Beleza

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AQUILO QUE A ALMA RECONHECE


A beleza agrada aos olhos,
faz o instante despertar,
mas a essência, quando toca,
faz a alma querer ficar.


Há quem chegue como vento,
sem promessa, sem intenção,
e há quem deixe, ao ir embora,
mais que marcas: uma sensação.


Tem gente que chega e deixa pegada,
mesmo sem querer permanecer;
deixa o pensamento inquieto,
deixa a vontade de entender.


Talvez seja só a beleza,
um encanto passageiro,
ou talvez seja essa essência
que transforma o “por quê?” em “quero”.


E há músicas que dizem muito
sem precisar nada explicar;
uma batida, um olhar, um silêncio,
e já existe algo no ar.


Não é somente sobre desejo,
nem somente sobre admirar;
é aquela estranha curiosidade
de saber onde isso pode chegar.


Porque os olhos podem escolher
aquilo que querem contemplar,
mas é a alma, quase em segredo,
que decide o que vai guardar.


E talvez seja esse o mistério,
a parte difícil de compreender:
quando alguém mexe com os sentidos
sem sequer tentar mexer.


Não precisa haver certeza,
nem promessa para cumprir;
às vezes basta uma presença
para fazer o coração sorrir.


A beleza chama atenção,
a essência consegue encantar;
mas quando as duas se encontram,
fica difícil não notar.


E entre uma música e outra,
entre o querer e o disfarçar,
fica aquela pergunta suspensa
que ninguém se atreve a perguntar:


foi apenas uma pegada
de alguém que chegou e passou,
ou foi a alma reconhecendo
alguém que, de algum modo, ficou?


Porque talvez seja esse o segredo
que ninguém consegue explicar:


algumas pessoas os olhos admiram…
mas existem aquelas
que a alma parece reconhecer
antes mesmo de o coração confessar.

O Infinito Tem o Seu Nome


As ondas do mar pausam para admirar
a sua beleza, o seu brilho, o seu jeito de encantar.
A maré, que nunca obedece a ninguém,
parece encontrar em você o motivo para ir e vir também.


O sol, tão convencido de ser dono do céu,
olha para você e percebe que o seu brilho é mais fiel.
Com uma certa inveja, resolve brilhar mais forte,
como se quisesse provar que também tem a sua sorte.


Mas a lua, que conhece os segredos da noite,
não entra nessa disputa — apenas observa e se esconde.
Porque sabe que existem brilhos que nenhuma estrela alcança,
e que certas belezas fazem até o universo perder a esperança.


As estrelas mudam suas constelações
só para desenhar você entre galáxias e imensidões.
E o vento, que atravessa continentes sem pedir licença,
quando passa por você, desacelera — como se também sentisse a presença.


Até Marte, com seu vermelho incendiado,
parece menos intenso quando você está ao seu lado.
E Saturno, com seus anéis a girar,
talvez os usasse apenas para ter uma desculpa para te admirar.


O céu guarda seu nome em algum lugar distante,
o universo parece menor diante de um instante
em que você sorri, e tudo ao redor
parece entender que nasceu ali um novo tipo de amor.


Mar, Sol, Lua, Praia, Maré, Vento e Estrelas,
Galáxias, Planetas, Céu e Constelações tão belas...
Tudo parece existir em perfeita harmonia,
como se a própria natureza soubesse que você merecia poesia.


O mar te contempla, a lua te ilumina,
o sol perde o brilho quando você se aproxima.
As estrelas te seguem na imensidão,
e o universo te guarda como constelação.


Se o céu tem seu encanto e o mar sua beleza,
você reúne os dois com tamanha delicadeza.
E entre o infinito, o tempo e o luar,
há uma certeza que não posso negar:


se o universo é infinito e o amor também,
talvez você seja o infinito que o meu coração contém.

" Entre o voo do beija-flor e o reflexo do espelho, a delicadeza revela que a verdadeira beleza não se encontra nas flores exteriores, mas naquilo que a alma reconhece e contempla em silêncio. "

