VerbosdoVerbo
A soberba é o disfarce que a alma insegura veste para andar entre os homens. Uma autoilusão trágica, na qual a pessoa precisa gritar para o mundo a sua falsa força, apenas para silenciar o próprio pavor de encarar a sua fragilidade.
Somos a coroa da criação de Deus; por isso, o nosso coração não encontra descanso e propósito em nada menor que o Eterno.
A fé não anula o intelecto; ela abre os olhos para que eu creia de forma existencial e consciente. E é exatamente essa vivência da Graça que me leva a compreender o Evangelho com uma profundidade cada vez maior, tornando meu crer cada vez mais puro, simples e livre de dogmas e catecismos humanos.
O amor sabe suportar, mas também sabe discernir. Aceitar tudo indiscriminadamente não é amor; é ausência de responsabilidade.
O homem não foge da verdade por falta de evidências, mas pelo apego aos dogmas que sustentam suas ilusões.
Os cinco pontos do calvinismo não são a norma da fé protestante, nem o consenso histórico da cristandade. Mais que isso, não encontram respaldo suficiente nas Escrituras e, por isso, são estranhos ao Evangelho.
Eu conheço muitos "profetas" que apontam fórmulas para felicidade em nome de deus para seus ouvintes, mas, quando as cortinas se fecham, são os mesmos que choram em silêncio na solidão de suas vidas desestruturadas.
Errar é a nossa frágil condição humana depois da queda, inerente à própria jornada. Contudo, o que define a sua estatura diante de Deus e da vida não é a queda em si, mas o que você faz com ela. É permitir que o erro seja matéria-prima para o aprendizado e para a graça, em vez de usá-lo como um triste refúgio para a justificação de si mesmo.
O Evangelho revelou que meu pecado é mais profundo do que eu imaginava, mas que o amor de Cristo é infinitamente maior do que eu poderia compreender.
Toda vida que não principia em Deus e para Deus não se ordena é vaidade e vazio. Ainda que se prolonguem os dias e se multipliquem as obras, tudo será estéril, pois somente em Deus encontra o homem seu princípio, seu fim e sua verdadeira felicidade.
Sem Deus no início e no fim, a vida é vazia. Dias longos e grandes obras se tornam estéreis, pois o ser humano só encontra sua origem, seu propósito e sua felicidade Nele.
Se Deus não for o princípio, o centro e o fim de nossa jornada, toda a nossa existência terrena se perderá na mais estéril vaidade. Viver apartado do Criador não é vida; é um exílio de sombras, um sopro de futilidade e um abismo de perpétuo vazio.
O Evangelho não pacifica nossa carne; ele estabelece um confronto direto contra nossa soberba e egoísmo.
Achei que o tempo tinha acabado. Deus, porém, me lembrou: 'Você conta as horas; Eu cumpro propósitos.'
