Almeida garrrett
Quem corre à tua frente não te valoriza.
Quem anda à tua retaguarda não te merece.
Quem caminha contigo é digno do que tens dentro de ti e de ti.
Foram várias e incansáveis as oportunidades que te dei. Umas seguindo-se a outras. Quanto mais eu corri, mais tu fugiste. Perdoo. Claro que sim. Sem vacilar. Perdoo a ti e a todos os que contigo fugiram. Mas sobretudo perdoo a mim mesma. Por me ter negado à tua negação. Não te lamentes. Não perto de mim. Eu sou minha. E só Deus sabe o que necessito. Mesmo guardando-te no coração, quem não corre mais atrás sou eu. Nem de ti. Nem de ninguém. Seja por amor. Seja por amizade. NUNCA MAIS. Não o quiseste magoar? Mas fizeste-o. Peço a Deus que ninguém magoe o teu. Sê feliz. Não deixo de acreditar no amor, mas, se o amanhã existir e se nesse amanhã precisares de mim, talvez eu esteja já cansada demais e talvez eu já me encontre muito para além do teu inequívoco alcance. Mesmo nunca tendo sido, perdeste-me aos poucos. Procurei-te durante tanto tempo e em tantos outros espaços, no mundo e na vida, amantes de outras existências esquecidas e agora reencontradas. Mas… entende. Quem ama quer estar, não quer ir, não precisa de tempo, não promove a distância e nem vive de incertezas. Quem ama procura o abraço que faltou e o sorriso que nunca chegou a acontecer. Quem ama sabe o que quer e quando quer.
Sonharei enquanto puder acreditar, sei o que quero e aonde pretendo chegar.
Tenho toda uma vida à minha frente.
Não tenho que dar qualquer motivo para que alguém goste de mim. Sou o que sou. Não me sinto obrigada a prová-lo. Ou me vêem, ou permanecem de olhos fechados.
Obrigada por tudo, Deus, e se de alguma forma Te desiludi, perdoa o meu coração tonto, pois na minha alma permanece a luz com que me envolveste e na infância me protegeste.
Os alimentos são condutores maravilhosos que possibilitam a consciência mental virada para o humor enérgico e o bem-estar salutar.
Serei sempre a miúda de pés descalços, adornada pelo tapete de folhas soltas dos campos, tocando notas de viola para as límpidas e grandiosas nuvens do céu.
As experiências do passado são somente aceites por mim como aprendizagens na aplicação que delas faço no presente e nunca como mágoas centrifugadoras da roleta emocional que muitos fazem questão de acionar no seu dia a dia. Saber lidar com as minhas próprias emoções torna-me surpreendentemente real e serena porque as desnudo e as deixo fluir, não fazendo qualquer esforço para lutar com elas. Assim me equilibro por saber olhar para dentro de mim, fomentando prazeres constantes e praticando todas as simplicidades que só me fazem bem.
Quando não existe sintonia, não vale a pena edificar qualquer melodia, mesmo que esta seja tocada com as mais belas e as mais doces notas.
Quando me desligo do mundo é a minha vontade sem pressões a falar e a urgência do meu espaço pessoal que precisam de solidão, em plena aceitação de que sou livre para me afastar e livre para o fazer.
Adoro todos os dias da minha vida. Mesmo os cinzentos.
Bom mesmo é viver. Bom mesmo é rir. Bom mesmo é vestir-me todos os dias de alegria, deliciar-me com um café quentinho logo pela manhã, apreciar o mundo enquanto conduzo para o trabalho e alimentar-me com a música que toca dentro e fora de mim.
Bom mesmo é escrever, ler, pintar, tecer os meus passos de dança enquanto dou um toque mágico à casa, gargalhar com as peripécias dos meus animais, cozinhar enquanto entoo os sons loucos dos meus ritmos, correr, e, então, sob o suave e estrelado céu da noite, voar num baloiço até ao infinito, sentindo o cabelo soltar-se e sonhar os sonhos de Deus junto comigo.
Bom, mesmo, é isto. Apenas assim. Somente isto.
Acima de tudo, por sempre acreditar no amor, quero a beleza maravilhosa e simples de tudo o que existe em meu redor. Quero água. Quero sol. Quero fogo. Quero sempre sentir-me em tudo o que sonho, o que faço e o que toco. Quero que o bem me queira e quero querê-lo também. Assim floresço. E assim me permito florescer.
Nós oramos ao Senhor reconhecendo que só ele, e mais ninguém, pode resolver as dores do nosso coração. Porque a linguagem da oração ocorre num nível absolutamente pessoal e como um único propósito nos moldar e nos levar para Deus. Para esta realidade precisamos de sinceridade e honestidade diante do criador. Sejamos sinceros diante de Deus na nossa oração!