O FENÔMENO DA DOR, DA MORTALHA E DA BELEZA.
Na antiga cidade de Valedourado, cercada por montanhas cobertas de névoa e bosques silenciosos, vivia uma jovem chamada Helena. Sua beleza era comentada em todas as ruas, admirada em todas as praças e celebrada em todos os salões. Seus olhos pareciam refletir o azul do céu após a tempestade, e seus cabelos escuros lembravam a profundidade das noites sem lua.
Desde a infância, Helena acostumara-se a ouvir elogios. Onde passava, recebia sorrisos; onde chegava, atraía atenções. Pouco a pouco, sem perceber, passou a acreditar que sua aparência era seu maior patrimônio e que a admiração dos outros constituía a medida de seu valor.
Os anos transcorriam suaves, como um rio tranquilo, até que o destino, esse velho mestre que ensina por caminhos inesperados, resolveu visitá-la.
Numa tarde de inverno, uma enfermidade grave atingiu a cidade. Muitos adoeceram. Helena também foi alcançada pelo sofrimento. Durante semanas permaneceu recolhida, entre febres e dores que pareciam consumir-lhe as forças.
Pela primeira vez em sua existência, descobriu que a beleza não era capaz de afastar a aflição.
O espelho, antes seu aliado inseparável, passou a revelar um rosto abatido, marcado pelo cansaço. A juventude ainda estava ali, mas a fragilidade humana tornara-se visível.
A dor fez aquilo que os elogios jamais haviam conseguido: obrigou-a a olhar para dentro.
Durante longas noites de insônia, observava pela janela as estrelas e perguntava a si mesma quem realmente era.
Se sua beleza desaparecesse, o que restaria?
Se os aplausos cessassem, quem permaneceria ao seu lado?
Se o corpo envelhecesse, onde encontraria sua identidade?
As respostas não vieram imediatamente.
A dor raramente fala alto.
Ela prefere sussurrar.
Quando finalmente recuperou a saúde, Helena saiu para caminhar pelas ruas da cidade. Notou algo que jamais havia percebido. Havia rostos marcados pelo trabalho, pela idade e pelas dificuldades da vida, mas que irradiavam uma serenidade que nenhum cosmético poderia produzir.
Conheceu então uma velha costureira chamada Margarida.
A mulher confeccionava mortalhas para os falecidos da região.
Helena estranhou aquele ofício.
— Não é triste trabalhar apenas com a morte? — perguntou.
Margarida sorriu.
— Eu não trabalho com a morte. Trabalho com a igualdade.
A jovem não compreendeu.
A idosa então explicou:
— Quando chegam até mim, ricos e pobres usam o mesmo silêncio. Vaidosos e humildes vestem a mesma mortalha. Os títulos desaparecem. As posses ficam para trás. A beleza física retorna à terra. Mas aquilo que a alma construiu permanece.
Aquelas palavras ficaram gravadas na memória de Helena.
Meses depois, a costureira permitiu que ela observasse seu trabalho.
Ali, diante das mortalhas cuidadosamente dobradas, a jovem compreendeu algo profundo.
A mortalha não era apenas um tecido.
Era um símbolo.
Representava o momento em que todas as ilusões humanas caem.
Nenhuma joia acompanha o espírito.
Nenhuma aparência atravessa os séculos.
Nenhum elogio resiste ao túmulo.
Apenas as virtudes seguem viagem.
A partir daquele dia, Helena começou a mudar.
Continuou apreciando a beleza, mas deixou de adorá-la.
Passou a visitar enfermos, auxiliar necessitados e ouvir aqueles que carregavam sofrimentos invisíveis.
Descobriu que existe uma beleza maior do que a simetria dos traços.
A beleza da compaixão.
A beleza da bondade.
A beleza do perdão.
Os anos passaram.
Seu rosto envelheceu como envelhecem todas as coisas da Terra.
As linhas do tempo desenharam-se em sua pele.
Os cabelos tornaram-se prateados.
Contudo, algo extraordinário aconteceu.
Quanto mais a aparência física diminuía, mais sua presença iluminava os ambientes.
As pessoas já não a admiravam por sua formosura.
Admiravam-na por sua alma.
Quando chegou sua hora de partir, muitos reuniram-se para prestar-lhe homenagem.
Entre lágrimas e preces, recordavam não sua antiga beleza exterior, mas os gestos de amor que distribuíra ao longo da existência.
E quando seu corpo foi envolvido pela última mortalha, parecia que a própria vida sussurrava uma lição aos presentes:
A dor revela.
A mortalha iguala.
A beleza verdadeira permanece.
Fundo moral
A dor é uma professora severa, mas sincera. Ela remove máscaras e nos obriga a encontrar aquilo que realmente somos. A mortalha recorda a transitoriedade de todas as conquistas materiais e da aparência física. Já a verdadeira beleza não pertence ao corpo, mas ao caráter, à inteligência moral e à capacidade de amar.
Consequências morais
Quem vive apenas para a aparência torna-se dependente do olhar dos outros e sofre quando o tempo lhe cobra o tributo inevitável da mudança. Quem cultiva valores interiores constrói um patrimônio imperecível, que resiste à enfermidade, ao envelhecimento e à própria morte.
Porque a dor pode transformar.
A mortalha pode ensinar.
Mas somente a virtude tem o poder de sobreviver ao tempo.

