Avião
Soneto alado
Pelas asas do avião
voa o meu coração,
esperando voltar logo
à cidade da paixão.
Paixão que a esta altura
faz-me lembrar a ternura,
da linda mulher madura
dando asas à loucura.
E pensando em você
ganho asas em movimento
do amor alado daqui dentro.
A felicidade então aflora,
é a liberdade a se incitar,
que só tendo asas para explicar.
As nuvens no céu
De cima das nuvens o avião a respirar
Em seu pulmão tosse e a ventania o faz balançar
Balanço com ele para lá e para cá, em um frenesi
Que inquieta meu pensar.
Perto das nuvem limitada por uma minúscula janela
Sinto o frio atravessar minha nobre barriga gelada
Quieta.
Entre pensamentos e sono induzido creio no infinito
Transporto-me ao céu que está tão perto e não o toco
Pois havia anjos voando com grandes assas brancas
Só em minha imaginação fértil e no meu coração
um pedido chegar ao chão.
A caixinha que modela o tempo ao redor de meu corpo
Transpira tédio, em caixa estou dobrada como
Um pano de prato na gaveta do armário.
Assim estão todos, alguns com fone de ouvido
E outros com suas caras enterradas em um livro
Que os faça esquecer da viagem.
Sempre apreensiva quando tenho de viajar d avião, embarquei e escolhi um lugar perto de um cidadão de aspecto sólido. Tentei acomodar-me e aguentar as seis horas de viagem q tinha pela frente, mas surpreendi-me com os olhos pregados no motor visível. Apos uma hora mais ou menos meu companheiro de poltrona voltou-se p/ mim com um sorriso bondoso. -- senhorita - disse-me -- se quiser descansar um pouco, terei prazer em tomar conta do motor.
Como um avião que rasga o céu tirando sua harmonia e deixa um rastro melancólico pairando sobre nossas cabeças, que vai se dissipando aos poucos como bruma ao amanhecer, mas logo tudo vai voltar a ser o que sempre foi. Até outro avião passar novamente.
Pensamento do dia
Se estiver louco para voar, porém se recusa a entrar no avião nunca sairá do chão.
O meu Ídolo não anda de ônibus e nem de avião, mas creio que ele vive dentro do meu coração.
Quando choro por Ele, sei que Ele me ouve e me dá toda sua Atenção, Ele nunca se esquece de mim, pois sabe que minhas loucuras são para agradar o seu coração. Me chamam de louco , mas isso eu nem ligo, pois eu tenho a certeza de que o meu Ídolo sempre será comigo. Todo coração que o aceita sabe que irá passar por uma transformação, seu Nome é Jesus, morreu em uma Cruz e ressuscitou para nos dar o perdão...
Então vivo a vida com o meu Jesus, com Ele a vida não tem mais ilusão, vivo de olhos abertos e o que não enxergo fico tranquilo, pois sei que Jesus será minha luz na escuridão...
Te Amo Meu Lindo Jesus de todo o Coração!
A cor da caixa preta do avião é laranja... Daí o fato de que nunca encontram as caixas pretas dos aviões.
"Te odeio"
Te odeio profundamente
E sabes bem o porquê!
Quero pular de um avião
Do que falar com você.
Ao invês de apertar tua mão,
Prefiro apertar um espinho,
Se um dia me ver na rua,
Por favor, mude o caminho.
Só em ouvir tua voz,
Faz ferver meu coração.
Você não merece nem
Um pouco de minha atenção.
Se te vejo de longe,
De raiva a alma transpira!
Não quero nem respirar
O mesmo ar que respira.
Te odeio intensamente
E muito mais te maldigo,
Prefiro ir à sepultura,
Do que falar um dia contigo.
Pentecoste/CE
O avião me leva nas alturas. Sinto que estou em uma aeronave parada no espaço. Não vejo o piloto, mas não tenho medo, porque a sensação é que ele está nos carregando no colo e nos protegendo como um anjo da guarda.
Legado de Maria
Voei
"Foi assim.
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez, quando o avião decolou.
Eu subi junto. A alma foi atrás. Quanto mais alto ele ia, menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta, 12.000 mil pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui. Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei e mesmo no ar, relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão, voei.
Logo, nos três éramos apenas um. Eu a alma e o ar.
Engraçado, tudo fica tão pequeno daqui.
De repente um grito! Mudo. Apesar do maxilar travado, dava pra sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Não foi salto. Foi entrega. Foi retorno."
Mais uma sobre o autoelogio:
– Sou o Super-homem!
– Não! nem é um pássaro, tampouco um avião; é só um humano prepotente mesmo!
Dia 11 de fevereiro de 2013. Há pouco mais de 9 meses eu entrava num avião com uma única certeza: a incerteza! Trocava uma “formatura-certa” e um “futuro-certo” por um intercâmbio para um lugar que eu nunca tinha ido, nunca tinha ouvido falar e nunca tinha pensado em estar.
Alguns chamaram de loucura, outros chamaram de coragem. Eu já nem tentava nomear. O que antes era sonho, já era quase fato no dia do embarque . O que seria, então? Meus pais chamavam de “investimento no meu futuro” (mas...não seria no presente?).Era muita justificativa para uma só opção: subverter a ordem das coisas na sociedade! (Como assim, você não vai se formar no “tempo certo”?).
