Bandeira
Igual poema do Bandeira
Demétrio Sena - Magé
Depois de um enfarto quase fulminante, a senhorinha deu entrada em estado grave, na sala vermelha. Em dois dias, lúcida e falante, já estava na sala amarela, onde aguardava um cateterismo.
Feliz da vida, e obviamente sem o consentimento do pessoal da enfermagem, teve acesso secreto a salgadinhos e doces, na enfermaria. Fez um piquenique altamente calórico, às escondidas, com a pessoa irresponsável que foi visitá-la.
Na madrugada seguinte, voltou à sala vermelha, em estado crítico, aos gritos e com extrema dificuldade para respirar. Era um novo enfarto. Não tivemos mais notícias suas, até o dia em que deixamos aquela unidade de saúde, para o cateterismo que ela faria antes de minha esposa.
Esse episódio me lembrou o poeminha Notícia de jornal, do Manuel Bandeira. Espero que depois de toda a farra ela não tenha, metaforicamente, mergulhado na Lagoa Rodrigo de Freitas.
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Respeite autorias. É lei
Um robô da Tesla segura a placa da corporação e a bandeira americana ao mesmo tempo em que alienígenas constroem um rosto em Marte. A primeira nave movida por ventos solares busca o pôr do sol num futuro próximo. Este capítulo será creditado aos clones e aos transhumanos aprimorados geneticamente, ativos para olharem para outros céus e terem a certeza de que a humanidade mudou. Mesmo assim, continuamos a existir em volta da fogueira alucinada dos deuses místicos e ancestrais, guiados pelos xamãs de cada era.
Vivemos tempos estranhos: o que antes gerava vergonha, hoje vira bandeira. E o que merecia orgulho virou alvo de chacota e cancelamento.
Lembre-se: Sobreviver é o primeiro triunfo, acreditar é o segundo, e vencer será a sua bandeira para sempre.
PELEJA SERTANEJA
No sertão nasce o guerreiro
Com coragem por bandeira,
Aprendendo desde cedo
A vencer a vida inteira.
Faz da luta seu caminho,
Da esperança, companheira.
Quando o sol castiga a terra
E a chuva tarda a chegar,
O sertanejo não desiste,
Segue firme a caminhar.
Pois conhece que a vitória
Também sabe esperar.
O mandacaru florescendo
É lição de resistência,
Mesmo em solo castigado
Não abandona a existência.
Mostra ao povo nordestino
O valor da persistência.
O vaqueiro rompe a mata
Enfrentando espinho e chão,
Conduzindo o seu rebanho
Com firmeza na missão.
Leva a fé como armadura
Protegendo o coração.
Cada enxada abre sulcos
Na esperança do plantar,
Mesmo vendo a terra seca
Nunca deixa de sonhar.
Quem cultiva com coragem
Sempre aprende a esperar.
A mulher do velho sertão
É exemplo de bravura,
Transformando pouca água
Em riqueza que perdura.
Com amor sustenta o lar
E enfrenta toda agrura.
O poeta faz do verso
Uma espada de valor,
Cantando a vida sofrida
Misturada com amor.
Cada rima é resistência,
Cada estrofe, um louvor.
O sanfoneiro anuncia
Que a tristeza vai passar;
Quando o fole solta o canto,
Faz o povo se alegrar.
Mesmo em tempos de peleja
Sempre existe um festejar.
Quem conhece o sertanejo
Sabe bem de sua fé;
Nunca baixa a sua fronte,
Nunca perde o rumo em pé.
Tem em Deus sua fortaleza,
Sua rocha, sua mercê.
A peleja do sertão
É batalha sem igual;
Mas quem luta com esperança
Nunca encontra o ponto final.
Pois o povo nordestino
Tem coragem ancestral.
Enquanto houver sol queimando,
E um vaqueiro a cavalgar,
Haverá no velho sertão
Uma história pra contar.
Da peleja nasce a glória,
Da coragem, o triunfar.
"Na verdade, meu pai (João Elias Bernardes) foi um lutador... foi um herói sem bandeira... foi um homem desprendido de elogios... num mundo que só valoriza a aparência e a "sagacidade" em viver!!"
