Beber
Até Quando -
Vou beber da tua boca
ai amor que timidez
e que loucura tão louca
saber que a vida é tão pouca
para te amar outra vez.
Vou beber do teu silêncio
vou bebe-lo à tua voz
e que verdade tão pura
acreditar na loucura
d'um dia a menos tão só.
Meu amor dos olhos negros
que te afastas como a sorte
leva a tristeza que tenho
que trago em mim e sustenho
tal qual o medo da morte.
E levo aos ombros um tormento
que me arrasta pelo chão
não ter outro pensamento
não ser mais que este lamento
que dá meu corpo à solidão.
Ai amor o meu olhar
tão longe do teu porto
passa a vida a procurar
e quantas horas a chorar
só pensando no teu rosto.
Há tantas dores naufragadas
que ninguém pode aconchegar
tantas lágrimas cansadas
tanta gente abandonada
que está no fundo do mar.
Ceia do Senhor, beber e comer, parece até que todos podem, mas não esquecer, que há diferença em ser convidado para mesa e ser como todos;
Fui na reunião dos alcoólicos anônimos e me perguntaram o que me influenciou a beber?
Respondi:
Escutar a música do Henrique e Juliano.
De copo sempre cheio e coração vazio.
Ele é solitário e vago sem ânimo
Nostálgico
Sai pra beber e afogar-se entre goles e tragadas
pra esquece o que já se perdeu a muito tempo
Melancólico perambulando entre as ruas mortas da cidade adormecida ,ele anestesiado
Pela solidão se perdeu no tempo
Frio como a noite empurra sua alma escura e cadavérica
Sem medo sai todas as noites em busca da morte
Em goles e tragadas
O pensamento lhe abandonou
Vive por osmose
Inércia
A dor é seu vício
A droga uma prisão prazerosa
A solidão sua condição
Ele pede em seu fragmentado pensamento como uma prece que está seja sua última noite...
O vício
Eu bebo de qualquer maneira,
não me nego à diversão,
e durante a tarde inteira
só vou beber um garrafão.
I
Essa coisa do beber
vos conto meus amigos,
é este o destino que sigo
só para me entreter...
Já estou quase a ferver
por uma bela macieira
ou então uma bagaceira
daquela que não se fez,
bebo-a toda de uma vez,
eu bebo de qualquer maneira.
Ii
Essa é só a primeira
porque o vinho vem a seguir,
e o prazer do engolir
parece que tem cegueira...
A cerveja tem dianteira,
e o whisky, pois então,
bom é tê-lo sempre à mão
seja de noite ou de dia,
com um jarro de sangria
não me nego à diversão.
III
Bebo tal qual um leão,
não rejeito o absinto,
meus amigos, não vos minto
que é quase uma paixão...
pois bate-me o coração
por uma pinga de primeira,
penso só na bebedeira,
quase chego a estar morto
por uns litros do bom porto,
e durante a tarde inteira.
IV
O meu estômago é uma feira
de tanta mistura que faço,
desde o vodka ao bagaço,
do gin à aldeia velha,
bebo tudo o que me dá na telha...
Chego a não ter um tostão,
peço fiado na ocasião,
disso não me envergonho
e para provar o medronho
só vou beber um garrafão.
Vou ficar bêbado sim!
Beleza, hoje não
Ah quer saber, dane-se
Eu me conheço
Vou beber de qualquer jeito
Para renovar a minha energia, preciso apenas de, sol, olhar para a natureza e beber um café...
E tu já foste ver o sol?
23-05-2023
quero deitar em você
Beber o suor desse rosto
E no cansaço dos abraços
Agarrar o teu corpo
Sem medir o pudor
Sentir o quanto é bom o teu cheiro, perfume de mulher,
Agonia de uma noite até o amor do nascer do dia
"Seja o grafeno (material mais resistente) quando for para resistir vícios: fumar, beber bebidas alcoólicas, jogos eletrônicos, ilícitos penais e qualquer mal que pode arruinar a tua vida, independente da repressão e amalgama (material flexível) para absorver bons hábitos; como estudar, trabalhar, respeitar os semelhantes, agir com transferência"
Augúrio
Caminha a morte bela,
sombria e cambaleante,
a beber-me em doses lentas.
Está bêbada a minha morte,
bêbada de mim,
rindo-se de mim.
Não haverei de morrer de morte súdita,
nem súbita.
O baile continua, o gaiteiro continua, a dança continua,
Ela continua.
Ai de mim, coveiro amigo!
Ai de mim!
"A meritocracia é o pior veneno que uma pessoa pode beber, pois envenena a alma, entorpece o entendimento e mata aos poucos o espírito."
Quero ser grego, como os sábios de outrora,
E beber da fonte onde o mito aflora.
Quero ser Drummond, de versos profundos,
E enxergar poesia nos cantos do mundo.
Quero ser Eça, de escrita sagaz,
Narrando verdades com um tom voraz.
Quero ser Jó, na dor resiliente,
Fortalecido, inabalável, crente.
Quero ser mais humano, mais alma, mais luz,
Ser ponte, ser verbo, ser cruz.
