Tiago Scheimann

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Existem feridas que não cicatrizam porque foram feitas exatamente no lugar onde nasceu a nossa maneira de amar.

O coração não se parte quando perde alguém, parte-se quando entende que jamais voltará a existir da mesma maneira.

A maior pobreza jamais foi a ausência de bens, mas o lento esgotamento da capacidade de se comover. Há uma miséria muito mais silenciosa do que a falta de tudo: aquela em que a alma, exausta de perdas e desilusões, já não encontra razões para estremecer diante do que ainda permanece. Porque, quando até a esperança deixa de despertar espanto, compreendemos que a verdadeira ruína nunca habitou o mundo ao redor, mas o lugar mais íntimo onde a sensibilidade um dia chamou a vida pelo nome.


- Tiago Scheimann

O amor verdadeiro nunca desaparece, apenas aprende a sobreviver na forma mais dolorosa da eternidade: a lembrança.

Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento, outras permanecem como o frio que ele deixou.

A maturidade começa quando deixamos de perguntar por que sofremos e passamos a perguntar o que o sofrimento ainda pode nos ensinar.

O silêncio nunca foi ausência de palavras, quase sempre é excesso de verdades.

O tempo não leva ninguém embora, apenas nos apresenta àquilo que sempre esteve escondido dentro de nós.

Há despedidas que não encerram histórias, apenas mudam o lugar onde elas continuam existindo.

​No fim de todas as tempestades, o horizonte permanece intacto, esperando apenas pela nossa decisão de continuar.

​A poesia é o ponto de encontro entre a dor do mundo e o desejo de eternidade.

Existem pessoas que sorriem como quem acende lâmpadas, e outras que iluminam sem precisar sorrir.

A dor fala alto no começo, mas é o silêncio dela que nos modifica para sempre.

Quem vive apenas de certezas nunca conhecerá a beleza das descobertas.

Existem almas que carregam tanta luz porque sobreviveram a noites que ninguém viu.

O caráter é aquilo que permanece quando todas as máscaras finalmente se cansam.

A paz não nasce quando o mundo se acalma; nasce quando o coração deixa de guerrear contra o inevitável.

Algumas pessoas entram na nossa história para permanecer, outras entram apenas para nos ensinar que permanecer nunca foi a missão delas.

A maior vitória da dor não é fazer alguém chorar; é convencer alguém de que nunca mais vale a pena acreditar.

As feridas mais profundas nem sempre deixam marcas visíveis. Muitas vezes, elas silenciosamente roubam a confiança, enfraquecem a esperança e fazem o mundo parecer menor do que realmente é.

O esquecimento nunca apaga o que fomos, apenas cobre de poeira aquilo que ainda respira dentro de nós.

A alma envelhece não pelo número de anos, mas pela quantidade de esperanças que deixou de cultivar.

Toda grande transformação começa quando enterramos, ainda vivos, a versão de nós que insiste em sobreviver onde o futuro já não a aceita.

O eco mais difícil de silenciar é aquele produzido pelas palavras que nunca tivemos coragem de dizer.

Há pessoas que colecionam conquistas; outras colecionam cicatrizes. As primeiras aprendem a vencer. As últimas aprendem que a vida jamais revela seus abismos a quem nunca precisou sangrar para continuar existindo.