No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa
(Leonardo Mesquita)
A saúde mental é importante para o Serviço Social, sendo que é bandeira de luta que vai contra o sistema antimanicomial.
O RESPEITO NÃO TEM DONO
O respeito não tem cor, não tem bandeira, não tem lado e não deveria ter data para ser lembrado.
Enquanto precisarmos dividir o respeito em causas, escolher a quem oferecê-lo e reservar um dia para celebrá-lo, ainda estaremos longe da verdadeira paz.
Talvez o mundo só encontre a paz quando o respeito deixar de ser uma luta de alguns e se tornar a consciência de todos.
1574
"Não tenho como confirmar mas contaram-me que o grande Manuel Bandeira, quando menino, encontrou-se, no bonde, com ninguém menos que Machado de Assis! (Eu sequer sabia que eles eram contemporâneos). Mas... Imaginem a emoção!
E, para ficar bem com o Maior de Todos, Manuel Bandeira teria dito que havia lido todos os livros do 'Bruxo do Cosme Velho'. Desconfiado, Machado começaria a fazer perguntas, quando a 'próxima parada' salvou o Menino Futuro Grande Poeta: ele precisou descer ali mesmo, HeHeHe!"
0400 "Sei bem o que é Ingratidão. Ingratidão é não terem ainda criado Bandeira, Hino e Medalha para me homenagear. Estátua não quero, pois Estátuas são banheiros de pássaros!"
Existe uma bandeira que o ser humano jamais deixará de reconhecer mesmo que seja na solitude. Ela caminha com uma velocidade incomparável aos olhos humanos .
Possue frequência , luz , força , beleza , fascínio , se distingui e o universo coopera com a verdade.
A bandeira da paz , da justiça , do bem , do amor , da lealdade , porque é a mesma bandeira levantada por Jesus Cristo um dia .
Simone Vercosa .
Você é Mestre-Sala
do meu peito,
Eu a Porta-Bandeira
do meu jeito,
O Samba é o
mestre de nós dois,
A Bandeira é o amor
que não se deixa
nenhum pouco para depois.
O céu noturno de quando foi assinado
o decreto da nossa Bandeira Nacional,
foi desenhado com exatidão e esmero
como no próprio Hemisfério Austral,
Na justa posição astronômica em que
as vinte e uma estrelas se encontravam,
assim todos homenagem prestaram.
Depois mais seis novos estados surgiram,
e em vinte e sete estrelas resultaram.
Há quem as queira no futuro delineando
o contorno do mapa da nossa Nação;
Penso que ninguém mais deve tocar
no nosso augusto e primoroso Pavilhão.
A base de orientação no céu noturno
alimenta a memória e o próprio coração,
erguendo a história da memória
e na afetividade da nossa Pátria inteira
com as grandezas da arte e da ciência,
para prestarmos eterna e total reverência.
Insano é beijar e honrar uma
bandeira que não é a sua;
insano é divergir sem cooperar
com aquilo que é de sobrevivência
e nas mãos de um estranho confiar;
insano é votar em quem disse
que deveríamos nos curvar
ao estranho que poderia nos
jogar livremente uma bomba atômica;
insano é apoiar quem disse que estaria
disposto a sacrificar até mesmo a floresta;
insano é votar em quem até disse
que se sentiria vingado se
a nossa pátria virasse terra arrasada.
(Insano é não querer ver a vontade
mascarada de metáfora.)
SURFAR
E agora, José. José para onde?
Antes de tudo ouvir o tango Argentino de Bandeira.
Depois retirar a pedra do caminho.
Brincar um pouco com as andorinhas de fio do Quintana
Fazer Mestrado e Doutorado... Nunca serei nada.
Só não quero passar pela agonia do parque de João e do outro José.
Entender... Que te amo por não amar bastante ou demais a mim.
Entender... Ainda, que é necessário Amar!Amar!E não amar ninguém.
Queria voltar a fumar.
Tragar como Augusto e pensar nas bocas que gostaria de escarrar.
Entender que viver é ser o outro.
Entender como Manoel que a maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Por fim quero fugir
Ser qualquer.
Entender, que eu sou o que no mundo anda perdido,
Entender, que eu sou o que na vida não tem norte.
Em fim. para onde? Surfar.
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