Branco
Amor galopante
Em cavalo branco, com mantas douradas sai por aí
Todo faceiro, menino arteiro sai saltando morrendo de rir.
Se encontra o vento, com meninice começa brincar
Se encontra uma brisa faz nela um agrado e a faz sonhar.
Menino faceiro sai pelo mundo fazendo sonhar
Com sua chegada faz lindas donzelas de amor suspirar.
Menino sapeca passeando esta noite passou por aqui
Apresentou-me o amor e saiu por aí morrendo de rir.
Sou tipo um livro
Cheio de páginas
Algumas em branco,
Outras em chamas,
outras de puro terror
Mas a maioria
Está em uma linguagem
Que você nunca compreenderá
Vestido branco
Não entendia o porquê, nem aceitava a distância
Apenas aguentava, com ar de quem não ligava
Mas a noite em meu leito, sozinha, me perguntava
Quando o verei? Por que se foi? Onde está?
Assim adormecia... ao amanhecer, os dias eram iguais
A saudade, sempre maior a noite, magoava a alma
Poucas boas lembranças, eu tinha, eu sei, mas doía
Por que comigo? Por que o meu? Por que doía tanto?
Poucos abraços, eu lembro, poucos afagos
Mas era meu pai, ausente mas era pai... ausente
Assim eu sofria, de saudades... sofria
Outras vezes a noite, não esquecia... jamais esquecia
Lembrava do vestido branco, lindo vestido branco!
Vestido que tanto queria, na verdade o que mais queria
Por que não podia? Por que eu não tinha?
Por que meu pai não podia?
Lembro então, que certo dia ganhei , o que mais queria
Um vestido branco, uma princesa ele dizia... princesa...
Meio sem jeito, reconhecia o carinho que nem conhecia
Agora feliz, de vestido rodado, eu era alegria
Menina franzina, de vestido branco ... sorria
E era assim, que aliviava-me daquela saudade.
Passei mais uma noite escura em branco, te procurando em meus pensamentos, mas sei que no teu passado estou presente, e isso, você não pode mudar...(Patife)
:::Um Amor pintado em Preto e Branco:::
O colorido dos meus olhos cega minha
Visão interior ao me recordar do passado,
Era um amor pintado em Preto e Branco,
O preto despertava meu lado descomedido
E o branco deixava meus sentidos divididos.
Assentado estava na certeza de sua vinda,
Com os sentidos aguçados, estendi minha
Visão ao horizonte, mas o que avistei foi
Um sonolento e prolongado aceno de adeus,
Ela pintava nosso amor em preto e branco!
Enquanto tento voar do meu ninho quente,
Em um mundo cheio de cores tão ousadas
Para realizar e tentar ser o melhor, ainda
Assim, sou pintado em preto e branco por
Aquele sentimento outrora ausente!
PÁSSARO LIVRE
Ganhei um pássaro branco para criar
me foi dado das alturas celestes
do mais alto pesamento e boa vontade
de Deus para com os homens.
Um belo exemplar, mas a princípio parecia
igual a todos os outros que vivem entre nós
mas este pássaro, com o passar dos dias
se revelou diferente, além de branco
era iluminado, reluzente e feliz.
Meu pássaro branco era livre, vivia solto
em minha casa, gaiola sem trancas
entendi que ele era livre demais para ser meu
não podia pertencer apenas a um lugar
nem poderia ter dono, e eu, só alguém escolhido
para lhe dedicar cuidados e amor paternal.
Meu pássaro branco livre cresceu e ganhou asas
asas fortes, capazes de viajar longas distâncias
assim ele fez, foi conhecer novos horizontes!
Meu pássaro livre também canta
e antes de partir cantou sua canção preferida
para mim, sua canção de celeste melodia
dizia da sua gratidão, revelou seu alto senso
de justiça e lealdade, e no final me chamou de pai.
O albino
O branco
O preto
O menino
O mano
O neto
O idoso
A idosa
Os pais
Formam o verso
Da prosa
De paz
Pois todos somos iguais
Todos todos todos
Somos todos iguais!
Caceres, MT
18/06/2018, 09:48 hs.
COPO DE LEITE.
Copo de leite que de tao branco, tao franco, e me leva a admitir aos trancos, minha falta de pureza, leveza, franqueza, me faz azeda ante minhas franquezas...
Copo de leite, tao puro, seguro de sua beleza, de sua nobreza, que me deixa indefesa, buscando em mim alguma beleza, sem qualquer certeza de boniteza...
Copo de leite sincero, sua essencia me deixa em turbulência, sem ciência, de minha caótica aparencia, que chega a causar demência, tao firme é sua inocência...
Copo de leite que se abre, que se mostra sem medo sem reservas, confiante no poder de sua existência, que exala sua cor branca, tão franca, que doi, que me corrói, que me tranca a garganta e eu suspiro...
