.
Nesse sentido, é justamente pela experiência da solidão que pode nascer o desejo pela solitude. A solitude, portanto, apresenta-se como uma ferramenta fundamental para nos libertar tanto do apego excessivo às pessoas, sustentado pelo medo de estar só, quanto da fixação nos bens e valores materiais deste mundo.
A obra O Homem e seus Símbolos, de Carl Gustav Jung, não é apenas um estudo psicológico, é um chamado ao despertar da consciência. Jung nos ensina que o maior desconhecido do homem não é o universo exterior, mas o universo interior.
Vivemos em uma época que valoriza o que é visível, mensurável e racional. Contudo, Jung revela que a psique humana é tecida por símbolos imagens que brotam dos sonhos, dos mitos, das religiões e até das experiências cotidianas. O símbolo não é fantasia; é linguagem da alma. Ele expressa aquilo que a razão ainda não consegue traduzir.
O homem que perdeu o diálogo com o invisível:
Quando o ser humano deixa de prestar atenção aos seus sonhos, ele perde o diálogo com o inconsciente. E ao perder esse diálogo, torna-se fragmentado. Jung ensina que o inconsciente não é inimigo; ele é complementar.
Assim como o dia precisa da noite, a consciência precisa do inconsciente. Negar essa dimensão é como tentar viver apenas com metade da própria alma.
Quantas decisões tomamos sem saber por quê?
Quantas reações exageradas revelam feridas não reconhecidas?
Jung nos ensina que aquilo que ignoramos em nós ganha força. O que não é iluminado, governa.
A sombra: o mestre oculto:
Entre os ensinamentos mais profundos está o conceito da Sombra. A sombra não é maldade pura; é tudo aquilo que recusamos aceitar em nós. Medos, invejas, desejos, fragilidades.
O problema não é possuir sombra todo ser humano possui. O problema é projetá-la no mundo.
Quando acusamos o outro com intensidade desproporcional, muitas vezes estamos enxergando nele o que reprimimos em nós. A verdadeira transformação começa quando temos coragem de dizer:
“Isso também vive dentro de mim.”
Esse reconhecimento não nos diminui nos torna inteiros.
Individuação: tornar-se quem se é
Jung ensina que o objetivo da vida psíquica é a individuação: o processo de integrar todas as partes do ser. Não se trata de perfeição, mas de totalidade.
A individuação exige:
enfrentar a própria sombra,
reconhecer o feminino e o masculino interior,
dialogar com os símbolos da própria história.
É um caminho de maturidade espiritual.
É sair da superficialidade e assumir a responsabilidade pelo próprio crescimento.
O símbolo como caminho espiritual.
Mesmo sem propor religião, Jung abre uma dimensão profundamente espiritual. Ele mostra que o ser humano precisa de significado. Quando os símbolos religiosos são esvaziados, surgem substitutos: ideologias, fanatismos, idolatrias modernas.
O símbolo saudável eleva.
O símbolo inconsciente domina.
Por isso, o autoconhecimento não é luxo intelectual é necessidade ética.
“O Homem e seus Símbolos” nos ensina que a alma fala.
Ela fala nos sonhos.
Fala nas emoções intensas.
Fala nos conflitos repetidos.
Ignorá-la é adoecer.
Escutá-la é amadurecer.
A grande lição é simples e profunda:
O ser humano não é apenas aquilo que pensa ser. Ele é também aquilo que teme, deseja, reprime e sonha.
E talvez o ensinamento mais transformador seja este:
Quem aprende a dialogar com seus símbolos deixa de ser vítima do próprio inconsciente e passa a ser autor da própria história.
Carl G. Jung, psiquiatra e pai psicologia analítica, disse: “a solidão é perigosa e viciante, quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas.”
Quem estava certa era filósofa minha avó: “na vida, nem tanto ao mar, nem tanto a terra, tudo em excesso faz mal.”
Atribui-se a Carl G. Jung a seguinte frase: "A solidão é perigosa e viciante. Quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas."
A solidão oferece paz, silêncio e autoconhecimento. Porém, quando se torna morada definitiva, afasta-nos da convivência, dos afetos e da própria vida.
Quem sempre esteve certa era minha avó, filósofa da simplicidade: "Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Tudo em excesso faz mal."
"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro de si, desperta."
(Carl Jung)
Agora, responda essa pergunta para si e procure achar razão para essa resposta:
Do que você tem saudade?
Vamos repensar?
Carl Jung — “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você chamará isso de destino.”
“Muitos chamam de destino aquilo que nunca tiveram coragem de confrontar dentro de si. A consciência é o momento em que o ser humano deixa de ser conduzido pelas próprias sombras e começa a escolher seus caminhos.”
Carlos Eduardo Balcarse
Nem toda explicAÇÃO explica; algumas apenas organizam a confusÃO até ela parecer razÃO.
Carlos Eduardo Balcarse
A resposta instantânea pode economizar minutos e custar anos de capacidade não exercitada.
Carlos Eduardo Balcarse
Desempenho assistido pode parecer competência até o dia em que a assistência é retirada.
Carlos Eduardo Balcarse
A ferramenta que facilita o fazer não pode nos impedir de descobrir se ainda sabemos FAZER.
Carlos Eduardo Balcarse
O sentimento pode ser verdadeiro sem que a interpretação que fazemos dele seja VERDADEira.
Carlos Eduardo Balcarse
