Camilo jose cela
O coração é sempre verdadeiro, não diz senão o que sentiu; e o sentimento, qualquer que ele seja, tem a sua beleza.
“Porque a vida é um verdadeiro caos onde ele está perdido. O homem suspeita disso; mas tem pavor de se encontrar cara a cara com essa realidade terrível, e procura ocultá-la com uma cortina fantasmagórica, onde tudo está muito claro. Não se importa que suas ‘ideias’ não sejam verdadeiras; usa-as como trincheiras para se defender da sua vida, como rompantes para afugentar a realidade.
O homem de cabeça clara é aquele que se liberta dessas ‘ideias’ fantasmagóricas e olha a vida de frente, e assume que tudo é problemático nelas, e se sente perdido. Como isso é a pura verdade – a saber, que viver é se sentir perdido --, aquele que o aceita já começou a se encontrar, já começou a descobrir sua autêntica realidade, já está em terra firme. Instintivamente, como o náufrago, buscará algo a que se agarrar, e essa busca trágica, peremptória, absolutamente veraz, porque se trata de salvar-se, o fará ordenar o caos de sua vida.
Essas são as únicas ideias verdadeiras: as ideias dos náufragos. O resto é retórica, postura, farsa íntima. Aquele que não se sente verdadeiramente perdido, perde-se inexoravelmente; quer dizer, jamais se encontra, nunca encara a própria realidade.”
Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.
Espírito Santo de Deus,
Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Nós te pedimos e agradecemos:
Pelo alimento diário em nossas mesas.
Pela nossa saúde e de nossos familiares.
Pelo trabalho digno à todas as pessoas.
Pelo amor fraternal nos corações.
Pela luz espiritual para nos livrar das trevas.
Pela coragem para enfrentarmos as batalhas.
Pela fé para superarmos as barreiras do mundo.
Pelos amigos que conquistamos ao longo da vida.
Pelos inimigos que nos fazem crescer e fortalecer.
Pelas derrotas que nos ensinam a ser mais humildes.
E por todas as nossas vitórias.
Diante de tantas adversidades...
E pelo maravilhoso Dom da vida.
Tudo isso te pedimos e agradecemos.
Porque teu é o poder a honra e a glória.
Para todo o sempre... amém!
TRIBUTO A CHICO XAVIER
Quanto mais te olho,
Tanto mais me observo.
Quanto mais te aceito,
Tanto mais me entendo.
Tuas palavras, irmão querido,
Não são tuas palavras,
São pensamentos articulados
De outros Deuses.
Vives comigo, contudo
Não habitas minha morada,
Vagas por prados e campos
De outras esferas.
Tua dimensão é a dimensão do amor
Que gostaria de visitá-la
Ainda que fosse em sonhos.
Diga-me, irmão querido:
Quem coloriu de serenidade tua aura?
Quem te legou esta leveza tanta
E esta humildade santa?
Ah! Irmão, me diz uma canção bonita,
Destas que a gente acredita existir
Como um mantra,
Para proteger da tempestade,
O irmão dileto, para lhe fortalecer
No pântano das convicções enganosas,
Para lhe mostrar,
Uma brecha no nevoeiro...
Tributo a Chico Xavier – (1910+2002)
Escrita em 2002 (Chico já hospitalizado)
O câncer irá me matar? Talvez. Mas durante um bom tempo ele vai ficar se perguntando quantos mais iguais a este velho chato. Porque eu irei lutar.
Depoimento de um LGBT - Direitos Iguais
Todos dizem apoiar nossa causa
Mas ainda sim, a cada dez minutos um de nós é morto
Querem me matar por ser homem e usar saia
E onde fica aquele papo de "eu sou livre", "eu escolho"
Não precisamos da "aceitação" de povo
Nós só queremos as mesmas igualdades sociais
Pois vivemos negando quem somos
Por medo de homofóbicos, preconceituosos e até policiais
Concluo que eu não preciso ser "aceito"
O que eu preciso é de compaixão e respeito
Pois só assim poderei viver em paz
Em um mundo onde reina o ódio e preconceito.
No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto, pensei em escrever uma carta para Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu.
Nota: Trecho do roteiro do filme "Memórias Póstumas", inspirado no livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis. O roteiro do filme é de André Klotzel e os diálogos são de José Roberto Torero.
...MaisJá não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.
A imaginação é um prisma brilhante, que reflete todas as cores que decompõem os menores átomos de luz, que faz cintilar um raio de pensamento por cada uma de suas facetas diáfanas.
O Machado era de Assis, a Rosa do Guimarães, a Bandeira do Manuel. Mas feliz mesmo era o Jorge, que era Amado.
O homem é que faz sua profissão; a sua inteligência é que a eleva; a sua honestidade é que a enobrece.
É o entusiasmo que faz o poeta e o artista, o sábio e o guerreiro; é o entusiasmo que faz o homem-ideia diferente do homem-máquina.
Meus olhos sangram, do veneno que sai de tua boca.
Meu coração é mel do fel de teu olhar
e eu sofrendo por te amar!
