Bagunça
Nossos sentimentos são uma bagunça. É chato de lidar, mas com calma podemos nos organizar e encontrar a nossa paz.
POR DETRÁS DAS MÁSCARAS
O momento nos bagunça as emoções...
Angústia...
Medo...
Insegurança...
Revolta...
Por tantos aqueles que já perderam a sua vida...e outros muitos que ainda estão a lutar por ela... “Angustia”.
Para aqueles sonhos, projetos interrompidos ou adiados. “Insegurança”.
E sonhar parece luxo para quem não tem nem tempo... já que é acordado diariamente pela realidade de apenas sobreviver. A luta diária é para tentar garantir o pão que não é mais de cada dia...mas pelo menos daquele dia...sem previsões. Para esses o “Medo” é algo real.
A “revolta” chega no momento em que o egoísmo reina e não nos percebemos mais...
Nos descuidamos!
Aglomeração irresponsável
Máscaras no queixo ou na mão
Desencontro de informações e compartilhamento de falsas promessas de cura.
Nos perdemos!
Uma “cegueira política” ...E isso lá é política? Deixou de ser quando os olhos foram vendados pelo ego. E se tem uma coisa que política não é... é coisa de um só.
Talvez isso explique a atual escolha de representatividade. Talvez se trate apenas de um espelho, um reflexo... Já que sua atuação é o próprio “Monólogo da insensibilidade”.
O que resta é acreditar que todo esse sofrimento não seja em vão!
Que a gente volte a se enxergar...
A perceber e acolher o outro em sua singularidade
Talvez o único serviço essencial que falte funcionar seja a humanidade!
Coração tá uma bagunça, eu sei ... pensamento atordoado. Mas é só uma fase , vai passar logo ... os furacões chegam revirando tudo e no final passam ..sempre passam...
Renasci das cinzas, andei em lugares que nunca imaginei andar, tentaram bagunça a minha mente, retrair a minha alma, me impor crença limitantes, brincaram com meus sentimentos, riram e tripudiarão, me deixaram rente com o chão.
Mas não contatam com a fênix que existi dentro de mim, e que me fez ressurgir das cinzas.
Silva Nadja M
É preciso a bagunça pra sentir que é hora de faxinar...
É preciso perder-se pra buscar se encontrar...
minha bagunça
não deveria
ser reconhecida.
por você
tento me reorganizar.
e passo a mentir, como
convém a quem ?
Há 5 anos atrás, acordei cedo
arrumei a bagunça
dei comida pro gato
já que ele fora o unico a sobrar
coloquei agua gelada
Depois de tudo, senti algo,
era como se doesse por dentro
imaginei, é a fome
Tratei logo de fazer não um
mais dois sanduiches, coloquei o queijo
coloquei o presunto, passei bastante manteiga
daquele jeito que só nós sabemos
Fiz o sanduiche
Mas no fim, não sabia o que fazer com ele
pois percebi que não era fome
Os sanduiches ja estavam prontos
não da pra descolocar o presunto, o queijo, retirar a manteiga
Senti culpa e dor, pois a dor, continuou ali
Por muito tempo, porém hoje, eu consigo me perdoar por fazer aqueles sanduiches e depois de guarda-los por muito tempo
Finalmente, joguei fora aqueles 2 sanduiches mofados
Que tanto me deixaram culpado
A GAVETA VAZIA
Que bom acordar e ver a bagunça na pia
e perceber que a noite se fez completa
Procurar na gaveta a colher pra fazer o café
E não achar talheres limpos
E entender que a finalidade da existência é essa.
Lavar, renovar e repetir o processo, o aconchego , o amor, se faz com a casa revirada, coração tranquilo é a máquina de lavar batendo roupa as seis da manhã, é doação, é entrega.
O mais puro desejo é sujar a casa toda, acordar, se sentir grato e perceber que a vida reinicia no abrir do olhos.
E todo dia fazendo tudo sempre igual; se reiniciando, mas se reinventando e se refazendo, se reconstruindo, sabendo que está sempre inacabado, pois sábio é aquele que reconhece a própria ignorância.
A gaveta vazia é uma porta infinita, que se abre perante as possibilidades de se guardar algo; todo dia se coloca uma nova coisa na gaveta, se esquece um velho algo no fundo e se joga fora um atualmente absurdo antigo conceito.
As repetições do cotidiano são sempre um treino, uma tentativa, uma aposta num jogo de azar, um poker divinamente diabólico onde a gente sempre perde na mesma medida que ganha, onde a gente sempre esquece na mesma medida que lembra e onde a gente sempre acha na mesma medida que procura.
O cotidiano é onde se encontra o amor que a gente já tinha perdido no dia seguinte, porém que nunca se esvaiu. É na cama bagunçada, com a mola estourada, que a gente se aconchega e se deita no final do dia; é no estresse que, ao descansar, a gente se alivia e descansa, sem se lembrar da nossa louça na pia.
Quem é você que chega
sem avisar,
bagunça a minha mente,
me arranca suspiros,
faz minha pele arrepiar
e o meu coração acelerar.
_ Sueli Matochi
Querido coração, vê se não me complica
Esse negócio de amor, bagunça a vida
Não tô procurando ninguém,
Não quero me apaixonar agora,
Fique quieto e o deixe ir embora
O meu cérebro é a razão
E você age por sentimento
O amor não deve ser implorado em nenhum momento
Eu gosto do recíproco
E o dele nunca foi
Cuidado para quem você aponta
Porque depois vai ter que lidar com a dor
