Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
MINHA ESSÊNCIA – PRECISA DE RESPEITO
Sou uma pessoa tipo intrusa
À esquerda do direito
Minha essência está confusa
Escondida de conceito.
Não é uma palavra obtusa
Sem preconceito
Precisa ser difusa
Somente respeito.
Então, respeito a mim
Sem preconceito
E falo de ti para mim
Sem defeito.
Neste emaranhado de conceito
Palavra multiuso
Eu quero respeito
Que uso sem abuso.
Abraça-me sujeito
Sem conceito
Nem preconceito
Somente respeito.
Na praça jasmim
Juntinho ipê, amor-perfeito...
Um cheirinho de alecrim
Sem definição, nem conceito.
Eu quero respeito
Eu preciso respeito
Eu, tu, eles queremos respeito
Nós queremos respeito.
Não sou poeta para agradar o mundo;
sou poeta para alertar o mundo
de sua enorme necessidade de amar.
Sou, bem sei, uma voz que clama no deserto. Não se esqueça porém V. Ex.ª que a voz que clamou no deserto foi a que anunciou o Salvador.
O que sou ?
Sou um palhaço que pratica alquimia,
Pego a tristeza e o vazio que há em mim,
E transformo em alegria...
Transmito sensações as pessoas,
Sem nem mesmo estar vivendo aquele sentimento
Tudo é questão de tempo
Até que um dia, alguém me traga alegria como alimento.
Por enquanto vou vivendo em solidão
Errando e buscando por solução
Mostrando meu lado alegre
E tornando-o a principal atração
Minha vida é um teatro
E ao público passo apenas uma imagem
É obrigação minha ser alegre
E manter o personagem...
Menopausa
Já não sou seu desejo
nem tenho mais os seus beijos
e no silêncio mudo da cama
apago sozinho a minha chama
Te olhando apenas de costas
fico buscando as respostas
nesse declínio natural
de sua perda hormonal.
O Prisioneiro das Mágoas
Estou preso neste passado de astenia
Sou o prisioneiro das mágoas infindas
Quero libertar-me desta horrenda quimera
A consumir-me, a fatigar-me, já nem vejo a cor
Tampouco sinto o doce perfume da primavera
Ando na mais íngreme vivência sem nenhum vigor
E quanto mais eu resisto
Mais intenso se torna meu aflito
Ainda posso ver as borboletas me rodeando
Do céu caem pétalas de rosas sob minha face de pranto...
No entanto...
Absorto em minha sina de agonia
Atônito eu as perco de vista
Cético suas unções não são alento sequer a chave
A destrancar-me deste calabouço mental adicto no padecer
Olho tudo a me cercar... Tenho o horizonte vasto de ternuras alcançáveis
Possuo a chaveta em meus palmos a tirar-me destes sonhos deploráveis
Contudo, sentindo-me o mais egocêntrico e putrefato dos indivíduos
Espurco, entreguei-me ao jardim mirrado e vivo neste ambiente lesivo
Embriagado, meu caro, pois estou a beira das mais terríficas ruínas
Nesta masmorra onde o tempo não és bem-vindo, ele passa, porém, não é sentido
Isolado a não ser pelas inseparáveis mágoas
Logrado em ideações impenetráveis e escusadas
Desatado do pragmático tempo
Aprisionado em enigmático tormento
Pois serei para sempre o prisioneiro das mágoas!
Deus. (Deuses)
Sou vulto
vulgo
o emanar alem do mar
extravasado
sobre um deus o e manjar
talvez existo completamente
delinquente
preso em sua mente
pensas diferente que a maioria
que seja.
a tua alma pode ser minha
mas o viver e seu,
faça tudo
mas poupe me dessas cismas
cabulosas
fabulosas
fanáticas
nas suas religiões
aceite me em convicção
como a razão
procure ser diversificado
arrebatando a si
o resto ha vaidade.
trabalhe para santificar- se
seja deuses
gregos ou não
(faça fama como Zeus.
cria seu mundo
seja breve
salva- se .
me busque aonde não estou
quando chegares mande rosas
e veja o quanto es importante
e infinito
sendo simplesmente eu.
Sou exigente sim não nego,
gosto de estar sempre na moda
minha grife preferida
é a simplicidade.
Porque ser sofisticado é ser simples.
