Sidney Silveira
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"'Impessoal' é o nome polido que se dá ora à desumanidade, ora à omissão".
"A egolatria encontra-se no limite entre a loucura e a maldade".
"Conhece melhor a maldade não quem a experimenta, mas quem sabe por que evitá-la".
"A obediência fora da verdade é subserviência".
"A saudade é capaz de dizer adeus; a nostalgia, não".
"A mentira é filha do tempo – às vezes neta, ou bisneta –, e mutável como ele".
"Enalteça um medíocre e você obterá dele, sem fazer força, a mais insana lealdade".
"Todo elogio desmedido é um auto-elogio camuflado".
"Todo idealismo é exorbitante".
"Não há solução política para o povo que olha com deleite para o que é repulsivo e com indiferença para o que é hediondo".
"O homem medíocre é ordinariamente solene".
"A inveja é a avassaladora paixão dos medíocres".
"Não há arte sem sinceridade; toda forma insincera é um falseamento da arte, mesmo que o artista domine perfeitamente todas as técnicas do seu ofício.
Arte é alma".
"Estilo é a afirmação artística da personalidade".
"Não existe credulidade inocente".
"O coração que não se inflama de amor é desumano".
"Encerrar o ente numa pura imanência é – aporeticamente – divinizá-lo".
"O ganancioso contempla a mansidão com desdém".
"O homem medíocre não consegue esquecer seus próprios ódios, pois deles se alimenta".
"O medo indefinidamente continuado é um ódio disfarçado".
"A vaidade costuma ser proporcional à inépcia do vaidoso justamente naquilo de que se gaba".
"O medíocre inveja nas vitórias alheias a coragem que não teve de tentar".
"O mal-amado é, ordinariamente, mau amante".
"Confiar é esperar com amor".
"O ódio nunca é abrupto".