Boa noite
Gélida Chama...melhor que morna
tem um dia que pareceu uma noite
longo, obscuro, sem respostas, alone
sim...lá longe
e foi passando com horas massivas
passivas
destrutivas
imagens negativas
então falou tudo que não devia
ouviu tudo que te repreenderia
voltou seis décadas
molecadas?
mas Grazie Dio a noite veio
e trouxe em seu seio
uma gelida chama a iluminar
uma triste alma
não morna mais
piu
Quando o dia vai escurecendo, a noite vem sorrateiramente dando brilho único, e vai sempre enaltecendo nossa alma para sonhar!
eu sei o que você quer,
E que na verdade não quer mais de uma noite de mim.
Porém o meu amar impede que meu saber decida minhas escolhas
Seja paciente e zeloso como o Sol que trabalha o dia todo, à noite aguenta a Lua cheia de fases e ainda divide sua Luz com ela.
Assim como a infância é a madrugada da vida; a velhice a noite do dia, não viva sem luz no seu meio dia.
Optchá cigana
Com os seus cabelos negros
Como uma noite sem luar
Colar de miçangas parece desfilar
Optchá cigana
Faz a tua saia rodar
Optchá cigana
Faz o meu coração pulsar
Dançando no meio da roda
Descalça e saia longa
Postura imponente bate os pés na terra
Mostrando força ao bailar
Mãos para o alto pedem licença
Para exaltar a natureza
A dança se torna um ritual
Que banha a terra
De mistério e beleza
Optchá cigana
Faz tua saia rodar
Optchá cigana
Faz o meu coração pulsar
Não tem jeito
A noite
Me fascina
Ela ameniza
Minhas dores
Invisíveis
A olho nú
A minha amiga
lua
Envia sua luz
Me transpassa
E tenta cicatrizar
As minhas feridas
Nesse momento de conexão
Sou feliz
As estrelas enviam sinais
Em códigos
Que tento decifrar
As vezes
Um
Como vai você
Ou
Creia tudo vai dar certo
E assim entre um raio de lua
E um piscar das estrelas
Vou me curando
Noturnamente
Nesse ritmo
Medito
E tenho a paz
Paz que só
Encontro
Na lua e nas estrelas
E noite de lua cheia
Meus medos me amedontra
A lua desce até mim
Vou ao seu encontro
Caminho mar adentro
Nas águas escuras
Que brilham somente com sua luz
Tenho medo mas vou
Me liberto das minhas vestes
Num ritual sagrado
Essa energia é necessária
Para a loba que existe
Dentro de mim
Esse ritual me mantém aqui na terra
Tenho que superar meus medos
Para prosseguir
Sofro mas compreendo
Meu destino
Cada um tem sua sina
Posso até não aceitar
Mas em noite de lua cheia ou nova
Tenho que deixar de ser minguante
Preciso de apenas um toque
Para ser crescente
É noite
Não está comigo
Faz frio, acabou de chover
Tudo está molhado, úmido
Espero sua volta
Venha viver ao meu lado
Me encontre
Não esqueço um segundo
Sinto sua falta
Te vejo em todos os lugares
Ouço sua voz
De dia, de noite
Na rua, nas calçadas
Em todas as partes
Penso até estar louca
Se eu morrer
Te asseguro que não te esquecerei
Estou muito apaixonada
Minha vida não vale nada
Os dias são longos
As noites sofridas
Sem ti
Minha alma necessita
Não consigo respirar
Sem ti
A vida não é vida
Sua ausência é um castigo
Volte logo
Te amo
REFÉNS
Até que eu entenda a noite
os morcegos ainda se debatem nos últimos raios da tarde
os tons de um cinza moribundo embaçam silhuetas
e nos velórios ainda se constatam
que os olhos dos mortos estão abertos...
os sonetos procuram suas rimas,
sonolento se declinam os poetas
sobre o silencio obsoletos das palavras;
lacônica a eternidade sintetiza um sorriso, um olhar, um aceno;
obscenos desejos que se enlaçam
até que eu entenda a noite
o vampiro crava as presas na jugular da donzela;
os sinos da catedral anunciam um apocalipse,
o inverno se derrama catastrófico sobre a periferia;
até que se entenda a noite
sob a imensa ilusão do que é imensamente ínfimo
no íntimo qualquer paixão derrama estrelas num olhar
até que se entenda a noite
como um véu que nos conduz ao abismo
e seus mistérios que nos mantém reféns da dor e do prazer
Pobre daquele
Que pode ver a luz do sol,
Mas só enxerga a escuridão da noite.
Pobre daquele
Que pode ouvir a sinfonia do vento,
Mas só escuta a agitação das vozes.