"Ah, minha visão da arte e da beleza: tu és o espelho que se contempla em si mesmo, pois não existe outra igual a ti."

O amor mais bonito é o de Deus
pois me faz conviver com a sua beleza
mesmo em fartos campos de guerra
me conduz em paz pelos cantos da Terra.

⁠Como o vento a entrar pela janela.


"A Beleza da vida
É o Sol lá no céu
Numa noite de chuva
É saber sentir
Quando não houver
Sentido e nem valor
O que vale na vida é o amor
Amar é enxergar a beleza
E sentir o seu sabor
Na água da chuva que cai
Na beleza da noite
É olhar-se no espelho
Poder ver a sorte
Pela imagem refletida
Ser somente uma ilusão
Por mais bela ela seja
Pois a imagem verdadeira
É o Sol no céu
Numa mente que o veja
E que sejam todos nossos sonhos
Bem assim
Como o Sol que brilha
A beleza na vida é o olhar que trilha
Confiante
Encarar de frente a todas as vicissitudes
Como quem sorri perante o espelho
E entender que o velho Sol é também uma ilusão
Como a chuva que se torna tempestade
O que vale na vida é o amor
Que se vai, que voa e que evapora
E que volta maior quando retorna e que te invade
Como o vento pela janela
No momento em que transforma a brasa em chama
E a chama da vela em nada
Nada além de uma vela apagada
E teu quarto em escuro
Era tudo o tempo todo uma questão de proporção
Pense, que o futuro continua a pertencer a Deus
Apesar de tua ilusão ao olhar pro espelho
Pois, em toda tempestade que cair
O Sol vai estar brilhando lá no céu
Talvez leve algum tempo pra entender
Que a beleza mora lá no olhar
Que sorri quando chora e está aqui
Mas que olha e não vê. "

Edson Ricardo Paiva.

"O desejo da idealização"


Encontrei alguém perfeito,
com uma beleza atraente.
Senti uma paixão forte,
e disse: “Estou apaixonada!”


Eu desejava tanto,
imaginei uma vida.
Eu não enxergava
a realidade em que vivíamos.


O tempo passou,
o sentimento me consumia.
Hoje entendi
que idealizei uma imagem,
e não uma pessoa real.


Pensei que nunca senti algo,
mas eu senti.
Porém, não é romântico:
gosto dele de uma forma
amigável.
Mesmo que eu não o conheça,
eu gosto desse sentimento.


Quando aceitei
e fui atrás,
não deu certo.
Porém, ninguém é vilão.
Não foi correspondido,
e eu compreendo.


Vivo a vida
normalmente,
estou em paz,
com a certeza de que
nem tudo que sentimos
precisa de relacionamento.

Sua beleza não precisa de tela, a verdadeira obra de arte é você.

Há uma elegância que não se veste, uma beleza que não se imita e um perfume que não se esquece.
É a essência de uma mulher que conhece o próprio valor e jamais precisa revelar todos os seus mistérios.

“Não temas as noites prolongadas; muitas estrelas só revelam sua beleza quando o céu se veste de sombras.”

