RosangelaCalza

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Lá no horizonte...
estou mais perto de você
assim que me convenço
pra sobreviver.

Nunca foi só sorte, sempre foi a mão de Deus a te guiar.
Ele que trouxe bênção ou aprendizado, em cada passo do teu caminho.
Agradeça pelo o que ficou... e também pelo o que Deus embora levou!

Meus passos


Todos os obstáculos,
montanhas, desertos,
mares sem portos,
caminhos insólitos,
becos sem saída...


Tudo se ergue diante dos meus passos,
como se o mundo quisesse testar
a delicadeza da minha esperança.


Mas sigo.


Levo no peito uma pequena chama,
teimosa como a madrugada
que insiste em nascer depois da noite.
Cada pedra me ensina um nome,
cada ferida, uma direção,
cada silêncio, a escutar
o coração oculto das coisas.


Se o horizonte se fecha,
abro janelas dentro de mim.
Se o medo me cerca,
semeio coragem no chão.


E, quando penso estar perdido,
descubro: há caminhos
que somente aparecem
a quem continua caminhando.


Assim, entre sombras e estrelas,
transformo o impossível em passagem,
e o fim de cada estrada
em promessa de recomeço.

Palavras


Transformar sentimentos em palavras,
coisa mais difícil não há.
Há silêncios que pesam no peito
e frases que nascem sem voz,
perdidas entre o medo e o olhar.


O ódio, quando cresce,
é fogo preso na garganta,
capaz de queimar por dentro,
de engasgar cada tentativa
de dizer o que ainda espanta.


O amor, quando explode,
transborda sem pedir licença;
é mar que invade as margens,
é luz, vertigem e presença.
Mas nem mil poemas conseguem
alcançar sua verdadeira imensidão.


E a dor...
ah, a dor que dói tão doída,
não se desfaz com gritos.
Pode-se chamar o mundo,
rasgar a noite, implorar ao infinito —
ela permanece, quieta e profunda,
como uma cicatriz ainda viva.


Talvez escrever não cure,
nem faça o sentimento partir.
Mas oferece ao coração cansado
um lugar onde possa existir.
E, entre lágrimas e versos,
a alma aprende, devagar,
a respirar.

Silêncios que pesam no peito


Transformar sentimentos em palavras,
coisa mais difícil não há.
Há silêncios que pesam no peito,
há verdades que ninguém quer escutar.


O ódio que você sente
é capaz de lhe engasgar;
fica preso na garganta,
feito espinho a machucar.


Você diz que não se importa,
sai depressa, bate a porta,
grita, ignora, finge não ver —
mas por dentro começa a chover.


E se eu choro, você vai embora,
como se a dor tivesse hora,
como se lágrimas fossem fraqueza,
como se amar não trouxesse tristeza.


Mas cada palavra calada
é uma ferida disfarçada;
cada distância, um pedido,
cada adeus, um grito contido.


Talvez um dia você entenda
que o coração também se arrebenta,
e que ninguém parte ileso
quando transforma amor em desprezo.


Então, se ainda houver coragem,
retorne antes da tempestade;
fale, mesmo que doa,
antes que o silêncio nos destrua.

I don’t care


I don't care
se você não se importa,
se sai e bate a porta,
se grita, se ignora...
se choro e você vai embora.


I don't care...
se chove ou faz sol,
se é noite ou se é dia,
se é segunda ou sexta-feira,
se há dor ou alegria.


I don't care...
todo dia é dia
de viver o dia,
de passar pelos medos,
revelar... ou esconder segredos...
superar desafios...
todo dia I don't care...
a vida está por um fio.

A vida no prumo


Na vida há de se manter o prumo,
seguir sempre certo rumo,
mesmo quando a estrada se desfaz
sob os pés cansados de procurar a paz.


O rumo certo?
Ninguém jamais saberá ao certo.
Há bússolas que apontam para o medo,
há estrelas que se escondem em segredo,
e há caminhos que, embora pareçam errados,
nos devolvem aos sonhos abandonados.


Seguimos — entre quedas e marés,
com dúvidas amarradas aos nossos pés,
levando no peito a coragem imperfeita
de quem caminha sem rota perfeita.


Talvez viver seja aceitar o incerto,
abrir janelas no deserto,
confiar que, mesmo em noite escura,
há uma luz nascendo na procura.