Pobre daquele
Que pode absorver a fragrância das flores,
Mas só fareja a fetidez do esgoto.
Pobre daquele
Que pode apreciar a doçura do mel,
Mas só vivencia o amargo do fel.
Pobre daquele
Que pode sentir a maciez da pele,
Mas só percebe a aspereza das pedras.
Pobre daquele
Que pode viver as agruras da existência,
Mas prefere a languidez da morte,
Morte essa que já se deu em vida.
L.M.
Estou a sonhar
Entre balões
Nuvens e a lua
É noite
Sonho com meu amor
Levito em sintonia
Com seu pensamento
Amor que mistura
Paixão e desejo
Como soltar pipa
O céu por testemunha
Uma paz
Mas o corpo quente
Arde de desejos
Seus beijos me aquecem
Me derretendo
Sonho dormir de conchinha
Que aconchego
Que segurança
Fazer planos juntos
Os mais impossíveis
Na mesma rede
No mesmo balão
Rumo ao desconhecido
Onde no sonho
Toco seu corpo
Sonho com seu cheiro
Os balões explodem
Estouram
Num simples sonhar
De corpos
É noite
Está muito escuro
Quase não enxergo
Vejo somente com a luz do meu coração
Vejo a lua, ela está prateada
É lua cheia
Inspiração dos amantes, vampiros e poetas
Já consigo ver a força do sol empurrando a noite
E pequenos riscos da cor do fogo se esforçando para brilhar
E ele chega majestoso, com toda sua luz
Irradiando e acendendo a vida
Das flores, dos animais e homens
A folha perfeita é levada pelo vento
E o poeta escreve uma bela poesia
A nuvem passa tranquilizando
E amenizando
A vida e a flora
Com seus lindos fios de seda
O poeta tece a mais doce poesia
Para sua musa.
É noite
As palavras Sumiram
Minhas mãos estão pesadas
Como o meu coração
Lá fora o céu está estrelado
Mas as palavras não chegam
Meu coração não sente
O cérebro não pensa
A melancolia
A nostalgia
Me abandonaram
A esperança também
Onde estão minhas heroínas
Meus príncipes
As flores, os perfumes
Busco, procuro
Mas não sinto o cheiro e não as vejo
Até vocês me abandonaram
Oh que tristeza
Que mundo cruel é esse
Preciso do meu mundo
Busco inspiração
Num livro
E nada
Em uma música
E nada
As palavras não chegam
Olho para o papel em branco
Caneta na mão
Tento imaginar, sonhar
Mas as palavras não chegam
Vou pensar no mar
Nada
A noite eu busco
A noite eu sonho
A noite eu realizo
A noite sou feliz
A noite eu relaxo
A noite eu caminho
Nos lugares mais remotos do mundo
Em busca de algo perdido
Que precisa ser encontrado
O dia me perturba
De dia faço a digestão
É muita decepção
Aguenta coração
Dia, noite
Pura ilusão
Meu amor
Um dia após o outro
Se de dia o infinito a imensidão do céu me fascina
A noite ela transborda
Como o meu amor por ti
Busco respostas sem perguntar
Tento entender algo sem explicação
Caminho junto com você
E todos os dias descobrimos algo novo
Um jeito diferente de nos amarmos
De tudo queremos, desde que juntos
O amor tem esse poder
Por isso a comparação
Cada dia só aumenta
Não precisamos de palavras
Somente nos olhar
É noite
Palavras rondam
Meus pensamentos
Tristeza e saudade
Converso com meus pensamentos
Errôneos e insanos
Me fiz prisão
Conflito constante
Ouço minha voz, calado
Penso no amor
Surge uma leve esperança
Te amo
Lhe ofereço um vestido
Com as flores do meu jardim
Jóias com as estrelas do céu
E do mar
Estou louco e perdido
Vago pela noite
A noite é perigosa
Meus pensamentos machucam
Estou aos prantos
Estou pálido
Me dê um único sinal
Chegarei a ti
E voltaremos para casa
A noite é sombria
Umedece meus cabelos e ossos
Meu coração lança chamas de dor
A lua me acompanha
Pergunta, se estou bem?
Talvez
Desde a última vez que eu te vi
Não me encontro
A noite antes nossa, agora me perturba
E não tem fim
Não me acostumei
Não tenho paz
Vou embora
Não consigo voltar para casa
Choro em cada esquina
Vou deixar a alegria de outrora
Pegar a mala cheia de saudades
E me vou
Estou tão apaixonada
Queria eu te-lo em meus braços nesta noite, neste lugar,queria sossego contigo, queria fogo, queria brasa, queria o nosso eu, tão longe e tão perto, tão presente em mim, nossas vidas, nossos corações, sendo parte de um só, fique mais amado, fique próximo, fique dentro.
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