Boa noite

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BEATRICE HALSE...
Em uma noite ou quase dia rs, quando meus sentimentos falaram mais alto que a razão, eu te escolhi. Escolhi para ser a minha esposa... Naquele instante em que a madrugada se misturava com a luz da manhã, o mundo inteiro pareceu silenciar. Não havia espaço para lógicas, medos ou hesitações ,havia apenas a força absoluta do que pulsava no meu peito. A minha mente até tentava processar, mas o meu coração já havia tomado a decisão mais bonita e irreversível da minha vida. Eu percebi que queria o seu abraço como o meu refúgio de todos os dias. Queria caminhar com você de mãos dadas por todos os caminhos que ainda vamos descobrir, e queria que cada beijo nosso fosse a confirmação diária dessa nossa escolha. Você despertou em mim uma paixão intensa, um amor que não pede licença, que simplesmente invade, queima, acolhe e transforma tudo ao redor. Te escolher não foi apenas um passo; foi a minha alma reconhecendo a sua.
_ Enzo Ruchell_

O meu compasso hoje foi desacelerando conforme a noite chegava, mas sem pânico.

Dor de amor
desilusão.

Amor... ódio
decepção.

Um dia cinza
uma noite de escuridão.

O amor e suas cicatrizes,
desaparece o chão...
fica um vazio no coração..

Se a vida lhe der alguém melhor do que eu,
é ilusão... é ilusão... é ilusão.

A noite.


A noite é o momento em que o som do nada se torna ensurdecedor.
Aquele silêncio que ora pressupôs paz, calor, de repente se desdobra em uma sinfonia desalinhada, suja, barulhenta, repleta de impudicícias e desarmonia.


É onde de repente, em um suspiro, a
sintonia se transforma naqueles pensamentos, velozes como a luz, ou como a ausência dela.


E então me pego pensando no Whisky barato, no vazio e no cansaço, no futuro, passado e no tempo que não passa quando as luzes se apagam.


E na noite.


A noite que dói, que trás vazio, falta, desespero, apego e mágoa. Que faz esperar um fio de luz em meio aquilo que não se pode enxergar.


Barulhenta e fria noite. Barulhenta e fria sátira.

⁠Vem

À noite ela vem,
E vem o dia eu passo lá.
Os caminhos dela são os meus caminhos...
Vou aonde vão meus pensamentos...
Vou aonde eu posso te encontrar.

Essa lua prateada
Que vejo num relance de eclipse,
E muito mais eu passo a amar.

O sol poente no horizonte
Tão distante vai ficar,
Mas de perto vejo o amor
Que nos possa encontrar...

Edney Valentim Araújo
1994...

Tememos a noite porque a escuridão abriga segredos escondidos nas sombras; à luz do dia, tudo é revelado, nada fica oculto!⁠

Para aqueles que vivem um pesadelo diário, a noite pode representar uma oportunidade de sonhar!⁠

Em meu céu, a noite sempre é muito iluminada com uma lua cheia, bem clara e feliz. E as estrelinhas, cores de prata, ficam emaranhadas, olhando e piscando umas para as outras em conversinhas estrelares, que ouço bem baixinho mas não sei o que cada uma diz. Sei que todas as estrelinhas tem cinco pontas arredondadas, pois nada espeta e nem arranha, no meu manto celeste. A noite é feita para sonhar, colorir o céu de azul, claro e escuro mas sempre sem verniz.

Só na noite escura que encontraremos a Verdadeira Luz assim como só se encontra a Água Viva quando estiveres perdido no deserto. Só encontraremos as respostas exatas quando esvaziamos nossa mente assim como só encontraremos o justo valor de ser, quando estivermos abandonados dentro de nos mesmo. A plenitude deriva se da escassez pois a abundancia só nos entorpece. Devemos ser sempre potes vazios para com cautela preenche los com sabedorias e quando estiver quase cheio, jamais permita que transborde, espalhe o que aprendeu pelos caminhos a quem precisa ouvir.

O silêncio da noite nos convida a entrar,
Onde o toque da pele começa no olhar.
Aqui, o romance não tem timidez,
Se despe do medo e se entrega de vez.
Somos a chama que queima no escuro,
O abraço apertado, o porto mais seguro.
Um misto de anjo, de fogo e paixão,
Que pulsa no ritmo do coração.
Deixem a luz baixa, o mundo lá fora,
Porque o nosso instante começa agora.
— Anjinha Sensual

A graça preveniente visita a noite da alma antes do amanhecer da fé. Ela desperta o prisioneiro do pecado, quebra seus grilhões e o convida a caminhar na luz de Cristo.

Naquela noite escura em que o seu choro se fez oração silenciosa e a alma implorou por fôlego para não desistir, Jesus não estava ausente. Ele estava ali, encarnado na sua angústia, segurando o seu coração exausto e provando que a Graça se manifesta exatamente no exato instante em que o nosso próprio vigor se esvazia.

Sob o capuz da noite, teu olhar me encontra, tenso como a corda do arco antes do destino.
Não miras apenas o alvo distante
— miras o que em mim
ainda não sabe fugir.


Teus dedos firmes seguram o silêncio, e a flecha, hesitante, aprende o caminho do desejo.
Entre guerra e sombra,
teu peito bate como quem
ama sem pedir permissão.


És guardião do que não se diz,
herói de um amor que caminha
às escondidas.
E se um dia tua flecha me atingir,
que seja no ponto exato onde
mora o “fica”.


Porque mesmo em meio à luta,
teu gesto revela:
há corações que só se rendem
a quem sabe mirar com cuidado.

Não sei se é noite ou tempestade,
se o chão queima ou se sou eu,
ou se o vento carrega minhas mãos,
incapazes de segurar o que foge.

O auto-Perdão


Ele incendiou o coração dela
como quem risca fósforo em noite de vento, e no clarão do erro,
queimou as próprias mãos
sem perceber que o fogo também volta.


Ela o perdoou como chuva mansa
caindo sobre terra rachada,
lavando as cinzas, oferecendo verde novo, acreditando que até solo ferido
pode voltar a florescer.


Mas dentro dele morava um espelho quebrado:
toda vez que se olhava, via o erro em cacos.
Mesmo com o céu limpo que ela oferecia, ele insistia em caminhar sob tempestade,
incapaz de se dar abrigo.


E assim,
ele naufragava em porto seguro.
Tinha perdão como farol aceso,
mas preferia a culpa como âncora.
Porque às vezes o amor salva —
mas o auto-perdão é quem ensina a voltar à superfície.

Lareira


Teu amor é lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e não pede permissão,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.


Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silêncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos são brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chão.


Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mãos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor não ilumina
só o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.

Cantarei o teu amor


Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome é primavera em minha boca, é brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
já se dizia inverno.


Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastará outra vez.
Teu olhar é farol em minhas tempestades,
é bússola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, até o silêncio floresce.


Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te é transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossível.

A casa respira quando a noite cai,
paredes rangem segredos que ninguém contou.
O relógio bate horas que não passam,
e cada sombra parece saber meu nome.


No corredor, passos sem dono se repetem,
o espelho sorri quando eu não sorrio.
Há olhos no escuro, famintos de memória,
lembrando pecados que eu jurei esquecer.


Quando o silêncio finalmente fala, é tarde:
o medo não bate — ele já mora aqui.
E ao fechar os olhos, eu entendo o horror…
o monstro nunca esteve fora de mim.

Dentro de mim


Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.


Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.


Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.

Que esta noite guarde o que somos:
dois corações conversando baixinho,
antes que o amor vire rotina outra vez.