SUSPIRO SIM,
Por sua nobreza de flor que encanta, que se levanta em sua altivez,
com toda a sensatez em ser: Copo de leite, marabilhoso, pomposo, a flor que faz com que eu me sujeite, aceite que ele é; a flor que me deixa em deleites!!!
Autora(CuliArteira)
Usar um giz de cera branco numa folha branca é como amar e não ser correspondido. Marca, mas será sempre invisível
Eu não vou esperar que meu cabelo fique branco para me tornar paciente e sábio. Não, eu vou tingir meu cabelo hoje à noite.
Samira
Linda como a lira,
cujo sorriso é de alegrar
o quotidiano sem ira .
Tão branco são os dentes dela,
como a neve no monte ela,
que ao brilhar no poente,
preciona o deslocar da estrela cadente.
A suavidade da sua voz,
dá prazer de nascer de novo,
para ver o mundo menos feroz,
sem medo de nascer de novo.
O mundo exterior é a tela em branco;
Seus pensamentos são os pincéis;
E seu subconsciente é composto de infinitas tintas, trilhas sonoras, temperaturas, climas e sensações.
Pare e reflita sobre a forma que tem vivido e a forma como realmente quer viver. Você é quem cria seu mundo e vive ele na forma como está na sua mente.
Rejeição e aceitação de um pai
Jeferson estava sozinho, tudo tivera se tornado um branco para ele aquela tarde. Este dia era para ter sido o mais feliz de sua vida.
Mas quem diria que o destino teria feito uma brincadeira.
Sua mulher tivera morrido aquela tarde apos o parto de seu filho.
No começo Jeferson não queria assumir o filho, achava que ele tivera tomado sua amada esposa com seu nascimento.
Anos se passaram e Jeferson tivera se afundado na bebida, ele tivera dado o bebe para os avos maternos cuidarem, já que os dele partiram faz muito tempo.
Mas um dia ele foi visita sua filha pela primeira vez em dois anos.
Ao ver aquela criança inocente, alegre por conhecer o próprio pai, jeferson pensou "o que fiz, essa criança não tem cupa de nada. A culpa e somente minha. Eu deveria tela criado com amor e carinho."
Alguns meses mais tarde a avo da criança morre, e avó queria continuar cuidando dela, mas não tinha condições.
Os dois então passaram a morar com Jéferson.
O tempo passou e ele passou a amar mais e mais a criança, pois ele sabia agora aquele era fato de amor e ligação com sua falecida esposa.
Bem aventurado aquele que ama o branco o negro o amarelo o ameríndio, somos todos meio selvagens meio índios...
RELÓGIO E SOL
Fora das sombras e da noite
o sol, em sua vil solidão...
Pendula-se em seu branco solidário
aquecendo seus dias, mantendo
vida e, sufixando seus amores.
Enquanto o relógio por ai...
Com seus braços e suas torres,
suas paredes, e seu tic, tác...
Não conta o tempo,
não mede momento, mas com
suas marcas, demarcam seus dias,
separam seus meses...
E ainda, arrasta seus planos,
empurrando a sua idade
contra as rugas dos seus anos.
Antonio Montes
ANGÚSTIA SÍMIA
Não entendo muito bem o que sinto, mas sempre que vejo um homem branco ou um homem negro se exercitando ao ar livre, penso na hipótese remota de sermos de fato parentes muito próximo dos macacos, e isto me causa uma angústia dolorosa.
Sendo ou não verossímil esta teoria, penso que é um tema ainda muito árido e de difícil explanação, falta de fato muito mais discussão e estudo sobre o assunto.
Poucos estudos científicos foram realizados depois de Charles Darwin. Na verdade, a Origem das Espécies é um tratado infantil para os nossos dias. Contudo, ainda se ensina nas escolas a evolução do homem sobre o macaco.
Penso que nós poderíamos usar a mesma teoria da frente para trás, aplicando o inverso, sendo o macaco originário dos humanos, pelo menos será mais lógico, uma vez que os humanos se embrutecem a cada dia, estão retornando ao estado animal.
Todavia, isto me causaria uma angústia muito mais severa, a de saber, que olhando os macacos em seu estado de inatividade cerebral, estaríamos de fato olhando a nossa involução.
Todos nós nascemos como uma página em branco, mas, alguns morrem com vários rascunhos e outros poucos com grandes projetos bem desenhados.
Em dia bem nublado,
não consigo nem ver o branco,
sempre acordando tão cansado,
com meu primeiro passo manco,
mas não desanimo não,
já que nasci nomeado guerreiro,
se a meta do dia é um pão,
vou em frente,
pois ainda tô de pé e inteiro.
Minha origem é pobre,
minha riqueza é minha conquista,
Origem nobre,
Batalhador pra se tornar um artista,
se a vida tortura,
é pra gente aprender a apanhar,
pra que tanta postura?
se nessa caminhada eu só tenho a ganhar
