Bandeira

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Terão coisas que dependerão só de você.
Mas primeiro saiba: este você,
não é você sozinha!

Tem alguém contigo:
Um doce anjo a lhe acompanhar pelo caminho.
A segurar sua mão perante o medo do vazio.
A lhe fazer voar por entre sonhos e verdades.
Só para lhe ofertar aquela tal estrela que há tanto queria.

Escute, ele sussurra aos seus ouvidos.
Fala apenas ao seu coração.
E lhe trará a certeza do amor,
a claridade da razão
e a determinação para seguir adiante.

É quando se experimenta o real sabor da felicidade que não se consegue contentar-se com nada menos que isto!
E quando menos se espera, a vida ainda é capaz de nos presentear com delicadas surpresas.
Mesmo que tudo, até agora, tenha sido sem sentido. Há sim, um sentido maior, além do que possamos entender.
Algumas mudanças chegam para nos sacudir. Retirar a poeira do comodismo. E até que enfim! Como é bom ressurgir!

Feito um defeito, o amor chega e realiza seus feitos.

Em sua profundidade: mistério escrito
em suma verdade: silêncios que gritam
surge o abismo entre o inefável e o sentido
por um lindo anjo em sua total dolência.

Janelas para uma alma que se guarda.
Caminhos viajam por um mundo íntimo
transcecendem a qualquer luz opaca
revelam segredos, até os mais ínfimos.

Meio de escape das emoções contídas.
Deslizam entre lentas gotas salgadas:
alegrias, tristezas, esperanças e partidas.

Profusão de cores, amores, sonhos e fadas
Sorrisos lhe chegam antes que nos lábios
Iluminam, brincam, distraem, embriagam!

A Virgem Maria

O oficial do registro civil, o coletor de impostos, o mordomo
da Santa Casa e o administrador do cemitério de S. João
Batista
Cavaram com enxada
Com pás
Com as unhas
Com os dentes
Cavaram uma cova mais funda que o meu suspiro de renúncia
Depois me botaram lá dentro
E puseram por cima
As Tábuas da Lei

Mas de lá de dentro do fundo da treva do chão da cova
Eu ouvia a vozinha da Virgem Maria
Dizer que fazia sol lá fora
Dizer i n s i s t e n t e m e n t e
Que fazia sol lá fora.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M., Libertinagem, 1930

Café com você é sempre um sonho, uma viagem! Não importa lugar, nem hora marcada. Basta estarmos juntos!

Minha voz trêmula
se cala
em meus lábios.

Minha escrita trêmula
se encerra
em minhas mãos.

Apenas meus olhos contam.

Esperei tanto tempo ver você chegar
que mesmo cansada e quietinha,
vendo meu reflexo no vidro da janela,
Percebi o quanto sou importante para mim.

Vamos aproveitar toda aquela energia que um início de ano nos proporciona e vamos usá-la a nosso favor! Vamos gerar novas energias, vamos dar nova dimensão aos nossos dias, às nossas atitudes. Vamos nos entregar de corpo e alma ao que nos faz sentir vivos. E vamos viver!!!

Viva, sinta, ame!!!

Lutar contra os próprios sentimentos exige manobras perigosas, corremos o risco de "amputar" parte de nossa alma, de esquecermos parte importante de quem somos, de nossa identidade.

Em nossa ânsia por proteção e segurança, muitas vezes deixamos de viver... E viver implica em "dar a cara a tapa". Isto é, pode doer, mas e daí?! Que doa, então! Mas ainda assim, será melhor do que não sentir nada... do que permanecer inerte, dormindo acordado, morto em vida... zumbi dentro da nossa própria rotina, criada para nos proteger, proteger do quê?! Já esqueci.

Arrisque-se mais, saia da margem! Você vai sentir a vida fluir no pulsar de seu coração, no suor tentando abaixar sua temperatura, no sabor salgado da lágrima que certamente escorrerá de seus olhos tentando aliviar o aperto de seu coração, o nó de sua garganta...

Sim, é verdade, nem tudo é como a gente quer, mas nem por isso vamos desistir, nos entregar, deixar a tristeza e a amargura nos abater e derrotar.

E lembre-se: por mais que possa trazer alguma dor, amor que é amor de verdade - e AMOR só pode ser AMOR; traz consigo a cura. Cura para o egoísmo, solidão, tristeza... e muito mais!

Ame, independente do que for, sem nada esperar, sem nada exigir em troca... Ame, apenas por amar!!!

Ame, sinta, viva!!!

Eu hoje agradeço por tudo que desejei, por tudo que quis e não consegui, por tudo que sofri, por tudo que me despertou da morte da apatia...

