Boa noite
Em uma noite de verão
Tudo é tão bom
Em uma noite de verão
Tudo é você
Quando fecho os olhos
é você quem vejo
Quando vou deitar
Em minha mente te peço um beijo
Mal-acostumado
eu peço a Deus
que os meus sonhos
sejam todos seus
Em uma noite de outono
Tudo é tão bom
Em uma noite de outono
Tudo é você
Acordo de madrugada
Tentando te encontrar
Mas com sua ausência
me desespero de te abraçar
Com seu amor em mim
Tudo se torna felicidade
Mas sem você aqui
Tudo se transforma em saudade
Em uma noite de inverno
Tudo é tão bom
Em uma noite de inverno
Tudo é você
Um momento de silêncio
eu te peço um beijo
E no pensamento
você me faz um desejo
Como em um segredo
vem a intimidade
Te jurei e vou cumprir
sempre te dizer a verdade
Em uma noite de primavera
Tudo é tão bom
Em uma noite de primavera
Tudo é você
Procuro à todo momento
como te surpreender
aquele pedido no vento
é pra sempre ter você
Te jurei amor eterno
e agora vou te dizer
o sentimento mais puro e sincero
é o que sinto por você.
(...)Arrumo esta máscara a um canto. Hoje renuncio a tudo. Entrego-me a mim, desisto e deixo de fingir que estou bem. Cedo às lágrimas que querem cair e ando a tentar travar. Desisto, suspendo esta máscara por esta noite e arrumo-a a um canto. Olho para ela, e até ela me diz que esta noite prefere ficar arrumada a um canto. Então consinto a mim mesma que a água salgada acumulada há dias me banhe o rosto. Abstraio-me de tudo. Hoje autorizo que a dor fique aqui. Talvez precise dela para crescer mais um pouco, ou me elevar e reconstruir ainda mais. (...)
A noite bate ao nosso olhar, o dia vai chegando e a gente vai se amando até a noite adentrar, noite e dia, dia e noite, e assim a gente vai se amando, porque eu nasci para te amar a minha vida inteira em qualquer lugar !
A mente mente
Acabo de pegar uma porção de tempo.
Não muito longe, também não muito perto.
Não muito quente, nem muito frio.
Só uma porção do agora,
Neste instante nesta hora.
Fui lá fora...
E tudo estava parado.
Só o tempo quem levava o vento.
E a noite dormia, sob o sereno, gemia.
Mas tudo estava parado.
Sei, que só porque eu observava.
Braços estendidos no tempo, para o tempo.
Então eu o toquei...
Acariciei, moldei-o em meu pensamento.
Então me ri de mim.
Vendo-me com tanto poder,
De até o tempo poder deter.
Enide Santos 03/05/14
Tantas vezes o dia amanheceu gracejando e ainda assim terminou pesando o travesseiro de tanto chorar. Tantas vezes surgiu o sol sorrindo e ainda assim a noite gritou no céu, um grito vazio, e foi o choro mais triste do mundo. Tantas vezes a manhã foi gostosa e ainda assim o crepúsculo foi sombrio.
Se não fosse as estações do tempo que passaram e o medo que me corroí de perder de vez a esperança que carrego junto comigo..
A unica esperança que tenho é a incerteza do seu coração... Depois de tanto tempo, tenho medo de lhe dizer coisas que nunca disse.
Nas sombras da noite se esconde o medo que há dentro de si mesmo, mas essa sintonia dependerá da intensidade da luz que você carrega em seu interior
ACRÓSTICO: NOITE
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | Botafogo – RJ, BR (09/05/2014).
Preito à: Literatura Brasileira | Poesia Brasileira.
Noutras horas
O melhor aconteceu
Imagino mais
Tudo de novo
E de novo
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/acrostico-noite_9.html
A solidão que habita na noite do orvalho,
não lhe tira a beleza de seu existir.
Não lhe arranca o prazer de se depositar e fluir.
Enide Santos 17/05/14
Não importa o tempo.
Se sol, chuva ou tempestades
estamos sempre aqui.
mesmo que seja apenas um
beijo de boa noite, mas este nos
fará dormir felizes e na forma de
conchinha enlaço-te para aquecer-me.
e em nostalgia relembro das loucuras
de noites passadas e imagino
as travessuras do amanhã.
Esta noite é de aconchego,do apego,
do amor maduro.
Aquele que protege nossos corações
dos medos e das incertezas.
Das costas que acolhe e do beijo que
recolhe no descansar silencioso
onde apenas os corações
ecoam palavras de amor e carinho.
Vamos sair
Depois da meia noite
Pra ver como é la fora.
Sentir a brisa da madrugada.
O som assombroso noturno
Que tal bebermos?
Que tal dirigimos pra lugar nenhum?
Sem celulares
Sem hora
Sem rumo
Sem tristeza
Só nós, o mundo.
E a noite.
Minha voz treme enquanto repete a sussurrar seu nome.
Embriagado pela saudade, com a tua ausência, a noite nos sonhos, nada veste minha solidão, se tu não estás. Traço o ar com os sussurros de meus batimentos e o eco me devolve, disfarçado teu nome, às vezes penso ouvir você me chamar no silêncio, às vezes penso que me escutas quando em você penso.
A noite passada
Eis que me disseram, na noite que se passou,
sobre um certo comodismo que de nós não se dissipou.
Disseram que por Um tudo fora criado,
que tudo está previsto, tudo preparado;
a vida, o acaso. Não há como mudar.
Eis que me disseram de alguém que tudo planejara e tudo rotulara;
à mim, cabe apenas contemplar.
Me disseram para acreditar, e ele viria me salvar... se eu o aceitasse!
Mas caso não me contentasse, e de coração o negasse, o ardor seria o plenário ao qual eu teria de me reportar.
Eis que me disseram que somos frutos do amor, que somos frutos de um senhor que o melhor nos quer dar.
Por longo tempo me convenceram
da conversa que nem eles sabiam onde começara;
ou onde iria terminar.
Eis que me enfiaram goela abaixo leis para seguir, palavras para reproduzir.
Me disseram, na noite que se passou,
que tudo tem sentido,
que tudo está previsto;
e que devo agradecer.
Me disseram: 'não questione';
"não negue a redenção";
"não pense na contradição".
Eis que me disseram que a vida não se acaba, que a corte se aproxima,
que o céu não é pra todos.
De coração não acreditei,
ao questionar, ao tribunal deles me entreguei.
Eis que me disseram que nem tudo entenderei;
me odiaram, blasfemaram à minha dúvida; me rotularam com nomes que aqui não ouso mencionar.
Eis que nesse âmago de suplício, entendi o que eles não entenderam.
Então, eis que estava pronto para acordar!
E é no silêncio da escuridão
Que se torna impossível distrair meu coração
Que durante os dias tem sido ludibriado
E esquecido por atividades e amigos
Mas o anoitecer é inevitável, e me encurrala
Um beco sem saída, deserto intrasponível
Onde só me resta pensar em você...
Repasso mil e uma vezes em minha mente
Perco o sono tentando entender
Como pude perder antes mesmo de ter
Sina, azar ou apenas pra confirmar
Que eu não levo jeito pra amar.
Nossos maiores monstros mora dentro
de cada sentimento deixado obscuridade
mesmo nos momentos mais raros
nos deleitamos com sentimentos primitivos
luto contra monstros quando percebo
estou olhando para um espelho
perdido num profundo sem fim
reato tudo pois é um jogo de sonhos
