Camilo jose cela

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Posso falar de morte enquanto vivo?
Posso ganir de fome imaginada?
Posso lutar nos versos escondido?
Posso fingir de tudo, sendo nada?

Posso tirar verdades de mentiras,
Ou inundar de fontes um deserto?
Posso mudar de cordas e de liras,
E fazer de má noite sol aberto?

Se tudo a vãs palavras se reduz
E com elas me tapo a retirada,
Do poleiro da sombra nego a luz
Como a canção se nega embalsamada.

Olhos de vidro e asas prisioneiras,
Fiquei-me pelo gosto de palavras
Como rasto das coisas verdadeiras.

José Saramago
Os Poemas Possíveis

O deus mercado organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos frustração, pobreza e autoexclusão

Nunca esperei nada da vida, por isso tenho tudo.

José Saramago
As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Amor, paz e saúde é tudo que eu peço, o resto corro atrás.

Aquela troca de olhares. Aqueles sorrisos sem jeito. Algum sentimento sentido. Pedaços de um amor escondido.

Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida.

Incompleto

Amar, sem ser amado
É como juli, sem ana
Maria, sem josé
Bruno, sem marrone
chitão, sem xororó
A lua, sem o sol
O laço, sem o nó
ver, sem perceber
Correr, sem se mexer
Olhar, sem poder ver
E eu, sem ter você

JOSÉ

E agora, José?
A copa acabou,
a luz não pagou,
o juro subiu,
o boleto expirou,
e agora, José?
e agora, você?
Você, que é um número,
só um entre tantos
Você que faz empréstimos,
que compra, ostenta?
e agora, José?

Está sem sindicância,
está sem recurso,
está sujinho,
já não pode efetivar,
já não pode parcelar,
discutir já não pode,
a inflação aumentou,
o reajuste não veio,
o concurso público não veio,
o hexa não veio,
não veio a aposentadoria
e a corrupção dominou,
a justiça aboliu,
dr Enéas morreu,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce jornada,
seu direito de férias,
sua multa de rescisão,
sua Unimed,
sua bolsa de estudo
seu seguro desemprego,
sua gratificação,
seu 13°, - e agora?

Com direito a escolher
quer eleição,
não existe eleição;
quer votar,
mas o golpe forjou;
quer atravessar a fronteira,
O Sem fronteiras não há mais!
José, e agora?

Se você implorasse,
se você concordasse,
se você aumentasse,
a hora extra,
se você negociasse,
se você mendigasse,
se você protestasse...
Mas você não faz greve,
você tem orgulho, José!

Dobrando o turno
Qual um escravo,
sem segurança
sem hora almoço
para descansar,
sem conta poupança
que desafogue,
você tributa, José!
José, para quem?

Para aqueles que vivem de finais de semana
"E agora José?
O carnaval acabou
A felicidade se foi
O final de semana passou
E a segunda chegou.
Sua angústia se apresenta
Covarde de sua existência
Vive amargurado por vender sua força de trabalho
Nunca serás homem
Tampouco mulher
Serás sempre escravo
Tanto de si quanto dos outros
Pois inerte em festinhas e baladas
Se perde na ilusão de suas próprias mentiras".

JOSÉ BONIFÁCIO

De tantos olhos que o brilhante lume
Viram do sol amortecer no ocaso,
Quantos verão nas orlas do horizonte
Resplandecer a aurora?

Inúmeras, no mar da eternidade,
As gerações humanas vão caindo;
Sobre elas vai lançando o esquecimento
A pesada mortalha.

Da agitação estéril em que as forças
Consumiram da vida, raro apenas
Um eco chega aos séculos remotos,
E o mesmo tempo o apaga.

Vivos transmite a popular memória
O gênio criador e a sã virtude,
Os que o pátrio torrão honrar souberam,
E honrar a espécie humana.

Vivo irás tu, egrégio e nobre Andrada!
Tu, cujo nome, entre os que à pátria deram
O batismo da amada independência,
Perpetuamente fulge.