Manter o prumo não é jamais tombar,
mas aprender, depois da queda, a levantar;
é ouvir, no silêncio profundo,
o coração inventando um novo mundo.


E quando o horizonte enfim se abrir,
compreenderemos: não era chegar,
mas aprender, passo a passo, a seguir.

Seu olhar


O mesmo amor que vejo em seu olhar,
será o que mora em seu peito,
silencioso, profundo, perfeito,
esperando apenas o momento de se revelar?


Quem sabe, um dia, você consiga dizer
aquilo que seus olhos insistem em confessar:
que sou a única que você sabe amar,
a presença que seu coração escolheu guardar.


Quem sabe, então, suas mãos encontrem as minhas,
e o medo se desfaça no calor de um abraço;
que suas palavras, antes presas no espaço,
floresçam como estrelas em noites vazias.


Quero acreditar que esse brilho não mente,
que há ternura escondida em cada gesto,
e que o amor, tão tímido e honesto,
também pulsa em você, suavemente.


Se seu coração deseja me pertencer,
não o esconda atrás do silêncio ou da dor.
Venha, enfim, me ensinar a reconhecer
seus sentimentos no idioma do amor.


E, quando seus lábios disserem meu nome,
saberei: era meu o amor que você guardou.

Você, meu porto seguro,
meu céu, meu ar... meu tudo...
a batida do meu coração...
foi embora, tirou meu chão,
me deixou
completamente sem direção...
e, na partida, descoloriu minha vida.

Você.... sempre você
Lá... em algum lugar...
bem longe daqui.
Eu... sempre eu...
Aqui... no mesmo lugar...
bem perto daqui

Alone again...
como é possível
viver sozinho?
Viver sem alguém
pra segurar a mão... e pra preencher
o espaço vazio do coração?
Viver assim,
viver bem mal assim bem não faz não..

Estou com você


Estou com você,
estou bem aqui.
bem-aventurado este amor,
estarei com você pra onde quer que for.
Há algo especial em você
e só eu consigo ver
um amor tão lindo,
você é todo meu paraíso,
pra ficar com você farei tudo o que é preciso.
Estou com você
pro que der e vier
e venha o que vier
farei tudo o que você quiser.

Tudo ao nosso redor pode permanecer indiferente aos nossos questionamentos; isso, no entanto, não nos exime da responsabilidade de fazê-las com inteligência e muita, mas muita seriedade.

Por que amo você?




Se digo que é por tudo o que você é,
digo pouco...
todas as suas qualidades posso enumerar,
nem sei por onde começar,
nem sei se conseguirei acabar...
nem se há palavras suficientes,
mesmo que eu as invente,
nunca serão suficientes.

Talvez o céu saiba


Talvez o céu possa explicar,
o céu que permitiu que você viesse de lá
pra neste mundo louco comigo ficar.
Talvez as estrelas, em segredo,
tenham traçado o caminho dos teus passos
e bordado no escuro o instante
em que encontrarias meus abraços.


Desde então, a noite tem outro brilho,
o silêncio aprendeu a dizer teu nome,
e até a dor, quando se aproxima,
parece menor quando você me envolve.


Você chegou como chuva em terra seca,
como música depois do pranto,
trazendo nos olhos um pedaço do infinito
e nas mãos, a delicadeza do encanto.


Se o destino é um fio invisível,
o nosso se entrelaçou sem aviso;
e eu, que caminhava perdido,
encontrei morada no teu sorriso.


Talvez o céu não explique nada —
talvez apenas tenha confiado em mim
o milagre de te amar neste mundo,
enquanto você transforma meu começo
em um eterno e luminoso fim.

O que eu sinto?
Nem sei mais se sinto...
nem sei mais quando minto...
Acho que nem você sente,
nem eu sinto...
só estamos acostumados
ficar lado a lado...
e cada um olhar pro seu lado...

E ele chegou tão de repente


E ele chegou assim tão de repente
mansamente, levemente
envolveu-me totalmente.


Pegou minhas mãos
vazias desde sempre
beijou-me um beijo doce loucamente
envolveu-me...
e eu... eu amei-o, entreguei-me apaixonadamente.


Corpo alma, coração
vida toda eternamente - era o que eu tinha em mente
Embalada por seus braços
dormi o sono mais suave tão profundamente.