Os pessimistas chamaram de “Ano Perdido”. A eles eu dedico o meu post.Eles estavam certos: eu, realmente, perdi muito esse ano!
Primeiro de tudo, eu perdi MAIS um ano normal na faculdade, imaginando como seria aquele mundo de que eu tanto ouvia falar, mas conhecia apenas uma insignificante parcela. Eu perdi de passar mais um ano pensando “E se...?.” Eu perdi um ano de desejar ser uma pessoa em intercâmbio. Eu perdi um ano de reclamações. Eu perdi um ano de atormentar os meus amigos e familiares com o meu mau humor e frustração. Eu perdi de passar um ano num lugar, achando que meu lugar era outro. Eu perdi uma formatura que me traria mais infelicidade que satisfação.
E tem mais!
Eu me perdi pela Europa, eu me perdi pelo mundo. Dei um pulinho na Ásia, só pra sentir o gostinho do – ainda mais – diferente. E querer voltar. Eu me perdi pelas ruas de todas as cidades que visitei, principalmente Barcelona!
Eu me perdi pelos meses, pelas semanas e pelas horas. E, só não me perdi mais, porque as estações do ano estavam sempre lá, dispostas a lembrar que os tempos estavam sempre dispostos a mudar, do mesmo modo que eu mudava.
Eu perdi ônibus, perdi trem, perdi avião. Sim, eu perdi! Eu também perdi o sentimento de perda. Esse - que eu já começara a abandonar quando decidi vir para a Croácia - continua se perdendo em cada viagem, em cada conversa, em cada pessoa, em cada história de vida que eu não conheceria se tivesse continuado abraçada ao comodismo.
Eu perdi o medo. E esse, esse foi o mais difícil de perder. Às vezes ele visita, tenta se agarrar de volta, mas não demora a ser expulso. Perdi o medo da estrada, perdi o medo da solidão, perdi o medo do futuro. Eu perdi o medo da vida, eu perdi o medo da sociedade. E esse foi o mais lindo dos medos perdidos. Não, eu não ouvi falar. Eu vi. Eu vi que nesse mundo tem – SIM!- gente capaz de fazer o bem pelo bem. E isso trouxe a esperança de volta. Ah, a esperança! Mas, peraí, essa entra nos ganhos. E esse texto é sobre perdas, certo? Melhor parar por aqui...
Ah, eu também perdi o apego material. Claro que, infelizmente, ainda não totalmente. Sim, ainda lentamente, ele se esvai. Ele se vai. Ao longo de todo o processo anterior ao intercâmbio e ao longo do próprio intercâmbio. Primeiro por uma questão de racionamento de dinheiro e, pouco a pouco, por uma questão de consciência. As coisas materiais acabaram por se tornar simplesmente...materiais. Apesar de matéria, elas carecem de substância!
É a tal da filosofia da banana, que minha grande amiga, companheira, aventureira desse ano de filosofias, viagens e aventuras, Jana Maurer, bem nomeou e descreveu aqui.E isso só entende e concorda quem já sentiu a sensação de ter a “vontade de conhecer” mais pesada que a “mochila nas costas”. É incrível como o “ter” se torna totalmente substituível pelo “conhecer”.
E, finalmente, alguns irão argumentar: mas, e os momentos com seus amigos e familiares que você, efetivamente, perdeu? Aqui, eu reconheço, eu perdi. Mas, com isso, eu (re)conheci o que e quem eu realmente sinto falta nos meus dias. Eu (re)conheci o que realmente é importante pra mim no Brasil e/ou em qualquer lugar do mundo: pessoas, afeto, laços, momentos, que se criam e renovam no tempo. Ops! Esses são, de novo, ganhos e não perdas.
E aí eu chego à última e mais importante da lista (não exaustiva) de perdas: eu perdi o lado negativo da vida. Perdi essa mania de ver tudo pela ótica da perda. Porque, no fim, toda perda tem seu ganho. Você só estava cego demais para enxergar.E aí, eu também perdi a cegueira. Cegueira de achar que eu era incapaz de narrar minha própria história.
Pois é. Eu perdi muito.
Ainda agora vi na TV a noticia de um avião que tinha caído, matando vários passageiros. Disse que foi por falta de gasolina, enfim, tudo é motivo quando chega a hora, se e que tem hora, como os outros projetos humanos, hora pra isso, aquilo, a vida não se submete, obedece. Muitos deveriam estar com sua saúde perfeita, taxas dentro do desejado, colesterol, triglicerídeos, glicose.. mas, ai.. E nessas horas me dá uma vontade danada de viver, de não perder tempo, cada vez mais e intensamente, de extravasar toda energia possível, até acabar a bateria totalmente por excesso de uso feito celular na mão de adolescente e recarregar pro outro dia. A vida não se programa, não obedece os nossos projetos, não se sujeita. Viver é agora, ela tá passando lá fora, se arrastando feito uma lesma preguiçosa nesse final de tarde chuvosa, tá passando, não se iluda, feito tartaruga, lesma com seu arrastar gosmento quase não parecendo sair do canto.
Enquanto nuvens rabiscavam o azul,
um avião riscou o céu sobre o monte.
Então, o entardecer entrou em cena
e foi tingindo de outono o horizonte.
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