Almeida garrrett
Sobre o silêncio...
Minha poesia vai dormir agora.
Ou silenciar com teu silêncio,
Aquele que teimas
Em "usar sabiamente"
E que me faz mal...
Silêncio sepulcral;
O meu sepulcro!
É lá que repousarei agora,
E por ora,
Minha poesia
Repousará...
Vivendo na Graça....
" Quando os seus olhos não enxerga nenhuma conquista na estrada da vida, silencie por algum tempo, e veja com os olhos da fé a ponte da graça.
Um tempo de observação!
Não são as curvas da vida que nos causa medo, mas as retas sem sinalizações, que nos permiti tudo. Lembre-se, tudo que é observado e pacificador.
Carinho.
Às vezes para chamar atenção jogamos rosas,
E algumas outras vezes lançamos CORAÇÕES........
Criança, ainda,
Já, com tanta bagagem!
Para fazer a viagem,
fostes deixado na estrada.
Seus pensamentos pueris,
não lhe acompanham os pés,
obrigados a crescerem com os revés
da vida...!
E ganhar o chão,
e o pão,
e a lida,
seja como for...
Obrigado fostes, a pisar firme, embora, errante,
hesitante,
ao primeiro tropeção!
Criança crescida!
Que cessem teus medos, tuas lágrimas,
tua dor...
E nunca teus sonhos;
E nunca o amor!
Não sou bailarina,
mas a vida me ensinou
a dançar
e a abusar dos ritmos.
Nem sempre conforme a música,
Apenas sigo dançando... [ao revés]
Dançando, vou atrás dos meus sonhos
a cada passo que dou;
a cada sopro de vida...
Que me anima os pés...
A quintessência,
o uno,
a menor partícula, eu ainda busco...
Pode ser que a encontre – ou não,
na pétala que não se abriu,
ou abriu e não ficou um só dia,
nem houve tempo,
porque assim estava escrito,
e caiu ao chão...
Por um átomo, um instante,
um clarão;
uma sentença!
Que eu não tenha compreendido...
E deixei passar...
A quintessência, eu ainda procuro...
Estaria ela, na incons-ciência
das coisas que guardo em minha despensa,
no escuro...?!
Só seremos grandes quando juntarmos nossas forças, só seremos mais, quando não tornarmos o outro menos. Têm-se um objetivo, tanto melhor será, podermos contar com cada um que estiver seguindo na mesma direção...
Faça porque acredita. Convença, atraia pelo respeito, mas sem crer que a sua verdade seja a única. Cada ser traz em seu cerne sua versão da verdade capaz de mudar o mundo.
Por que você não me esperou?
Que pressa você tem;
teve...
Que pressa os dezoito traz...
Trouxe...
Que pressa intempestiva,
de final dos tempos,
de quem tem medo de perder o trem
para o futuro das coisas...!
Que pressa de meteoro que risca o céu...
e desenha ali, todas os sonhos de um só dia...
Como se nada mais restasse;
E resta,
e há;
e houve...
"Quando pensares em púlpitos lembre-se do primeiro... Pois o meu primeiro púlpito, minha primeira mensagem foi em cima de uma Mangueira."
'...mas não posso deixar de observar o quanto pode ser benéfica essa nossa discrepância... Ela representa o espaço entre caminhar e voar... Quando houver alguma pedra um tanto mais pontiaguda a ferir os pés - nossos pés - eu te arrastarei para aquela antiga e desejada dança por entre as estrelas e, você por sua vez, ao me ver empreender algum voo mais perigoso, me puxará pelas minhas penas e, às duras penas [...] me trará de volta e me atará com correias aos seus pés...'
A liberdade mais desejada, não é a física. Porque se nos encerrarem no pior dos cárceres, ainda assim, não estaremos ali, se não desejarmos ali estar...
Com frequência, manter os pés no chão me assusta... Nada há de errado em querer voar um pouco e observar o mundo de lá, das estrelas!
A sua presença etérea,
ainda que por um átomo de tempo,
foi como colher todas as estrelas do céu,
multiplicadas e repartidas em mil pedaços!
A partir do momento em que percebi que, quem impedia os meus passos era o meu próprio caminhar, desfez-se o emaranhado tecido pela minha mente, e meus pés caminharam livremente pisando o orvalho logo cedo ao nascer do sol...
'Doce duelo'
[minha mãe e eu]
Vara de marmelo,
havia aos montes!
Fazia, ela, estoque delas!
E nas paredes
as pendurava!
Eu? Eu me esgueirava,
e sorrateira...,
a todas, quebrava!
E as exibia como um troféu!
Acreditando que ganhava
o duelo...!
