Jean la bruyère
Ontem conversei com os lençóis, me falavam da cama. Nela outro haveria de tê-la amado. Regaram teu girassol, disse o lençol! Me pus a chorar, pois a culpa era minha e não dá linda florzinha.
Não Importa se Hoje está Chovendo ou Se o Sol Está Quente,
O Seu Dia Estará Lindo se Estiver ao Lado de Deus.
A razão dura um momento; venerá-la perde-se a intensidade de todos os simples momentos relacionados à própria existência.
Sempre
Não prometo amar-te para sempre.
Sempre é pouco tempo.
Quero amar-te para lá do sempre.
Vou amar-te todos os dias e noites
sem a ajuda do sempre.
Irei beijar-te constantemente
até ultrapassar todo o sempre.
Não serei sempre o mesmo,
porque sempre que amanheço: amo-te
e sempre que te amo anoitece apenas no mar.
É tão estranho, é tão confuso. É tão intenso, que parece que não sobrou mais espaço para crises e lágrimas, e mesmo assim, ainda dói.
Vamos lá...
Ainda da tempo
Tempo de mudar o mesmo de sempre
Ainda da tempo
De reconquistar o que foi tirado da gente
Vamos lá...
Temos tão pouco tempo
Essa é a verdade
Vamos lá...
Antes que seja tarde
Chuva cai lá fora...
E ainda são quatro horas,
de mais um dia cinzento
Chuva cai lá fora...
E a saudade aqui dentro,
que não quer ir embora
Chuva cai lá fora...
Enquanto eu te imagino do meu lado,
aqui, agora
Chuva cai lá fora...
O vento bate na janela, mas eu não quero escutar
E por trás dela...
A saudade passa devagar
Não tenho permissão para seguir os seus caminhos, mais posso escolher seguir o meu próprio ao seu lado
Verto os versos na vértebra da poesia, até vê-la envergar ao máximo. Faço do meu jeito; Mergulho, entrego-me e sonho. Os olhos se encharcam, a emoção fica ao avesso. Faço o meu leito.
Uma das maneiras de avaliar alguém ou alguma coisa é compará-la com outra da mesma, ou de outra espécie, levando em consideração as semelhanças e diferenças, o que pode aumentar ou diminuir o seu valor de acordo com os nossos desejos e as nossas opções objetivas e subjetivas.
A definição é minha e não desejo com ela esgotar qualquer assunto, senão apreciar uma das muitas facetas nas comparações que fazemos no dia a dia, até mesmo sem perceber, no trato com as pessoas que conhecemos e convivemos.
Há dias em que eu acordo e o sol está radiante, a temperatura amena, a paisagem mostra um mar calmo lavando as areias brancas da minha praia. Imediatamente dá vontade de abrir a janela, respirar fundo e agradecer por ver e viver essas coisas boas.
Outros dias o vento sopra frio e forte, há uma neblina que não permite ver muito longe, o mar está revolto, as areias parecem escuras e não fazem um convite à caminhada. O primeiro pensamento é voltar para a cama ou ver de que tarefas posso me livrar para não ter que sair de casa.
Há dias em que caminhando pelas ruas da nossa cidade eu vejo algumas pessoas com quem me relacionei ou simplesmente conheço de vista e delas só tive boas impressões pela maneira com que me trataram e como eu vi que elas tratam os outros.
O sorriso é instantâneo, o bom dia sai claro e sonoro. Há um instante de alegria no ar, porque essas pessoas emanam uma aura de bem estar, parecem que refletem luz.
Há dias, em que a simples lembrança indesejável de uma pessoa (pode ser até porque eu tenha visto na televisão um comercial do Boticário), faz com que as associações causem um muxoxo, tragam uma lembrança ruim, de alguém cuja desfaçatez e um balbuciar meio gago, teimem em me levar a fazer comparações desagradáveis e minha cabeça fique tentada a ter maus pensamentos.
Algumas pessoas são como raios de sol e luz e outras emanam maus presságios, maus pensamentos e a gente percebe que a sombra das suas atitudes não permitem que elas possam refletir coisas boas, nem mesmo um sorriso ou um raio de sol.
Corro fechar a janela.
