Ferreira de castro
Eu não quero mais correr, vou cuidar do meu jardim para trazer flores pra você.
Vamos ser felizes mesmo que o mundo não tenha mais cor.
Tudo passa, tudo acontece, mais a minha vida permanece presa, vejo pela janela cores fantásticas, mais aqui dentro há vasos sem flores, o chão desaba em meus pés. Aqui não tem luz de vitória aqui só tem derrotas e desanimo, quando pisarei na grama verde e molhada? Enquanto isso só escuto a forte chuva que está lá fora e um vento forte e frio que passa pelas ''gretas'' dessa janela, essa janela que no amanhecer não me deixa ver a luz, que não me deixa respirar o puro ar, pois aqui dentro tudo dói.
No meu profundo interior da alma, esconde-se alguém com pensamentos além de mim, que vive entre a vida e a morte, tentando encontrar o seu lugar em teus pensamentos.
Eu sou o ar que você respira, sou a lagrima que cai em teus olhos, sou o caminho da sua vida, eu sou o frio que te arrepia.
Olhe as estrelas como brilham quando estamos juntos, o céu se transforma em uma orquestra onde só eu e você podemos escutar.
Mesmo com as feridas o amor demora, vai embora quando bem quiser, ninguém escolhe o amor ele chega amolecendo a vida e não pede licença.
Aproveitando o Sol da manhã, deitei na grama verde, observando as nuvens no céu azul, pude fazer desenhos e lhes dei vida, borboletas circulavam em minha volta e o vento levantava meus cabelos me chamando para dançar, no céu as nuvens viraram notas musicais e o Universo virou pura magia, os Elementos conspiravam para minha felicidade. E toda amargura virou pó e foi para o além.
Não se desespere quando o teto desabar sobre você, continue olhando para cima, pois as estrelas irão aparecer e estarão brilhando para que você continue sorrindo.
Su...n.ê.to d.e.y...
Cara de Anjo, sofrido, mui doído;
Olhar cândido, meigo, triste e doce;
Buscando a sua luz, como se fosse;
À procura de um sonho, prometido;
A alvura lhe denota, a perfeição;
Ilusão do surreal, a procura;
Teimosa, de audácia e de candura;
Do seu risonho, tristonho coração;
Aventura, lhe acena com senão;
Lhe põe dia após dia a mesma mesa;
Sonhos seus, devastados pitorescos;
Do ar livre que lhe invade o pulmão;
Descarta a crueldade da incerteza;
Seus sonhos de criança principescos.
Perdão!
Razão se me perde, se a ti o devo;
Pla intenção esta, se te mal não desejo;
Com que razão nego, todo meu ensejo;
De ti, do teu fel e do teu desapego;
Extravasas de mim, o meu sangue a razão!
De tanto te amar, odiar-te me atrevo;
Bebido, esquecido, do teu travo azedo;
Desse bloco gelado, o teu coração;
Tal incongruência que me nega perdão;
Que de amor me disse, também me soava;
Em mim gravado a fogo, a doce magia;
Sem discernimento, me arremessa no chão;
Seu amor ardente, que me desejava;
Que não soa já, como dantes soía.
Covardia!
Amor meu!
Vem!
Vem consolar-me!
Como a um pisco, no aconchego da asa.
Necessito disso pra sobreviver!
Sem o qual morrerei de frio.
Do gélido frio da decepção que,
por mais que me tente livrar, não abandona a minha mão!
Meu pé! Minha razão!
A covardia me repugna e por vezes,
sou obrigado a sê-lo!
Às vezes sou temeroso de mim,
de perder as estribeiras e ultrapassar barreiras!
Coisa que faço frequentemente!
Tira de mim, da minha ementa!
O cinismo!
Que com mestria e
meias verdades, me não enfrenta!
São duras as palavras! Mas mais duro! É o que fica por dizer...
Se eu pudesse voar!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!
Nas casacas da justiça!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!
Na corrupção! Na boca enorme, dos políticos!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!
Na segurança social! Nas religiões!
Em prol dos pobres "Hebreus"! Seres simples! Explorados!
E ainda creem em Deus!
Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!
No dinheiro do mundo!
Que de tanto poder! Me amordaça e leva ao fundo!
Se eu pudesse voar!
Áh! se eu pudesse voar!!!
Subia à torre mais alta e
rebatia! O sino!
Com mão bem leve! Que cresce, que mina!
Para que o mundo
batesse!
Com mão bem pesada! Até que "ela" lhes doesse!
Nos direitos humanos! Inexistentes!
Supressor do mesmo mundo!
A CHINA!!!
Que as vozes se levantem! contra a falta de direitos humanos e a escravidão do século XXI.
Que por consequência, arruinará o resto do mundo!
Perdidos!
Chorava
copiosamente,
sua perda irreparável,
tudo o que mais desejava
naquele momento, era apenas esquecer
mas, não conseguia.
Quando uma mão suavemente, delicadamente,
pousou no seu ombro.
Choravam as mesmas dores, invertidas, sofridas, ele por seu perdido amor,
ela por amor dele. Ali ficaram,
juntinhos, afagando-se ternamente,
confortando-se mutuamente,
sem se aperceberem do passar do tempo.
De alma seca, olhos irritados, cansados das lágrimas
e da posição encolhida em que ficaram, sentados no chão de madeira,
já meio comida do tempo e do bicho, da velha casa em que viveram durante décadas.
Deu por si pensando, entorpecido, consumido de dor, de frustração,
refletindo, perguntando-se repetidamente, o porquê.
De ter perdido o grande amor da sua vida.
Olhou-a espantado! como se a visse pela primeira vez!
Aquela mulher doce, cheia de amor pra dar,
aquela que o deixara e o estava a amparar,
não a reconheceu, não! não podia ser a mesma!
A mesma que um dia lhe dissera, - Vai! sai desta casa! Não te quero mais aqui!
Ali estava ela, arrependida, carinhosa a pedir,
- Fica connosco, por favor, não sei viver sem ti, nós precisamos de ti!
Foi um bálsamo numa ferida aberta.
Beijaram-se, amaram-se ali mesmo no chão, não se ouvia qualquer palavra
só sussurros de prazer de calor.
A dor e o sofrer, deram lugar ao amor reprimido, esquecido, que regressou como um vulcão enfurecido.
Assim se perderam, sem ontem, sem hoje e sem amanhã,
só o agora conta, porque ontem já passou, hoje como acabará? e o amanhã, não se sabe se virá!
Então! e aquele grande, grande amor?
Que quase o fizera perder a vontade de viver?
Deixou de ter sentido!
O verdadeiro amor estava ali a seu lado,
a sua companheira de tantos anos, a mãe do seu filho.
Doravante tudo seria diferente.
Que estrada sinuosa esta, sem nexo,
sem medida,
quando se pensa que está perdida!
um atalho te faz tropeçar
e te devolve de novo à vida!
Só se dá valor ao que se tem! depois de se perder!