Um amor que era de ser do sempre pra todo o sempre
viveu o tempo de um suspiro... e apagou-se tão apagadamente.


Meus lábios ainda em chama ardentes
queimaram um sorriso recém-nascente
e se fecharam definitivamente...


O tempo de um café era o que ele tinha em mente.

Iludida


Aqui... aí... em todo e qualquer lugar,
pela terra, pelo céu, pelo mar...
cabelos ao vento sigo eu
decidida realidade tornar os sonhos meus.


Todo mundo no mundo todo
como eu a caminhar - não, você não pode isso negar...
buscando, lutando pra seus sonhos com as mãos poder tocar...
segue assim a vida - a minha, a sua... do mundo todo, neste mundo todo...
acreditando que é o pincel nas suas mãos a própria vida vai pintar...


Iludida, iludido, iludido... iludidos!!
Nenhum de nós sabe da própria vida qual o sentido
que o amanhã irá tomar ;)

Era uma vez...


Era uma vez....
ou não era não?


Um coração apaixonado
e outro completamente alienado...


Um coração cativado
e outro completamente desinteressado.


Um coração magoado
e outro completamente blindado.


Um coração partido
e outro batendo... tum-tum... tum-tum...
completamente sem sentido.


Era uma vez...
não, não era não.

Ansiedade


Ansiedade,
angústia,
dor no peito,
uma quase certeza de que nada mais tem jeito...


E mais um dia acabou de acabar
e nenhuma alegria
só nostalgia...
Se não controlar,
todas as lágimas do mundo é capaz de chorar...
deixar uma por uma pelo rosto cansado rolar.
Ah! mas é só mais um dia!! Sem alegria.


Sim, sim, amigo meu
mais um dia seu
que deixou de ser seu,
sumiu, evaporou-se no tempo chamado hoje
se escafedeu.


Daqui a pouco o hoje já vai ser ontem
e o que veio com você na bagagem?
Um monte de bobagens?


Frequência cardíaca alterada,
vontade mais de nada,
mãos trêmulas, suadas
e ainda há pela frente uma longa caminhada... - espera-se ;)


A pessoinha mais importante pra você nessa vidinha
que nada tem de certinha é você.


Então, com o seu hoje o que vai fazer?


Dor no peito?
Quem dera fossem só gases
e não mais uma artinha do tipo de Jogos Vorazes....


Hasta mañana, baby...

Talvez eu não tivesse


Talvez o céu possa explicar
o silêncio que nasceu em mim,
quando as estrelas se apagaram
sem dizer se voltariam.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, frias e mortas;
elas já foram rios abertos,
tocando o mundo com esperança,
acendendo manhãs em portas esquecidas.


Eu não tinha esse olhar perdido,
vagando entre sombras e distâncias,
procurando no rosto da noite
a luz que um dia me chamou.


Talvez o céu saiba onde escondi
as palavras que não consegui dizer,
os abraços interrompidos,
a coragem deixada à beira do medo.


Se houver uma estrela para mim,
que ela desça devagar,
como uma lágrima luminosa,
e repouse sobre meu peito.


Talvez então minhas mãos se lembrem
do calor de outras mãos,
e meus olhos, cansados de perder,
aprendam novamente a esperar.


Porque mesmo no fundo do silêncio,
há um coração, quase invisível,
batendo baixinho –
como quem ainda pede para viver.

Desisto


Quanta tristeza
há nesta vida,
quando a esperança se esconde
atrás da última janela
e o silêncio veste
a cor das despedidas.


Só incerteza
caminha comigo,
feito sombra sem nome,
feito chuva que não termina
sobre os ombros cansados
de quem já não sabe esperar.


Não há portas de entrada,
apenas corredores estreitos
conduzindo ao adeus.
E sigo,
descalço, pés sangrando,
pisando os cacos dos sonhos
que um dia chamei de lar.


Cada passo dói,
mas ainda é passo.
Cada lágrima cai
como semente invisível
na terra escura do peito.


Talvez, além da noite,
exista uma manhã.
Talvez o mundo guarde
uma fresta de luz
para quem insiste em respirar.


E, mesmo perdido,
mesmo ferido,
levanto os olhos ao céu:
há tristeza em minha voz,
mas ainda pulsa,
teimoso e frágil,
um coração que não aprendeu
a desistir.