O engenho, as forças, o saber, a vida
Tu votaste à liberdade nossa,
Que a teus olhos nasceu, e que teus olhos
Inconcussa deixaram.

Nunca interesse vil manchou teu nome,
Nem abjetas paixões; teu peito ilustre
Na viva chama ardeu que os homens leva
Ao sacrifício honrado.

Se teus restos há muito que repousam
No pó comum das gerações extintas,
A pátria livre que legaste aos netos
E te venera e ama,

Nem a face mortal consente à morte
Que te roube, e no bronze redivivo
O austero vulto restitui aos olhos
Das vindouras idades.

“Vede (lhes diz) o cidadão que teve
Larga parte no largo monumento
Da liberdade, a cujo seio os povos
Do Brasil te acolheram.

Pode o tempo varrer, um dia, ao longe,
A fábrica robusta; mas os nomes
Dos que o fundaram viverão eternos,
E viverás, Andrada!”

Machado de Assis
Obra Completa, Machado de Assis, vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Eu mudei de sexo, não de coração.
(María José)

E agora José? O carnaval acabou, o dinheiro também e o que ficou?... Sobraram as cinzas! Boa noite.

Uma Feliz Páscoa! E que você nunca desista de seus sonhos...

Para um José sonhador: Deus tem uma cadeira de Governador;
Para uma Jacó que luta com o anjo: Deus tem um novo nome de Vencedor;
Para uma Ana perseverante: Deus tem um menino Profeta;
Para um Davi guerreiro e ungido: Deus tem a pedrinha que nunca Erra;
Para um Moisés obediente: Deus tem um cajado que abre o mar;
Para três jovens corajosos: Deus tem um passaporte para dentro do fogo passear;
Para quem tem sonhos: Deus tem Realização;
Para quem tem Fé: Deus tem sua poderosa mão;
Para quem tem Esperança: Deus tem honra e Restauração:
Para quem luta e não recua: Deus tem a unção de Campeão!

e o nome dele é José, José Cuervo!

Johnnie tentou, Jack nem chegou perto...

Salomão teve mil mulheres e nunca foi feliz como José, que teve apenas uma! Mil mulheres erradas não fazem o papel de uma certa!

Fiz café para o João e o José Carlos, que hoje completa 10 anos. Eu apenas posso dar-lhes os parabéns, porque hoje nem sei se vamos comer.

E agora JOSÉ?
Sera que vale a pena trocar seu ano novo agito e sei lá mais o que, por u bom livro, um filme um Cappuccino e qualquer coisa que engorde?
José meu ajuda!
José,
José,
você não ajudou nada, só me deixou mais confuso...José vai tomar banho, cansei de você também, volta pro teu pai Drummond que é teu lugar...
VAI!
VAI!!!
Ja foi??
...
?Não volta, volta José, não me deixe aqui sozinho, por que depois da fúria...depois da fúria vem a solidão...

Você nunca se sente tão só e vulnerável do que quando se assume e diz quem é.
(María José)

E agora José ?
Se este é o paraíso, ainda não sei
Encantei-me e já me adentrei
Nesta chuva já me molhei
Dei e me lambuzei
Gostei, pedi bis
Está-se certo ou errado
Fui eu que assim quis.

Libertação

À José Martí

Dar a vida pelo país,
Jorra o sangue em defesa do povo,
Lutar de corpo e alma, eis a vida
De quem batalha.
Querer a liberdade, e ser livre
Para escolher entre a liberdade
E a prisão libertar e libertar-se.
Eis, poesia a libertação,
Eis o amor a libertação,
Eis a vida em busca de liberdade,
Eis o viver a libertação,
Eis, viver e correr o risco.
Querer ser livre e ser livre
Sem roubar o direito do outro.
Revolucionar coletivamente,
Junto com o povo.
Saber que numa nação tem vida,
E preservar a vida é muito importante,
É lutar pelo porvir, e buscar o sorriso
Das crianças brincando na rua
Livremente.