A BELEZA CONGELADA NO TEMPO.
A figura de Marilyn Monroe permanece como um dos paradoxos mais intensos da estética moderna. A sua imagem não apenas atravessou décadas, mas parece ter sido suspensa num instante definitivo da história cultural. Há rostos que envelhecem com o passar dos anos e há rostos que o imaginário coletivo transforma em símbolos permanentes. No caso dela, ocorreu algo singular. A juventude foi preservada pela memória do mundo como se o tempo tivesse sido detido.
Nascida em 01.06.1926, na cidade de Los Angeles, Norma Jeane Mortenson transformou se gradualmente numa construção estética que ultrapassou a própria pessoa. O cinema de meados do século XX produziu diversas estrelas. Contudo, poucas alcançaram a dimensão mitológica que se formou em torno de Marilyn Monroe. Sua imagem passou a representar simultaneamente inocência, sedução e uma espécie de fragilidade humana que tocava profundamente o público.
A morte em 05.08.1962, também em Los Angeles, interrompeu sua trajetória no auge da notoriedade. Esse fato histórico contribuiu decisivamente para aquilo que alguns pensadores da cultura descrevem como “congelamento simbólico da beleza”. Quando uma figura pública desaparece jovem, a memória coletiva não testemunha as transformações naturais da idade. Assim, o rosto permanece eternamente associado ao vigor da juventude.
O cinema preservou essa imagem. Filmes como Gentlemen Prefer Blondes e The Seven Year Itch consolidaram uma iconografia que se repetiu incontáveis vezes na história da fotografia, da publicidade e da arte visual. A famosa cena do vestido branco erguido pelo vento tornou se um dos quadros mais reconhecíveis do século XX. Ali se cristalizou um arquétipo de feminilidade que atravessou gerações.
Contudo, por trás do símbolo havia uma realidade psicológica complexa. Muitos estudos biográficos indicam que a atriz enfrentava profundas inquietações emocionais, solidão e instabilidade afetiva. Esse contraste entre a imagem radiante e a interioridade vulnerável produziu uma aura quase trágica em torno de sua figura. A beleza, nesse sentido, deixou de ser apenas estética. Tornou se também um espelho da condição humana.
Por isso a expressão “beleza eterna congelada” não se refere apenas ao rosto ou à fotografia. Refere se ao instante histórico em que uma pessoa real foi transformada em mito cultural. A imagem não envelhece porque pertence agora à memória simbólica da humanidade.
Assim, enquanto o tempo continua a avançar sobre o mundo e sobre todos os rostos humanos, a figura de Marilyn Monroe permanece suspensa numa aurora perpétua da juventude, lembrando silenciosamente que certos instantes da beleza são tão intensos que o próprio tempo parece hesitar diante deles.

O CRIME DA BELEZA.
A beleza, quando contemplada apenas pela superfície dos olhos humanos, frequentemente transforma se em um estranho paradoxo moral. Aquilo que deveria elevar o espírito para a contemplação do belo, muitas vezes converte-se em motivo de julgamento, inveja e até condenação silenciosa. A esse fenômeno simbólico pode se chamar o crime da beleza.

" O espelho não faz justiça à tua beleza a realidade qual tu vives merecida se impõe da natureza. "

A PERENIDADE DA BELEZA E O SILÊNCIO DO SER.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Essências Do Jardim. 1991, dezembro.

A beleza, quando observada pelo espírito atento, não é um ornamento do mundo, mas uma manifestação perene do próprio Ser. Aquilo que chamamos belo não se limita ao contorno sensível que os olhos alcançam; reside antes numa essência que se resguarda das vicissitudes, mantendo-se íntegra mesmo quando as aparências se esvaem. Por isso, afirmar que " a beleza não morre, mas se torna mais bela " , é reconhecer que o fluxo do tempo não a corrói: apenas revela camadas que antes estavam ocultas ao olhar imaturo.

Na intimidade da consciência, percebe-se que a beleza cresce na medida em que o sujeito se aprofunda em si mesmo. A percepção estética não é estática; ela acompanha a maturação da alma, que aprende a decantar o transitório e a contemplar o que permanece. Assim como o pensador de então, compreende o belo como expressão do bem, o indivíduo moderno que se volta para dentro descobre que a beleza verdadeira não é uma conquista exterior, mas uma revelação interior.

O ser humano, ao atravessar os próprios abismos, aprende que as cicatrizes deixam de ser rupturas para tornar-se inscrições. A beleza amadurecida nelas se abriga. Nada do que foi legitimamente belo se extingue: transmuta-se, aprofunda-se, torna-se mais grave e, por isso mesmo, mais luminosa.

" Cada passo na senda do espírito revele não o declínio, mas o desdobrar silencioso da grandeza que jamais se desfaz, conduzindo a alma à sua forma mais alta de permanência. "

Nada tira a beleza e a paz, que é estar com tempo sobrando, para chegar em algum lugar.

A beleza de uma mulher está no todo que ela tem, cabe sim à ela descobrir que a tem…

Entre as mulheres..


Entre as mulheres, a mais bela de todas és tú,
Tua beleza, passa pelo doce sorriso de menina, pelos lábios macios de beijos embriagantes e pelas belas curvas da mulher madura,
até chegarem ao lindo rosto que brilha, como um brilha o Sol em uma tarde bela de um domingo de verão...


*Caio Camara Cesar*

O que mais nos atraí numa pessoa quando as encontramos pela primeira vez é a beleza exterior. A beleza interna muitas das vezes passará despercebida, tornando o relacionamento tão vazio como a própria estética.

Não é o tamanho ou a beleza do mausoléu que irá designar o seu lugar no "céu", é a pureza do seu coração. Então dê importância somente àquilo que é necessário para a manutenção do seu corpo, pois depois o que levarás será apenas o que te alimentou a alma.