Hoje posso dizer: sinto, amo e estou viva!!!

Quanto sabor!!! Café com gostinho de Natal,
cheirinho de infância,
sonhos penduradas na árvore da esperança,
Alegria, alegria!!!

Feliz Natal!!!

Quando estamos juntos, sinto que alcançamos o sempre...

"A aventura da Alma Gótica – Parte III de um dueto com o Músico Petrificado":


E após reconfortar-se nas águas geladas

Alma continua seu passeio pelo jardim sereno.

No antigo tronco oco, de uma árvore ressequida,

Oculta suas antigas angústias.

Ora bem sabes: muito tempo guardadas viram veneno.

Tão triste e solitário jardim sereno!

Mas por sorte ou por desejo forte

Vem intenso e impassível: o vento!

Sopra sem piedade e varre num lampejo

O pouco que lhe resta da melancolia.

Não murcham mais as margaridas de seu pensamento!

É sempre belo e pleno, suave jardim sereno.

Não, neste lugar a noite nunca dormia...

Sob o véu do luar a Alma protegida

Vislumbra brilhos de estrelas escondidas.

Tão claro e precioso jardim sereno!


A aventura da Alma Gótica – Parte III de um dueto com o Músico Petrificado

"A aventura da Alma Gótica – Parte IV de um dueto com o Músico Petrificado":


Em seu contínuo e incerto caminhar

Não encontra nem o fim, nem o início.

Quando se depara então, com um precipício.

Lança sobre tamanha imensidão seu olhar

Vasto lugar para a música voar!

Preencher cada espaço vazio e inerte

Fazer ressoar sobre si cada eco em notas

Iluminar com canções este caminhar

Imaginação liberta encontra diversas rotas.

Oh, doce Alma delicie-se em seu belo jardim sereno!

"A aventura da Alma Gótica – Parte IX de um dueto com o Músico Petrificado":


Passaram-se dias, semanas, meses

Nada que valesse mais contar as horas

Apenas esperar o nascer das estrelas,

Apenas sentir o ecoar da luz de cada dia

Sobre as densas camadas de névoas...

No tempo do regresso nada precisou anunciar:

O doce perfume das novas flores

Exalavam amor aos sentimentos de Alma,

Despertando-a de seus devaneios.

Levantou-se e correu em direção à luz da clareira

Sentindo o som se intensificar

Ao compasso de seu coração.

Alma, enfim, encontrou Músico!

Não mais petrificado,

E sim um coração a fluir encantado

Pela singular beleza de Alma.

Notas de saudade, vida, paixão...

Selaram com um beijo,

Fogo purificador de toda emoção.

Nem café, nem almoço
nada muito trabalhoso
Talvez um brunch
um piquenique ao ar livre
tudo muito simples...
Eu, você, os campos,
as crianças brincando
Uma sombra e um violão,
felicidade plena em canção!
Um pouco de preguiça
e mais ainda de energia
Apreciar vivendo a vida
nas horas soltas de contemplação,
oportunidade de cada dia...
Serenidade, amor: uma oração!

Um passado distante
Mistura de alegria
Com tristeza
Sensação de saudade
De algo que não se viveu
Algo que não aconteceu...

Um futuro distante
Mistura de curiosidade
Com proposital ignorância
Sensação de ansiedade
Por algo que não sabemos se virá
Que não sabemos se acontecerá...

Presente:
Distante do meu controle...

De que adiantam as palavras vazias,
fantasiadas,
perdidas pelo vento,
vagando pelo ar,
enganando aos ouvidos indecisos
e aos corações aflitos
de quem só pede por amar?

Palavras que se escondem
entre outras
querendo insinuar além
do que o poeta escreve.
Querendo dizer além
do que já foi dito e sentido.
Sentimento irreal...

Se estas mesmas palavras,
em sua origem - o pensamento;
quando não são máscaras
são o início do fundamento
o principio da ideia
nem mais, nem menos
que o sentimento natural.

Às vezes sinto uma grande vontade de rezar, falar com Deus, sentir Sua presença, Seu Amor, Seu calor. Colocar alguma intenção ou simplesmente agradecer...

Em meio a vastidão do céu
Asas bem ligeiras
Enganam aos olhos mais atentos,
Encantam aos corações mais distraídos...
Pairam no ar.
Verde azulado, rosa alaranjado
Conforme a luz do teu olhar
Muda de todo o seu colorido...
Numa dança de harmonia e delicadeza
Cortejam a pequenina flor de tamanha beleza
Que de tão tímida, em pétalas um rubor,
Espera em silêncio, o beijo do seu amor.

Rosa chá capim limão...
Qual será seu sabor?